Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

E no entanto, o Jazz move-se!

Rui Azul tem um novo disco!

Ainda não o ouvi todo mas há umas amostras à nossa disposição aqui e as primeiras impressões agradaram-me.
Trata-se do blog do Rui onde, para além da música, podem saber tudo sobre ele. Façam uma visita.

É para vermos que as coisas mexem.
Muitas vezes o problema é nós não sabermos.

E volto a pensar nas quantidades infinitas de boa música que perdemos ao longo das nossas vidas apenas porque há gente que acha que pode escolher pelos outros...

Coyote

O "Coyote" é o programa de rádio que a Antena 3 transmite todos os dias da semana das dez às onze da noite.

Foi também a primeira dose de música que consegui tomar depois do "serviço hoteleiro" destas férias, graças ao meu telelé com rádio.

Serviram-me esta musiquinha com 30 anos.
Afinal estava tudo bem.
Afinal estava tudo no sítio certo!

"Redondo Beach"
Artista: Patti Smith
Álbum: Horses


Experimentem ouvir o "Coyote".
Descobrem-se coisas giras, às vezes.
Outras vezes recordam-se coisas boas.
Sempre com muita calma.
É fixe, o "Coyote"!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Voltei a casa!

O Blog é que vai ter de esperar uns dias por novidades, que o dono está muito atordoado!

Vou voltar em forma. Me aguardem!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Até já(zz)

Ora meus amigos, vou estar ausente por uns dias por via de um necessário "arejar de ideias" mas não vou sem vos deixar aqui uma coisita para descobrirem (se é que ainda não conhecem).

Chamam-se Béla Fleck and the Flecktones e são a banda de um conhecido (nos EUA) tocador de banjo que tem a mania de não estar quieto.
Assim se formou esta banda que, desde 1990 anda a trocar as voltas aos puristas, tanto do Jazz como do Bluegrass (e até da música latina, como acontece nesta música).

Tá bem, eu sei que anda aí um reco-reco mas peço-vos que voltem a vossa atenção mais para o banjo, a harmónica e, nesta música especialmente, o baixo (Victor Lemonte Wooten).
Se gostarem, façam o favor de partir à descoberta.

"The Sinister Minister"
Artista: Béla Fleck and the Flecktones
Álbum: Béla Fleck and the Flecktones

Daqui a uns dias (não sei bem quantos) estou de volta.
Divirtam-se e vão espreitando, que eu dou sinal logo que puder.
Inté

domingo, 11 de dezembro de 2005

Christmas in the drunk tank

Fairytale of New York
(The Pogues & Kirsty MacColl)

It was christmas eve babe
In the drunk tank
An old man said to me, won’t see another one
And then he sang a song
The rare Old Mountain Dew
I turned my face away
And dreamed about you

Got on a lucky one
Came in eighteen to one
I’ve got a feeling
This year’s for me and you
So happy christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true

They’ve got cars big as bars
They’ve got rivers of gold
But the wind goes right through you
It’s no place for the old
When you first took my hand
On a cold christmas eve
You promised me
Broadway was waiting for me

You were handsome
You were pretty
Queen of New York city
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging,
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night

The boys of the NYPD choir
Were singing Galway Bay
And the bells were ringing out
For christmas day

You’re a bum
You’re a punk
You’re an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy christmas your arse
I pray God it’s our last

The boys of the NYPD choir
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For christmas day

I could have been someone
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you
I kept them with me babe
I put them with my own
Can’t make it all alone
I’ve built my dreams around you

The boys of the NYPD choir
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For christmas day

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

A prenda da Joshita

Na sequência das lindas canções de Natal que aqui tenho divulgado, recebi esta prenda da Josha.

Fica aqui a tocar para vos lembrar do que vos espera nos próximos dias.

"The 12 pains of Christmas"
Artista: Weird Al Yankovic

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

A Hard Day's Night

Amanhã à noite, no Canal 1 (mais propriamente Quinta à 1.30 da manhã) passa o primeiro filme dos Beatles "A Hard Day's Night" (em português "As quatro cabeleiras do após-Calypso"-???-).

A acção do filme é, basicamente, os Beatles a fugir das fãs durante hora e meia mas pronto, tem umas piadas pelo meio e... as músicas são dos Beatles.

Vá lá. Quinta-feira é feriado. Podia ser pior!

Ouvi esta ontem à noite...

A NASA anunciou que vai mandar em breve quatro homens para a Lua!
- Só espero que sejam os D'ZRT!

(Marco Horácio no "Lavanta-te e ri")

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Versões (10) - esta é para a Laura


Foto: Amazon

Ora então, apresenta-se aqui o disco de "homenagem" ao Leonard Cohen, o tal que tem versões interpretadas pelos Pixies, Lloyd Cole, Nick Cave, James, John Cale, R.E.M., entre outros.

Como sei que a Laura é "fanzoca", passo a revelar aqui a revelar a versão do Lloyd Cole para "Chelsea Hotel", que é assim como que... o mesmo hotel que o Cohen cantou mas com as janelas abertas e os quartos arejados.

"Chelsea Hotel"
Artista: Lloyd Cole
Álbum: I'm Your Fan - the songs of Leonard Cohen by...

domingo, 4 de dezembro de 2005

Raridades de Natal

Hoje deixo aqui uma raridade que foi enviada aos membros do clube de fãs como parte do "Holiday Package" dos R.E.M. em 1991.

Não, também não faço parte do clube de fãs dos R.E.M. e não me perguntem como é que arranjei isto. Não vamos querer que ninguém seja expulso do clube, pois não?

Christmas Griping
Artista: R.E.M.

sábado, 3 de dezembro de 2005

Kenny G. não temos, mas...

...como eu sei que, a seguir ao Kenny, a banda preferida do Jorge são os Ramones, aqui vai uma linda canção de Natal, directamente para Portimão.

"Merry Christmas (I don't wanna fight tonight)"
Artista: Ramones
Álbum: Punk Rock Christmas (vários)



sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Ah querem natal???

Pois aqui o Verde já sabe que eu não resisto a desafios (ainda dizem que o Diabo é vermelho) e quer umas canções de Natal.

Quem me conhece sabe bem do "carinho" que nutro pela "quadra" (ora bem, uma quadra são 4 versos mas como ultimamente o Natal começa em Outubro já deve ser um poema do tamanho dos Lusíadas - vénia, shôr Camões) por isso não esperem ouvir aqui o Bing Crosby a cantar o "White Christmas".

Começamos com um obscuro grupo "a capella" da Universidade de Indiana chamado "Straight No Chaser" cantando uma peculiar versão de "Twelve days of Christmas"

Espero que gostem e que fiquem desde já "imbuídos" do espirito, antes de "imbuerem" o que têm a "imbuer" durante as festas.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Faça favor, caríssimo!


Foto: CDGO

O Belche deixou uma prosa nos comentários que merece maior destaque:

Curioso Clã

Vi pela primeira vez os Clã ao vivo na Expo 98. Tive a imediata sensação, nesse primeiro contacto, de estar na presença de algo verdadeiramente novo na música portuguesa. Havia um espírito de grupo naquele grupo. Mais do que simplesmente vender um produto, sentia-se a vontade de fazer a música pela música.

Desde então tenho acompanhado pari passu a carreira dos Clã, o que me tem feito saltar de ilusão em ilusão, ou melhor, de realidade em realidade. O som e a composição maturaram com o álbum Lustro e atingiram a excelência com o recente Rosa Carne.

Os arranjos das músicas são do melhor que por aí se vê. Quando digo por aí, não me limito à realidade nacional, mas sim a toda a realidade musical que conheço (e já lá vão 38...). Há algo de verdadeiramente único nos arranjos de teclas e, se não único, pelo menos de muito original no baixo picolo. A bateria é discreta mas sublimemente competente. A voz só poderia ser aquela, sem protagonismos excessivos, embora quase sempre presente.

Mesmo nas músicas mais simples ou mais evidentes (não têm muitas, diga-se) há uma preocupação estética de não as fazer caír na vulgaridade, ajeitando um pormenor num acorde, para lhe dar dimensão, ou compensando com um arranjo mais ousado.

Este fim-de-semana vi o recém-lançado DVD “Gordo Segredo”. É mais uma obra de arte dos Clã. Não percam nem por nada.


(Publicado nos comentários em 28-11-2005 por Belche)

Curioso Clã, de facto!
Estava eu procedendo à audição atenta do novo "Vivo" quando chegou este comentário.
No geral, o que foi dito acima sobre o DVD (que ainda não vi) aplica-se também ao CD com uma diferença: falta a imagem.
Em termos estritamente musicais, dificilmente este disco poderia ser melhor. Há, aqui e ali, um ou outro pequeno exagero nos "adornos" das teclas mas admito que seja "defeito de guitarrista" (esta é uma velha divergência entre mim e o Belche que não tem nada a ver com os Clã). No entanto, sendo um disco ao vivo, tem o grande defeito de todos os discos ao vivo de artistas em que a própria presença em palco é um dos factores de fascínio para o público (acontece o mesmo nos discos ao vivo de Peter Gabriel, para dar só um exemplo).
Quem já viu os Clã ao vivo dificilmente consegue passar ao lado das actuações de Manuela Azevedo. Em tudo. A voz, o movimento, a entrega e a sensação de felicidade que dela emana. Mas os Clã têm mais: A cumplicidade de personalidades visivelmente diferentes, o espectáculo Miguel Ferreira e a condução discreta de Hélder Gonçalves. Talvez o DVD nos dê uma sensação mais aproximada da realidade.
Mesmo assim, "Vivo" traz, em geral, versões melhoradas de quase todas as músicas que conhecemos dos álbuns de estúdio e desfaz qualquer dúvida que o próprio grupo tenha sentido em relação à necessidade de publicar um registo ao vivo.
Digamos que o CD ajuda a completar o DVD. Comprem, que vale a pena!

Como amostra fica aqui a tocar o "Problema de expressão", só por causa do solo de "baixo piccolo" (podia ser outra qualquer, mas eu sou um bocadinho faccioso).

P.S.: Também não vi o DVD que vem com a edição especial do CD. Se alguém o quiser comentar, está à vontade.

domingo, 27 de novembro de 2005

Que tal a versão do autor do original?

Confuso?

Pois!
Esta é uma versão que Evis Costello fez em 1983 de uma canção que escreveu em 1982 para o Robert Wyatt

Se calhar até é esta a versão da música que conhecem melhor mas também vale a pena ouvir a do Robert Wyatt.

Hoje fica a do Declan Patrick McManus (sim, é o nome verdadeiro do homem). A outra fica para outro dia.

"Shipbuilding"
Artista: Elvis Costello
Álbum: Punch the Clock


quarta-feira, 23 de novembro de 2005

As músicas da nossas vidas (7)

Claro que não estavam todas nas 31!


Foto: timbuckley.net


Esta não estava e é uma das "tais"...

Sometimes I wonder
Just for awhile
Will you ever remember me?


"Once I Was"
Artista: Tim Buckley
Álbum: Goodbye and Hello



terça-feira, 22 de novembro de 2005

Os apoios do costume.

Palavras não eram escritas e eis que chega a notícia do Festival Atlantic Waves, que começou hoje em Londres.
Trata-se de uma mostra de música portuguesa promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, que vai já no seu quinto ano. Durante oito dias, a capital inglesa vai ter um cheirinho do que é a música feita por portugueses (bem... mais ou menos).

No geral, trata-se de música que se encontra fora dos circuitos do mercado global (música clássica, música improvisada, Jazz, música de dança, fado, etc).

Ao longo dos anos, no entanto, tem vindo a aumentar o "contingente" de música mais comercial. Curiosamente, os grupos mais conhecidos (em Portugal) admitidos até 2004 tinham sido as Raincoats (grupo inglês - !!!???!!! - onde tocava a portuguesa Ana da Silva), os Blasted Mechanism e os The Gift. Este ano essa componente é reforçada com a presença dos Wraygunn, The Legendary Tiger Man, Dead Combo, Fat Freddy e... Ana da Silva, Blasted Mechanism e The Gift.

É evidente que a Fundação Gulbenkian é talvez o maior investidor cultural deste país, que é uma entidade privada e pode fazer o que quiser do dinheiro que tem, mas... não há mais músicos portugueses?

Dito isto, também não me parece que divulgar o "pop-rock" português num evento "elitista" como este traga grandes efeitos no que respeita à divulgação e entrada dos portugueses no mercado de música internacional. Se calhar também não é esse o objectivo. Afinal de contas, até são apresentados como "alternative pop".
É a conversa do costume: são "alternativos" por venderem pouco e vendem pouco porque não têm outra "alternativa".

Resumindo, continuo a pensar que não se vai lá com subsídios nem proteccionismos. Principalmente se os "contemplados" continuarem a ser sempre os mesmos.

Aos músicos só lhes resta fazer música. E já agora que seja boa música. Sempre ajuda um bocadinho. Ou não?

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Salvem o "pop-rock" português... quê???

Justifica-se a protecção aos artistas de “pop-rock” portugueses?

Se considerarmos que, no panorama da música internacional, esta espécie é praticamente inexistente, poderemos pensar que sim, que precisa de ser protegida, se possível com mandato da UNESCO.

Por outro lado, como assegurar a conservação de uma espécie que nunca teve “população” sufuciente para se reproduzir? Não será essa protecção um adulterar das leis da selecção natural e da evolução das espécies?

Sejamos realistas. Se admitirmos como válidas as leis de mercado vigentes na UE, chegamos à conclusão de que o “pop-rock” português não vende porque não se sabe vender.

Outra discussão será saber se o “pop-rock” português deverá ser deixado ao sabor das flutuações do mercado, considerando que logo à nascença parte em desvantagem, seja de infra-estruturas, seja de meios educacionais ou de poder empresarial.

Caberá ao Estado proporcionar as condições para uma educação musical abrangente e recuperar a economia do país de modo a proporcionar incentivos ao investimento mas não me parece que seja da sua resposabilidade a criação de meios como editoras, espaços para concertos, ou mesmo subsidiar a criação ou a comercialização da música portuguesa.

O mercado da música “mais popular” está bem e recomenda-se, tem editoras que investem e sabem vender os seus artistas, e um circuito de concertos relativamente extenso. Para além disso conseguiu ainda o acesso às televisões aproveitando a proliferação de programas “para donas de casa”.
No entanto, os artistas “pop-rock” só conseguem obter sucesso “encostando-se” a esta música (o que lhes tem valido a “imersão” no chamado “saco pimba”) ou promovendo-se em programas de televisão de grande audiência como as telenovelas.
Dois exemplos disto são os “Anjos” (que considero um bom grupo “pop” português) e os “D’ZRT” (que considero um grupo “pop” português bem promovido).

Claro que, quando falo em sucesso, estou a falar do mercado nacional (incluindo os emigrantes), que entrar no mercado global é uma miragem e nem me parece que essas editoras estejam interessadas a arriscar esses voos.

Quanto aos “braços” portugueses das grandes multi-nacionais, não passam de “borra-botas” inertes, que vendem o que os mandam e não têm coragem nem competência para “impôr” o que de bom por cá temos. Em que é que os Blind Zero são piores do que os “3 Doors Down”? Este é só um exemplo, porque há mais.

Baixar o IVA dos produtos musicais é justo mas não resolve nada. A diferença de preço é mínima e nem sequer afecta só a música portuguesa. Por isso, não venham os senhores directores das editoras dizer que é por isso que a música portuguesa não vende. Não vende porque os senhores não a querem vender. Cagarolas!!!

Um dia de música portuguesa na rádio é uma hipocrisia. Primeiro porque o que se ouve na Antena 3 durante o dia não representa minimamente a música portuguesa, depois porque isso legitima o que se passa nos outros dias. Continuo convencido de que o “pop-rock” português não se resume ao “hip-hop”, aos Gift e ao David Fonseca, mas isso sou eu, que sou “torcidinho”. Das outras "radios jovens" quase nem vale a pena falar.

O “pop-rock” português só estará de boa saúde quando não precisar de pedir protecção e quando, nas lojas de discos, puder ser encontrado na secção de ... “pop-rock”!

Alguma receita para além das “do costume” que nunca resolvem nada?

Que tal o original? (3)

Eis o original da versão da Maria João e do Mário Laginha em "Undercovers"
Como havia alguém por aí que não conhecia, fica aqui a tocar uns tempitos!

"Take me Home"
Artista: Crystal Gyle (Tom Waits)
Álbum: One from the heart (OST)

sábado, 19 de novembro de 2005

31 songs das visitas (8)

Mais uma lista de canções do Verde:

"(...) vai tb a minha verdadeira lista das ‘31songs’. Bom proveito. Sem ordem de preferência."

31songs (agora a sério)

1. Radiohead - Paranoid Android
2. The Cure - The forest
3. The Cure - Just one more Time
4. Joe Jackson - Breakin´ us in two
5. Elton John - Goodbye yellow brick road
6. U2 - One
7. U2 - Heartland
8. Irmãos Catita - Sexo em grupo
9. Prefab Sprout - Life of Surprises
10. Sade - Your love is King
11. Marisa Monte - Comida
12. Peter Murphy - Cuts you up
13. New Order - True Faith
14. The police - Message in a bottle
15. Madonna - Like a prayer
16. Tears 4 fears - Shout
17. GNR - Toxicidade
18. Marvin Gaye - Mercy, mercy me
19. Blondie - Fade away and radiate
20. The Bee Gees - How deep is your love
21. Trovante - Lisboa
22. Trovante - Memórias de um beijo
23. Santana - Oye como va
24. Rui Veloso - A ilha
25. REM - Shiny Happy people
26. Procol Harum - A whiter shade of pale
27. Dire Straits - Ride across the river
28. Sting - Russians
29. The The - Slow emotion replay
30. Stereo MCs - Connected
31. The Velvet Underground - All Tomorrow’s parties
32. Abba - Dancing Queen
33. Stevie Wonder - Superstition
34. Bruce Springsteen - The river
35. Billy Bragg – Everywhere
36. Billy Bragg - The few
37. Nick Cave - Into my arms
38. The Waterboys - The whole of the moon
39. U2 & Lucciano Pavarotti - Miss Sarajevo
40. Propellerheads - History repeating
41. Madness - Our house
42. Gipsy Kings - Vamos a bailar
43. Pet Shop Boys - Being Boring
44. Fausto - O barco vai de saída
45. The Eurythmics - There must be an Angel
46. The Clash - London Calling
47. John Cale - I keep a close watch
48. Talking Heads - Mr. Jones
49. James Brown - Papa’s got a brand new bag
50. Simple Minds - Let there be love
51. Patsy Cline - Crazy
52. Peter Gabriel - Darkness
53. David Sylvian - Silver Moon
54. Credence, Clearwater Revival - Proud Mary
55. Cream - White room

...etc, etc,...

até às 500 obrigatórias em qq lista de 31...


Pois... 31! (eh eh)

Os nossos "álbuns" (2)

O primeiro a "aventurar-se" a revelar os seus álbuns favoritos é o Verde.
Como já começa a ser habitual, fez batota. Não interessa, conta na mesma. Eu bem disse que mesmo 60 era bastante dificil.

Por acaso até foi o Verde que propôs a lista de álbuns.
- Propôs 30
- Eu aumentei para 60
- Ele diz que manda 65
- No fim saíram 85

Ok, Verde. Aprendeste a fazer contas na mesma escola que o Guterres.

Cá vai:

1. Foxtrot – Genesis
2. Selling England by the pound – Genesis
3. Nursery crime – Genesis
4. The lamb lies down on Broadway – Genesis
5. Quadrophenia – The Who
6. Who’s next – The Who
7. The Doors – The Doors
8. LA Woman – The Doors
9. The Doors in concert – The Doors
10. Close to the edge – Yes
11. Relayer – Yes
12. Tales from topographic oceans – Yes
13. Lark’s tongues in aspic – King Crimson
14. A Young Person's Guide to – King Crimson
15. Thick as a brick – Jethro Tull
16. Aqualung – Jethro Tull
17. Minstrel in the Gallery – Jethro Tull
18. Space Oddity – David Bowie
19. Hunky Dory – David Bowie
20. The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars – David Bowie
21. Low – David Bowie
22. Harvest – Neil Young
23. Live Rust – Neil Young
24. Sleeps with angels – Neil Young
25. Meddle – Pink Floyd
26. The dark side of the moon – Pink Floyd
27. Wish you were here – Pink Floyd
28. Animals – Pink Floyd
29. Trilogy – Emerson, Lake & Palmer
30. Brain Salad Surgery – Emerson, Lake & Palmer
31. IV – Led Zeppelin
32. The song remains the same – Led Zeppelin
33. Made in Japan – Deep Purple
34. Ashes are burning – Renaissance
35. Live at Carnegie Hall – Renaissance
36. Free Hand – Gentle Giant
37. Octopus – Gentle Giant
38. Acquiring the taste – Gentle Giant
39. Small Change – Tom Waits
40. Rain Dogs – Tom Waits
41. All this useless beauty – Elvis Costello
42. White Album – The Beatles
43. Rubber Soul – The Beatles
44. Revolver – The Beatles
45. Get yer ya-ya´s out – The Rolling Stones
46. Astral weeks – Van Morrison
47. The best of – Van Morrison
48. Songs of love and hate – Leonard Cohen
49. The best of – Leonard Cohen
50. Bridge over troubled water – Simon & Garfunkel
51. Concert in Central Park – Simon & Garfunkel
52. Highway 61 revisited – Bob Dylan
53. Blonde on blonde – Bob Dylan
54. Sheik Yerbouti – Frank Zappa
55. Joe’s Garage – Frank Zappa
56. The Snow Goose – Camel
57. Pawn Hearts – Van der Graaf Generator
58. Still life – Van der Graaf Generator
59. Godbluff – Van der Graaf Generator
60. A night at the opera – Queen
61. Bicho – Caetano Veloso
62. Estrangeiro – Caetano Veloso
63. Ao vivo – Caetano e Chico
64. O melhor de – Chico Buarque
65. Coincidências – Sérgio Godinho
66. Pré-histórias – Sérgio godinho
67. Resistir é vencer – José Mário Branco
68. Dá-me lume (o melhor de) – Jorge Palma
69. No jardim da Celeste – Banda do Casaco
70. The best of – Cat Stevens
71. White winds – Andreas Vollenweider
72. Ommadawn – Mike Oldfield
73. Incantations – Mike Oldfield
74. Crime of the century – Supertramp
75. Travels – Pat Metheney
76. The road to you – Pat Metheney
77. My way, The best of – Frank Sinatra
78. Legend – Bob Marley
79. Grand Hotel – Procol Harum
80. Unforgettable fire – U2
81. Until the end of the world – Soundtrack
82. En ‘La Fusa’ – Vinicius de Moraes
83. Red, Hot and Blue
84. Pampered menial – Pavlov’s Dog
85. Fluid – Druid

Next, Please!

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Realejo???


Foto: Realejo


Antes que comecem já a perguntar "Realejo? Que raio de pepineira é essa?" fica já aqui a referência a um dos discos que não dispenso nos que gosto mais da música portuguesa.

Os Realejo nasceram em 1990 e têm, pelo menos que eu saiba, dois discos: "Sanfonia" (este, de 1995) e "Cenários" (1998).

É um grupo que junta música tradicional com coisas mais "eruditas" (eh eh) e que tem vindo a mudar de formação, mantendo sempre como "núcleo duro" o "sanfonista" e fabricante de instrumentos Fernando Meireles e o "multi-instrumentista" Amadeu Magalhães.
À data deste primeiro disco, os outros músicos eram o violinista Manuel Rocha, a violoncelista Ofélia Ribeiro e o guitarrista Rui Seabra. No segundo disco já tinham mudado o guitarrista e o violinista e, em 2004, além de Meireles e Magalhães, os outros músicos eram Jorge Queijo (percussão), Catarina Moura (voz) e Miguel Veras ( guitarra).

Nunca mais os ouvi, suponho que ainda não editaram o terceiro disco, mas sei que continuam a existir e a dar concertos.

Aqui fica uma pequena amostra do que se pode ouvir em "Sanfonia".

"Marusca"
Artista: Realejo
Álbum: Sanfonia

Também é bom para "desenjoar" dos Ramones!


Os nossos "álbuns" (1)

Bom, então cá vai a minha lista.

Aproveito para vos dizer que continua ser uma tarefa bastante difícil.
Se, por um lado, há os álbuns que não podem faltar aqui por serem realmente muito bons, há outros que têm de ser incluídos por razões, digamos assim, "sentimentais". Depois há aqueles de que gostei muito durante uns tempos e hoje já praticamente não ouço e aqueles de que gosto muito agora mas não sei por quanto tempo.

A gestão de tudo isto acaba por obedecer à mesma técnica da outra lista:
- Faz-se e está feita.
- É a lista de hoje, dia 16-11-2005
- Ainda faltam aqui uns tantos, mas vale pelo divertimento de a ter feito.

Cá está ela, por ordem alfabética e tudo:

1. After the gold rush - Neil Young
2. All around my hat - Steeleye Span
3. Alma - Egberto Gismonti
4. Blood on the tracks - Bob Dylan
5. Blood Sugar Sex Magic - Red Hot Chili Peppers
6. Born to Run - Bruce Springsteen
7. Coisas do arco da velha - Banda do Casaco
8. Coisas que fascinam - Mler Ife Dada
9. Darkness on the edge of town - Bruce Springsteen
10. Desire - Bob Dylan
11. Document - R.E.M.
12. Easter - Patti Smith
13. Farewell, Farewell - Fairport Convention
14. Foxtrot - Genesis
15. Get Yer YA-YA's Out - Rolling Stones
16. Goodbye and Hello - Tim Buckley
17. Hallowed ground - Violent Femmes
18. Horses - Patti Smith
19. Hot Dawg - David Grisman
20. Into the music - Van Morrison
21. L.A. Woman - The Doors
22. Lifes rich pageant - R.E.M.
23. Live - Lindisfarne
24. Live - Stephane Grappelli / David Grisman
25. Live Rust - Neil Young
26. Live!!! At the Lyceum - Bob Marley
27. Made in Japan - Deep Purple
28. Mário Laginha / Bernardo Sassetti
29. Medulla - Björk
30. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - José Mário Branco
31. Mutations - Beck
32. Nighthawks at the diner - Tom Waits
33. OK Computer - Radiohead
34. Ommadawn - Mike Oldfield
35. One more from the road - Lynyrd Skynyrd
36. Over-nite Sensation - Frank Zappa
37. Peter Gabriel - Peter Gabriel
38. Qualquer coisa pá música - Jorge Palma
39. Rain dogs - Tom Waits
40. Regatta de blanc - The Police
41. Roxy & Elsewhere - Frank Zappa
42. Rum, sodomy & the Lash - The Pogues
43. Sanfonia - Realejo
44. Satisfied mind - The Walkabouts
45. Selling England by the pound - Genesis
46. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles
47. Sol - Maria João & Grupo Cal Viva
48. Solo - Egberto Gismonti
49. Songs from the wood - Jethro Tull
50. Tales from topographic oceans - Yes
51. The Aeroplane flies high - The Smashing Pumpkins
52. The Beatles (álbum branco) - The Beatles
53. The Boatman's call - Nick Cave & The Bad Seeds
54. The queen is dead - The Smiths
55. The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars - David Bowie
56. Thick as a brick - Jethro Tull
57. Tonight's the night - Neil Young
58. Under a blood red sky - U2
59. Venham mais cinco - José Afonso
60. Wish you were here - Pink Floyd

Pronto, podem fazer as vossas, com o tamanho que quiserem, desde que não ultrapassem os 60 que, como vêem, já dá um "post" enorme.

Vamos lá então ver quem é que se aventura a esta.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Os nossos "álbuns"

Agora que as listas de canções pararam de chegar, aceito o desafio do Verde e inauguro aqui a secção de álbuns.

A proposta era de 30 álbuns (viníl ou CD) mas mal comecei lá cheguei ao problema do costume. Tive de começar a fazer cortes.

Assim sendo, e para tornar isto mais fácil, passo o limite para o dobro sem obrigação, ou seja, a lista pode ter os álbuns que quiserem até ao número máximo de 60. Nem toda a gente passa a vida a ouvir música nem tem obrigação de se lembrar dos nomes dos álbuns todos de que gostou. E só estabeleço este máximo porque há um limite para o que as pessoas aguentam ler num blog (mesmo assim já é um bom testamento). Para alguma pessoas ainda vão ficar muitos de fora mas já dói menos.

Esta é a única regra. Podem incluir vários álbuns do mesmo artista, bandas sonoras, colectâneas, ao vivo, o que quiserem.

Se não se lembrarem do nome de algum álbum e eu puder ajudar, não se acanhem. Perguntem que, dentro das minhas limitações, eu tento descobrir (e os outros "comentaristas" também, de certeza).

Vamos lá a ver se esta proposta tem tanto sucesso como a anterior e se conseguimos fazer com que a curiosidade vos faça descobrir mais coisas boas para ouvir.

Ao trabalho, meninos e meninas!!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Versões (9)

Mais uma versãozita, esta dos Ramones para uma música dos Stones.

A princípio até parece que eles não vão fugir muito do original mas basta uns segundos para se dar o "efeito Ramones": sempre a direito, curto e grosso, se bem que não tão rápido como era costume.
Mas também estávamos em 1993 e já faltava um bocadinho o "gasoil"!

Tem a sua piada!

"Out of Time"
Artista: Ramones
Álbum: Acid Eaters

domingo, 13 de novembro de 2005

31 songs das visitas (6 e 7)

Aqui ficam mais duas listas de dois amigos meus, que as publicaram nos respectivos blogs e me autorizaram a mostrá-las aqui:

Eis a da Joshanna:

1 - Queen - Innuendo
2 - Simon & Garfunkel - Bridge Over Troubled Water
3 - The Beach Boys - Surfer Girl
4 - U2 - All I Want Is You
5 - Dave Matthews Band - Crash Into Me
6 - Madonna - This Used To Be My Playground
7 - Metallica - Nothing Else Matters
8 - Guns 'n' Roses - Don't Cry
9 - Frank Sinatra - My Way
10 - The Beatles - Let It Be
11 - Elis Regina - Romaria
12 - Bryan Adams - Summer Of '69
13 - Dire Straits - Brothers In Arms
14 - ABBA - Dancing Queen
15 - Judy Garland - Over The Rainbow
16 - Sting - Fragile
17 - Alanis Morissette - (The hidden song on "Jagged Little Pill")
18 - Lisa Loeb - Stay
19 - Tina Turner - Simply The Best
20 - Carlos do Carmo - Lisboa Menina e Moça
21 - REM - Everybody Hurts
22 - Nat King Cole & Natalie Cole - Unforgettable
23 - Jewel - Who Will Save Your Souls
24 - Maria João e Mário Laginha - Preto e Branco
25 - The Smashing Pumpkins - Tonight, Tonight
26 - Elton John - Don't Let The Sun Go Down On Me
27 - Anne-Marie David - Tu Te Recconaîtras
28 - Oasis - Champagne Supernova
29 - The Rolling Stones - Angie
30 - Mike Oldfield ft. Maggie Reilly - Moonlight Shadow
31 - Oh come all ye faithful

(Publicada em 26-09-2005)

A lista da Josha juntava a explicação de cada canção mas, por razões várias, entre as quais o espaço, ficam aqui só os títulos.

E a do Nuno:

1. Björk – Jóga
2. Tori Amos – Hey Jupiter
3. Madonna – Drowned World/Substitute For Love
4. Beck – Nobody’s Fault But My Own
5. Tom Waits – Tom Traubert’s Blues
6. Nick Cave and Kylie Minogue – Where the Wild Roses Grow
7. Radiohead – Street Spirit (Fade Out)
8. Chet Baker – My Funny Valentine
9. The Jesus and Mary Chain – Just Like Honey
10. The Cranberries – Linger
11. Maria João e Mário Laginha – Beatriz
12. Air – Electronic Performers
13. Portishead – Sour Times
14. Ute Lemper – Ich bin von Kopf bis Fuss auf Liebe eingestellt
15. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
16. The Jefferson Airplane – White Rabbit
17. Garbage – Push It
18. Joy Division – Love Will Tear Us Apart Again
19. The Beatles – Penny Lane
20. Sigur Rós – Untitled #4
21. Oasis – Don’t Look Back in Anger
22. The Police – Every breath you take
23. Massive Attack - Teardrop
24. Blur – Beetlebum
25. The Gift – Front Of
26. PJ Harvey – Down by the Water
27. The Doors – The End
28. Lamb – All In Your Hands
29. U2 – Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
30. Coldplay - Yellow
31. The Killers – All These Things That I’ve Done

(Publicada aqui em 26-09-2005)

Toca a comentar e, quem ainda não fez a sua, está muito a tempo!

sábado, 12 de novembro de 2005

Versões (8)




Aqui está uma mais uma versão que eu prefiro ao original.
Nunca fui grande adepto do Marc Bolan nem dos T-Rex. Já dos Violent Femmes gosto bastante.

Esta até nem é uma canção muito ao estilo normal deles mas entra aqui pela piada da versão.
Prometo que mais à frente ponho aqui a tocar Violent Femmes "à séria"!

"Children of the Revolution"
Artista: Violent Femmes
Álbum: The Blind Leading the Naked

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

"Concept"

O Verde escreveu ali em baixo:

...das duas últimas listas (Belche e Luís) a maior parte das entradas que não referem 'songs' - OmmaDawn, Snowgoose, Thick as a brick, Kind of Blue, Hergest Ridge, Autobhan, A love Supreme, etc..- não são dos 80's nem 90's. Porque será?

Pois, eu também podia ter seleccionado alguns mas preferi cingir-me às "singelas" canções. E se o fizesse, de certeza que iria para os antigos. Era o que ouvíamos na rádio, o que passávamos nas "féstinhas", o que punhamos no gira-discos para nos "esparramarmos" a ouvir (tinhamos tempo para isso, não era?).

A moda dos "concept albums" começou na década de 60 e intensificou-se na seguinte.
No final do 70's, o "punk" e a "new wave" marcaram o regresso à canção de 3 minutos (quanto tempo consegue durar uma canção quando só se sabem 3 acordes?) e os anos 80 recuperaram definitivamente o conceito de "single", principalmente devido ao aparecimento do "video clip" (como se dizia na altura).

Se formos, por exemplo, procurar na área do "metal" ou do "jazz", ainda encontramos muito quem faça álbuns dessa maneira. E, no fim de contas, é aí que se encontra hoje (encostada ora a um, ora a outro) muita da herança do chamado "rock sinfónico/progressivo", grande produtor de "concept albums".
Temos o Bill Bruford encostadinho ao "jazz", o Robert Fripp que não anda assim tão longe disso, o Steve Hackett a fazer um disquito "clássico" de quando em vez (este ano lá saíu mais um: "Metamorpheus", que eu ainda não conheço), o Tom Waits, que também é adepto dos álbuns temáticos, e mais alguns resistentes.
Do "metal" não conheço muito mas já tenho ouvido algumas coisas nesse formato.

Ok. Se calhar já não é um disco com uma ou duas músicas mas os de "outrora" também não o eram assim tanto. As enormes músicas dos Yes tinham várias partes (Tales from Topographic Oceans), o Snow Goose era um álbum com várias músicas, embora praticamente sem espaço entre elas, O Lamb Lies Down on Broadway era uma história em canções separadas e por aí fora.
Pois, o Thick as a Brick. Mas também é verdade que, tirando este e o The Passion Play, todos os outros álbuns dos Jethro Tull eram discos de canções.
Ficam os discos do Mike Oldfield e os do chamado "rock alemão". No entanto, considerando que, tanto o Mike como os Kraftwerk, Amon Duull 2 e Tangerine Dream, pelo menos, estão ainda (ou de novo) activos, o conceito também não se perdeu por esse lado.

A grande diferença está, mais uma vez, na visibilidade. Tirando os (poucos) programas da "especialidade" (metal e jazz), não há espaço na rádio para passar músicas com mais de 4 minutos.
Estou convencido de que esta é a grande razão para não aparecerem nas listas "concept albums" dos anos 80 e 90 (outra será o tal pormenor de, no conceito original, esta ser uma lista de canções, mas isso agora não interessa nada).
Haverá com certeza menos nestas duas décadas (e também na que agora atravessamos) mas nunca deixaram de existir.

E pronto. Entrego por aqui o tema à discussao!

31 songs das visitas (5)

O Luís chegou e disse!
É assim mesmo, Luís!

Aqui fica a lista dele e mais o subsequente (como se diz agora) desabafo:

1- The The - Uncertain Smile
2- Fischer Z - Luton to Lisbon
3- The Cure - A Forest
4- Joy Division - Exercise One
5- Mike Oldfield - Hergest Ridge
6- Tangerine Dream - Logos
7- Kraftwerk - Autobahn
8- Madness - Night Boat to Cairo
9- Coltrane - A Love Supreme
10- Miles Davis/Gerry Muligan - Jeru
11- Sonic Youth - Teenage Riot
12- Einsturzende Neubauten - Blume
13- PJ Harvey - Angelene
14- Brian Eno - St Elmo's Fire
15- Bauhaus - All We Ever Wanted Was Everything
16- The Mars Volta - Take The Veil Cerpin Taxt
17- Nick Drake - Time Has Told Me
18- Sigur Ròs - Starálfur
19- Stereolab - Cybele's Reverie
20- Wilco - Handshake Drugs
21- X-Ray Spex - I Am a Cliche
22- The Sex Pistols - Anarchy in the UK
23- The Clash - London Calling
24- David Sylvian - Pulling Punches
25- The Cocteau Twins - Throughout The Dark Months of April and May
26- Blur - Song 2
27- Tindersticks - My Sister
28- Jah Wobble - Dying Over Europe
29- Zappa - Sinister Footwear #2
30- Pink Floyd - Dogs
31- Laurie Anderson - O Superman (for Massenet)

(Publicada nos comentários em 11-11-2005 por Luís Farrolas)

E, dois minutos depois,

Ora, já estou arrependido. Como é que deixei de fora Morrisey/Marr (Some Girls Are Bigger Than Others), o Reilly, o Madchester todo... Que vergonha, que vergonha...

Pois, esta é a parte em que todos estão de acordo, eh eh!

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

31 songs das visitas (4)

Ora finalmente o Belche decidiu presentear-nos com o seu "exercício" ao estilo "Tá bem eu faço. Contariado, mas faço".

Cá está ele:

1. Genesis – The Musical Box
2. King Crimson – Matte Kudesai
3. Yes – Turn of the century
4. Prefab Sprout – Bonny
5. Frank Zappa – I have been in you
6. David Sylvian – Silver Moon
7. Joe Jackson – We can’t live together
8. Jorge Palma – Lamento dum traidor
9. Mike Oldfield – Ommadawn
10. Van der Graaf Generator – Mergulys III
11. Pat Metheny - Are you going with me?
12. Sérgio Godinho – Lisboa que amanhece
13. David Bowie – Ashes to ashes
14. Style Council – The story of someone’s shoe
15. Massive attack – Be thankful for what you’ve got (ou talvez) Protection
16. Miles Davis – Kind of Blue (todo)
17. Jethro Tull – Thick as a brick
18. Peter Gabriel – Red rain
19. U2 – Heartland
20. Noa – I don’t know
21. Caetano Veloso – Estrangeiro
22. GNR – Bellevue
23. Clã – Competência para amar
24. Tears for Fears – Bad man’s song
25. Beatles – She’s leaving home
26. Clannad – In a lifetime
27. David Byrne – A long time ago
28. Camel – Snowgoose
29. The The – Love is stronger
30. Blur – The Universal
31. Vários artistas - Todas as outras

(Publicada nos comentários em 10-11-2005 por Belche)

Aceitam-se mais listas, claro!

terça-feira, 8 de novembro de 2005

A galinha ou o ovo? (ou a propósito dos MTV EMA)


In: "High Fidelity"
Directed by
Stephen Frears

Writing credits:
Nick Hornby (book)
D.V. DeVincentis (screenplay)

(O vídeo só funciona com o Quick Time instalado)

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

31 songs das visitas (3)

Cá está a da Pamina!

1. A Wither Shade of Pale – Procol Harum
2. Angie – The Rolling Stones
3. Astronauta – Gabriel O Pensador
4. Balada da Rita – Sérgio Godinho
5. Bohemian Rapsody – Queen
6. Both Sides, Now – Joni Mitchell.
7. Brothers in Arms – Dire Straits
8. Construção – Chico Buarque
9. Dá-me Lume – Jorge Palma
10. Dancing With The Moonlit Knight – Genesis
11. É p'ra Amanhã – António Variações
12. Every Breath you Take – Police
13. Everybody Hurts – R.E.M.
14. Foolish Games – Jewel
15. Hey Jude -The Beatles
16. Homem do Leme – Xutos & Pontapés
17. Hurricane – Bob Dylan
18. Jóga – Björk
19. Little Girl Blue – Janis Joplin
20. More Than You Know – Billie Holiday
21. Paranoid Android – Radiohead
22. Preto e Branco – Maria João & Mário Laginha
23. Purple Rain – Prince
24. Redemption Song - Bob Marley
25. Rosa de Hiroshima – Secos & Molhados
26. The Boxer – Simon & Garfunkel
27. Time – Pink Floyd
28. Tom Traubert’s Blues – Tom Waits
29. Where the Streets Have no Name – U2
30. Winter – Tori Amos
31. Zuvi Zeva Novi – Mler Ife Dada

(Publicada nos comentários em 07-11-2005 por Pamina)

Começamos a ver algumas músicas que aparecem em várias listas.
Claro que há ainda as que estão nas listas dos outros e que só não estão nas nossas por falta de espaço.

Aguardo pelas próximas.

31 songs das visitas (2)

Eis a lista do Verde!
O nosso amigo fez batota mas quem é que se importa com isso?
É mais um 31 artists (and some more) mas aqui não há editoras com limite de páginas.

A ordem é arbitrária e não de preferência.

- Getz+Gilberto – the girl from ipanema / corcovado
- Chico Buarque – valsinha / construção / feijoada completa
- David Bowie – qualquer uma do ‘Space Oddity’ / Wild is the wind
- Leonard Cohen – the future / dance me to the end of love
- Van Morrison – have I told you lately that I love you? / bright side of the road
- Elvis Costello – all this uselless beauty
- Tom Waits – tom traubert´s blues / the piano has been drinking
- Genesis – dancing with the moonlit knight / firth of fifth / supper´s readdy
- Yes – and you and I / gates of delirium
- King Crimson – exiles / book of saturday
- Van Der Graaf Generator – man-erg / wondering / my room
- Emerson, Lake & Palmer – from the beginning / brain salad surgery
- The Who – we won´t get fooled again / 5.15
- Jethro Tull – minstrell in the galery / aqualung
- Bob Dylan – hurricane / desolation row
- Credence Clearwater Revival – proud mary / bad moon rising
- Led Zepellin – since I´ve been loving you / whole lotta love
- Camel – the snow goose
- Frank Zappa – bobby brown / flakes
- Sérgio Godinho – um tempo que passou / as horas extraordinárias
- Rolling Stones – you can´t allways get what you want / mother´s little helper / painted black / angie
- The Beatles – hey jude / nowhere man / helter skelter
- Renaissance – ashes are burning / sheerazade
- Pink Floyd – dogs / pigs / sheep
- Neil Young – the needle and the damage done / prime of life
- The Doors – LA woman / crystal ship
- Simon & Garfunkel – still crazy after all these years
- Pat Metheney – are you going with me?
- The The – slow emotion replay
- Deep Purple – highway star / space truckin´ (made in japan)
- Gentle Giant – funny ways / free hand

Meu Deus!! (pode ser vosso tb, não sou egoísta)
Como foi possível deixar de fora,

- Jorge Palma – dá-me lume
- Mike Oldfield - incantantions
- Pavlov´s Dog – song dance / julia
- Vinicius – muitas / tantas!
- The Clash – rock the casbah / should I stay or should I go
- Druid - fluid
- U2 – one / heartland / mlk / unforgetable fire
- Joe Jackson – breakin´ us in two
- John Cale – keep a close watch
- R.E.M. – shiny happy people / find the river / orange crush
etc, etc,...

(Publicada nos comentários em 06-11-2005 por Verde)

São quase 80, tirando os álbuns, mas tudo bem, fica-se com a ideia da dificuldade da coisa!

Versões (7)


Foto: Reinhard Zierke's (Mostly) English Folk Music Website


Muitas vezes acontece uma versão ser editada antes do original, normalmente porque o autor escreveu a canção para outra pessoa cantar. Nestes casos até se pode discutir qual deles é o original e qual a versão (como, por exemplo, aconteceu com "Nothing Compares 2U", que foi cantada pela Sinead O’Connor antes de o ser pelo autor, Prince).

Outras vezes, como é o caso desta, a canção foi editada primeiro pelos Fairport Convention (em 1969), simplesmente porque o autor, Bob Dylan, nunca a incluiu em nenhum disco. Não consta que ele a tenha escrito para Sandy Denny e só aparece cantada por Dylan em 1985 no Álbum "Biograph", embora haja registos de ter sido cantada por ele ao vivo desde 1963.

De certeza que algum teórico já terá inventado um nome para estes casos, tipo: "ante-versão", "pré-versão" ou "proto-versão".
Aqui trata-se apenas de uma "excelente versão"!

"Percy's Song"
Artista: Fairport Convention
Álbum: Unhalfbricking

Pois aqui está uma canção onde duas frases são repetidas, uma 16 e outra 15 vezes, e da qual eu gosto muito. A diferença entre esta e outras de que já falei aqui é, para além do facto de esta ter quase 7 minutos, haver mais qualquer coisa no meio das repetições.
Mesmo assim, há-de haver por aí alguém que vai dizer que a canção é uma seca.
Será para alguns, para mim não é!

"Opiniães"...

domingo, 6 de novembro de 2005

31 songs das visitas (1)

Visto que já temos duas pessoas a partilhar as suas escolhas, decidi passá-las para uma posição mais visível.
Enquanto não recebo a confirmação de identidade do segundo, aqui ficam para já as da Laura:

1.Bohemian Rapsody – Queen
2.Rattlesnakes – Lloyd Cole & The Commotions
3.Everybody Hurts – REM
4.Faith – George Michael
5.That I Would be Good – Alanis Morissette
6.Winter – Tori Amos
7.Seven Seconds – Neneh Cherry & Youssou N’Dour
8.Manic Monday – Bangles
9.Smooth Operator – Sade
10.Mirrors – Sally Oldfield
11.Electric Dreams – Giorgio Moroder
12.One – U2
13.It’s oh so Quiet – Björk
14.Perdidamente – Trovante
15.The Blower’s Daughter – Damien Rice
16.Mad World – Gary Jules & Michael Andrews
17.More Than Words – Extreme
18.No Surprises – Radiohead
19.Foolish Games – Jewel
20.Special K – Placebo
21.Everybody’s Changing – Keane
22.Promise – Beverly Craven
23.Perfect – Fairground Attraction
24.The Drugs Don’t Work – The Verve
25.Live To Tell – Madonna
26.She – Elvis Costello
27.Little Respect - Silence4
28.Nothing Compares 2U – Sinead O’Connor
29.Hotel California – Eagles
30.Unchained Melody – The Righteous Brothers
31.Memory – Barbra Streisand

(Publicada nos comentários em 25-10-2005 por Laura)

É verdade que já conheço outras listas, de outras pessoas, em outros sítios.
Fico a aguardar que as coloquem aqui nos comentários para lhes dar o devido destaque.
Quem ainda não fez a sua, faça favor de tentar. Todos sabemos que é uma lista muito "redutora" mas fica pela piada do exercício.

sábado, 5 de novembro de 2005

Então e este?


Imagem: Jack Johnson

Na "ressaca" dos MTV EMA, aqui fica um artista que não "mereceu" distinção dos 1.500 membros da misteriosa "Academia de Nomeações" do canal de música.

Não tendo sido escrita a propósito de eventos como este, esta canção tem um refrão que assenta muito bem ao que se passou ontem (com honrosas excepções) no Pavilhão Atlântico:

Where’d all the good people go?
I’ve been changing channels and I don’t see them on the tv shows
Where’d all the good people go?
We’ve got heaps and heaps of what we sow

"Good People"
Jack Johnson
In Between Dreams

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

MTV EMA!

Primeiro que tudo o resto:

EMA:
Ave pernalta corredora que se assemelha à avestruz (fonte: priberam.pt).

A seguir:

O apresentador Borat:
Aquilo deve ser humor nos States. A única coisa de jeito que fez foi proporcionar às fãs um vislumbre do Chris Martin em cuecas. Para além disso teve a sorte de o Dave Grohl gostar da guitarra e não estar com vontade de cuspir como aconteceu no Rock in Rio Lisboa.

O espectáculo:
Tudo em grande e tecnicamente bem conseguido.
Alguém me explica o que quer dizer "Por favor observação"?

Os "performantes":

- Madonna: Cantar e dançar daquela maneira aos 47 anos é para muito poucos. quanto à música, techno-pop à la Kylie com Abba em fundo. Não gosto, pronto!

- Coldplay: Já sabem que eu não gosto deles e ainda por cima a voz foi-se com as calças.

- Green Day: Quais punks, qual carapuça! Quando o eram, não tocavam grande coisa mas tinham a sua piada. Agora são uma banda de rock competente (excepto quando tentam tocar o "We are the champions"). Aquilo até nem é nada complicado e sempre dá para abanar o capacete. Foi pena não termos visto mais do baterista que é espectacular.

- Gorillaz: Um festival! Aquilo não é só música e, provavelmente, só funciona no conjunto. Mas funciona muito bem.

- Akon: De onde é que apareceu este cromo???

- Foo Fighters: Rock pesado com q.b de melodia, receita vencedora, excelentes ao vivo. Foi pena não terem "aviado" o Borat!

- Robbie Williams: Competente, pouco expontâneo e um tanto distante (estava preocupado com a mamã). O "mergulho"? Faz parte do show!

- Pussycat Dolls: Don't you think they suck? Dontcha?

- Shakira: A rapariga é uma simpatia (ou imita muito bem) mas eu não consigo gostar daquilo, nem quando agita o jantar nos intestinos nem quando faz aqueles "exercícios respiratórios".

- The Black Eyed Peas: Estes gajos não me dizem nada, pronto!

- System Of A Down: Quié'quilo???!!!

Os "apresentantes":
Apenas uma pequena referência para os "nossos". O Figo e o "Maria Alzira" não foram feitos para aquilo e esqueceram-se do público português. A Nelly, que por pouco não tinha um português melhor do que o deles, traduziu tudo o que o fatela do Shaggy disse e ainda o ensinou a dizer "borracho" (que ele não conseguiu aprender). Os jovens apresentadores da MTV Portugal, como estavam a falar para outros jovens, puseram-se aos gritos. Será que criámos uma nova geração de surdos?

Os nomeados:
Não sei quem os nomeou por isso abstenho-me de comentar. Não deixo no entanto de notar que começam a ser sempre os mesmos.

Os vencedores:
As minhas opiniões referem-se à comparação com os restantes nomeados, por causa das coisas.

Best Male: Robbie Williams - Concordo.
Best Female: Shakira - Preferia a Gwen ou a Alicia.
Best Group: Gorillaz - O conceito da coisa é um espectáculo. Aceito.
Best Rock: Green Day - Preferia os U2, mas os "cotas" não estão "a dar".
Best Hip-hop: Snoop Dogg - Nem quero saber!!!
Best Alternative: System of a Down - Quem são estes gajos, quando comparados com o Beck? Ou a actuação correu muito mal ou eles não valem mesmo nada!
Best Song: «Speed of Sound», dos Coldplay - Ah, tá bem, ninguém ouviu os Gorillaz. Tss, tss!
Best R&B: Alicia Keys - Concordo.
Best Pop: The Black Eyed Peas - Ao menos este podia ter ido para a Gwen Stefani.
Best Album: «American Idiot», de Green Day - Não conheço os álbuns todos por isso abstenho-me.
Best New Act: James Blunt - Aqui também não conheço o suficiente para emitir opiniões.
Best Video: “Believe”, dos The Chemical Brothers - Dos que já vi, prefiro o do Beck.
Best Portuguese Act: The Gift - Os Humanos eram os únicos com nome português. Deve ter sido por isso que não ganharam!
Free Your Mind Award: Bob Geldof - Pois o gajo merece os prémios que lhe quiserem dar, mesmo sendo um queijo do Pauleta cortado ao meio e com asas.

Ser estrela da Pop é difícil!

Como é que eles conseguem ter paciência para responder a tanta pergunta parva?

Embora com estilos diferentes (a Bárbara em registo "fã histérica" e o Álvaro Costa em estilo "eu sou do meio, man"), os nossos entrevistadores mostraram em directo a melhor maneira de fazer figuras tristes e lamber botas a estrelas.

Parabéns às "estrelas", que conseguiram manter a compostura (não sei nem quero imaginar as figuras que fizeram os dos outros países).

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

As músicas da nossas vidas (6)


Foto: Amazon. com

Para começar, devo explicar que esta música não tem exactamente este tamanho.
Trata-se de parte do lado 3 do álbum "Tales from topographic oceans" dos Yes e foi o bocado de música que me fez querer conhecer tudo o resto.
Quando a listei nas 31 canções aí em baixo, era principalmente a esta parte que me referia. E porquê? A resposta é óbvia, chama-se Steve Howe e toca guitarra.
Isto passou-se lá para os idos dos anos 70 e fica aqui mais um agradecimento ao "teclista dos Wass" (há por aí quem saiba do que estou a falar, eh, eh) por me ter gravado a cassete com o álbum.

Yes
'The Ancient' - Giants Under the Sun (versão curta)
Álbum "Tales From Topographic Oceans"

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Versões (6)

Richie Havens é um músico que gosta de fazer versões.

Das várias que já ouvi, de algumas gosto, outras nem tanto, mas do que eu gosto mesmo é da voz do homem.
As melhores versões são normalmente como esta: voz, guitarra (que ele toca com uma afinação diferente por ter as mãos grandes demais para as posições normais dos acordes) e pouco mais.

Este é um dos casos em que eu até acabo por preferir a versão ao original, mesmo sendo o original do Bruce Springsteen.
É uma canção de uma fase do Springsteen que eu não gosto muito, apesar de reconhecer que surtia o efeito desejado no filme ("Filadélfia"), apesar de lhe ter valido um Óscar (quero lá saber disso).
Acho que Havens conseguiu "sacar" o ambiente da canção melhor do que o próprio Springsteen. É a minha opinião. Fico à espera da vossa.

Richie Havens
"Streets Of Philadelphia"

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

(only) 31 songs!

"I decided that I wanted to write a little book of essays about songs I loved ... Songs are what I listen to, almost to the exclusion of everything else. I don't listen to classical music or jazz very often, and when people ask me what music I like, I find it very difficult to reply, because they usually want names of people, and I can only give them song titles." (Nick Hornby)

Pronto!
Cá está uma lista de 31 canções, depois de muitos desafios que me foram feitos.

Como respondi às pessoas que me desafiaram, 31 são muito poucas.
Assim sendo, reduzi a lista quase exclusivamente à fase de "crescimento", com algumas excepções.
Claro que há mais músicas nos anos 80 e 90 que me dizem qualquer coisa e talvez ainda mais nos anos 60 e 70 mas, visto que são só 31, fiz questão de parar a máquina dos "recuerdos" e anular muitas da fase "já tinhas idade para ter juízo". Mesmo assim eram muitas e tratei de reduzir mais uma vez: "só uma de cada músico/banda".

Aqui fica então a mini-lista que restou (31 canções). Vou lembrar-me de muitas mais do que as que já aqui tinha escrito e que foram alvo de cortes radicais. Não interessa.

Vejam esta como "uma lista de 31 canções entre muitas possíveis"!

Por ordem alfabética:

1 - ‘The Ancient’ Giants Under the Sun – Yes
2 - Alice’s Restaurant Massacree – Arlo Guthrie
3 - Both sides, now – Joni Mitchell
4 - Bright side of the Road – Van Morrison
5 - Daniel – Elton John
6 - Dawg’s Bull – David Grisman
7 - De Coração e Raça – Sérgio Godinho
8 - Don’t let it bring you down – Neil Young
9 - Driver #8 – R.E.M.
10 - Good Feeling – Violent Femmes
11 - Happiness is a Warm Gun – The Beatles
12 - Have you ever seen the rain – Creedence Clearwater Revival
13 - Heaven Knows I'm Miserable Now – The Smiths
14 - Here Comes the Flood – Peter Gabriel
15 - Highway Star – Deep Purple
16 - Hoje – Trovante
17 - Lowlands of Holland – Steeleye Span
18 - Meet me on the corner – Lindisfarne
19 - Meet on the Ledge – Fairport Convention
20 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades – José Mário Branco
21 - Mulher da Erva – José Afonso
22 - Ol’ ’55 – Tom Waits
23 - Penguin in Bondage – Frank Zappa
24 - Purple Haze + Instrumental Solo (Woodstock) – Jimi Hendrix
25 - Quinta das Torrinhas – Maria João e Cal Viva
26 - Songs from the Wood – Jethro Tull
27 - The Musical Box – Genesis
28 - The times they are a-changin’ – Bob Dylan
29 - Thunder Road – Bruce Springsteen
30 - Trench Town Rock (Live) – Bob Marley
31 - We Three – Patti Smith

domingo, 23 de outubro de 2005

Versões (5)

Como ainda não fiz nenhuma referência à musica chamada "erudita" resolvi hoje dar a conhecer uma versão da obra de nome "Bolero de Ravel" e que, tal como a "Carmen de Bizet" é de autor desconhecido (a piada não é minha mas do Herman José nas "Crónicas do Estebes").

Quem a executa (é assim que se diz nos meios "eruditos") é a "The best band you never heard in your life", conduzida pelo maestro Francesco Zappa.

Claro que, vinda de quem vem, a versão tem de ser um bocadinho "dinâmica", por assim dizer, e há alguns elementos da orquestra que gozam de alguma "liberdade criativa" no processo, nomeadamente a secção de percussões, alguns dos metais e, principalmente o baixista que muito provavelmente tinha deixado a partitura em casa (quem já ouviu o baixista Scott Thunes em acção estranha é quando ele não inventa).

No meio disto tudo o mais extraordinário é que, no final, esta é uma espectacular versão que consegue tornar uma música que no original é um bocado secante numa bem disposta demonstração do que é a arte bem tocar qualquer música.

Esta versão do Bolero não aparece nas edições europeias deste disco devido a problemas de direitos de autor. Parece que os donos dos direitos sobre as obras de Ravel não ficaram muito contentes com a "blasfémia" cometida sobre uma das obras intocáveis da "erudição" europeia.
Taditos! Só se pode ter pena deles. Podemos sempre comprar a edição original.

Para quem não gosta de Zappa, peço desculpa mas ouve-se tão pouco por aí que eu sinto-me obrigado (com muito agrado) a mostrar por aqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Versões (4)




Aqui está uma versão que eu acho fantástica.

comparando com o original do Jimi Hendrix, há que dizer que são, no mínimo, diferentes. Se é verdade que ninguém toca como Hendrix tocava, também é verdade que Stevie Ray Vaughan nem tentou e tocou-a à Stevie Ray. No original esta música é cantada e tem cerca de dois minutos e meio (com um final em "fade" estranhíssimo). Aqui transforma-se num instrumental com quase sete minutos considerado em 2004 pela revista "Guitar One Magazine" como o melhor solo de guitarra rock de todos os tempos. Claro que estas classificações são sempre controversas, a começar pelo facto de ser considerado "rock". E "blues"? É o quê?

Stevie Ray Vaughan morreu em 28 de Agosto de 1990 num desastre de helicóptero.

Little Wing
Stevie Ray Vaughan and Double Trouble


terça-feira, 18 de outubro de 2005

É esta!




Chama-se Martin D-45 e quem tiver cerca de 7500 € aí para um canto e não souber o que fazer com eles pode oferecer-me uma.

Ok! assim à primeira vista é igual às outras todas mas, de facto, não soa igual às outras todas.
Está aí ao lado tocada pelo Neil Young mas também podem ouvi-la nas mãos do Stephen Stills, do David Crosby ou do Jimi Hendrix (quando tocava guitarra acústica).

Pronto, não estou a dizer que comigo a tocar a coisa ía soar assim. É verdade que as guitarras não ensinam a tocar mas eu ficava a gostar muito mais de me ouvir.

domingo, 16 de outubro de 2005

Que tal o original? (2)


Foto: Amazon

Não, meus amigos, esta canção não é dos Nirvana!

Correndo o risco de ser excomungado, sempre vos digo que nunca fui grande fã dos Nirvana e que aquela cena do gajo que vai de deprimido pela vida difícil da pobreza a deprimido pela vida difícil da fama nunca me impressionou por aí além.
Não obstante, há algumas músicas e partes de música dos Nirvana que me agradam.

Esta ficou conhecida como o single do álbum dos Nirvana "Unplugged in New York", chama-se "The man who sold the world", é do David Bowie e está no álbum com o mesmo nome de 1970.

Aqui, mais uma vez, prefiro o original embora saiba que muitos de vocês vão discordar. Afinal de contas, não se dá marteladas destas nos pézinhos de barro de um ídolo como Kurt Cobain.

Bem sei que o som não era lá essas coisas na altura e que há aqui talvez um bocadinho de "experimentação" a mais mas eu gosto, que querem vocês que eu faça?

Os fãs dos U2 são mauzinhos!

Ainda não entendi porquê, mas sempre que, nos filmes, alguém diz a outra pessoa "I love you", a outra pessoa responde "I love U2".

Eu, se fosse o Bono, até me sentia mal!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Avaria no sampler?

Porque é que os The Gift repetem tantas vezes a mesma frase em cada canção?

Se pegarmos nas três músicas mais passadas ultimamente nas rádios, temos a mesma frase repetida 12 vezes em "Driving you slow", 14 vezes em "Music" e 18(!) vezes em "11:33".

Ainda não me dei ao trabalho de contabilizar outras músicas mas agradeço informação de quem tenha paciência para o fazer.

Qual será a explicação?
- Alguma técnica de controlo da mente?
- Vingança contra uma avó senil que contava sempre a mesma história?
- Poupança?
- Falta de vocabulário? (há tão poucas palavras na lingua inglesa...)
- Prazer em massacrar o ouvinte?
- Curiosidade em saber quanto aguenta um cérebro?
- Falta de imaginação? (naaaaaaaaaaaaa!!!)
- Avaria no sampler?

Já sei!
É revivalismo!
Na era dos CDs o ouvinte já não tem o prazer de ouvir o som, em tempos tão familiar, de um disco riscado. Há que preservar a memória de um povo.

Louva-se o espirito de missão inerente a este gesto!

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Que tal o original? (1)

Mais uma variante inaugurada por aqui.
Consiste em mostrar os originais menos conhecidos de versões que tiveram sucesso.



Começo por uma que me veio à ideia "blogando" por aí.
É o original de uma canção que ficou muito conhecida na versão dos This Mortal Coil chamada "Song to the Siren".

Até gosto da versão mas prefiro o original do Tim Buckley, esse "ganda maluco" capaz de melodias perfeitas e de cacofonias quase inaudíveis. Se ouvirem este álbum ficam a saber do que estou a falar.

Para os menos atentos é até capaz de ser um bocado dificil reconhecer a canção em questão. Para esses, fica como exercício de ouvido ou de memória.

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Versões (3)

Ora então cá está a versãozita que eu tinha prometido ao "Verde".

Nunca fui adepto dos Guns & Roses mas aqui até parecem uma banda jeitosa.
Claro que a voz do Axl ainda me irrita um bocado mas pelo menos não tem "ai ai ai's".

Em termos instrumentais a coisa está até melhor do que o original de estúdio mas isso nos Stones até nem é assim tão importante. De qualquer maneira é giro ouvir como a coisa podia soar se o Charlie Watts tocasse alguma coisa de jeito.

Mesmo assim, para mim não bate a versão ao vivo dos próprios Stones no álbum "Get Yer Ya-Ya's Out!"

Sympathy for the Devil
Guns & Roses

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Curtimos bué!

Como sabem, não gosto muito de deixar conversas por esclarecer!

Aqui fica, então, a música de que fala o Belche. Chama-se "Flakes" e contém uma paródia ao Bob Dylan. O imitador de serviço é o guitarrista Adrian Belew que, depois de ser descoberto por Zappa, tocou com um monte de gente como, por exemplo, Bowie, Talking Heads, Tom Tom Club, Mike Oldfield, King Krimson ou Tori Amos, para além de ter a sua carreira a solo e com os "Bears". Tivémos o prazer de o "ouver", como diz o José Duarte, em Alvalade no concerto do David Bowie (foi para aí em 1990...).

Este não é caso único em Frank Zappa. Há coisas deste tipo espalhadas pelos mais de 60 discos (oficiais) editados, não só de cantores mas também de instrumentistas ou de vários estilos de música. A bem dizer, o rapaz gozava com tudo o que mexia e, se não mexesse, gozava também.

A verdade é que o Bob não levou a coisa a mal e até chegou a haver a hipótese de Zappa produzir um disco dele anos mais tarde. Ao longo dos anos, o próprio Frank Zappa foi admitindo a sua admiração por Dylan.

Se a música demorar um bocadinho mais a começar não estranhem. É que a qualidade ainda pesa um bom bocado, sabiam?

For your pleasure, Mr. JBCL!

domingo, 2 de outubro de 2005

Versões (2)

Esta é uma versão inevitável!

Claro que o Bob Dylan quando escreveu a música não estava a pensar nos Rolling Stones e também é verdade que a letra não tem nada a ver com o percurso da banda mas, com um nome destes, era previsível que, mais cedo ou mais tarde, eles a cantassem.
Esta versão é de 1995 mas, por essa altura, já os Stones a tinham incluido muitas vezes no alinhamento dos seus concertos.

Todas estas considerações à parte, acho esta versão fabulosa. E vocês?
(Não vale falar dos "pregos" do Charlie Watts na bateria. Sem eles nem seria Rolling Stones, certo?)

sábado, 1 de outubro de 2005

Dia mundial da música

Hoje "celebra-se" o Dia Mundial da Música".

No resto do mundo não sei mas cá é fixe!
Há por aí uns concertos de música chamada erudita para meia dúzia de "euditos" se fazerem ver a ver os concertos, uns "workshops" ( são coisas tão exclusivas que parece nem haver palavra para eles em português), umas acções escolares para o ministério mostrar ao povo que faz coisas e uns programas de televisão alusivos à data, que não passam em horário nobre mas que, pelos vistos, aliviam a consciência de administrações e direcções de programação que não gostam nem percebem nada de música.

E nem é preciso esperar por amanhã para ficar tudo na mesma.
Logo à tarde, mais uma edição do execrável (quem inventou esta palavra merecia um prémio) "Música no ar", que nos voltará a atormentar amanhã à noite. Se uma vez era mau...

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Versões (1)

Ora então aí fica a primeira:

É a versão de "Running up that hill" da Kate Bush pelos "góticos" holandeses Within Temptation.

Não sou grande adepto deste tipo de música mas os meus amigos "da pesada" têm protestado um bocado por isso decidi dar-lhes um presentinho.

Quanto à versão, acho-a um bocado previsível mas enfim... é "gothic rock"!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Versões!

Depois de esclarecidos os jovens leitores sobre a diferença entre versões e plágio, decidi abrir mais um capítulo deste blogue justamente dedicado a elas (às versões, claro).

Sou da opinião que as músicas não são coisas acabadas, ou seja, há sempre outra maneira de as tocar e cantar. Os próprios autores acabam por fazer várias versões da mesma música e as que são feitas por outros, resultem bem ou mal, têm pelo menos de ter o interesse de serem diferentes. Se não forem, geralmente mais vale ignorá-las por défice de criatividade. Quanto aos artistas que atingem o sucesso por fazerem versões de outros, por muito más que sejam as versões e os originais, têm pelo menos o valor de ter apostado no cavalo certo. O problema é que para mim a música não tem quatro patas nem cheira mal! Tem de haver um mínimo tanto a montante como a jusante (vêem? Também sei usar termos da moda).

Toda a história da música está cheia de versões e isto inclui todos os tipos de música (quantas versões há, por exemplo, da 5ª Sinfonia do Beethoven?). O "Yesterday" dos Beatles parece que tem mais de 3000 versões gravadas. Facilmente se percebe que muitas não valem um caracol.

As versões que vou pôr aqui variam entre o muito bom e o ridículo, passando pelas outras categorias de avaliação, incluindo o interessante. Vou tentar que sejam de um original minimamente conhecido, senão a coisa perde o interesse.

A caixinha dos comentários agradece opiniões.

sábado, 24 de setembro de 2005

Fazer história

Esta canção já é um bocadinho arqueológica.

Sempre que alguma coisa é destruída, reconstruída ou simplesmente modificada, há sempre algo que fica para lembrar como era antes.


Tom Waits
I wish I was in New Orleans (In the Ninth Ward)*

*O "Ninth Ward" era uma das zonas mais pobres da cidade e foi uma das mais atingidas pelo furacão Katrina

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Porque é que...?

- Os "singles" nunca são as melhores músicas dos discos?

- O nomeado que merece nunca ganha o prémio?

- O baterista é quase sempre considerado o "totó" da banda?

- Os músicos dizem sempre que não ouvem os próprios discos?

- Os críticos de música não sabem ler música?

- As perguntas das entrevistas são sempre as mesmas?

- Os músicos "alternativos" estão proibidos de ter sucesso?

- Os músicos que não têm sucesso são considerados "alternativos"?

- Os músicos dos casamentos são tão maus?

- Os casamentos dos músicos são tão maus?

So what?

Parece que muita gente ficou escandalizada ao saber que o grande êxito dos D'ZRT "Para mim tanto me faz" é, na verdade, uma versão de uma canção japonesa.

E depois?

Já sabemos que os rapazes não são grandes músicos.
O recurso a versões de canções estrangeiras é utilizado por montes de gente.
Os autores sempre vão ganhando uns cobres em direitos (se lhes pagarem, claro).

Pelos vistos a coisa até resultou: anda para aí muita "pita" de "olhos em bico" ultimamente!

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Por falar em farturas...

... aqui fica uma bem "gordurosa" para que não se diga que este não é um blogue pluralista!

Já tem quase 20 anos, daí ser um bocado "dura de engolir" (na verdade já na altura era). Eu acho particularmente inventiva a parte do "...biscuit, oui oui oui oui".

"Molharrei la farture dans ta tasse chaude"
Trabalhadores do Comércio (1986)

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Estranho país, este!

A sinfonia do Benfica é hoje apresentada ao público no Coliseu dos Recreios.

Parece que, para esta apresentação, foi formada uma orquestra com 90 elementos. Só para tocar esta obra do Maestro Vitorino de Almeida.

Tudo bem. Sempre é mais uma obra para a música portuguesa.

O estranho é o motor de tudo isto ser... um clube de futebol.

E o Ministério da Cultura?
Passa a "treinador de bancada"?

As músicas das nossas vidas (5)



Conheci esta numa versão da "Nitty Gritty Dirt Band" e fui logo à procura do original.
Desde aí tem-me acompanhado a espaços. Acabo sempre por ter saudades e ir buscá-la.
Em 2002, a Maria João e o Mário Laginha fizeram uma versão. Não desgostei mas acabei de novo por ir buscar o original.
Nem sei porque gosto tanto dela (a canção). Ou se calhar até sei mas não quero dizer...

Artista: Joni Mitchell
Tema: Both sides, now
Álbum: Clouds

domingo, 18 de setembro de 2005

Não há paciência!!!

Mais uma oportunidade perdida!

Chama-se "Música no ar" e não é mais do que outro programa de "melodias de sempre" igual a tantos que a RTP já produziu, com as mesmas canções e tudo!

Ah, mas este é diferente. Aqui os apresentadores fazem de conta que estão na rádio!

Cretinos!!!

Já temos a RTP memória a repetir os outros. Para que é que precisamos de mais um?
Estes gajos não conhecem outra música?
Volare, ô ô???
Vocês sabem lá???

Somos todos parvos ou quê?

Com os outros canais a dar xaropadas, o Herman cada vez pior e o "quartel das celebridades" na TVI, a alternativa é "isto"?

Mais uma vez se perdeu uma oportunidade de mostrar a música portuguesa de hoje na televisão.

Não há paciência para tanto mau gosto!!!

sábado, 17 de setembro de 2005

As músicas das nossas vidas (4)













Foto: Bruce Springsteen net

Conheci a música de Bruce Springsteen em finais dos anos 70, num daqueles programas de rádio em que se passavam álbuns completos (bons tempos) através do "Darkness on the edge of town". Se tivesse ficado famoso na altura, com as letras de "Darkness", Springsteen teria por certo sido eleito "heroi da classe óperária" pelos partidos de esquerda portugueses. Infelizmente, Bruce acabou por ter sucesso em Portugal com a saída de "Born in th USA" e bastou o título do álbum para os mesmos o definirem como símbolo do "Imperialismo capitalista" (bastava terem tomado atenção à letra dessa canção, mas isso dava muito trabalho) e é o rótulo que carrega ainda hoje por cá.

Para mim bastou essa primeira audição. Mal "The River" chegou às lojas contei os tostões que andara a juntar e lá fui gastar uma pipa de massa num álbum duplo. Fiquei teso mas confortadinho.

Fui mostrá-lo à "seita" como sempre fazia e, à segunda música, logo se levantaram as vozes criticas: Eh pá, isso é música de feira ou: Esse gajo vai concorrer à eurovisão?
Durante os tempos mais próximos acabou por ser esta a canção que ficou. Pelo balanço? Pelo ritmo? Terá sido a vontade que dava de abanar o capacete ou foi mesmo porque todos nos passamos por ter de fazer favores à sogra em vez de ir curtir?

Se Springsteen fosse português, cantasse em português e tivesse aparecido nos últimos anos, esta música era seguramente enfiada no "saco pimba". Como é americano, canta em inglês e já cá anda há uns anos, vai só para a secção dos "Americanos-mainstream-imperialistas-e-estúpidos". A julgar pelo que se ouve hoje nas rádios, passará um dia com honras de "símbolo da resistência rock" em todas as rádios alternativas.

Pois então aqui fica a canção "parôla" que punha a minha "seita" toda aos pulos nas tardes de verão do ano de 1981.

Artista: Bruce Springsteen
Tema: Sherry Darling
Álbum: The River

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Bimbos sois vós, senhores!!!

A musica “pimba” pura e simplesmente não existe!

Já há muito tempo que existe um circuito de música popular de cariz mais ou menos rural que, até há uns anos atrás, funcionava através de um mercado de cassetes áudio, produzidas por pequenas e obscuras editoras, vendidas nas feiras e em pequenos escaparates nas tascas e mercados locais. Era uma música derivada do folclore, com jeitos de fado, mais ou menos dançável cujas letras variavam entre o “malandreco” e o trágico tipo faca-e-alguidar, passando, claro, pelas referências à emigração, tema caro ao público-alvo a atingir.
Ninguém se preocupava muito com isso. Era na Santa Terrinha. Não incomodava ninguém.

O problema começou quando estes artistas populares, até aí conhecidos das festas e romarias, começaram a entrar subitamente no circuito de vendas “oficial”, às claras, aproveitando o mercado das cidades até aí pouco explorado e, ainda por cima, a vender mais do que os das grandes editoras. A música era alegre, as pessoas achavam piada às letras, a jovem classe universitária aderiu em massa e o fenómeno começou a incomodar os “poderes” instalados (e acomodados). Uma chatice!

Pegando no título de um sucesso da altura (“Pimba, Pimba” de Emanuel), logo alguém aproveitou e lhe deu o nome de “Música Pimba” que queria, na verdade, dizer “Música Bimba” (para quem não sabe, bimbo é o mesmo que parolo).

Não sei bem como (a “industria” e os críticos de música em Portugal saberão), o fenómeno tornou-se a grande preocupação nacional, gerando debates protagonizados por “doutas” cabeças pensantes da cultura nacional sobre os malefícios que esta música sem qualidade poderia trazer para o nível cultural dos portugueses.

A partir daí, os críticos passaram a meter toda a música popular de que não gostavam no “saco pimba” e chegámos ao extremo de hoje praticamente não existir música “ligeira” e de uma grande parte da música “pop” portuguesa ser considerada pimba!
Não obstante, todas estas músicas aí “ensacadas” continuam a vender. Como em todos os países da Europa e da América (Sul e Norte), há uma música popular, muitas vezes de baixa qualidade, que vende muito. A diferença é que nos outros países a aceitam, a vendem juntamente com a música de mais qualidade e não têm vergonha dela.

Para ter um povo evoluído culturalmente, a solução não é proibi-lo de ouvir o que gosta mas sim deixar as pessoas fazerem o seu próprio caminho. Divulgar toda a música educa os ouvidos e gera curiosidade por coisas com mais qualidade.

Aos “senhores” da cultura saiu-lhes o tiro pela culatra. A “Música Pimba” é uma invenção vossa, meus amigos. A “Música Pimba” não existe, meus caros. Ponham os pés na terra onde vivem, aprendam a conhecer o povo de que fazem parte e parem de inventar problemas onde eles não existem. Se têm vergonha de ser portugueses mudem de país, mas aviso-vos já que nos outros também há música desta!

Já agora, dêem uma "olhadela" com "ouvidos de ouvir" para dentro do “saco pimba” e descobrirão com surpresa que no meio daquela salganhada toda, há coisas que, embora vocês não gostem (e eu se calhar também não), têm alguma qualidade. Mais até do que alguns dos poucos “eleitos” da critica musical portuguesa.

Um pequeno exemplo em forma de pergunta: Os “Anjos” não terão mais qualidade do que, por exemplo, os “Fingertips”?

terça-feira, 13 de setembro de 2005

O "hamburger" do "jornalismo"!

Passo a citar:

Citemos Marco Paulo, em recente entrevista a uma revista popular: «O pimba veio abandalhar a música». Surpreendente afirmação, vinda de quem vem. Dir-se-á: mas quem é Marco Paulo para dizer semelhante coisa, ele que é o sumo pontíficie do pimba? Pois Marco Paulo disse-o precisamente por ser o sumo pontíficie do pimba, tal como Eurico de Melo é a reserva moral do PSD. Estranhos tempos, estes em que vivemos.
(João MacDonald na Revista 365 – o texto é copiado, os erros de ortografia já lá estavam)

O “jornalista” João MacDonald é, na sua função de crítico, o exemplo acabado do que o João Gil chama um “crítico merdoso”.
Autor não só deste comentário mas de outras pérolas da escrita “jornalística” como: o viaduto de Massarelos, no Porto (...) é o momento prependicular à cidade (...) (de novo, o erro é do autor), além de dar erros incríveis de ortografia e escrever frases que não fazem qualquer sentido, sofre do mais vulgar mal da critica musical portuguesa: “a doença do saco do pimba”!

Meus amigos, de uma vez por todas vou fazer uma revelação que pode ser um choque para muitos de vocês:

Marco Paulo não é pimba!
É mau, muito mau, mas não é pimba!

Voltarei em breve a este tema.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Por falar de música e de Portugal...

...Aqui fica uma musiquinha sobre a condição de ser português.

Tem 25 aninhos!
Querem coisa mais actual?

Ou será a prova que nada mudou (ou quase) desde 1980?

Banda do Casaco
"Natação Obrigatória"

Portugal tem a música que merece!




Em Portugal existem rádios a mais, segundo se diz! Diz-se também que há estações de televisão a mais. Se considerarmos a televisão por cabo, talvez até seja assim e admito que não vejo a maioria dos canais porque simplesmente não têm interesse.
Todas as grandes editoras multinacionais estão representadas em Portugal. A juntar a estas, existem ainda as nacionais, isto para não falar na proliferação de produtoras e agentes musicais.
Diz-se que há jornais a mais em Portugal. Ultimamente até fecharam alguns. Seja.
Em Portugal existe apenas um jornal de música com visibilidade e nenhuma revista!

Que se passa na música em Portugal?

As rádios nacionais não passam música portuguesa, tirando algumas raridades que não são mais do que “areia para os ouvidos”.
A “Quinta dos Portugueses” na Antena 3 não é mais do que remeter a música portuguesas a um “gueto” semanal, onde só alguns têm acesso. Basta ouvir: são sempre os mesmos todas as semanas. Critérios? O gosto de alguém (ou outra coisa qualquer?).

A televisão portuguesa não tem um programa de música. A SIC Radical e a SIC mulher passam vídeos, principalmente estrangeiros; a SIC Notícias tem um programa que se chama “Música do Mundo” (qual mundo?); a RTP, a SIC e a TVI não têm um programa que possa ter esse nome (o TOP+ é um programa de indústria) e passam música de qualidade duvidosa em programas de qualidade duvidosa para um público-alvo no mínimo duvidoso; a MTV Portugal podia ser de outro país qualquer. A única coisa que mudou foi a contratação de “pivots” portugueses com um único critério: os putos são parvos, por isso os apresentadores têm de ser parvos. O único programa de música portuguesa com sucesso no últimos anos chamava-se “Made in Portugal” (era da feira mas era o único). Menos visível foi o sucesso de programas como o “Pop-off” e o “Spray” que, apesar de critérios algo elitistas, deram visibilidade a bandas da altura que não tinham meios de promoção. Ainda hoje algumas se aguentam e vendem discos.

As editoras multinacionais não contratam portugueses e quando contratam não promovem! As nacionais têm uma qualquer teoria sobre o público e trabalham mais para a feira do que para as lojas de discos.

O único jornal de música visível em Portugal, o Blitz, sofre de um qualquer preconceito qualitativo e exclui em política editorial o que não encaixa nos seus padrões. É muito mais “cool” fazer críticas aos discos de bandas estrangeiras que ninguém ouve só para afirmar uma qualquer “cultura musical alternativo-erudita”.

É por estas e por outras que a banda que mais discos e concertos vende em Portugal se chama D’ZRT e foi “inventada”, divulgada e promovida por uma... telenovela!

Bem feito!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Mensagem do Samuel


Festival Punk sem Fronteiras nem Bandeiras

II Festival "LA BELLOTA MECÁNICA: Destruyendo fronteras"
Évora, 16 e 17 de Setembro de 2005
Espaço Alçude (Junto da central de Camionagem de Évora na saída para Lisboa)

DEBATE SEXTA-FEIRA 18.30
"Anarquia e Autogestão"

Convida-se à presença de Colectivos, Associações e todo/as indíviduos a participar
(presença já anunciada do CCA-GILL; gente da CNT, etc...)


SEXTA 16: 20HS
ALBERT FISH
-Street Punk-LX-PT
PAYASOS DOPADOS-Punk-RoCk/ReGgae-Core/Esp.-Arg-Pt
SPASMOS-Punk -Rock-Caceres-Esp.
PUNK SINATRA-Punk-rocl/LX-PT
CAMARA DE GAS-Hc-Punk/Madrid-Esp.
THE HIGHEST COST-New School-Faro-PT
PELINTRAS-Ska/FUzeta-PT


SABADO 17: 20HS
KAOS URBANO-Street-PUnk/Madrid-Esp.
DISSIDENTES DO PROJECTO ESTATAL- AnarcoPunk/Aljustrel.PT
INSURGENTES-Punk-Rock/Anarquista-Toledo-Esp.
M.A.D. Hc-Punk-LX-PT
AGRESION-Street-Punk-Madrid-Esp.
PROYECTO KOSTRADAMUS-Punk-Madrid-Esp.
ARPAS VIEJAS-Punk-Barcelona-Esp.
RUIDOSA INMUNDICIA-Hc-Old School-Viena-Autria


Preços: 2 dias 9 B?lotas hasta dia 15/09 reserva via mail!!!
2 dias 10 B?llotas na Porta
1 dia 6 B?lotas

HÁ PARQUE de CAMPISMO COM DESCONTO A 1KM DO ALÇUDE

ESCREVE PARA QUALQUER CONSULTA

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Eu quero este disco!!!


Foto: http://www.lindisfarne.de/

Os Lindisfarne são uma daquelas bandas um tanto obscuras que pouca gente conhece e que, ao longo dos anos, foram sofrendo de mudanças de músicos, várias separações e recomeços, reuniões e desaparecimentos, tudo isto entre 1969 e 2004 (até agora!).

Definitivamente não é uma das minhas bandas favoritas. Este disco é!

Gravado em 1973, teve uma única edição (em viníl, claro) e, segundo a própria banda, tinha um som tão mau que decidiram nunca mais gravar um álbum ao vivo (claro que daí a 5 anos saíu outro, de onde tirei esta versão que estão provavelmente a ouvir). No entanto, o ambiente do concerto nunca mais foi conseguido nos seguintes, azar ainda maior porque a banda decidiu não o editar em CD!

Buáááááááá!!!

Tenho aqui falado nas músicas das nossas vidas. Se há álbuns das nossas vidas, este é um dos meus.

O alinhamento era o seguinte:

Lado A
1. No time to lose
2. Meet me on the corner
3. Alright on the night
4. Train in G Major
5. Fog on the Tyne

Lado B
1.We can swing together
2. Jack Hammer Blues

Sete singelas (ou nem tanto) canções, apenas! O que está ali na estante tem 19 e não é nada a mesma coisa (se calhar por isso mesmo...)

Se alguém por aí o tiver (o de 73), mesmo em vinil (desde que em bom estado), e se quiser ver livre dele, "apite". Estou comprador!

domingo, 4 de setembro de 2005

Está calor, não está?

Para quem está de férias até nem deve ser muito mau...

Lá para os idos de 1986 também estava calor na Galiza ou, pelo menos, assim reza a canção mais famosa desse verão.
Seguindo as pisadas dos Pogues, nasciam na Galiza "Os Resentidos", rapazes versáteis (curiosamente o primeiro disco deles chamava-se "Vigo, capital Lisboa"), que conseguiam, na mesma canção (esta), falar da fome na Etiópia, da matança do porco e dos "caramelos" que, por causa da movida, passavam o dia e a noite de óculos de sol. O que é que estas coisas têm em comum entre si? Talvez o sol, o verão e o calor, talvez nada!

A canção tinha a sua piada, de tão rasca que era, e caíu-me aqui na memória em ano de seca, fogos e falta de férias de verão, mas também no ano em que tivemos Santana e Sócrates a sucederem-se como PM, conhecidos bandidos a candidatarem-se a autarquias e, para animar ainda mais o verão, Soares a candidatar-se a mais uma reforma de ouro, Jerónimo e Louçã a fingir que correm contra e Cavaco a fingir que não corre coisa nenhuma. Calma, ainda falta o Garcia Pereira!

Este é de facto um ano de insolação colectiva!

19 anos depois, a canção rasca continua actual. Abrunhosa continua de óculos escuros, ainda há fome em África e não há meio de se matar os porcos de vez!

Fai un sol de ...

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

As músicas das nossas vidas (3)



1977
O primeiro LP que comprei!

Os Jethro Tull foram uma das bandas mais originais dos anos 70.
Nos anos do "rock clássico" de grupos como os Genesis ou os Yes e do "folk revival" protagonizado pelos Fairport Convention e os Steeleye Span (tudo gente que eu gosto, note-se), apareceu este grupo vindo dos blues e do jazz e que foi juntando um pouco de folk, música clássica e hard rock, misturando instrumentos como flauta, guitarras acústica e eléctrica, alaúde, teclados de todo o tipo e uma secção ritmica sempre coesa e inspirada.
Apesar de pouco conhecidos do público de hoje, deitaram sementes que ainda hoje dão frutos em bandas que, aparentemente, nada têm em comum com eles (continuo a apostar com quem quiser que os Metallica eram fãs dos Jethro).

Fica aqui a primeira faixa do disco, talvez uma das melhores aberturas de álbum que conheço e a música que me andou na cabeça durante algum tempo e se "agarrou" ao que me ía acontecendo na altura:

Nome: Songs from the Wood
Artista: Jethro Tull
Álbum: Songs from the Wood (1977)

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Rock em Portugal

Encontrei este blog a passear por aí.

No essencial, é composto de fotos de todas as épocas do rock cá do sítio. Embora algumas fotografias tenham má qualidade, justifica-se plenamente a sua inclusão neste fantástico conjunto de documentos que vale a pena ver.

Há fotos de concertos, discos ou promoção de gente conhecida e de outra gente de que nunca ouvimos falar mas que indubitavelmente andou por aí.

Além disso, tem piada recordar alguns concertos que vi há... bem... alguns anitos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

A foreign sound of boredom


Foto: Amazon.com

Hoje trouxe para casa este disquito, emprestado por um amigo meu.
Já várias vezes tinha ouvido o Caetano Veloso cantar em Inglês e nunca me impressionou. O rapaz não tem muito jeito para pronuncias. A verdade é que, apesar disso, não estava preparado para o que ouvi.

Gosto muito da música de Caetano Veloso, em geral. A construção das letras, a originalidade de muita da música, a ousadia de muitos dos arranjos, aquela maneira única de cantar...

Aqui tudo isso se perde.
Desde a selecção musical, entre o estafado e o foleiro (com, aqui e ali, pretensões a "moderno") aos arranjos pouco arrojados, entre o óbvio e o elevador, passando pelo ordenamento das próprias músicas no disco, tudo é dolorosamente chato!

Claro que Caetano já é crescido e ganhou há muito o direito a fazer o que lhe apetece. Aí está à vontade e até acredito que haja muita gente que gosta do disco. Eu é que não concedo direitos de devoção a ninguém e, quando não gosto, não gosto!

A vantagem com Caetano Veloso é saber que, mais cedo ou mais tarde, ele vai dar-nos mais daquilo que sabe fazer, em português do Brasil, como eu gosto!