Recuperando mais uma secção, aqui fica uma versão bastante boa de "Walk Like an Egiptian", escrita por Liam Sternberg e interpretada pelas Bangles, aqui tocada por "Minta & the Brook Trout":
Minta & the Brook Trout é uma banda portuguesa formada em 2006 e é composta pelos seguintes elementos:
Francisca Cortesão – Voz, guitarra
Mariana Ricardo – Voz, baixo, ukulele, percussão
Bruno Pernadas – Guitarra eléctrica
Margarida Campelo – Voz, rhodes, teclados, percussão
Tomás Sousa – Bateria e percussão, voz
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sábado, 25 de março de 2017
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Riding with Lady Luck
Ele há grandes versões que conseguem transformar uma boa canção noutra boa canção completamente diferente sem mudar, na verdade, grande coisa... na canção.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Mais uma lista parva...
Uma (mais uma) votação do NME (New Musical Express) deu como resultado que a melhor versão de sempre é... "Feeling Good" pelos Muse.
Estas votações pela Internet de listas de tudo e mais alguma coisa não são mais do que um "entretém" para os leitores. O universo não é balizado, por isso entra tudo. Como nunca ninguém ouviu tudo, a coisa não vale muito. Se considerarmos ainda que, num mundo actual que se move a cada vez maior velocidade, a memória tende a ser cada vez mais curta e que as rádios e televisões de hoje padecem cada vez mais de pré-formatação e falta de vistas; se, mais ainda, levarmos em conta a vontade que o ser humano tem de pertencer (mas sendo "diferente", claro) e que afinal o leva a mover-se permanentemente em "rebanho" sem sequer dar por isso, temos o resultado lógico e esperado: a versão mais conhecida da banda mais falada nas rádios. "Feeling Good" - Muse!
Não bastasse isto e o facto de o "original" referido no artigo ser também ele uma versão (não, a música não é da Nina Simone), mesmo não saindo da mesma canção e não conhecendo todas as versões que foram feitas dela, de Michael Bublé a David Hasselhoff passando sei lá por quantos mais, prefiro esta que aí fica a seguir. Eu, que nem sou fã do senhor Coltrane.
Estas votações pela Internet de listas de tudo e mais alguma coisa não são mais do que um "entretém" para os leitores. O universo não é balizado, por isso entra tudo. Como nunca ninguém ouviu tudo, a coisa não vale muito. Se considerarmos ainda que, num mundo actual que se move a cada vez maior velocidade, a memória tende a ser cada vez mais curta e que as rádios e televisões de hoje padecem cada vez mais de pré-formatação e falta de vistas; se, mais ainda, levarmos em conta a vontade que o ser humano tem de pertencer (mas sendo "diferente", claro) e que afinal o leva a mover-se permanentemente em "rebanho" sem sequer dar por isso, temos o resultado lógico e esperado: a versão mais conhecida da banda mais falada nas rádios. "Feeling Good" - Muse!
Não bastasse isto e o facto de o "original" referido no artigo ser também ele uma versão (não, a música não é da Nina Simone), mesmo não saindo da mesma canção e não conhecendo todas as versões que foram feitas dela, de Michael Bublé a David Hasselhoff passando sei lá por quantos mais, prefiro esta que aí fica a seguir. Eu, que nem sou fã do senhor Coltrane.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Mau gosto com bom gosto se paga
Depois da "vomitavelmente" electrónica versão de "Gone Daddy Gone" dos Violent Femmes "perpetrada" pelos Gnarls Barkley em 2006, decidiram os próprios Violent Femmes retribuir em 2008, com uma versão de "Crazy". No processo aproveitaram para dar (na minha muito parcial opinião) uma lição de bom gosto e elegância, melhorando o original. Claro que, depois do massacre desconforme que os ouvintes da Radar tiveram de suportar na altura em que se quis vender o produto Gnarls Barkley, nunca ouvi na mesma rádio esta versão (nem mesmo no "Camaleão de imitação").
Pois é... a cada um as suas "parcialidades".
Pois é... a cada um as suas "parcialidades".
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Versões de... versões...???
Andava eu pelo Myspace à procura de saber mais um bocadinho sobre a música que se faz em Portugal, quando dei de caras com um dueto dos EZ Special com o Paulo Gonzo que faz parte do último álbum dos primeiros. Até estava um bocado distraído a fazer outras coisas enquanto ouvia, quando algo me fez dar atenção à canção: a letra do refrão. Eu conhecia muito bem aquilo, mas noutra língua (foi a primeira vez que reparei que ouço música com tradução automática, será grave?). Era um facto! A letra do refrão era uma tradução quase literal do Lookin' For A Love do Neil Young (que devem estar a ouvir agora). Ora vejam (chamo a atenção para as partes a "negrito"):
Segredos (Com Paulo Gonzo)
Ez Special
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seu olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de um bar
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
quando começar
A conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
Quando começar
A conhecer os meus segredos
Lookin' For A Love
Neil Young
I've been looking for a lover
But I haven't met her yet
She'll be nothing like
I pictured her to be
In her eyes I will discover
Another reason why
I want to live
and make the best
of what I see.
Where the sun hits the water
And the mountains meet the sand
There's a beach
that I walk along sometimes
And maybe there I'll meet her
And we'll start to say 'hello'
And never stop to think
of any other time.
Looking' for a love
that's right for me
I don't know how long
it's going to be
But I hope I treat her kind
And don't mess with her mind
When she starts to see
the darker side of me.
Ora temos uma estrofe e um refrão traduzidos quase à letra e outra parte diferente do original, sendo que a música, embora com arranjos e algumas diferenças de acordes também não está assim tão diferente, como verão abaixo.
Investigando mais um pouco, percebi que a canção não é dos EZ Special nem eles a reclamam como tal, declarando-a como uma versão de uma canção de... Roberto Frejat, ex-vocalista da conhecida banda brasileira Barão Vermelho. A canção vem no seu primeiro álbum a solo e, embora não tenha conseguido ver os créditos que estão no álbum, todas as fontes que li a atribuem a Frejat (inclusivé a partitura que aparece no site do cantor), menos um artigo de alguém que descobriu o mesmo que eu: Segredos não é mais nem menos do que uma "versão adaptada" de Lookin' For A Love e Roberto Frejat deveria ter dado parte dos créditos (e, consequentemente, dos direitos) a Neil Young.
Como sabem, não tenho nada contra versões. São até uma parte importante da música que aqui ponho a tocar. Mas se querem tocar música de outros dêem-lhes o que é deles.
Quanto aos EZ Special, é óbvio que estão não têm grande coisa a ver com isto. Foram só apanhados no meio. Segundo dizem, quem tem de pagar os direitos é a editora. É sim senhores, digo eu, mas se calhar devia era ir pagá-los a outra conta.
Procurando os videos, não encontrei para o original do Neil Young mas já o devem ter ouvido em fundo. Quanto aos outros, ei-los:
Segredos (Com Paulo Gonzo)
Ez Special
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seu olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de um bar
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
quando começar
A conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
Quando começar
A conhecer os meus segredos
Lookin' For A Love
Neil Young
I've been looking for a lover
But I haven't met her yet
She'll be nothing like
I pictured her to be
In her eyes I will discover
Another reason why
I want to live
and make the best
of what I see.
Where the sun hits the water
And the mountains meet the sand
There's a beach
that I walk along sometimes
And maybe there I'll meet her
And we'll start to say 'hello'
And never stop to think
of any other time.
Looking' for a love
that's right for me
I don't know how long
it's going to be
But I hope I treat her kind
And don't mess with her mind
When she starts to see
the darker side of me.
Ora temos uma estrofe e um refrão traduzidos quase à letra e outra parte diferente do original, sendo que a música, embora com arranjos e algumas diferenças de acordes também não está assim tão diferente, como verão abaixo.
Investigando mais um pouco, percebi que a canção não é dos EZ Special nem eles a reclamam como tal, declarando-a como uma versão de uma canção de... Roberto Frejat, ex-vocalista da conhecida banda brasileira Barão Vermelho. A canção vem no seu primeiro álbum a solo e, embora não tenha conseguido ver os créditos que estão no álbum, todas as fontes que li a atribuem a Frejat (inclusivé a partitura que aparece no site do cantor), menos um artigo de alguém que descobriu o mesmo que eu: Segredos não é mais nem menos do que uma "versão adaptada" de Lookin' For A Love e Roberto Frejat deveria ter dado parte dos créditos (e, consequentemente, dos direitos) a Neil Young.
Como sabem, não tenho nada contra versões. São até uma parte importante da música que aqui ponho a tocar. Mas se querem tocar música de outros dêem-lhes o que é deles.
Quanto aos EZ Special, é óbvio que estão não têm grande coisa a ver com isto. Foram só apanhados no meio. Segundo dizem, quem tem de pagar os direitos é a editora. É sim senhores, digo eu, mas se calhar devia era ir pagá-los a outra conta.
Procurando os videos, não encontrei para o original do Neil Young mas já o devem ter ouvido em fundo. Quanto aos outros, ei-los:
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Qual é a vossa versão?
À medida que os anos vão passando, vai-se percebendo quem, daqueles músicos que vão desaparecendo deste mundo, deixou nele uma marca verdadeira e duradoura. Há vários critérios que se podem aplicar para aquilatar da importância dessa "assinatura". Um deles é, sem dúvida, a durabilidade da música que fizeram, a frequência com que através dos anos continua a ser ouvida, mas há outros. Entre eles, e possível de quantificar, é a quantidade de versões das suas músicas que são gravadas e editadas (diz-se que já foram publicadas mais de 3000 versões do "Yesterday" dos Beatles). Para mim, mais do que isso, conta a qualidade das versões que essas músicas podem gerar.
No caso presente, a música que aqui deixo é uma daquelas que já teve, certamente, uma quantidade considerável de versões.
"Little Wing", do Jimi Hendrix, é uma canção que, no original (do álbum Axis: Bold as Love) tem cerca de dois minutos e meio e nem chega bem a acabar (comprem o álbum que entenderão o que eu estou a dizer). Desde essa altura (1967) gerou, desde a do próprio Hendrix ao vivo a todas as outras que se lhe seguiram, vários tipos de interpretações e de abordagens, mais discretas ou espalhafatosas, mais curtinhas ou "grandes como a Légua da Póvoa".
No meio das muitas hipóteses disponíveis escolhi estas seis. O objectivo é que vocês as ouçam e comentem (de qual gostam mais, de qual gostam menos, porquê, as impressões e emoções que vos causam, enfim, tudo o que quiserem desde que comentem). Dizem que se aprende umas coisas com este jogos. Vamos lá, então.
Jimi Hendrix:
Stevie Ray Vaughan:
G3 (Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen):
Eric Clapton, David Sanborn & Sheryl Crow
Monte Montgomery:
The Corrs:
No caso presente, a música que aqui deixo é uma daquelas que já teve, certamente, uma quantidade considerável de versões.
"Little Wing", do Jimi Hendrix, é uma canção que, no original (do álbum Axis: Bold as Love) tem cerca de dois minutos e meio e nem chega bem a acabar (comprem o álbum que entenderão o que eu estou a dizer). Desde essa altura (1967) gerou, desde a do próprio Hendrix ao vivo a todas as outras que se lhe seguiram, vários tipos de interpretações e de abordagens, mais discretas ou espalhafatosas, mais curtinhas ou "grandes como a Légua da Póvoa".
No meio das muitas hipóteses disponíveis escolhi estas seis. O objectivo é que vocês as ouçam e comentem (de qual gostam mais, de qual gostam menos, porquê, as impressões e emoções que vos causam, enfim, tudo o que quiserem desde que comentem). Dizem que se aprende umas coisas com este jogos. Vamos lá, então.
Jimi Hendrix:
Stevie Ray Vaughan:
G3 (Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen):
Eric Clapton, David Sanborn & Sheryl Crow
Monte Montgomery:
The Corrs:
terça-feira, 26 de maio de 2009
Versões (25)
Ao fim destes anos todos, ainda consigo ser surpreendido por coisas que se passaram no célebre Festival de Woodstock em 1969.
Enquanto viajava pela música dos Beatles (hoje deu-me para isso) através do "Tubo", acabei por tropeçar nesta (para mim) preciosidade que, até hoje, desconhecia.
Se todas a manhãs a ouço cantada pelos Beatles (é a música do meu despertador), aqui a deixo para verem e ouvirem cantada pelos Crosby, Stills & Nash.
Enquanto viajava pela música dos Beatles (hoje deu-me para isso) através do "Tubo", acabei por tropeçar nesta (para mim) preciosidade que, até hoje, desconhecia.
Se todas a manhãs a ouço cantada pelos Beatles (é a música do meu despertador), aqui a deixo para verem e ouvirem cantada pelos Crosby, Stills & Nash.
sábado, 21 de março de 2009
Versões (24)
No meio do ruído mediático produzido à volta do último álbum dos U2 e enquanto aguardo que a música do mesmo me conquiste de alguma maneira (até agora, o que ouvi não me suscitou mais do que um "esta até é gira..."), deixo-vos aqui uma canção que, por estar inserida num disco menos, digamos assim, "mediatizado", alguns de vocês podem ainda não ter ouvido.
Pois aqui ficam os U2 a cantar... Ramones!
"Beat On The Brat"
Artista: U2
Álbum: We're A Happy Family - A Tribute To Ramones
Pois aqui ficam os U2 a cantar... Ramones!
"Beat On The Brat"
Artista: U2
Álbum: We're A Happy Family - A Tribute To Ramones
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Versões (23)

No que respeita a versões, já estamos bastante habituados a ouvir falar de Paul Simon. Volta e meia lá aparece mais uma versão de uma das suas músicas, vinda de qualquer sector da música popular desde os mais "alternativos" à chamada "música de elevador".
O caso presente aparece-nos vindo dos lados do "Progressivo", mais propriamente dos Yes. Pois, à partida não parece ligar muito bem, não é? No fim, acaba por valer mais pela "piada" da abordagem do que por qualquer outra coisa e nem sequer cabem aqui quaisquer apreciações qualitativas à coisa. O assunto aqui parece-me diversão pura: "Se America fosse uma canção dos Yes, como soaria?"
Pois soaria assim, com certeza!
"America"
Artista: Yes
Álbum: Yesyears
domingo, 14 de setembro de 2008
Versões (22)
Esta coisa de fazer versões de músicas dos outros pode resultar de muitas maneiras. Umas vezes sai bem, outras mal, outras nem bem nem mal e outras... diferente.
Para uma banda de Folk britânica, mesmo uma banda "diferente" como os Pentangle, fazer uma versão de uma música brasileira tem os seus riscos. Ainda mais quando essa música é uma das "imagens de marca" do seu autor, mais ainda quando o autor é o Milton Nascimento, um cantor da Música Popular Brasileira, mas um cantor "diferente".
Quanto mais não fosse, pela curiosidade e pelo risco assumido, aqui fica então.
"Mother Earth" (Cio da Terra)
Artista: Pentangle
Álbum: Open the Door
Para uma banda de Folk britânica, mesmo uma banda "diferente" como os Pentangle, fazer uma versão de uma música brasileira tem os seus riscos. Ainda mais quando essa música é uma das "imagens de marca" do seu autor, mais ainda quando o autor é o Milton Nascimento, um cantor da Música Popular Brasileira, mas um cantor "diferente".
Quanto mais não fosse, pela curiosidade e pelo risco assumido, aqui fica então.
"Mother Earth" (Cio da Terra)
Artista: Pentangle
Álbum: Open the Door
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Versões (21)

Já uma vez, numa das minhas sessões de "pedinchice", aqui tinha pedido a quem encontrasse um disco chamado "Rainy Day" que o comprasse pois eu estava muito interessado. Trata-se, como escrevi na altura, de um disco de versões gravado por membros de várias bandas da Costa Oeste dos Estados Unidos (o tal pessoal do Paisley), entre as quais os Dream Syndicate, os Rain Parade e as Bangles, na voz da Susanna Hoffs. Claro que ninguém ainda o conseguiu encontrar (nem eu), mas continuo muito interessado.
Assim como para nos compensar do desaparecimento daquela obra de arte, há dois anos atrás a mesma Susanna Hoffs juntou-se a Matthew Sweet e voltou a "prevaricar". Desta vez a obra dá pelo nome de "Under The Covers Vol. 1" (o que pressupõe pelo menos um Vol. 2) e volta a ser um exercício da difícil arte da "versão" sobre canções dos anos 60. Não será talvez tão bom como o "Rainy Day" (já vos tinha dito que estou muito interessado no "Rainy Day"?) mas tem algumas canções bem conseguidas. Outras não o serão tanto, ou por não o serem de facto (It's All Over Now, Baby Blue) ou porque a minha ligação ao original não permite uma avaliação objectiva (Who Knows Where the Time Goes) mas é uma boa compra, naquela lista "Não são os discos da minha vida mas gosto muito de os ter cá em casa", não só porque os artistas são bons artistas como até pela qualidade intrínseca (grande palavra, hein?) dos próprios originais "cobertos" ("covers"? Vá-se lá entender os malucos dos anglo-saxónicos...), que passo então a descriminar:
1. I See The Rain (The Marmalade)
2. And Your Bird Can Sing (The Beatles)
3. Its All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan)
4. Who Knows Where The Time Goes? (Fairport Convention)
5. Cinnamon Girl (Neil Young And Crazy Horse)
6. Alone Again Or (Love)
7. Warmth Of The Sun (The Beach Boys)
8. Different Drum (The Stone Poneys)
9. The Kids Are Alright (The Who)
10. Sunday Morning (The Velvet Underground)
11. Everybody Knows This Is Nowhere (Neil Young And Crazy Horse)
12. Care Of Cell ..44 (The Zombies)
13. Monday Monday (The Mamas And The Papas)
14. She May Call You Up Tonight (The Left Banke)
15. Run To Me (The Bee Gees)
Para vosso deleite (ou de outra bebida qualquer), deixo-vos aqui a tocar a versão de Sunday Morning dos Velvet Underground, uma excelente canção que tem aqui a vantagem em relação ao original de ser... bem cantada.
"Sunday Morning"
Artista: Matthew Sweet and Susanna Hoffs
Álbum: Under The Covers Vol. 1
domingo, 8 de junho de 2008
Video do mês / Versões (20)
É verdade. Não sou grande adepto da música dos The Killers. Estou um bocado farto daquele tipo de arranjos em crescendo até ao ponto de "esganiçamento".
Também já aqui falei do jeitinho do David Fonseca para fazer versões. Junte-se essa aptidão com uma maneira diferente de abordar a música dos The Killers e a maluquice das sessões acústicas da Radar FM e temos o Video do Mês de Junho. Eu acho que está melhor do que o original. Mais opiniões?
Já agora, o original está aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Ch3hppFG3UQ
Também já aqui falei do jeitinho do David Fonseca para fazer versões. Junte-se essa aptidão com uma maneira diferente de abordar a música dos The Killers e a maluquice das sessões acústicas da Radar FM e temos o Video do Mês de Junho. Eu acho que está melhor do que o original. Mais opiniões?
Já agora, o original está aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Ch3hppFG3UQ
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Versões (19)

Às vezes temos um bocado a mania que somos mais pequeninos do que realmente somos. É preciso vir alguém lá de fora convencer-nos do contrário.
Não, não vou falar da Mariza nem dos Madredeus nem da Amália.
Vim aqui deixar-vos a tocar uma versão que os Walkabouts fizeram de uma música do José Mário Branco. Improvável? Não sei porquê!
"Hard Winds Blowin' (Sopram Ventos Adversos)"
Artista: The Walkabouts
Álbum: Train Leaves At Eight
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Versões (18)

Já me aconteceu muitas vezes. É um daqueles discos que se compram não se sabe bem porquê (não tinha comprado os anteriores) mas que dão a sensação de serem bons. Não sei bem, mas acho que "cheiram a bom". Nem sequer tinha ouvido muito mas comprei-o, pronto, e estou muito contente com a minha compra (e por saber que o instinto ainda funciona).
Podia ficar aqui a dissecar o disco de trás para a frente (olhá-lo de um lado, do outro e de frente, como dizia o outro) mas já percebi que, no fim das contas, isso até nem conta grande coisa (se a televisão e a rádio não lhes ligam, quem é que vai acreditar em mim?). Apenas vos aconselho a que dêem uma oportunidade (de preferência duas ou três) de audição ao trabalhito (vá lá, nem custa muito e vocês sabem como se faz) e no fim, se gostarem comprem. Eu comprava, se não tivesse já comprado.
E perguntam vocês:
- Versões, pá???
Pois então aqui fica uma grande versão (na minha pouco considerável - e daí talvez... - opinião) com "marca Fonseca":
"Rocket Man"
Artista: David Fonseca
Álbum: Dreams in Colour
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Versões (17)
(Quase) toda a gente conhece a música "Another Day" na versão dos This Mortal Coil. A maior parte pode até pensar que a música é deles (mesmo sabendo que a maior parte das canções eram versões).
Já aqui passou em tempos o original de "Song to the Siren", cantado pelo dono (Tim Buckley). Pois o autor de "Another Day", Roy Harper, acaba por ter muitas parecenças com o pai Buckley (muitas mais do que com os TMC, pelo menos). Para não ser sempre igual, desta vez não vos dou o original mas sim "a irmã do meio", ou seja, se a canção do Roy Harper foi editada em 1970 e a versão dos This Mortal Coil é de 1984, houve uma versão neste "interim" que acabou por ficar, digamos assim, "pelo caminho".
Mais ou menos pela altura em que Kate Bush gravou "Games Without Frontiers" para o álbum 3 (Melt) de Peter Gabriel, foi ele próprio convidado da cantora num programa de televisão exibido em Dezembro de 1979, onde encenaram e cantaram juntos a canção... "Another Day"... de Roy Harper, que aqui se mostra de seguida.
Já aqui passou em tempos o original de "Song to the Siren", cantado pelo dono (Tim Buckley). Pois o autor de "Another Day", Roy Harper, acaba por ter muitas parecenças com o pai Buckley (muitas mais do que com os TMC, pelo menos). Para não ser sempre igual, desta vez não vos dou o original mas sim "a irmã do meio", ou seja, se a canção do Roy Harper foi editada em 1970 e a versão dos This Mortal Coil é de 1984, houve uma versão neste "interim" que acabou por ficar, digamos assim, "pelo caminho".
Mais ou menos pela altura em que Kate Bush gravou "Games Without Frontiers" para o álbum 3 (Melt) de Peter Gabriel, foi ele próprio convidado da cantora num programa de televisão exibido em Dezembro de 1979, onde encenaram e cantaram juntos a canção... "Another Day"... de Roy Harper, que aqui se mostra de seguida.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Versões (16)

Esta mania de fazer versões de músicas do Leonard Cohen já pegou há muitos anos. Deve mesmo ser dos autores que mais versões têm das suas canções.
Poderá argumentar-se que há muitas versões porque as canções são boas. Pois pode muito bem ser essa a razão e é até a mais provável.
Mas... não sei porquê, há algo que me diz que, de dentro da alma dos artistas que se entregam a esta tarefa em específico (sim, fazer versões do Cohen) há uma vozinha que lhes diz ao ouvido: "Não me digas que não fazes melhor do que o gajo, pá!".
No caso da versão de Madeleine Peyroux para "Dance me to the end of love" descobrimos que afinal a letra não estava trocada e que a canção afinal era mesmo um sensual e enleante convite para uma dança eterna (ou talvez não).
Não sei porquê, nunca tinha conseguido ver as "meninas do coro" a dignarem-se a dar um passinho que fosse com o "coitadinho" que parecia convidá-las na versão original. Sempre tive a visão de um bêbado sentado a um canto do antigo Ritz Clube a dar uma lábia à menina que passase mais perto e a levar tampas a torto e a direito (todos temos direito ao nosso teledisco, certo?).
Ok, admito. O que eu gosto mais nesta versão é não ter meninas a cantar
lala
lala-lala-lala
lala-lala-lala
la-la-la.
"Dance Me To The End Of Love"
Artista: Madeleine Peyroux
Álbum: Careless Love
domingo, 8 de outubro de 2006
Versões (14)

Já em Dezembro do ano passado por aqui passou uma versão desta música do Cohen, então cantada pelo Lloyd Cole.
Acontece que este ano saiu mais um álbum de homenagem, desta vez a banda sonora de um filme que mostra... um concerto de homenagem ao Cohen (muitas homenagens tem o homem...).
O álbum, no geral, é bem pior do que o outro que aqui mostrei (I'm Your Fan) mas, talvez por esta ser uma das melhores canções do senhor, talvez por sorte na escolha dos intérpretes, "Chelsea Hotel" volta a ser um dos melhores momentos do disco, desta vez cantada por RufusWainwright.
É diferente da do Cole, é diferente da do Cohen. Eu gosto! (vês, Josha?)
"Chelsea Hotel nº 2"
Artista: Rufus Wainright
Álbum: I'm Your Man (BSO)
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Versões (12.2) - 15 anos antes

Outra versão da mesma música, desta vez pelos Fairport Convention, em 1969.
Por esta altura, em princípio de carreira, na era BS (Before Swarbrick) e no princípio da contribuição de Sandy Denny, os Fairport não sabiam fazer discos sem lá meter umas versões do Dylan.
O interesse de voltar a tocar a mesma canção é ver como as versões são tão diferentes uma da outra, e vocês ainda não ouviram o original (pelo menos aqui).
De falta de imaginação não nos podemos queixar.
"I'll Keep It With Mine"
Artista: Fairport Convention
Álbum: What We Did On Our Holidays
sábado, 16 de setembro de 2006
Versões (12)

Estava-se em 1984 quando alguns músicos das bandas "revivalistas" da West Coast americana do início da década de oitenta decidiram homenagear as suas "influências" (Velvet Underground, Bob Dylan, Neil Young...). Nasceu assim o projecto Rainy Day, reunindo gente vinda de bandas como Bangles, Dream Syndicate, Rain Parade e outras.
Nunca consegui ouvir o disco na totalidade mas o que ouvi vale bem a pena. Produção sóbria, ambiente um tanto sombrio mas de grande beleza, boas versões.
Se alguém o encontrar por aí, compre-o que eu quero!
Fica aqui a primeira música do disco e único single que saíu. Uma versão de Bob Dylan na voz de Susanna Hoffs das Bangles. Eu gosto! Muito!
"I'll Keep It With Mine"
Artista: Vários (voz: Susanna Hoffs)
Álbum: Rainy Day
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