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quinta-feira, 1 de julho de 2021

Das surpresas que o cinema nos traz.

É sabido que não sou grande apreciador de música eletrónica. Talvez por isso nunca tenha, até hoje, dado muita atenção à música da Surma. Até hoje, dia em que vi o filme "Snu", da realizadora Patrícia Sequeira.


E que grande banda sonora, a da Surma!

Não há dúvida de que a música certa soa muito melhor no sítio certo.

A partir de hoje vou seguir a Surma muito mais de perto.


sábado, 2 de abril de 2011

The Wall

Já aqui falei de um filme escrito pelo Alan Parker (Melody). Hoje trago-vos o Alan Parker enquanto realizador. Podia ser o "Fame", "The Commitments", a "Evita"... mas deixo aqui aquele que para mim é o melhor dos que vi dele (pode haver outras opiniões, claro): Estou a falar, obviamente, de "The Wall"



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Grandes...

Grande filme de um grande realizador, grande fotografia, grandes actores e, claro, grande música, feita por um grande músico, Stewart Copeland. Para a maioria um dos louros dos Police, para mim um dos grandes bateristas de rock, talvez mesmo o meu preferido... talvez.



Talvez o filme que gostei mais de ver até hoje... talvez.

sábado, 12 de junho de 2010

Não havia necessidade...



Costuma dizer-se que, em arte, todas as abordagens são válidas. Até me inclino a acreditar na veracidade da informação. Mas depois vejo coisas...

Estava eu aqui a fazer sabe-se-lá-o-quê no computador quando, vindo das minhas costas, me chegou um som algo familiar. Conferindo, confirmei a suspeição. Tratava-se do filme "jovem" Across The Universe no canal MOV. Por alto, trata-se de pegar em meia dúzia de putos, chamar-lhes nomes de canções dos Beatles e arranjar um monte de situações desgarradas e desinteressantes com o pretexto de "enfiar" músicas dos "quatro de Liverpool" pelo filme fora, onde quer que "caibam".

Dizia eu que, sendo as abordagens todas válidas, tenho de dizer que este filme é das coisas mais deprimentes que vi fazer até hoje com a obra dos Beatles. E não vi assim tão poucas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Se os meus amigos cinéfilos permitem...

Muito antes de ser conhecido como realizador de filmes, uns milionários, outros de culto, outros milionários de culto, Alan Parker escreveu em 1971 o argumento de um algo obscuro filme (em que ainda fez umas horas de direcção) chamado "Melody" e que eu vi umas duas vezes na televisão, uma em crainça, outra um pouco mais velho.

Pois, dizem os meus amigos (os que nunca ouviram falar dele). E o que é que isso tem de especial, ainda por cima num blogue de música?

Pois é, todos sabemos que o senhor Parker gosta muito de misturar cinema com boa música, como aconteceu por exemplo em The Wall, Birdy, The Commitments ou, vá, Fame e Evita. O que poucos sabem (descobri eu há pouco tempo) é que esse gosto vem desde os primórdios da carreira e começa logo com este "Melody", com uma banda sonora assinada quase na sua totalidade (com a ajuda do arranjador Richard Hewson) pelos Bee Gees (com algumas incursões de valor como "Teach Your Children dos CS&N), no tempo em que os rapazitos ainda não se tinham rendido ao "Disco", às calças apertadinhas (e, consequentemente, ao falsete). A banda sonora inclui mesmo alguns temas que ficaram famosos para os Bee Gees como "To Love Somebody", "First of May" ou "Melody Fair", mas que hoje só gente com bastante "experiência de vida" recorda vagamente.

Deixo-vos com o video de promoção do filme (vulgo trailer) e com o desafio de tentarem encontrar o DVD à venda (isto para quem nunca viu). Se o filme é bom? Da primeira vez gostei muito, da segunda... achei giro.




Alguém se lembra?
(Aposto que há pelo menos uma aí que não me vai deixar ficar mal).


Linque: http://www.youtube.com/watch?v=zb7QKVbxKZI

sábado, 25 de julho de 2009

Filmes com música... A Última Valsa

Era este o nome português de "The Last Waltz" de Martin Scorcese, filme sobre o concerto de despedida dos "The Band" (e tudo à volta) saído em 1978.

Let's Look at the trailer:



Na verdade é basicamente um filme de concerto mas vale a pena pela música, pelos convidados e pelo excelente ambiente que emana do palco (do ecrã, no caso). Quem gosta da música daqueles artistas ou daquele tempo em geral, não pode perder. (Sim, há várias edições em DVD; não, não tenho nenhuma; sim, podem oferecer).

Aí fica o Neil a divertir-se à brava com os rapazes da "banda". A Joni Mitchell em contraluz atrás do palco só pode ser uma "Scorcesice".



segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ainda brilha uma luz



Disso não há dúvidas!

De que Scorsese tem muito jeito para fazer filmes, também não. O problema está mais em mim, ou seja, na maior parte das vezes prefiro ouvir um disco a ver um concerto em DVD. Embora esteja mais bem filmado do que um normal concerto em DVD (e com alguns truques giros, que se vão tornando cansativos à medida que o filme avança), embora os Rolling Stones em palco sejam, ainda, algo digno de ser visto, embora se veja muito bem, embora o som e a imagem sejam muito bons... não deixa de ser a gravação de um concerto e pouco mais.

Comparando com "The Last Waltz", a roda viva que andava naquele palco e nos bastidores, a relativa "sujidade" da filmagem e a maior espontaneidade nos apontamentos que a rodeavam (e também, bem sei, a idade que eu tinha quando vi o filme pela primeira vez) fazem-me preferi-lo a este.

A luz brilha, mas não vejo necessidade de a acender muito mais vezes.
Talvez ao vivo, numa sala como aquela... aí não diria que não!

sábado, 3 de maio de 2008

Smith: O filme



E então ontem, depois de desafiado, lá me resolvi a ir ao Maria Matos levar com os "festivaleiros Indie" para ver o filme "Patti Smith Dream of Life" de Steven Sebring.

Depois de me abstrair das várias faunas "indies" presentes, desde os compenetrados aos "radicais" (quem será o totó que se lembra de ir ver um filme com uma crista de 20 cm acabada de fazer a regra e esquadro?), passando pelos "devotos" e de uma desastrosa tradução (não sei se feita à pressa ou com simples incompetência), lá consegui dispensar a atenção necessária ao filme. E o filme...

Bem, foi mais ou menos o que estava à espera que fosse: uma filmagem muito... como dizer?... "arty", cheia de planos desfocados, tremidos e descentrados, entre o preto e branco e a cor filtrada, entre a meia-luz e o alto contraste... não será muito o meu estilo preferido, mesmo num filme "rock'n'roll" mas, depois de se perceber o contexto em que foi feito, até acaba por encaixar. E o contexto acaba por ser o de um tipo aque filma uma amiga "rockeira" (e toda a desarrumação e lixo que vai por aquela casa) a espaços, durante mais de dez anos, e depois tenta transformar todo o material num filme de duas horas em que, por um lado, não se perca a coerência de um documentário mas em que, por outro, se faça transparecer a intimidade com alguém que "é da casa". E isso consegue-se fazendo todo o filme como se fosse "Patti por Patti". Narrado pela própria, em conversa com a prória, com poemas ditos e canções cantadas... pela própria. O tipo que filma, nem se dá por ele, o que é bom. foi giro.

Dito isto, imagino que alguém se sinta capaz de viver numa confusão daquelas. Para mim não serve. É que... pá! Ao menos arrumava os instrumentos e os discos, não?

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

A Hard Day's Night

Amanhã à noite, no Canal 1 (mais propriamente Quinta à 1.30 da manhã) passa o primeiro filme dos Beatles "A Hard Day's Night" (em português "As quatro cabeleiras do após-Calypso"-???-).

A acção do filme é, basicamente, os Beatles a fugir das fãs durante hora e meia mas pronto, tem umas piadas pelo meio e... as músicas são dos Beatles.

Vá lá. Quinta-feira é feriado. Podia ser pior!