Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

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domingo, 25 de fevereiro de 2024

HOT CLUBE DE PORTUGAL VAI REABRIR NA PRAÇA DA ALEGRIA

Boas notícias!
Notícia de 21-02-2024 retirada do site da Câmara Municipal de Lisboa.
Que, por uma vez, se cumpra a promessa.


É considerado um dos melhores 100 clubes de jazz do mundo e vai reabrir portas em 2025, na Praça da Alegria, 47. O direito de superfície, por 50 anos, foi aprovado por unanimidade na reunião de câmara de 21 de fevereiro, e deverá ser submetido à aprovação da Assembleia Municipal.


O Hot Clube de Portugal, fundado em 1948, é um dos mais antigos clubes de jazz da Europa, sendo uma “referência a nível nacional e internacional na sua área de atuação”, considera a proposta hoje aprovada.
Instalado na Praça da Alegria, desde a década de 1950, um incêndio, em 2009, obrigou à deslocação do clube para outro edifício no mesmo local, onde se manteve nos últimos anos. Em 2023, após uma vistoria da Proteção Civil municipal, a Câmara determinou “interdição e desocupação imediata” do prédio na Praça da Alegria, 47 a 49, obrigando ao encerramento do espaço.
O encerramento, considera a Câmara Municipal de Lisboa, “representa uma enorme perda para a dinamização cultural da cidade de Lisboa, uma vez que a sua programação é única”.
De acordo com a proposta, o município "pretende continuar a apoiar o Hot Clube de Portugal”, tendo encontrado um espaço de caráter definitivo na Praça da Alegria, no prédio municipal números 47 a 49, num espaço que será reabilitado e recuperado “em duas fases”.
O clube, estabelece o acordo, compromete-se a começar a primeira fase da obra ainda em 2024, e reiniciar a sua atividade no próximo ano.
Em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu ao Hot Clube de Portugal a Medalha de Honra da Cidade, por "serviços de excecional relevância" prestados à cidade.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Quero Mais Música Portuguesa...

... mas de qualidade, que a que vai chegando de fora deixa bastante a desejar.

Nos últimos tempos, devido à decisão governamental de voltar a baixar a quota de música portuguesa que deve passar nas rádios, de 30% para 25%, temos assistido, por parte dos músicos e de outros sectores da produção artística músical, a um movimento que visa restaurar esses 5% de divulgação que perderam.

Ora, eu penso que este assunto não se pode encarar apenas do ponto de vista artístico. É uma questão de economia e de sobrevivência de muita gente que vive da música em Portugal e deve ser visto por esse prisma. Por esse lado, não é com mais 5% de quota que se vai resolver o problema. O que se passa é que as rádios recebem todo o tipo de "prendas" das grandes editoras e os poucos artistas portugueses dessas acabam por passar bastante nas rádios.

Se achamos que o protecionismo económico é válido na agricultura ou na indústria, com incentivos do Estado à exportação, as mesmas razões deveriam imperar quanto à produção artística e o apoio à divulgação nos vários meios de comunicação deveria ser efetivo. Mas depois temos o problema do orçamento para o Ministério da Cultura, não é?

Se formos ver o problema do ponto de vista meramente artístico, não há nenhuma razão válida para obrigar as rádios privadas a passar mais música portuguesa. A música não tem nação e é boa ou má (embora haja nesta valoração muito de subjetivo) e adequa-se ou não a determinado tipo de programa ou conteúdo radiofónico.

As grelhas e os programas de rádio são concebidos de acordo com os critérios editoriais de cada rádio e nesses critérios estão (ou é suposto estarem) incluídos pressupostos artísticos, estilísticos, comerciais, éticos, jornalísticos, etc., que é suposto responderem a exigências de um público alvo que é estabelecido pela direção, no caso das rádios privadas. Não consta que haja falta de música portuguesa, por exemplo, na maioria das pequenas rádio locais de cobertura concelhia ou distrital, fora das grandes cidades. As pequenas editoras de música popular conseguem acesso e a música passa. Qual música? Supostamente a que agrada ao público alvo destas rádios.

Já o critério das rádios públicas deve ser o serviço público. Ou seja, as rádio privadas decidem o que passam e as públicas, sendo pagas pelos contribuintes de um país, deveriam divulgar, quase em exclusivo, música desse país.

Depois, nestas alturas, surgem-me sempre mais umas dúvidas: todos sabemos que a maioria das rádios se rege por playlists e que estas quotas terão que ser consideradas nessas playlists. Ora, com um incremento de 5%, quem é que nos garante que as playlists, em vez de incluir mais artistas nacionais, não se limitam a passar mais vezes os que já passavam?

O que eu sinto, quanto ao estado da rádio em Portugal, aliás como na televisão, é que há um grande facilitismo na programação e que todas (falo das generalistas) se copiam umas às outras. Por exemplo, não há rádio de cobertura nacional generalista que não tenha um programa da manhã cheio de larachas e com muito pouca música. No meu caso, o que acontece é que entro no carro para ir trabalhar, ouço a TSF até falarem do trânsito e depois desligo e passo a ouvir a música que trago de casa. Mas isso sou eu, que bem vejo o resto do pessoal na fila de trânsito a rir sozinho das piadolas do Markl, do Marques ou da Marques e da Markl...

Assuma-se de uma vez: é preciso apoiar a indústria musical em Portugal ou não?

E se é, o Estado está disposto a cumprir a sua parte?

E se não está, a indústria da música (e afins) está disposta a unir-se e trabalhar para isso?

E as rádios privadas? Estão dispostas a entrar no jogo e passar a dispor, a médio prazo, de uma muito maior escolha de música de qualidade para melhorar as suas playlists?

Para já, aumentem lá de volta os 5%, mas com a certeza de que há muito mais do que isso para ser feito.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Bluegrass em Portugal, com André Dal

O André toca banjo há cerca de 20 anos. Eu conheço o André há oito, por via das "jam sessions" (sessões de improviso) que organiza com o objetivo de divulgar o género musical e de tocar com outras pessoas, para lá dos elementos da sua banda, Stonebones & Bad Spaghetti (SB&BS), provavelmente a única banda Bluegrass em Portugal. É certo que têm havido algumas incursões no género desde o fim dos anos setenta e inícios de oitenta, protagonizadas por músicos como Jorge Palma, Mário Ribeiro, King Fishers Band ou, mais recentemente, Anaquim, mas sempre de passagem, nunca assumido como o género principal dos grupos ou artistas. Bandas assumidas de Bluegrass em Portugal, só conheço os SB&BS.

Pois então, se o André tem uma banda de Bluegrass em Portugal, porquê um disco a solo? Bom, porque o André anda há 20 anos a percorrer as jam sessions dos vários festivais Bluegrass que se realizam na Europa e nos Estados Unidos e tem colecionado amigos por esse mundo fora, que o têm apoiado e encorajado a continuar a fazer coisas dentro do Bluegrass, todos muito bons músicos e com quem o André tem muito prazer em tocar. Por essas razões e por se ter visto confrontado com uma condição física que tem vindo a prejudicar o seu domínio do banjo, decidiu o André editar a solo um disco instrumental de standards bluegrass e temas seus, tocado por ele e por todos os seus amigos espalhados pelo mundo.

Ora, apesar de o Bluegrass ser um género musical que assenta muito na interação entre os músicos durante a execução, um pouco como no Jazz, a tarefa de gravar toda aquela gente junta em estúdio apresentou-se como impossível em termos logísticos, considerando a falta de meios financeiros com que o projeto se confrontava. Optou-se pela solução de cada um dos músicos gravar a sua parte e enviar para uma mistura final. Quando ouvi esta explicação, torci o nariz e pensei: "Bluegrass à distância? Humm...", até que me chegaram os primeiros sons do single "Beyond The Tagus River" (se ainda não repararam, quer dizer Alentejo). E não é que, não só a interação entre instrumentos resulta, como ainda por cima a mistura está muito bem feita? Não vou dizer que tudo encaixa como se fosse gravado "as pickers do", mas o resultado final está muito bom. 

Apresento-vos assim "Beyond The Tagus River" o primeiro álbum de Bluegrass instrumental de um músico de Bluegrass português, tocado por músicos de todo o mundo, incluindo Portugal. A música é muito boa, o trabalho está bem feito e só falta ser ouvido por toda a gente. Tem passado em várias rádios online pelo mundo fora e agora falta ser ouvido nas rádios nacionais, coisa que, sabemos todos, é um bocadinho complicado de conseguir. Mas não sei. O André nunca desiste. Estejam por isso atentos e, se quiserem comprar o disquinho, sai amanhã. Podem comprá-lo contactando o André Dal no Facebook e Instagram. Ficam aí os links e, aqui em baixo, o single de apresentação, que dá o nome ao álbum.


terça-feira, 4 de abril de 2017

No Ar... Ar puro a horas mortas!

Terminou no fim do mês de Março mais uma temporada da série "No Ar", programa feito para a Antena 3 e RTP2, que apresenta gravações ao vivo, em estúdios de Lisboa e Porto, de bandas e músicos a solo de várias áreas da música popular em Portugal (e também, pelo menos uma, do Brasil).

Como de costume nos programas de música nacional, a hora de exibição na televisão era já de madrugada, nas noites de quinta para sexta feira. Com as novas possibilidades das "boxes" da televisão por cabo, lá fui conseguindo ver a maioria dos programas e, apesar desta constante discriminação de que a boa música portuguesa continua a ser alvo por parte dos directores de programas das televisões (incluindo a pública), este é (espero que não tenha acabado de vez) um excelente programa de música e a prova de que há muitas e boas bandas e artistas a solo no panorama da chamada música moderna portuguesa. Ao fim de cerca de 50 episódios, ainda há muita música para se ouvir. Música tocada em directo, com excelentes condições de som e imagem, e com direito a dizer o que têm a dizer sobre a música que fazem. Uma boa ideia. Diria mesmo muito boa!

Como disse, espero que não acabe por aqui.

Sinopse no site da RTP:

Adotando o modelo ao vivo em estúdio, a Antena 3 em associação com a RTP2, produziram o programa No Ar. Semanalmente, bandas e artistas são convidados a tocar ao vivo as suas canções e a participar numa entrevista focada nas suas ideias. A ação decorre em dois estúdios localizados em Lisboa e no Porto e tem realização assinada por Paulo Prazeres e André Tentugal. O programa tem versão radiofónica disponível na Antena 3.

Fica aí o último episódio desta série:




Se perderam a série, podem ver a maior parte dos episódios:

RTP Play:

No Ar I
No Ar II

YouTube:

Canal Antena 3



quinta-feira, 23 de março de 2017

Nós por cá... Manifesto!

Recuperando uma rúbrica "adormecida" há quase 7 anos (xi... como ele passa), apresento hoje os Manifesto.


Formados por quatro músicos vindos de várias bandas "Punk Rock" dos arredores de Lisboa, os Manifesto são dignos representantes do género, com relação directa a bandas como Censurados e Tara Perdida e raízes mais antigas como os primeiros tempos dos UHF ou os Xutos & Pontapés.

Conhecendo pouco da música dos Manifesto, estive por aí a ouvir umas canções e a ver uns vídeos. Gostei razoavelmente da maior parte do que vi e ouvi e achei que valia a pena divulgar. Acho mesmo que nos está a faltar mais bandas deste género, a ver se o pessoal arrebita um bocado.

Nota de imprensa na página da banda:

Em 2011, quatro resistentes do panorama musical nacional decidiram reunir-se para tocar um rock despretensioso e directo, cantado em português. Uma declaração de princípios e emoções que só poderia ter um nome que reflectisse este estado de espírito… MANIFESTO.

A primeira música, uma homenagem ao maestro Fernando Lopes Graça e ao poeta José Gomes Ferreira, “Acordai”, partiu do tema original do maestro e autonomizou-se rumo a uma abordagem rock surpreendente, tal a aparente distância entre a música coral e o poema da primeira metade do seculo XX, resgatando uma mensagem que nos dias de hoje permanece tão actual quanto necessária.

Em 2014 é editado o primeiro CD de originais da banda. "Homónimo" foi gravado nos estúdios BEBOP com produção, gravação e mistura de Cajó (Xutos & Pontapés, Censurados, Tara Perdida, etc.). 

Membros da banda: 

Paulo Lima - Voz e Guitarra
Augusto Figueira - Guitarra e coros
Bidgi Marciano - Baixo e coros
Nuno Justo - Bateria e coros

O próximo concerto dos Manifesto é amanhã no Titanic Sur Mer, apartir das 21h, em conjunto com os PISTA.



Deixo aqui dois vídeos para mostrar um bocado do que fazem os Manifesto:







Links:

http://manifestorock.net/

https://www.youtube.com/user/ManifestoPortugal

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nova edição de O Quarto Fantasma


O próximo 6 de Maio não será só um dia como outro qualquer. O QUARTO FANTASMA regressa com uma nova edição, o single Murmúrio.
São dois novos temas que estarão disponíveis a partir dessa data em CD e formato digital, numa edição Raging Planet Records e Carc Produções.
O vídeo da nova música Vaga, está já online e pode ser visto no site oficial da banda: www.oquartofantasma.com.

O concerto de lançamento do single Murmúrio, será também a 6 de Maio no Sabotage Club em Lisboa, com a banda holandesa Radar Men From The Moon, que se apresenta para um concerto único em Portugal na sua digressão europeia 2015.

(Comunicado de imprensa divulgado pela banda)

Eis o vídeo:




sábado, 4 de setembro de 2010

The one (disco) that got away



A ideia deste disco apareceu porque o «Em Nome da Vida» não tinha correspondido às nossas expectativas e era necessário pôr alguma coisa cá fora, nem que fosse um single. Então surgiu a ideia de se gravar um disco com duas músicas que entretanto já estavam prontas. À falta de editora, seria a Forum a lançar o disco cuja gravação seria paga pelo grupo e pelo Xico Viana.
O single saiu com dois temas "A tocar a reunir", dedicado à Maria da Fonte e "Não há Três sem Dois" um poema jocoso de amor pastoril a uma mulher chamada Aldina. Passou completamente despercebido


(Manuel Faria em "Trovante por detrás do palco", Pub. D. Quixote, 2002, Lx, Pt)

É um facto!

Algum tempo depois disto (o disco saiu em 79) andou o pessoal à procura dos discos "desaparecidos" do Trovante e, dos confins de algum armazém do PCP e nalgum acaso esquecido na CDL, lá apareceram alguns exemplares do "Em Nome da Vida" e, mais difícil ainda, um único do single "Nuvem Negra". Deste "O Trovante toca a reunir" nem ouvimos falar e, embora nunca tenha visto o Trovante ao vivo com a Né Ladeiras, ainda vi estas duas músicas ao vivo, principalmente o "Não há Três sem Dois", a que eu chamava "Aldina Te vejo".

Entretanto, e procurando coisas da Né Ladeiras para a lista aí em baixo, tropecei há uns dias num download (ilegal, claro) deste single, de cuja existência fui sendo informado ao longo dos anos, como se pode ver aí em cima. Ora, se eu nunca tinha ouvido as versões originais destas músicas, calculo que haja muito mais gente que as desconhece. Considerando que são neste momento impossíveis de comprar, parece-me que a pirataria se afigura muito menos grave e a divulgação se torna muito mais necessária. Aqui ficam então:


"A Tocar a Reunir"
"Não há Três sem Dois"
Artista: Trovante
Single: "O Trovante Toca a reunir"


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Hoje foi dia de...

Né Ladeiras!

Deu-me na pinha, fiz uma busca no "Tubo", encontrei uns videozitos e pumba, nem é tarde nem é cedo, fiz uma listinha automática só com musiquinhas da menina e dos sítios por onde tem passado. Aí em baixo, por favor:





Isto é uma experiência. Vamos lá a ver se resulta.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nós por cá... em video... Carlos Barretto Trio

"Bons em qualquer parte do Mundo".

É uma frase feita, uma daquelas que se usam muito em Portugal. Na verdade revela de nós a necessidade que temos de elevar o que não é reconhecido cá "em casa" ao nível de habitantes de outras casas que tratam melhor os seus.

Dando uma vista de olhos aos currículos (sim, a palavra existe em português) de Carlos Barretto, Mário Delgado e José Salgueiro, facilmente percebemos que a "internacionalização" não lhes é estranha e que, se não é mais frequente, isso só acontece certamente por vontade própria. E porque não? Há anos que o venho dizendo (com a pouca vergonha que o meu pouco saber do assunto me permite): o Jazz português tem algo de diferente do resto e grandes músicos. Não serão ainda tantos como poderiam ser mas, considerando o espaço que têm para se mover, diria que não estamos nada mal. Cresçam as condições que os bons músicos aparecem. E, já agora, parem de esconder os discos de Jazz portugueses nas lojas de discos. Obrigado!


Este vídeo, realizado por João Pinto, já é de 2002. Mas nunca é tarde para mostrar o que é bom, certo?




domingo, 22 de novembro de 2009

Nos por cá... Baile Popular

Quando o João Gil trabalha com o João Monge... é normal.
O Mário Delgado a trabalhar com o Alexandre Frazão... é habitual.

Mais raro é quando estes se juntam todos.

Quando estes todos se juntam aos Adiafa é...

Baile Popular!

Vão lá dar uma ouvidela.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nós por cá... Diana Basto

Dos casos de artistas injustiçados na música portuguesa (que são muitos, diga-se) poucos me causam tanta estranheza como o da Diana Basto. Dona de uma das melhores vozes que conheço por cá, a Diana colaborou durante muito tempo com o Pedro Abrunhosa, tanto em disco como ao vivo, e repete a função agora nos Trabalhadores do Comércio com o mesmo, ou ainda maior, brilhantismo. Pelo caminho gravou, já há mais de dez anos, um álbum (Amanhecer) produzido pelo Pedro Abrunhosa em que cantava, entre outras, algumas canções escritas para a peça musicada "Rapaz de Papel", feita para a Expo-98 e, que eu saiba, nunca mais levada a palco.

Não consigo entender como uma voz destas, bem inserida no meio musical e unanimemente reconhecida (por quem a conhece) como uma das grandes do país, não tem uma carreira a solo muito mais produtiva, principalmente tendo em conta muito do que vende por aí "que nem caramelos". Uma das prováveis razões será a tradicional falta de compositores (que, para mim, também tem muito a ver com a falta de procura pelas editoras) mas também esse factor me parece razoavelmente fácil de ultrapassar, tendo em conta o meio em que Diana tem vindo a trabalhar. Sim, é um recado para o pessoal dos "Trabs": que tal um disquito a solo da Diana, hein?

Para tirar as dúvidas (se por acaso as houvesse), fica aqui um video do "Amanhecer"?








domingo, 25 de janeiro de 2009

Nós por cá (ou por lá)... Sara Serpa

Esta coisa de andar à procura de coisas novas tem as suas dificuldades. Ou uma pessoa passa a vida a escarafunchar na net (actividade para a qual me vai faltando o tempo) ou então conserva-se atento e vai aproveitando as "dicas". O estranho, neste caso, é a "dica" ter chegado do estrangeiro ou seja numa entrevista de Esperanza Spalding ao blogue Jazz No País do Improviso em que a cantora/contrabaixista americana se referia a uma cantora portuguesa, neste momento a viver, estudar e trabalhar nos Estados Unidos, chamada Sara Serpa como sendo uma cantora espantosa. Claro que fui à procura e lá a encontrei pelo MySpace, onde parece estar quase toda a gente que faz música por esse mundo fora. O bocadinho que por lá ouvi não será muito mas justifica plenamente a vontade de ouvir mais e a menção aqui no blogue, juntamente com o desafio que vos deixo para lhe fazerem também uma visitinha.

Se ainda forem a tempo, parece que hoje na Antena 2 o disco "Praia", precisamente da Sara Serpa, é um dos que Manuel Jorge Veloso destaca no seu programa "Um Toque de Jazz". Por volta das 23:20.





Vocês não querem lá ver que os músicos estão a seguir o mesmo caminho que os cientistas?


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nós por cá... André Fernandes



Quando entro numa loja de discos (daquelas grandes) tenho a mania de ir ver como é que estão a ser tratados os músicos cá do sítio, começando por aqueles de cuja música sou coleccionador: o Mário... a Maria... o Zé Mário... o Peixoto... mesmo que não haja discos novos, só para ver como e onde estão arrumados. Normalmente fico zangadissimo e, quanto mais zangado fico, mais vontade me dá de comprar um disco que eles não querem vender e escondem da gente. E aí escarafuncho e acabo por encontrar. E encontrei! Escondido em Jazz Geral, Vários A, André Fernandes!

Já tinha ouvido o André Fernandes no Myspace e lido algumas boas críticas aos seus trabalhos mas ainda não tinha nada cá em casa. Agarrei no "Cubo" (é um disco, mas chama-se "Cubo") e mais um ou dois e vim-me embora bastante satisfeito. E mais satisfeito fiquei quando cheguei a casa e ouvi a coisa de fio a pavio. O disco é fantástico. Tem Jazz, "Quase Jazz", "não é bem Jazz" e "isto não é nada Jazz". Tem guitarra eléctrica e acústica, Tem Mário Laginha, Nelson Cascais e Alex Frazão, tudo nas doses certas, solos sobre solos, muito improviso, muita arrumação, muita inspiração, enfim, que mais se pode querer de um disco? Se calhar dirão que me contento com pouco mas a maior parte dos discos que tenho mais chegados ao Jazz são portugueses. Não sei por quê, mas é assim como... conhecer Portugal como deve ser antes de ir passar férias ao estrangeiro. É que em Portugal ando por onde quero e no estrangeiro acabo por ter de fazer os circuitos que vêm nos guias turisticos... será que fui claro? Hein???

Fica aqui então a tocar o "Perto"
Porque é acústico, porque é bom, porque o Cubo é no Porto e porque nos dias 16 de Outubro gosto de me sentir Perto do Porto.


"Perto"
Artista: André Fernandes
Álbum: Cubo







domingo, 12 de outubro de 2008

Nós por cá... Forgotten Suns



Os Forgotten Suns andam por aí, ao que parece, desde 1992, mas devo confessar que só dei por eles há cerca de dois ou três anos. A verdade é que há centenas (milhares?) de bandas em Portugal que eu nunca vou conhecer (algumas infelizmente, outras nem tanto...) e, quando tento imaginar o resto do mundo... fico muito descansado. Há-de haver sempre qualquer coisa de bom para ouvir.

Como o são os Forgotten Suns. Se é verdade (eles o disseram) que as primeiras grandes influências foram os Marillion, os Pink Floyd ou os Metallica, por alturas deste segundo disco (o único que conheço) são facilmente reconheciveis referências a bandas como Yes, Emerson, Lake & Palmer, ou aos primeiros tempos dos King Krimson. Tudo coisas boas, portanto, e ainda por cima bem tocado, bem cantado e com uma produção de qualidade muito acima da média para o que se faz por cá, como podem constatar na canção que fica aí a tocar. Pode demorar um pouco de tempo a carregar mas vale a pena (digo eu, claro).


"Senses"
Artista: Forgotten Suns
Álbum: Snooze







segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Nós por cá... Jargar


Foto: jargar

Não, não sou eu que ando à procura de nomes esquisitos. Acontece apenas que alguns dos projectos interessantes que encontro no Myspace não têm nomes... digamos... fáceis. Mas é coincidência... acho eu.

Budda (vêem? A culpa não é minha) é guitarrista dos Mundo Cão e de mais um monte de bandas e projectos de banda. Este, dos que ouvi, foi o que me pareceu mais interessante, a par com a excelente Budda Power Blues. Jargar é Budda (guitarras), Pedro Cravinho (contrabaixo) e Pedro Oliveira (bateria) e o estilo de música "não é bem Jazz", que como sabem, me agrada bastante. De Braga, pois claro!

Ainda não há discos mas podem ouvi-los no endereço abaixo:



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nós por cá... Zelig

Só os descobri hoje, numa daquelas digressões pelo Myspace que faço de vez em quando, mas parece que as origens estão já algures no ano de 2005.
O músico mais "visível" do projecto é o Peixe, guitarrista dos Ornatos Violeta e dos Pluto que, com Edu (Pluto), Nicolas Tricot e António Serginho, ambos da Banda de Nuno Prata (este, baixista dos Ornatos), e Zé Marrucho têm vindo a desenvolver. E desenvolver é bem o termo. Entre a música experimental, o Jazz, o progressivo, a "zappafonia", algum pop e résteas de "erudição", há ali um pouco de tudo. Tudo muda de uma música para outra e nenhum tema acaba nem perto de onde começou (agora que escrevi isto, "Zelig" não é um nome nada mal escolhido). Grande salganhada? Aí é que está o melhor da coisa: é que tudo isto soa mesmo muito bem (pelo menos a mim, claro).

Claro que uma banda com esta qualidade em Portugal só pode mesmo ser encontrada nas "traseiras da net". Discos ainda não há (talvez por opção própria, que agora qualquer pessoa edita um disco, mesmo que seja para dar aos amigos), nem editora, a música é música a mais para as rádios "generalistas tipo-jovem-formatadinho" e mesmo as que gostam de se auto-intitular "alternativas" preferem promover exaustivamente vulgaridades tipo "Pontos Negros". Escolhas estranhas mas enfim... já os Pluto que eram rock não passavam porque é que estes haviam de passar?

Para os meus amigos se começarem a ambientar, fica aí o video de "Outros Dias" ao vivo no Passos Manuel (Porto, claro). O resto do "curso" faz-se no Myspace da banda, no link ali de baixo.


Outros Dias



Já repararam a quantidade de boa música que continua a sair das "cinzas" dos Ornatos? E tão verdinhos que eles eram no concurso do RRV...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nós por cá... "Deolinda"

Diz que o primeiro álbum da Deolinda sai na próxima Primavera.



(logo da banda no MySpace)

Do que ouvi no MySpace da banda, parece-me uma muito boa notícia. Resta depois saber em que é que a coisa dá, se sai aquilo que parece prometer e se, saindo o que parece prometer, consegue chegar onde merece, que a vida de músico anda cada vez mais difícil.

Façam uma visitinha à Deolinda e depois venham cá dizer das primeiras impressões.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Nós por cá... "Audible Architecture"


Álbum: Soul Talk - 2007 (Free Code Jazz Records)

Isto de andar às voltas pelo MySpace pode ser uma boa seca mas, mais cedo ou mais tarde, acaba por compensar. Por cada boa descoberta que aqui divulgo, ouço entre 5 e 50 (dependendo da sorte) coisas que não valem a pena. E mesmo as que valem qualquer coisa às vezes estão tão mal feitas que acabo por deixá-las para um dia em que descubram as virtudes de uma produção razoável.

Não é o caso dos Audible Architecture. Formados por Luís Guerreiro (trompete), Hugo Trindade (guitarras), Aurelien Vieira Lino (teclados, rhodes), Marco Jung (bateria e percussão) e Eddy Slap (baixo, cítara e tabla) e referenciados no MySpace como Jam Band/Jazz /Drum & Bass, o que lá puseram para ouvirmos é bom, está bem feito e eu gosto (aceitamos outros gostos e opiniões).
Os Audible Architecture têm um álbum (Soul Talk) editado por uma editora de Jazz espanhola (vá-se lá perceber porquê, não é?...) que eu ainda não ouvi na totalidade mas que é capaz de valer a compra. Está disponível para compra online no site da editora e até nem é caro.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Nós por cá... "The Gama GT Blues Project"


Foto: The Gama GT Blues Project

Ora cá está mais uma proposta nacional.
Nascidos em 2004, os The Gama GT Blues Project cantam Blues em Português, baseados na crença de que em país de Fado é impossível não haver lugar para o Blues. Se em teoria isso pode ser verdade, na prática ainda está por demonstrar. Sim, há por aí algumas bandas de Blues mas quantas é que têm discos gravados e dessas, quantos exemplares se venderam?
Pois os "Gama GT" também gravaram um disco. É um EP em edição de autor (mais uma), e está disponível "à borla" (pois claro) no site da banda.

O som não é nada mau, mas ainda se nota muito espaço para evoluír. As letras em português são uma boa ideia e, quando se fala deste estilo de música, uma maneira de marcar a diferença. Na verdade, nunca percebi porque é que se deixou de cantar Blues em Português. Afinal o "Ar de Rock" não era, "muito principalmente" um disco de Blues? E vendeu que nem pevides!!!


"4L"
Artista: The Gama GT Blues Project



Site: http://www.gamagt.com/
Myspace: http://www.myspace.com/gamagt