Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Too Hot, I guess...


Imagem: JNPDI

O prédio que albergava o Hot Clube de Portugal foi esta noite gravemente danificado por um incêndio que deflagrou num dos andares de cima, há bastante tempo devoluto. A notícia é triste mas não me espanta tanto como isso. Há muitos anos que o edifício mostrava sinais de ruína e não parecia haver solução à vista. Da mesma maneira, o próprio espaço do Clube, embora com o ambiente a a carga histórica que lhe davam o encanto que ainda tinha, já não era suficiente para um funcionamento eficaz e, em dias de concerto, nem se via nem se ouvia (nem sequer se bebia) nada de jeito.

Falava-se há muito tempo em recuperar o prédio e na cedência do mesmo ao Hot. O estatuto de utilidade pública é mais do que justo e o Clube merece voltar à Praça da Alegria em breve, usufruindo desta vez de um espaço com as dimensões necessárias, não só para o bar e sala de concertos, mas também para a escola, hoje em dia um dos principais centros de formação dos bons músicos que se vão ouvindo por cá, e para um espaço museológico sobre a história do Jazz em Portugal e do próprio Clube, protagonista de um património com mais de 60 anos. Quanto ao dinheiro necessário... é de certeza bem menos do que aquilo que se desperdiça em incompetência todos os anos!

Talvez seja esta a oportunidade que se esperava!

Mais do que chorar desgraças, vamos todos exigir um novo Hot Clube de Portugal. Alinham?

Para ajudar à leitura, fica uma das boas músicas que ouvi ao vivo no Hot:


"3.4.7."
Artista: Suite da Terra (Carlos Barretto, Mário Delgado, José Salgueiro)
Álbum: Suite da Terra

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Notícias "na hora"?

Mais uma adição aqui ao blogue: uma barra que vai passando notícias de música aí em cima. Não liguem muito às datas, algumas notícias já têm uns dias. Tudo bem. Às vezes também dá jeito saber de coisas que se passaram sem nós sabermos, quanto mais não seja para ficarmos mais atentos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mudanças forçadas

Não, não se enganaram no blogue. Ainda é o mesmo, só mudou um pouco de aspecto.

A única grande mudança está nos comentários, que foram mesmo os causadores da alteração. Os senhores do Haloscan resolveram mudar o sistema e, já que estão com a mão na massa, toca de pedir dinheiro para fazer a "migração". Nem é tarde nem é cedo, os do Blogger ainda são à borla. A chatice é que os comentários já feitos deixaram de aparecer. Mas não se perderam. Estão todos aqui guardadinhos para eu ler de vez em quando. Entretanto, começa uma nova fase de comentários e até nem é má altura, visto que já há uns tempos que ninguém comentava nada (sim, eu sei que também não tenho escrito grande coisa).

Esta não é, para já, a versão final. Não se espantem se houver mais mudanças nos próximos dias.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma questão de frequência

Antes de mais tenho de admitir que pouco ou nada percebo do assunto e pode até haver uma ou mais explicações plausíveis para o facto, mas a verdade é que nunca percebi porque é que as rádios ditas "nacionais" têm tantas posições atribuídas no estreito espaço do FM. A primeira resposta que me vem à mente é a habitual: "porque as frequências vão variando ao longo do país e há áreas que apanham a emissão de várias zonas diferentes". Agora, alguém me explica como é que isto se justifica num país com o tamanho de Portugal? Se há essa distinção entre rádios "nacionais" e "locais" não seria lógico que às primeiras fosse atribuída uma única frequência ao longo de todo o país e as outras se distribuíssem pelo espaço livre das respectivas regiões?

Seguindo pela clássica teoria da conspiração poderíamos até conjecturar que isto está feito assim para beneficiar as grandes marcas de auto-rádios com RDS mas nem as marcas ganham grande coisa com isso nem o sistema RDS existia quando a confusão foi criada.

O resultado disto?

Bom, o resultado disto é andarmos em viagem por Portugal e, em zonas com captação de duas ou três rádios, haver quatro frequências diferentes com a Renascença ou a Antena 1, que acabam por se sobrepor em algumas áreas às pobres das rádios locais que, com emissores obviamente mais fracos, acabam por se ver completamente "abafadas". Isto nas zonas com poucas rádios...

Dando a volta pelo outro lado, nas zonas com maior densidade populacional e, portanto, com mais espaço para o aparecimento de rádios locais e outros tipos de rádios privadas, depois do "abarbatanço" de 4 a 6 posições de cada uma das "nacionais" RR, RFM, Antenas 1, 2 e 3, fica tão pouco espaço para as outras que, mesmo bem diferenciadas e com emissores potentes e bem regulados, acabam por ficar todas quase em cima umas das outras resultando no fenómeno a que assistimos, por exemplo, na zona de Lisboa, fenómeno esse a que poderiamos dar o pomposo nome de "Éter Fanhoso" e que se traduz na prática, e pegando no exemplo da Radar, que é a que ouço mais (mas há muitos outros) no seguinte: saio das Mercês a ouvir bem, entro no IC19 com a RCS a "meter o bedelho", ouço bem na zona de Paiões, mal no Cacém (no Cacém ouvem-se todas mal), bem na CREL, com volume muito mais alto na Marginal e perco-a de todo ao entrar em Lisboa, o que é curioso, visto que a Radar emite da zona de S. Sebastião da Pedreira.

Fazendo as contas a isto tudo, dá-me ideia que, organizando um pouco as coisas neste domínio (sim, eu sei, sou um sonhador...), não só ouviríamos muito melhor as rádios que temos como haveria ainda espaço para termos algumas outras, e quem sabe se não seriam essas as "mesmo boas"? (sei lá, com pessoas que soubessem de música e de rádio e de... pois, estou outra vez a sonhar, desculpem).

Termino com um sábio conselho que, de já tão enraizado no imaginário popular, extravasou há muito o contexto da "marota" anedota que lhe deu origem:

"ORGANIZEM-SE!!!"


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Verde has left the building

So long, it's been good to know you
...
I guess you've got to be drifting along.



"Elvis Has Just Left The Building"
Artista: Frank Zappa
Álbum: Broadway the hard way



domingo, 22 de novembro de 2009

Nos por cá... Baile Popular

Quando o João Gil trabalha com o João Monge... é normal.
O Mário Delgado a trabalhar com o Alexandre Frazão... é habitual.

Mais raro é quando estes se juntam todos.

Quando estes todos se juntam aos Adiafa é...

Baile Popular!

Vão lá dar uma ouvidela.


domingo, 15 de novembro de 2009

Isto pode tornar-se um hábito...

Pela segunda vez no mesmo ano, Rui Azul e Minnemann deslocaram-se ao Sul (desta vez a Cascais) para dar um concerto de Blues, pela segunda vez convidados pela Maria Viana, pela segunda vez reduzidos a duo. Poderá dizer-se que o auditório é pequeno, eu acrescento que se poupa bastante dinheiro e a música não deixa de ser boa.

Em relação ao concerto de Janeiro, pode dizer-se que as diferenças não foram muitas mas foram bastantes, ou seja, o auditório mais pequeno e mais acolhedor tornou o concerto mais "familiar" permitindo maior participação do público; houve um artista convidado, do qual só ficámos a saber que se chama João e toca harmónica "nas horas" e (desta vez sim) houve direito a dois "encores" (nestes ambientes pequenos um par de mãos a bater palmas faz muito mais efeito e puxa por outros pares de mãos). Quanto ao resto, a música foi excelente, as histórias de Minnemann foram quase as mesmas mas contadas com algumas "nuances", a cumplicidade viu-se e ouviu-se e os solos foram ainda melhores.

Dito isto, já perceberam que, mais uma vez, os Blues se transformaram em festa e que há sempre alguma coisa de novo para ver quando estes dois se juntam no palco. A pergunta que fica é: "e quando estes dois se juntam em palco com mais gente?". Sabendo eu que a Minnemann Blues Band existe há décadas e que o Rui Azul tem para aí meia-dúzia de projectos, não se percebe como é que ninguém os traz cá para a gente "ouver". À atenção dos programadores e donos de salas da capital fica a notícia de que estão para sair novos trabalhos, tanto do Rui Azul, como da Minnemann Blues Band. Quero ver qual vai ser a desculpa para não os vermos em Lisboa desta vez. Já lhes ensinaram o caminho, vamos tornar isto um hábito. Combinado?

Últimas palavras, uma de agradecimento para a Maria Viana, e que continue a mostrar aos parolos da capital que há boa música por todo o país, duas para o Centro Cultural de Cascais, uma para dizer que vídeos de fundo podem ser boa ideia se não forem de flores filmadas à pressa no jardim (o Minnemann fartou-se de gozar, eh eh), outra para declarar que não gosto nada dos caixotes que enfiaram dentro da capela mas se isso é necessário para termos mais música, que fiquem os caixotes!


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Concertos amigos




Rui Azul e Minnemann em Cascais, hoje, dia 13, no Centro Cultural de Cascais



Creative Sources Fest (música improvisada), hoje e amanhã no LX Factory

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cadê o outro?

Enquanto eu não invento um passatempo que valha a pena, vou deixando por aqui umas adivinhas para vocês se entreterem.

No caso, é um video de um concerto do Roy Orbison em 1987, que juntou um monte de cromos da música americana e foi editado em video e em disco (que eu tenho em vinil). Durante o video reconhecem-se muitos dos convidados (K. D. Lang, Bonnie Raitt, Elvis Costello, Bruce Springsteen...) mas há um que lá está, digamos assim, escondido. Quem é e onde está?





P.S.: Não dá prémio, só satisfação


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Música à toa #6

Hoje o "tocador" aqui do "cp" escolheu "Scratch and Sniff" de Bela Fleck and the Flecktones.
Vi o Bela Fleck ao vivo há uns 25 anos como banjo dos New Grass Revival, num concerto, para mim mas também para mais gente, memorável. Fleck estava nessa altura em princípio de carreira mas era já um grande músico. Com os Flecktones, todos os instrumentos são muito mais do que parecem à primeira vista.




domingo, 1 de novembro de 2009

António Sérgio, sempre à frente!


António Sérgio e o som da frente



"So be easy and free
When you're drinkin' with me
I´m a man you don't meet every day"




"I'm a man you don't meet every day"
Artista: The Pogues
Álbum: Rum, sodomy and the lash


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Beatles... for sale?



Já por aqui tenho dito que prefiro comprar música em lojas pequenas do que na fnac. Estou mesmo convencido que as lojas da cadeia apenas sobrevivem devido à preguiça e falta de tempo dos potenciais clientes. É verdade que tem muitas coisas à venda e que há um ou outro "exclusivo" que vale a pena mas, tenham os meus amigos o azar de não haver o artigo pretendido (a mim acontece-me bastante) e necessitar de encomendar algo...

Aqui há tempos celebrei mais um aniversário (coisa que ainda faço todos os anos) e, aproveitando a coincidência de a minha discografia "beatleana" ser escassa e as novas edições terem acabado de sair, a cara-metade decidiu bancar o caixote que aí vêem em cima para preencher de vez a lacuna.

Pensava eu que, nesta coisa de "edições limitadas" (não são nada limitadas, é só conversa para haver mais gente a comprar) da banda mais vendida de sempre, o ponto de venda mais evidente seria, precisamente, a fnac (como quase toda a gente, nunca mais aprendo). Lá fui eu direito a uma das lojas da cadeia. Quando de lá saí não trazia a caixa dos Beatles (claro que não) mas o meu nome figurava orgulhosamente no 49º lugar de uma lista de espera VIP (dizia o empregado que era um produto muito difícil). Para além disso, tornei-me dono do último "exclusivo fnac", um disco do Mário Laginha em colaboração com o artista gráfico João Borges de que, por sinal, ninguém do clube de fãs tinha ouvido falar e o próprio Mário Laginha não fazia ideia que já estava à venda. Assim continua a promoção da música portuguesa (a fnac é quê, francesa?). Valeu a visita, já que, tendo em conta os antecedentes, não tinha grande fé na lista de espera.

Assim passou mais de um mês (sem notícias) até que, levado pela curiosidade, fui ver se a CDGO, a única loja online onde até hoje comprei alguma coisa (e onde sempre fui bem tratado), teria em stock tal raridade. Resultado: encomenda feita na Segunda à noite, processada na Terça, enviada na Quarta, chegada aos correios na Quinta, levantada na Sexta. Neste momento estou a ouvir "I Wanna Be Your Man" do "With The Beatles" de 1963. Ainda com um longo caminho a percorrer, portanto. Não sei se o fim-de-semana chegará mas estas coisas também não são para se ouvir à pressa, não é? Para já navego na minha infância ali para os lados do Bairro da Encarnação, com meia-dúzia de anos e já "enfronhado" nos discos dos meus tios e a querer aprender inglês para cantar o "I Want To Hold Your Hand" como devia ser.

E então (perguntam vocês, ou talvez não) a lista VIP da fnac?
Perguntam (ou talvez não) bem. Escrupuloso como sou (não liguem, é uma mania) decidi telefonar (estúpido!) para a loja com a intenção de cancelar a encomenda, visto que já tinha passado mais de um mês (sem notícias), eu já tinha adquirido o produto na concorrência e também não queria prejudicar o nº 50 da "lista VIP".

Eu já sei como as grandes empresas funcionam e tratam os clientes (já para não falar de como tratam os empregados) mas tenho uma espécie de prazer mórbido em comprovar uma e outra vez que não estou enganado e que, de facto, quanto maiores as empresas pior o serviço.

Telefonema para a loja: Atendido por uma gravação que me mandou telefonar para um Call Center. Pensei: vamos ter festa, como é costume.

Telefonema para o Call Center (não esquecer de falar devagarinho para o funcionário conseguir perceber alguma coisa e escrever tudo o que percebeu): Fiquei a saber que do Call Center não tinham acesso à "lista VIP" porque "às vezes eles não põem as listas de espera no sistema". Depois de ter dito várias vezes qual o item encomendado e de me ter certificado de que, finalmente, estávamos a falar do mesmo; depois de ter dito o meu nome uma vez para me identificar no Call Center, uma vez para identificar o nome que estaria na "lista" e uma outra vez para identificar a pessoa a contactar; depois de ter deixado o número de telefone para poder ser contactado (apesar de o mesmo número figurar na "lista VIP" exactamente para o mesmo efeito); depois de deixar o endereço de mail (apesar de já ter deixado o telefone), lá me disseram que iam passar a informação e que eu seria contactado. Depois perguntaram (adoro esta pergunta que fazem em todos os Call Centers) se eu desejava que fizessem mais alguma coisa por mim. Como de costume, disse que não, que já teria ficado satisfeito se tivessem feito o que eu queria que fizessem quando telefonei e que, afinal, tinha ficado por fazer. Ainda fiz umas considerações sobre a inutilidade dos Call Centers (mas sempre fui dizendo à menina que não tinha nada contra ela em particular, que eu não quero ser responsável por nenhum fenómeno "France Telecom").


Primeiro contacto: Recebi um mail automático que, segundo percebi, seria para me informar (a mim) que tinha contactado o Call Center e que o teor da conversa teria sido o seguinte (e transcrevo): cliente solicita contacto no sentido de ser informado sobre a encomenda que solicitou a pelo menos um mes : EAN : 5099969944901 The Beatles Box Set: Stereo (Limited Deluxe Edition 14CD)Obrigada. Fiquei portanto a saber que tinha telefonado para o Call Center e que tinha feito um pedido de informação com erros ortográficos.

Segundo contacto: Recebi um telefonema de alguém (eles afinal existem) da loja fnac onde estava a tal "lista", que me vinha informar que os colegas responsáveis pela "lista" não se encontravam na loja de momento. Perguntei então se ele não tinha acesso à "lista". Respondeu-me que sim, mas que a lista era "algo complicada de entender" porque havia muita gente em espera e as entregas desta caixa estavam a ser muito difíceis. Passei então a explicar-lhe que o que eu queria era apenas desistir da reserva porque já tinha adquirido o produto na concorrência, numa loja onde as entregas eram muito mais fáceis. Depois de um pequeno silêncio de "oops, já me espalhei, malditas desculpas que me mandam dar", o rapaz lá me disse que ia comunicar aos colegas e que eles depois me contactariam. Intrigado, perguntei então se ele não podia simplesmente apagar o meu nome da lista. Depois de mais um silêncio, este de "sei lá como é que isso se faz", respondeu então que comunicaria aos colegas e eles me apagariam da lista. Depois de perguntar se o assunto ficava resolvido de vez e ter ouvido "acho que sim" como resposta, decidi agradecer e desejar-lhe uma boa noite, com medo de, também ali, gerar alguma tendência suicida.

A partir deste momento, vou aquecer o jantar ao som de "Beatles For Sale". Não na fnac, naturalmente.





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Música à toa #5

Sheer Heart Attack é uma canção dos Queen que, curiosamente, não está no álbum Sheer Heart Attack. Faz parte de News of the World de 1977 e, sinal dos tempos, é a música que muitas das bandas Punk que despontavam em Inglaterra por essa altura gostavam de ter escrito. Como a maior parte das bandas que despontavam em Inglaterra por essa altura não sabia escrever música, quem escreveu foi o senhor Roger Taylor, baterista dos Queen e dono da voz que, ao vivo, se encarregava das notas mais altas.

Foi a música que o toca-músicas escolheu hoje por mim.








A nova Ministra da Cultura...

... é pianista e professora do Conservatório.

Nas costumeiras reacções que se seguem sempre à saída da lista dos ministros para os governos que "entram" ouvi (e li) algumas personagens do meio musical português manifestarem o optimismo pela nomeação de alguém vindo "da música". "Talvez seja bom para a Música Portuguesa", dizia-se. Pois eu preferia que fosse bom para a Cultura Portuguesa.

Esperneiem, protestem, digam que eu não percebo nada, que tenho mau feitio mas, para mim, por mais voltas que dê à coisa, ministro que aceita "cunhas" e governa por preferências... é um mau ministro!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Música à toa #4

Andei uns tempos a ter lições para ver se conseguia tocar coisas destas. Não sei porquê, não resultou lá muito bem. Felizmente temos o Steve Howe e o meu toca-músicas sabe disso.





quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Eu nem sei onde é que vou no próximo fim-de-semana...



... quanto mais daqui a um ano!

Terei sequer emprego? E quem não tem emprego este ano? Não tem direito (se conseguir sobreviver) a ver os U2 no ano que vem?

A "festa" repete-se. Filas de gente a dormir em frente às zonas de venda de bilhetes (parece que este ano não é nas bombas de gasolina... o patrocinador mudou), gente que consegue bilhetes e reage como Paris no dia do Armistício, gente que não consegue e reage como um trabalhador suicida da France Telecom. Antes disso, grandes acções de "cunha" e "candonga" marcam a pré-compra (só para os "ainda mais fánáticos", segundo consta).

Breve silêncio de dois dias (para ajudar o mercado negro) e...

Anunciado o segundo concerto. Toca a alvorada e o fim-de-semana transforma-se numa cópia do anterior.

Alguns depoimentos do estilo: "Nem sei se vou ter dinheiro para comer, mas não posso perder os U2". Não tivesses tu dinheiro para comer e nem no Fado Vadio punhas os pés!

- Qual será a diferença de custos entre um concerto dos U2 hoje e um de há 25 anos?
- Qual será a diferença no preço dos bilhetes para um concerto dos U2 entre hoje e há 25 anos atrás?
- Vale mais a pena ver um concerto dos U2 hoje do que há 25 anos atrás?
A julgar pelo espectáculo da compra de bilhetes, parece que sim. Eu acho que não.

Para os "amigos" africanos de Bono, três guitarras acústicas e um par de bongós era mais do que suficiente.

Mas isso sou eu que tenho mau feitio.

"Music is the best!"
(pois, tenho eu e tinha o Zappa)



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

Agora é que vai ser...



A julgar pelas manifestações de "amor" por Portugal e pela sua cultura que ouvi nos últimos tempos, estou convencido que é desta que a música portuguesa vai começar a ser ouvida como merece.

O tempo de antena dedicado de momento nas rádios, na tv, nos jornais e na internet à defesa dos valores nacionais vai em breve começar a ser ocupado por videos, discos e notícias sobre a música e os músicos portugueses e todos os artistas de todas as outras artes que vão finalmente sair do sufoco e da subsidio-dependência.

Os portugueses vão com certeza lutar por preços mais baixos para os discos de música portuguesa, por novas salas com condições para concertos, por mais programas de televisão com música portuguesa ao vivo, por uma nova política radiofónica que permita a entrada em antena de toda uma nova geração de músicos que vem produzindo tão boa música mas que, até hoje, tinha grandes dificuldades em se fazer ouvir. Com esta explosão da nova música portuguesa vão surgir novos jornais e revistas dedicados à música portuguesa.

Prevejo, com este movimento de dimensão nacional, que daqui a um ou dois anos, os nossos músicos serão já grandes em grandes mercados como o Brasil ou os países de língua espanhola. O mais tardar em 2015, já os músicos portugueses terão nomeações nos quadros principais dos grandes prémios de música a nível mundial e coisas como o "Best Portuguese Act" serão atribuídas às bandas-revelação de cada ano.

Não é tudo tão bom quando tantos portugueses gostam tanto de Portugal?


domingo, 11 de outubro de 2009

Música à toa #3

Assim ditou o toca-músicas em 11-10-2009:

Fairport Convention - Nottamun Town






quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Boicote à "Revolução"!?!?!



Não sei se já a conhecem mas é presença cada vez mais habitual nos concertos que vão acontecendo por aí. Cheira a mofo, sabe a podre e mete nojo. Chama-se Plateia VIP e marcará indelével presença no concerto Três Cantos, protagonizado por três "vozes da Revolução", Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho.

Podia começar por contestar os altos preços deste concerto "para o povo" (ou talvez não). Entre 10 e 50 euros já se faz a divisão de classes muito bem, muito obrigado. Virá alguém desculpar-se com a necessidade de reduzir a compra de bilhetes, uma vez que o espectáculo se realiza só uma vez. Está muito bem, tem toda a lógica escolher o público para um concerto que poderá incluir um tema chamado "O Grande Capital" pelo conteúdo da carteira de cada um.

Muito bem, 10€ é o preço do bilhete para a Galeria topo Norte (vulgo "piolho"), enquanto 50€ custa um ingresso para a "chique" Plateia Central VIP. Já tentei olhar o facto de vários ângulos, escrever a coisa de várias maneiras, mas não há volta a dar. Obviamente que cada um sabe de si mas, fosse eu músico com metade do peso de um só destes três, mesmo sem um décimo do passado que eles transportam, nunca admitiria uma Plateia VIP num concerto meu.

Pode até ser verdade (é até o mais certo) que os três artistas não tenham nada a ver com este tipo de disposição da sala. Mas qualquer um deles tem a possibilidade de, querendo, a recusar. Não o tendo feito a duas semanas do concerto, já não acredito que o façam.

Assim sendo, e por pouco que signifique, recuso-me a comprar bilhete para assistir ao concerto Três Cantos que terá lugar no Campo Pequeno dia 22 de Outubro de 2009, cerca de 35 anos e meio depois de 25 de Abril de 1974.

Só espero que não lhes calhe uma frente de palco semi-vazia e salpicada de múmias (como podia ter acontecido a James Taylor em Cascais se ele não chamasse o "povo" para a frente). Não deve ser nada bom tocar para uma "Brigada do Reumático".

Passem muito bem!


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Música à toa #2

Hoje saiu esta na "roleta".

Your Love is like a rainbow...

Sim, depois duma chuvada como a que acabou de cair...




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Plágio ou versão? Somos parvos, ou quê?

Já aqui tenho abordado o assunto. Parece-me óbvio que são coisas diferentes. Plágio é uma cópia (supostamente dissimulada) de algo já existente (seja do que for, não só de música, claro) em que não é reconhecido o verdadeiro autor (assim como os seus direitos), enquanto uma versão (no caso da música) se trata de uma reinterpretação de uma obra já existente, com mais ou menos alterações, seja na letra, seja na música, misturando, truncando, samplando, fazendo mortais à rectaguarda ou jogando de calcanhar como o Falcão, mas sempre atribuindo a autoria ao seu verdadeiro dono e pagando os respectivos direitos. Até aqui estamos entendidos.

Onde a coisa muda de figura é quando nos chega aos ouvidos algo que é sem qualquer espécie de dúvida uma versão mas que, por manifesta estupidez (ou má fé) de quem a faz, acaba por se tornar num caso de plágio evidente.

Do que é que eu estou afinal a falar?
Ora bem, estava eu a ver televisão há um bocado quando, como já vai sendo habitual na nossa televisão, deparo com imagens de um concerto do Tony Carreira, imagens essas em que ele cantava esta canção, de seu nome "Nas horas de dor":



Nem sequer foi preciso um décimo da minha capacidade auditiva para chegar imediatamente à conclusão de que estava na presença duma versão de uma música country chamada "City of New Orleans", de 1971, cujo autor se chama Steve Goodman e que podem ouvir abaixo:



Ora esta canção tem tido muitas versões, desde a primeira do John Denver, passando pela do Arlo Guthrie (e que faz parte da minha BSO) e por muitas outras de outros nomes, alguns obscuros mas outros muito conhecidos como por exemplo Chet Atkins, Joe Dassin, Johnny Cash, Jerry Reed, Judy Collins ou Willie Nelson, que podem ver a seguir com a amiga Sheryl Crow:



(não liguem às letrinhas que vão passando. É publicidade do "uploader")

Até aqui tudo certo, não tem mal nenhum fazer versões de músicas conhecidas. Todos os grandes músicos as fazem e todos nós gostamos de ouvir de que maneira as canções vão sendo reinterpretadas através dos tempos. De umas versões gostamos, de outras nem por isso mas essa já é outra conversa.

Ora o que motiva a rara inserção de uma música cantada pelo Tony Carreira neste blogue é justamente o facto de, neste caso, as coisas não se terem passado de maneira nada normal. Se é evidente que a letra da canção é diferente do original (e não uma simples tradução), também o não é menos que a música é de facto a de "City of New Orleans" de Steve Goodman. Ora, o que aparece nos créditos do disco do Tony é que a letra é do próprio Tony Carreira mas que a música é de um tal M. David (?). Pior ainda, no registo existente na SPA, a canção aparece da seguinte maneira:

Título: "Nas horas de dor"
Género: Indefenido (qué??? bem, mais country que isto é vaqueiro)
Autor: Tony Carreira
Categoria: Compositor / autor

Não percebo muito bem o que é que se pretende com isto. Se era não pagar os direitos de autor, com uma canção tão conhecida como esta só podiam estar à espera do desastre ou então pensavam que em Portugal ninguém percebia nada de música (e a julgar pela quantidade de gente que vai aos concertos do senhor até convenhamos que tinham muitas razões para pensar isso, não acham?).

Todos nos habituámos a ouvir, por exemplo, o Marco Paulo cantar versões de canções francesas, espanholas ou italianas. Segundo parece (e eu conheço alguns casos) os créditos vinham sempre atribuídos aos autores originais, como é suposto ser feito. Se Tony Carreira (ou outro qualquer, seja ele quem for) acha que pode arriscar não pagar direitos a quem eles são devidos, também não se poderá queixar quando tiver que pagar as indemnizações aos donos dos direitos dos originais que usurpou.

Tenho falado muito por aqui de pirataria. Não quis deixar passar sem menção a pirataria que é feita pelos próprios artistas, que supostamente seriam os primeiros a zelar pelos direitos de autor mas que, com acções destas, perdem todo direito de pedir ao público que se abstenha de copiar ou descarregar músicas sem licença.

Note-se ainda que falei do Tony Carreira porque era ele que estava a cantar uma canção que conheço (e até gosto) e porque dei com esta informação através duma pesquisa muito rápida. Foi ele, como podia ter sido outro qualquer. Tenho consciência de que haverá muito mais casos com muitos outros músicos, mas não tenho tempo nem paciência para esse tipo de pesquisas. De outros casos que cheguem ao meu conhecimento, logo verei se vale a pena falar aqui. Em todos eles, os lesados que se mexam.


Já agora, e só para minha recordação (e dos outros todos que também estiveram em Cascais no concerto de comemoração dos dez anos do Festival de Woodstock - em 1979, claro), aqui fica a interpretação do Arlo Guthrie de "City of New Orleans" durante a digressão que passou por cá, com o grupo Shenandoah:





Música à toa

A partir de hoje, mais uma secção aqui no blogue.

Ora, como é que isto funciona? É muito simples. A ideia apareceu-me a partir de uma daquelas maluquices do Facebook, no caso uma em que se pedia para abrir o programa de reprodução de música ou o leitor de mp3, colocá-lo em "shuffle" (em português "à toa") e publicar as primeiras 30 músicas que o programa escolhesse. Gostei do conceito "à toa" e aqui estou eu a publicar a primeira música que "vier à rede" seja ela qual for, no formato que conseguir arranjar.

Eis então a "música à toa" de hoje:






terça-feira, 29 de setembro de 2009

Depois admiram-se...



Detesto "Edições Especiais Limitadas"!

É a nova (ok, já não é assim tão nova, mas agora generalizou-se) moda das editoras. Edita-se o disco (ou DVD), cobra-se um balúrdio pelo artigo e, alguns meses depois (às vezes semanas), espeta-se com a EEL, pelo mesmo balúrdio mais umas botas e baixa-se (por vezes nem isso) o preço do original. Resultado: ou voltas a comprar o que já tinhas comprado para ficares também com os extras, ou não compras logo de início para te precaveres e arriscas-te a não haver EEL e a ficares sem uma nem outra, ou esperas que o original baixe de preço e borrifas-te nos extras (mas pelo menos ficas com alguma música), ou então... fartas-te de ser enganado e não compras nem um nem outra e vais sacar à net.

Aí em cima está o exemplo das duas edições dos Humanos ao vivo mas esta semana aconteceu-me o mesmo (mais uma vez) com o último disco do Springsteen, que não tinha comprado (por ter preferido comprar melões, enfim... opções) na altura que saiu. Ora o disquito, que quando saiu custava quase 20€, estava à venda por metade do preço. Imediatamente pensei: "Olha, já deve ter saído a Special Limited Edition (que os do Springsteen vêm em inglês)". Fui à procura e... lá estava ela! Peguei na embalagem, conferi que tinha uma música a mais do que o disco e um DVD e...

Praguejei contra as "megastores" e a economia de mercado, mandei a Sony à merda, desejei uma difícil semana de caganeira ao amigo Bruce por permitir estes "artifícios"... e trouxe o original pelo preço de um disco no tempo do vinil.

O que eles mereciam era mesmo que eu fosse sacar tudo à net. Mas enfim, um coleccionador de discos é um coleccionador de discos, mesmo sem dinheiro.

...Mas não sei se não irei roubar os extras...


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quem é o cromo?

Fim da adivinhação de cromos no Mug Music.

O vencedor, sem contestação, é o Nuno, que adivinhou 10 cromos. Nos lugares seguintes ficaram a Laura e o Mário, com 4 cada.

O Nuno receberá o prémio prometido. Se quiserem saber exactamente o quê podem perguntar-me em privado, mas posso assegurar-vos que será algo que ninguém terá exactamente igual mas que, apesar disso, não causará grande rombo nas minhas finanças (é a crise). Quem viu o "Alta fidelidade" já sabe mais ou menos do que se trata (sim, eu sei que já não há cassetes). Mais concretamente, terá a ver com Jazz português e seus derivados. Pronto, já disse tudo sem dizer.

Quanto ao "desconsiderado" cromo 24. Depois de ter esperado até estas horas e não ter visto nem uma tentativa de acerto, decidi revelar a sua identidade. Podem ir ver quem é no respectivo "post".

Agora tenho de pensar noutra maneira de vos fazer dar voltas à cabeça. Mais à frente pode ser que apareça algo. Aceitam-se sugestões, claro.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sopro de Astúrias

Ficarão para sempre como banda sonora daquela viagem, embora só os tenha ouvido pela primeira vez já depois de voltar a casa. Às vezes é assim.

Chamam-se Llan de Cubel e são muito bons.







É um bocadinho difícil encontrar bons vídeos da banda mas ficam aí dois com qualidade razoável (como vêem, não é só cá que a música tradicional tem falta de dinheiro).


domingo, 13 de setembro de 2009

Músicos defendem piratas?


(não, não é deste que estou a falar...)

A propósito de "pirataria musical", ou seja, a prática de downloads ilegais de música, chamou-me o meu amigo "Emigras" (como faz muitas vezes) a atenção para este artigo da BBC News, sobre esse mesmo assunto.

Ora parece que três associações (uma de músicos, uma de autores e outra de produtores) se juntaram para condenar a anunciada decisão do governo inglês (apoiada pelas associações de direitos fonográficos e pelas editoras) de banir da internet todos os que fossem apanhados a "piratear" conteúdos protegidos por direitos de autor. Segundo os músicos, autores e produtores membros das associações signatárias, a exagerada repressão a estas actividades poderá levar a uma quebra de interesse dos jovens pela música ou até mesmo a uma recriminação aos próprios artistas. Diz Billy Bragg, conhecido por não ter "papas na língua", que muita gente descobre a música através dos downloads ilegais e acabam por pagar a música comprando bilhetes para os concertos e que castigar os infractores só iria desencorajar os jovens de se tornarem fãs de música. Já o guitarrista Ed O'Brien, dos Radiohead diz que "simplesmente não resulta" porque há muitas maneiras de o fazer. A opinião destas associações é que o problema deve ser equacionado de maneira a arranjar uma solução que não prejudique ninguém.

E em Portugal? Que pensam os artistas cá do sítio?

Nas entrevistas que enviei há uns meses a músicos portugueses, perguntava a certa altura se os downloads ilegais prejudicavam os artistas. Não sendo, obviamente, uma amostra representativa de nada a não ser dos "artistas que têm pachorra para responder a perguntas feitas por um tipo qualquer dum blogue e que não conhecemos de lado nenhum", constato que a percentagem de respostas está assim distribuída: Sim, prejudica - 10%; Não, não prejudica - 32%; Por um lado sim, por outro não - 58%. Quer isto dizer o quê? Que mais de metade dos artistas nesta lista acha que há vantagens e desvantagens para os músicos na partilha de ficheiros. Acresce ainda que, muitos dos que partilham desta opinião acham que o prejuízo é mais para as editoras do que para os próprios músicos. São de salientar ainda as tentativas feitas por editoras portuguesas de evitar a gravação de ficheiros a partir dos CDs (tenho cá dois ou três com software anti-gravação, de repente lembro-me de um da Maria João e do Mário Laginha e de outro do Jorge Palma) e das campanhas levadas a cabo por alguns músicos através de pedidos ao público feitos na rádio ou nos concertos no sentido de comprarem CDs originais.

E eu? Quase todos vocês conhecem os "cuidados especiais" que eu tenho para com a minha colecção de discos, que vai ao ponto de não contemplar sequer a hipótese de empréstimos. Facilmente se conclui que eu sou um daqueles adeptos da compra dos CDs originais, com nº de série, capa bem impressa e um completo "livrinho" anexo. Mas também é verdade que, em tempos de crise, também tenho por aqui uma copiazitas e uns ficheiritos descarregados da net. O que se passa é que, principalmente no que respeita à música portuguesa isso me tem servido basicamente para duas coisas: para me ajudar a escolher a música a comprar (com o pouco dinheiro que tenho não há lugar para enganos) e para me ajudar a escrever neste blogue, sendo que neste segundo caso me socorro mais do que compro e das minhas incursões no Myspace. Se isto prejudica os músicos? Por um lado prejudica os autores dos discos que acabo por resolver não comprar (mas também não há grande vantagem moral em se vender um disco que acaba por não ser ouvido, certo?) mas por outro proporciona-me o conhecimento (e aquisição) de outros que nunca compraria sem esta possibilidade. Da mesma maneira, ganham (dentro das limitações de alcance que este blogue tem) os músicos que aqui divulgo e aqueles que vêem o seu público aumentar nos concertos. Se multiplicarmos isto pela quantidade de blogues que divulgam música, parece-me aí já um benefício considerável.

Mesmo assim não penso que as coisas estejam bem no pé em que estão. Penso que há maneiras de resolver esta situação a contento de todos e não só da maneira que se fala em Inglaterra (pagamento de uma subscrição por acesso às rádios ou através da inserção de publicidade nas mesmas). A minha ideia tem um pouco a ver com isto, mas com algumas diferenças e passa por sites legais de disponibilização de ficheiros grátis para os ouvintes e pagos aos autores e editoras através de publicidade online. Eu, por mim, não me importo de levar com meia-dúzia de anúncios e de tomar conhecimento de produtos (que depois posso ou não vir a comprar), desde que isso me dê acesso grátis a algo que me agrada. E isto seja música ou outra coisa qualquer. Se se for fazer as contas às toneladas de papel que as empresas gastam em publicidade para pôr nos correios que não chegam a ser lidas (suscitaram sim um aumento de vendas dos cestos de papel para instalar junto às caixas de correio das escadas), penso que seria mais vantajoso para elas alinhar num tipo de publicidade deste tipo, em que todos ganhariam.

Estas são as primeiras impressões que me suscita a notícia da BBC (e mesmo assim a prosa já vai longa). Fico à espera da vossa contribuição e das vossas ideias para resolver este problema de maneira a que não se gere desemprego no sector editorial, que o investimento em música nova continue a existir, que nós tenhamos acesso a mais e melhor música e, princípio básico para tudo o resto, que os músicos possam continuar a fazer música. Boa, de preferência.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Beatles "Rock Band"? O Rock em plástico?



Esqueci-me no texto anterior de referir o lançamento do jogo da moda.

Senhoras e senhores, eis "The Beatles: Rock Band". Um jogo para todas e mais algumas máquinas, com 45 músicas para acompanhar a instrumentos de plástico com botões coloridos. Por mim, passo. Se não tenho tempo nem muita vontade de pegar nesta que aqui está ao lado, não me apetece gastar um balúrdio em música de faz-de-conta. Para jogos fico-me com as paciências. Em cinco minutos despacha-se uma e não se pensa mais nisso.

Mas a verdade é que o mundo não é como eu. Estes jogos estão na moda, já os há dedicados a outras bandas, já puseram músicos a jogar para o povo achar que é a sério e agora até arranjaram uma polémica para vender ainda melhor este tipo de jogos:

- Será que o "guitar hero" e o "rock band" afastam os jovens dos instrumentos a sério?

O Bill Wyman e o Nick Mason dizem que sim. Vêm os putos dizer que até começaram a aprender instrumentos por causa do jogo. Para mim vai do prazer que se tira de cada actividade e do tempo que se gasta a fazer cada coisa. Em princípio, quanto mais jogas, menos tocas. A verdade é que este princípio não se aplica a muitos dos jovens na pré-adolescência (se bem que hoje já sejam muito mais ocupados do que quando eu andava a rasgar fundilhos pelo alcatrão dos Olivais). Por essas idades é suposto haver tempo para tudo e ainda sobrar algum para nada.

O que me preocupa é quando os putos já não conseguem tirar os olhos dos jogos. Cabe aos pais ajudá-los a conseguir o equilíbrio. Digo eu que não tenho filhos, pois!


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parece que é dia de S. Beatle!



Que maravilha!

É Beatles por todo lado. Ele é músicas dos Beatles e versões várias na rádio a toda a hora. Ele é documentários. Ele é anúncios na televisão. Ele é notícias nos jornais e telejornais. Ele é números extra de revistas... tudo para celebrar a edição de toda a obra discográfica da banda em três formatos diferentes: disco a disco ou em caixa com a obra total, em "stereo" digital, ou a versão coleccionador "picuínhas" com remasterização mas em "mono".

Pois é, pensavam que se celebrava a fabulosa obra musical daquela que muitos consideram a melhor banda de sempre (eu cá não sei, que ainda não ouvi todas)? Naaaaa! É mesmo só para vender as reedições, que a vida está difícil e pode ser que calhe uma fatia de bolo a todos, por muito pequena que seja.

Que se lixe. A verdade é que há muitos anos que não ouvia tanta música dos Beatles num só dia nas rádios portuguesas (será que alguma vez ouvi?).

Por mim, que não tenho com que comprar os melões, qualquer razão é boa para pôr Beatles a tocar por aqui, mesmo não me calhando nem uma migalhinha do bolo. é bom para mim e é bom para quem também me... visita.


"Across The Universe"
Artista: The Beatles
Álbum: Let It Be



domingo, 6 de setembro de 2009

Nuno Rafael, esse desconhecido.

A falta de visibilidade da música feita em Portugal acaba por gerar alguma injustiça feita, quase sempre, de ignorância. Não é que as pessoas não queiram saber. O que se passa é que ninguém quer fazer com que elas saibam.

Já aqui tenho falado de músicos que, apesar de cá andarem há bastante tempo e de fazerem muito na música portuguesa, não são muito conhecidos. O de hoje é mais um caso.

Habituei-me a ler grandes críticas a concertos e discos como os do Sérgio Godinho ou dos Humanos. É um facto indesmentível. E o que também é impossível de ignorar mas que parece ficar sempre esquecido é que por trás da produção e arranjos de grande parte destes trabalhos (algumas vezes sozinho, outras em colaboração) há um nome comum: Nuno Rafael. Como também é o mesmo Nuno Rafael que está por trás da produção de discos de Peste e Sida, Gomo, do projecto UPA, OIOAI, The Poppers, Minta... isto para não falar das participações como instrumentista, como é o caso de Susana Félix, por exemplo.

Ouvi falar do Nuno Rafael pela primeira vez quando entrou para os Peste e Sida vindo dos Vómito (como vêem, a vida era difícil...) há cerca de vinte anos. Nessa altura o som dos Peste mudou radicalmente o que, juntamente com as entradas do João Cardoso e do Sérgio Nascimento (que ainda hoje o acompanham na banda do Sérgio Godinho ou acompanharam nos Humanos), possibilitou o nascimento dos Despe e Siga e, daí para a frente, um enorme volume de trabalho ao longo de todos estes anos com muito pouco reconhecimento público. A ideia que tenho é que o próprio Nuno Rafael promove esta pouca visibilidade, ao insistir em manter-se em segundo plano e ao não se dar a grandes divulgações (por muito que procurasse, não encontrei um site ou um MySpace em nome individual, como tem hoje e dia a maior parte dos artistas).

Tudo bem. Se é vontade do homem, respeite-se. Ele haverá de respeitar também a minha de informar os "meus leitores" de que muito do que de bom se ouve hoje na música em Portugal tem um dedo (talvez até vários) do guitarrista, arranjador e produtor Nuno Rafael.


Para vos fazer lembrar aos ouvidos, aqui fica um dos projectos que mencionei, com uma música onde o rapaz, além dos arranjos e produção, também toca instrumentos que se farta.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quem é o cromo? (25)

Ora bem, já que ninguém consegue adivinhar a identidade do cromo nº 24, valioso músico da nossa praça para o qual não posso dar mais nenhuma pista para além das que já dei, sou obrigado a vir "postar" o nº 25. Para castigo da fraca prestação no anterior, não há pista nenhuma para este. E escusam de oferecer cafés, cervejolas, ou mesmo arroz doce, que daqui não levam nada.

O cromo está aí em baixo. Toca a adivinhar!






Bom, meus amigos, o Nuno acertou mais um o que, como sabem, quer dizer que este passatempo terminou. E terminou, sim senhores, com o Carlos Bica, como podem comprovar já aqui em baixo:






quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pequena "entrevista" #34... Dr. Zilch

Tomei conhecimento dos Dr. Zilch há uns dez anos, quando o meu amigo PPG se tornou baterista da banda, na altura linha da frente do que se convencionou chamar "Rock Industrial". Ainda ouvi algumas músicas do primeiro álbum que me pareceu bastante bom, se salvaguardarmos o facto de não ser propriamente o estilo de música que eu ouvia. Hoje o som dos Dr. Zilch é bastante diferente, com menos electrónica e mais rock o que, no meu caso, torna a audição bastante mais aprazível. Para além disso, em termos de qualidade musical, os Dr. Zilch são uma banda competentíssima e, para quem gosta do som mais "pesado", de audição obrigatória. A tudo isto junta-se a oferta do álbum de 2005 "A Little Taste of Hell Vol.1" para download gratuito. Basta saírem daqui directos ao MySpace da Banda.

Serve esta prosa de introdução para as respostas do Nuno Fadigas vocalista, guitarrista, teclista e DJ da banda. Esta também andou perdida pela net e acabou por ser recebida por mail, o que não desculpa tamanho atraso na publicação, eu sei.

Como mais vale tarde do que nunca, ela aí está para todos lerem:


1 - Qual o principal requisito para se vencer na música em Portugal?

- Um curso de música
- Um curso de marketing
- Um curso de Inglês
- Um curso de modelo
- Uma grande "lata"

Resposta:
Sinceramente, não vejo grandes exemplos de artistas a “vencer” na música em Portugal.
Vejo sim, agentes e produtores a ganhar muito dinheiro com “artistas” descartáveis.
Mas isto depende do que significa “vencer” para cada um de nós…
O velho “factor c” costumava ser uma grande ajuda!



2 - Qual o melhor ambiente para se evoluir musicalmente?

- O conservatório
- Uma escola de Jazz
- A garagem
- Um grupo de amigos que goste de ouvir todos os tipos de música
- Frequentar a maior quantidade de concertos possível

Resposta:
Isso é muito relativo.
Será diferente para um músico clássico ou músico de jazz ou de rock…
No nosso caso, é importante gostarmos de muitos tipos de música distintos.
Mas o essencial, é passar muito tempo na garagem e dar o máximo de espectáculos possível!



3 - Quando é que se consegue ir tocar às estações de televisão sendo pago por isso?

- A partir da edição do primeiro disco
- Depois do primeiro disco de ouro
- Quando lá arranjas um amigo
- Quando consegues "meter" uma música na banda sonora de uma novela
- Quando já não precisas da televisão para nada

Resposta:
Nunca!
Quem diz que recebe cachets para ir às estações de televisão, está provavelmente a mentir!



4 - Se os músicos que cantam em português têm sucesso no estrangeiro, porque é que os que cantam em Inglês não têm?

- Tem a ver com a música que se faz e não com a língua em que se canta
- Porque no segundo caso os estrangeiros conseguem perceber as letras
- Porque a música é igual à deles, mas com pior pronúncia
- É uma questão de atracção pelo "exótico"
- Porque os que cantam em Português são melhores músicos

Resposta:
Infelizmente, temos poucos músicos com sucesso no estrangeiro, quer cantem em Português ou Inglês.
Temos o caso dos Moonspell que cantam em Inglês como temos o caso dos Madredeus ou Mariza que cantam em Português ou os Buraka Som Sistema em crioulo.
Penso que é uma falsa questão!



5 - E porque é que nem uns nem outros têm sucesso em Portugal?

- Porque os CDs dos portugueses são mais caros
- Porque o que vem de fora é mais bem promovido
- Porque o mercado é pequeno e só consegue vender o que é bom
- Porque na televisão só há música estrangeira
- Porque os media estão comprados pelo grande capital das multinacionais

Resposta:
Todos sabemos que os espaços nas Playlists são pagos.
Sem Euritos não há palhacitos!



6 - De quem é a culpa da falta de visibilidade da música portuguesa?

- Dos músicos
- Das editoras
- Dos media
- Dos promotores de concertos e agentes
- Do governo

Resposta:
De todos!
Mas essencialmente dos músicos, que em vez de se unirem, preocupam-se mais em concorrer uns com os outros.



7 - Como é que o problema se resolve?

- Com uma lei mais severa
- Com mais debates na televisão
- Com mais salas para concertos
- Com mais trabalho por parte dos músicos
- Com a ASAE a apreender tudo o que é música estrangeira nas feiras

Resposta:
Embora seja um problema de mentalidade que será muito difícil de resolver, mais salas para concertos e mais trabalho por parte dos músicos, ajudariam muito.


8 - Os discos "sacados" na net prejudicam os músicos?

- Sim, porque são discos que o público deixa de comprar
- Não, porque fazem chegar a música a mais gente e ajuda a aumentar as vendas
- Não, porque a maior divulgação leva mais gente aos concertos
- Sim, porque as editoras, ao vender menos, apostam menos.
- No fim das contas, é "ela-por-ela"

Resposta:
Penso que beneficiam mais do que prejudicam.
A verdade, é que a divulgação leva mais gente aos concertos. É aí que os músicos deveriam ganhar dinheiro.
Para quem já esteve numa multinacional como nós, e conhece os valores de Royalties praticados, é bem claro que poucos artistas ganham dinheiro a vender CD’s!



9 - Qual foi o último disco que adquiriste/adquiriram?

Resposta:
The Fixx – “Missing Links”



10 - Qual foi a tua/vossa última descoberta musical?

Resposta:
Acedendo ao Ciberespaço, é fácil descobrir música nova todos os dias.
A última banda que há já alguns anos me tocou de forma a comprar toda a discografia, foram sem dúvida os “Muse”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

É por essas e por outras que isto ainda não acabou.



Estão a ver? É nas alturas em que eu ando a reequacionar a utilidade de manter este estaminé aberto que vem alguém dizer-me que ainda vale a pena e que, do que aqui se escreve, há qualquer coisa de útil para quem aqui vem ler. Desta vez foi o caso da Titá, que resolveu dizer a quem quisesse ler que vale a pena ficar de olho aqui no Mug Music. Pois então, se vale a pena, também vale a pena fazer mais um esforço para o melhorar.

Junto com esta "distinção" vinha um conjunto de regras que incluía a atribuição deste "carimbo" a dez blogues que achássemos que valeria a pena seguir, juntamente com a incumbência de fazer com que a cadeia continuasse.

Pois, não o vou fazer. Tenho cerca de 20 blogues que leio de alto a baixo e mais uns 30 que leio de vez em quando, todos a valer a pena a visita, fora os que encontro em "viagem" na net e que visito uma vez por acaso. Não vou escolher 10 e, muito menos, pedir-lhes que façam o mesmo.

Uma vez que a Titá teve a gentileza, ela própria, de não insistir na publicação e de me deixar quebrar as regras do jogo, este fica por aqui com um obrigado à Titá por se dar ao trabalho de vir aqui dar o empurrãozinho que vai manter este espaço vivo por mais uns tempos e, já agora, com um agradecimento a todos os donos dos blogues que sigo mais ou menos assiduamente. É bom haver coisas boas para ler.


domingo, 30 de agosto de 2009

O estranho som de Icky Thump



Desde a primeira vez que se ouviu o single Icky Thump dos White Stripes, o que chamou a atenção dos ouvintes e comentadores da modalidade foi o "estranho som de teclas" que se ouvia durante a execução da canção. O instrumento que produz o som em questão pode ser visto (em versão "modernizada") a ser "tocado" por White aqui:




Pois, mas eu tinha a certeza de que já tinha ouvido isto em qualquer lado.

Entretanto esqueci o assunto (excepto de cada vez que ouvia a canção) até que a solução chegou sem eu a procurar, nesta música:



Entretanto fui pesquisar a coisa e saber que raio de instrumento era e como é que se chamava. Fiquei a saber que se chama clavioline, foi fabricado nos anos 50, tem o aspecto que podem ver aí em cima e consta basicamente de um teclado monofónico (toca uma tecla de cada vez) a válvulas com uma série de botões moduladores, ligado a um amplificador.

Como bónus, fiquei também a saber que este foi o teclado utilizado no solo desta música, que todos conhecemos muito bem:




Enfim, é uma daquelas informações em si próprias inúteis, mas que nos fazem pensar que nem tudo o que soa a novo é realmente novo e nem tudo o que é velho soa realmente a velho.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Chega a 27 de Outubro



Video de "Living Well"
Audio de "I've Been High", "Driver 8" e "Harbor Coat"

Basta carregar em "Video" ou "Audio" e escolher a canção.

Pequena "entrevista" #33... Os Azeitonas

Nos tempos que correm não é invulgar ver bandas a oferecer o seu trabalho aos ouvintes à borla na Internet. O que já não é tão comum é isto passar-se ao terceiro álbum de uma banda com bastante visibilidade e algum (o que é possível em Portugal) sucesso. Foi o que fizeram Os Azeitonas, não sei se por opção ou por falta dela, embora as respostas abaixo possam ajudar um pouco a esclarecer. O que sei é que, das seis canções que ouvi (as que estão disponíveis no site) e do que me lembro dos anteriores, este é o melhor d'Os Azeitonas até hoje e merece bem ser pago, se não directamente (não se dá dinheiro pelo que nos é oferecido), pelo menos com presença em concertos futuros. A banda está mais experiente e profissional, a produção é impecável, a música é bem feita, bem disposta, bem tocada e bem cantada e tudo soa muito bem. Notam-se ainda alguns "resquícios velosianos" (menos, em todo o caso) e uma tendência "very sixties" que me agrada bastante.

Podem fazer uma visita ao site (também ele muito bem feito) aqui e vir de lá com uma prenda musical.

Tempos antes de começar o lançamento de "Salão América" (é assim que se chama o álbum novo), Os Azeitonas respondiam assim à entrevista que lhes enviei:


1 - Qual o principal requisito para se vencer na música em Portugal?

- Um curso de música
- Um curso de marketing
- Um curso de Inglês
- Um curso de modelo
- Uma grande "lata"

Resposta: Nenhuma das anteriores: - Vontade e gosto por música.


2 - Qual o melhor ambiente para se evoluir musicalmente?

- O conservatório
- Uma escola de Jazz
- A garagem
- Um grupo de amigos que goste de ouvir todos os tipos de música
- Frequentar a maior quantidade de concertos possível

Resposta: A garagem.


3 - Quando é que se consegue ir tocar às estações de televisão sendo pago por isso?

- A partir da edição do primeiro disco
- Depois do primeiro disco de ouro
- Quando lá arranjas um amigo
- Quando consegues "meter" uma música na banda sonora de uma novela
- Quando já não precisas da televisão para nada

Resposta: Quando já não precisas da televisão para nada (em qualquer fase da carreira, quando a estação é a RTP)


4 - Se os músicos que cantam em português têm sucesso no estrangeiro, porque é que os que cantam em Inglês não têm?

- Tem a ver com a música que se faz e não com a língua em que se canta
- Porque no segundo caso os estrangeiros conseguem perceber as letras
- Porque a música é igual à deles, mas com pior pronúncia
- É uma questão de atracção pelo "exótico"
- Porque os que cantam em Português são melhores músicos

Resposta: Porque a música é igual à deles, mas com pior pronúncia; porque os portugueses são os melhores do mundo a cantar naquilo a que os brasileiros chamam de "português de Portugal" E o mundo aprecia muito os melhores da modalidade.


5 - E porque é que nem uns nem outros têm sucesso em Portugal?

– Porque os CDs dos portugueses são mais caros
– Porque o que vem de fora é mais bem promovido
– Porque o mercado é pequeno e só consegue vender o que é bom
– Porque na televisão só há música estrangeira
– Porque os media estão comprados pelo grande capital das multinacionais

Resposta: Não concordo que não tenham sucesso. Podem não ter fama, nem celebridade, mas em vários casos podemos verificar "sucesso".


6 - De quem é a culpa da falta de visibilidade da música portuguesa?

– Dos músicos
– Das editoras
– Dos media
– Dos promotores de concertos e agentes
– Do governo

Resposta: Das editoras, dos media, dos promotores de concertos e agentes.


7 - Como é que o problema se resolve?

– Com uma lei mais severa
– Com mais debates na televisão
– Com mais salas para concertos
– Com mais trabalho por parte dos músicos
– Com a ASAE a apreender tudo o que é música estrangeira nas feiras

Resposta: todas excepto a ultima e a primeira. Nunca pela censura.


8 - Os discos "sacados" na net prejudicam os músicos?

– Sim, porque são discos que o público deixa de comprar
– Não, porque fazem chegar a música a mais gente e ajuda a aumentar as vendas
– Não, porque a maior divulgação leva mais gente aos concertos-
– Sim, porque as editoras, ao vender menos, apostam menos.
- No fim das contas, é "ela-por-ela"

Resposta: Não, porque fazem chegar a música a mais gente e ajuda a aumentar as vendas e porque a maior divulgação leva mais gente aos concertos.


9 - Qual foi o último disco que adquiriste/adquiriram?

Resposta: Deolinda, "Canção ao Lado"


10 – Qual foi a tua/vossa última descoberta musical?

Resposta: Deolinda.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Anónimos (ou quase...) #1

Já com certeza todos vocês, em "viagem" pelo "tubo", deram de caras com aqueles vídeos de pessoas mais ou menos anónimas que tocam e cantam umas coisas e em que se vê pouco mais do que um instrumento musical e duas mãos, às vezes uma cara, um microfone...

Normalmente passamos esses vídeos à frente em busca do que na verdade procuramos e, mesmo quando não procuramos nada de especial, escolhemos um nome que já conhecemos ou um vídeo com uma imagem de apresentação mais sugestiva do que uma guitarra ou uma "carantonha pixelada".

Pois eu nem sempre o faço e já tenho encontrado alguns músicos supostamente anónimos, cantores ou instrumentistas "de sala de estar" (ou mesmo quarto de dormir) que fariam inveja a muito músico "encartado" famoso.

Aqui fica o primeiro exemplo:
O "nick" que usa no "tubo" é troubleclef e não tenho a mínima ideia de quem é ou do que faz na vida. Já percebi, no entanto, que é mestre em "tirar" canções e fazer-lhes arranjos (muito bons arranjos, diga-se) sem saber escrever nem pautas nem cifras nem tablaturas. Para além disso, ainda toca "toneladas" de guitarra. Ora vejam (e ouçam):





Para além desta tem mais umas 150 (and counting...). Se quiserem mais (eu acho que querem) é só seguirem o video ou usar este linque: http://www.youtube.com/user/troubleclef

Em breve haverá mais anónimos para todos nós conhecermos.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Versões (27)

Há gente com muito jeitinho para a música...

Eis a versão:




... e o original:




Um bocadito diferentes.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pequena "entrevista" #32... Albert Fish

Quem me conhece sabe que não sou, em geral, grande adepto da estética "punk". Mesmo assim, devo dizer que há alturas em que um abanão punk rock vai muito bem para arejar a cabeça. Para além disso, há que dar à "comunidade Punk" portuguesa os parabéns pela energia e capacidade de resistência no "encolhido" meio musical português.

Os Albert Fish fazem parte desse grupo de bandas e já andam "por aí" desde 1995, tendo tocado um por todo o lado tanto em Portugal como no estrangeiro, e pode até dizer-se que são mais conhecidos lá fora do que por cá, em países como o Brasil ou Espanha onde, quer se queira quer não, as mentes são muito mais abertas no que toca à diversidade musical e o público trata melhor os seus artistas.

Com o devido pedido de desculpas pelo atraso na publicação (isto tem estado difícil...) eis as respostas dos Albert Fish às perguntas que lhes enviei:


1 - Qual o principal requisito para se vencer na música em Portugal?

- Um curso de música
- Um curso de marketing
- Um curso de Inglês
- Um curso de modelo
- Uma grande "lata"

Resposta: Uma grande "lata" para querer resistir neste meio em Portugal... Claro que também há aqueles que usam a "lata" para usar o curso de modelo e usar a imagem no lugar da música...


2 - Qual o melhor ambiente para se evoluir musicalmente?

- O conservatório
- Uma escola de Jazz
- A garagem
- Um grupo de amigos que goste de ouvir todos os tipos de música
- Frequentar a maior quantidade de concertos possível

Resposta: As 3 últimas opções serão as mais válidas para uma banda como os Albert Fish, visto que acima de tudo é o feeling que guia a banda. Não é que uma banda Punk-Rock tenha que tocar mal ou guiar-se apenas pelos 2 acordes, mas há coisas que não se aprendem numa escola ou conservatório.


3 - Quando é que se consegue ir tocar às estações de televisão sendo pago por isso?

- A partir da edição do primeiro disco
- Depois do primeiro disco de ouro
- Quando lá arranjas um amigo
- Quando consegues "meter" uma música na banda sonora de uma novela
- Quando já não precisas da televisão para nada

Resposta: Não fazemos a mínima ideia, somente aparecemos em canais locais no Brasil e em Espanha. O nosso mainstream não quer nada com bandas que não falam do sol ou do "amor".


4 - Se os músicos que cantam em português têm sucesso no estrangeiro, porque é que os que cantam em Inglês não têm?

- Tem a ver com a música que se faz e não com a língua em que se canta
- Porque no segundo caso os estrangeiros conseguem perceber as letras
- Porque a música é igual à deles, mas com pior pronúncia
- É uma questão de atracção pelo "exótico"
- Porque os que cantam em Português são melhores músicos

Resposta: Não concordo com esta afirmação. Temos vários casos mediáticos com os Moonspell à cabeça. Se por um lado a língua materna pode-se tornar exótica, por outro o inglês é entendido em qualquer canto do mundo e pode espalhar uma mensagem universal. Lembro-me que quando tocámos na Hungria havia gente a cantar as letras, não sei se isso aconteceria se cantássemos em português.


5 - E porque é que nem uns nem outros têm sucesso em Portugal?

- Porque os CDs dos portugueses são mais caros
- Porque o que vem de fora é mais bem promovido
- Porque o mercado é pequeno e só consegue vender o que é bom
- Porque na televisão só há música estrangeira
- Porque os media estão comprados pelo grande capital das multinacionais

Resposta: Os nossos meios de comunicação estão carregados de música fútil vinda do estrangeiro quando o nosso mercado, apesar de pequeno, apresenta alternativas válidas. Isto leva à última opção "os media estão comprados pelo grande capital das multinacionais". Ainda alguém tem dúvidas? As alternativas mantêm-se no underground onde ainda resta alguma coerência.


6 - De quem é a culpa da falta de visibilidade da música portuguesa?

- Dos músicos
- Das editoras
- Dos media
- Dos promotores de concertos e agentes
- Do governo

Resposta: De todos esses, mas o problema continua no público que come tudo o que lhe dão sem questionar se há mais alguma coisa para além do que lhe metem à frente. Nos dias de hoje com meios como a internet, quem realmente procura qualidade pode encontrá-la num abrir e fechar de olhos. Basta querer.


7 - Como é que o problema se resolve?

- Com uma lei mais severa
- Com mais debates na televisão
- Com mais salas para concertos
- Com mais trabalho por parte dos músicos
- Com a ASAE a apreender tudo o que é música estrangeira nas feiras

Resposta: Com mais visão dos consumidores.


8 - Os discos "sacados" na net prejudicam os músicos?

- Sim, porque são discos que o público deixa de comprar
- Não, porque fazem chegar a música a mais gente e ajuda a aumentar as vendas
- Não, porque a maior divulgação leva mais gente aos concertos
- Sim, porque as editoras, ao vender menos, apostam menos.
- No fim das contas, é "ela-por-ela"

Resposta: Talvez prejudique os grandes artistas mainstream, aqueles que vendem mais imagem do que música propriamente dita (muito menos alguma mensagem social, política ou o que quer que seja). Num circuito underground como o nosso as pessoas estão muito mais envolvidas, há um culto que se cria. É diferente comprar um vinil de Punk-Rock, Hardcore, Oi! ou Ska muitas vezes de edição limitada. Alguém que ouça música mais comercial e que saque da net provavelmente nem sabe os mp3 que tem guardados. Acaba por ser algo sem significado para quem ouve essa banda ou artista.


9 - Qual foi o último disco que adquiriste/adquiriram?

Resposta: West Side Boys "...are back".


10 - Qual foi a tua/vossa última descoberta musical?

Resposta: Alternate Action.



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não é só o Verão que anda seca & chuva...

Fala

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala

Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala


"Fala"
Artista: Secos & Molhados
Álbum: Secos & Molhados


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um concerto que faz bem.




Ouvir James Taylor sempre foi (para mim) um bom remédio para ultrapassar tempos complicados. Ontem nem era o caso. Foi só o dia em que James Taylor veio tocar a Cascais, por ocasião do "Festival Cool Jazz", denominação aliás bastante estranha pois a coisa parece tudo menos um festival de Verão (daqueles de que eu costumo falar), para além de a maior parte dos artistas pouco ter a ver com Jazz. Como diria o ALC: "E o que é que isso interessa?". Numa coisa acertaram: James Taylor é indubitávelmente "cool"!

Sair de casa tarde, ter dificuldade em estacionar, deparar com um recinto excelente completamente desaproveitado por rígidos "formalismos pseudo-chique"... todos os "contras" se desvanecem quando JT entra em palco. Não há maneira de não me sentir bem quando confrontado com aquela combinação infalível guitarra-voz-música, muitas vezes acompanhada por uma discreta e competentíssima banda de 7 elementos (eram tantos? nem se notava...).

É verdade que as letras de algumas das canções de James Taylor resvalam um pouco para a lamechice. Que importa? Títulos como "Sweet Baby James", "You Can Close Your Eyes", "Fire and Rain", "Steamroller", "You've Got a Friend" (e por aí fora...) sempre tiveram em mim o mesmo efeito e não há nada que eu possa (ou queira) fazer contra isso. Ao vivo, a simpatia do senhor só ajuda à festa. E não terei mesmo ido a "Carolina in My Mind"?...


"Carolina in My Mind"
Artista: James Taylor
Álbum: James Taylor



sábado, 25 de julho de 2009

Filmes com música... A Última Valsa

Era este o nome português de "The Last Waltz" de Martin Scorcese, filme sobre o concerto de despedida dos "The Band" (e tudo à volta) saído em 1978.

Let's Look at the trailer:



Na verdade é basicamente um filme de concerto mas vale a pena pela música, pelos convidados e pelo excelente ambiente que emana do palco (do ecrã, no caso). Quem gosta da música daqueles artistas ou daquele tempo em geral, não pode perder. (Sim, há várias edições em DVD; não, não tenho nenhuma; sim, podem oferecer).

Aí fica o Neil a divertir-se à brava com os rapazes da "banda". A Joni Mitchell em contraluz atrás do palco só pode ser uma "Scorcesice".



No tempo das "piratas"

Foi com esta (e outras) que a RUT (Rádio Universidade Tejo) me levou à certa, primeiro como ouvinte, mais tarde como colaborador. Nessa altura, toda a gente sabia onde elas (as rádios pirata) se escondiam, mas ninguém se importava muito, desde que os vizinhos conseguissem continuar a ouvir o António Sala pela manhã. Hoje em dia, a coisa seria mais difícil mas, da maneira que andam as rádios, cada vez é mais necessária. Talvez um dia...




A propósito: alguém se lembra da RUT? E da "olivalense" Rádio Fiasco?


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ainda o Elvis...



Saiu há cerca de um mês o último disco (até agora) do Sr. Elvis Costello, que eu ainda não conhecia, mas que me caiu um destes dias mesmo em cheio numa página do "tubo".

Satisfeita a curiosidade, fiquei a saber que, 23 anos depois do excelente "King of America", Elvis volta a gravar um disco com produção de T Bone Burnett, este ainda mais "country" do que o outro (com Loretta Lynn e Emmylou Harris pelo meio, mais o fabuloso Jerry Douglas), este tão bom como o outro (não digo melhor porque este ainda tem de ser bem digerido e só depois de "assentar" é que vou ter a certeza), este talvez mais dificil do que o outro para quem tem aversão a música "country".

A mim enche-me as medidas e eu, que nem sou de "repeats", só ontem ouvi-o inteiro três vezes. Experimentem. Não neguem à partida um "country" que desconhecem.


"My All Time Doll"
Artista: Elvis Costello
Álbum: Secret, Profane & Sugarcane



quinta-feira, 16 de julho de 2009

Video do mês

Watching the police detectives walking on the moon under the sunshine of your love!




Já vos tinha dito que o Stewart Copeland é um dos meus bateristas preferidos? Pois, se calhar já...


quinta-feira, 9 de julho de 2009

This is Radio Woodstock

Nos últimos tempos tenho andado a ouvir uma espécie de rádio online, criada pela Antena 3 para comemorar os 40 anos decorridos sobre o famoso Festival. Chama-se Radio Woodstock e na realidade não é bem uma rádio mas sim uma colagem de programas de rádio (não sei se chegaram a ser emitidos ou se foram criados para este efeito) em rotação contínua.

No geral achei bastante piada. Por um lado fiquei a saber muitos factos que não conhecia, por outro tomei conhecimento de alguns mitos em que os nossos radialistas acreditam mas, principalmente, proporcionou-me a oportunidade de ouvir muita música dos anos 60, da que esteve no Festival e da que lá podia ter estado.

Contam-se muitas histórias à volta do Festival de Woodstock, muitas delas lendas que não se sabe bem que fundo de verdade têm, sobre a comunhão, o amor e a paz que se viveram, sobre música "à borla" e sobre o carácter "único" e a "irrepetibilidade" do evento. É verdade que foi um acontecimento único mas apenas porque resultou de um conjunto de erros e acasos que, só por muita sorte (na minha humilde opinião) não deram para o torto. Mesmo alguns dos slogans que ficaram famosos como "It's a free concert from now on" ou "We're all feeding each other" resultaram de coisas que correram muito mal como vedações que não foram completadas ou falta de comida por erro de cálculo em relação ao público que compareceria. A verdade é que a impressão final que a música, os relatos e, principalmente, o filme deixaram foi a de pouco menos do que um paraíso na terra (embora eu ainda hoje não consiga perceber o que é que escorregar na lama tem de paradisíaco).

O que normalmente as pessoas se esquecem de mencionar é que a intenção original, longe de ser a de proporcionar um lugar de "comunhão hippie", era a de fazer um Festival comercial, um pouco como os que temos hoje mas à escala (comercial) dos anos 60, com bilhetes e alojamento pagos, stands de comida, artesanato e merchandising e artistas contratados e a tocar a horas. Os organizadores não eram tão "verdes" como se costuma dizer e tinham mesmo organizado dois festivais no ano anterior, pelo menos um deles com cerca de cem mil pessoas a assistir. Ao comparecer muito mais gente em Woodstock do que estava previsto, desencadeou-se uma sequência de acontecimentos que, por acaso, correu bem. Meses depois, no Concerto de Altamont a organização falhou igualmente mas as consequências levaram a que tudo corresse mal (fala-se em quatro pessoas mortas, uma delas espancada pelos seguranças em frente ao palco onde actuavam os Rolling Stones). A época era a mesma, as pessoas também. A grande diferença foi o acaso.

Diz-se que a "revolução" acabou em Altamont. Não me parece. Na verdade a indústria musical americana já tinha tinha percebido antes que havia muito dinheiro a ganhar com "aqueles cabeludos do Pop-rock". Os festivais foram o primeiro sintoma disso e, apesar do público pensar na sua ingenuidade que estava a mudar o mundo, para os organizadores, diga-se o que se disser, o objectivo era primordialmente comercial.

A partir dos anos 70 assistiu-se à comercialização da Pop à escala global. Em cerca de 40 anos atingiu-se o ponto em que estamos hoje: os produtos vêm de tal maneira formatados que a cada "tribo" se apresenta, já pronta, a lista de artistas e músicas de que é suposto gostarem e cujo trabalho devem comprar. Com a disseminação dos downloads ilegais, a parte do "comprar" ficou um pouco tremida mas, como a "formatação" está feita, em breve a "indústria" arranjará maneira de recuperar as rédeas do mercado.

Em Portugal já começou a "Festival Season" (agora é tudo em inglês, parece). Já aqui disse muitas vezes o que penso desta febre dos festivais de Verão, não me vou alongar sobre o assunto. Estive a ver imagens dos "jovens" no "Alive" e de algumas das bandas que lá tocaram hoje e... antes passar três dias a escorregar na lama. Que bem que se deve ter estado em 1969, a ouvir boa música no Festival de Woodstock!!!



"Sea of Madness"
Artista: Crosby, Stills, Nash & Young
Álbum: Music from the Original Soundtrack and More: Woodstock



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Qual é a vossa versão?

À medida que os anos vão passando, vai-se percebendo quem, daqueles músicos que vão desaparecendo deste mundo, deixou nele uma marca verdadeira e duradoura. Há vários critérios que se podem aplicar para aquilatar da importância dessa "assinatura". Um deles é, sem dúvida, a durabilidade da música que fizeram, a frequência com que através dos anos continua a ser ouvida, mas há outros. Entre eles, e possível de quantificar, é a quantidade de versões das suas músicas que são gravadas e editadas (diz-se que já foram publicadas mais de 3000 versões do "Yesterday" dos Beatles). Para mim, mais do que isso, conta a qualidade das versões que essas músicas podem gerar.

No caso presente, a música que aqui deixo é uma daquelas que já teve, certamente, uma quantidade considerável de versões.

"Little Wing", do Jimi Hendrix, é uma canção que, no original (do álbum Axis: Bold as Love) tem cerca de dois minutos e meio e nem chega bem a acabar (comprem o álbum que entenderão o que eu estou a dizer). Desde essa altura (1967) gerou, desde a do próprio Hendrix ao vivo a todas as outras que se lhe seguiram, vários tipos de interpretações e de abordagens, mais discretas ou espalhafatosas, mais curtinhas ou "grandes como a Légua da Póvoa".

No meio das muitas hipóteses disponíveis escolhi estas seis. O objectivo é que vocês as ouçam e comentem (de qual gostam mais, de qual gostam menos, porquê, as impressões e emoções que vos causam, enfim, tudo o que quiserem desde que comentem). Dizem que se aprende umas coisas com este jogos. Vamos lá, então.


Jimi Hendrix:




Stevie Ray Vaughan:




G3 (Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen):




Eric Clapton, David Sanborn & Sheryl Crow




Monte Montgomery:




The Corrs: