AGENDA DE CONCERTOS POR ESSE PAÍS FORA...

sábado, 16 de janeiro de 2016

E... três cifras para o Bowie!!!

Versão feita pelo meu amigo Jorge “Belche” Laires em dó. Excelente, por sinal. O tom original e fá mas, para guitarra, este (dó) é mais “tocável”. E a verdade é que há gravações mais tardias desta música cantadas em dó pelo próprio Bowie, como podem constatar no video que deixo aqui em baixo.

Os meus sinceros agradecimentos pela colaboração do Belche. Eu não iria lá, com certeza. Há aqui acordes que eu nunca tinha visto na vida, eh eh. Ele fez com gosto, agora aproveitem o trabalho e toquem. Divirtam-se!





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Duas cifras para o Bowie

Tal como tinha dito ontem, cá está (ali na página das Cifras) a segunda canção do Bowie, para quem  quiser tocar umas malhas com o rapaz que agora está mesmo "far above the moon".

Retirei esta versão partindo do vídeo que aqui deixo (versão de 1972, creio), juntando informação de algumas páginas de cifras na net com a de alguns vídeos tutoriais, nenhum deles igual ao outro (alguns com erros óbvios), para conseguir algo parecido com o original. Também tive alguma dificuldade com os nomes dos acordes (tenho sempre dificuldades com os "compostos"). Além disso, nem sempre o mesmo acorde é tocado na mesma posição. Deixo-os todos na lista, mas vocês depois tocam como vos der mais jeito: ou os simples, ou os outros “pelo braço acima”. Divirtam-se.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Uma cifra para o Bowie!

Sabendo da consternação que causou a todos os melómanos o recente desaparecimento (do lado físico dos vivos) de David Bowie e juntando-me ás várias homenagens e sessões de audição de músicas do senhor, deixo-vos aqui - ali na página das cifras - os acordes (simplificados) para esta musiquinha, que é das minhas favoritas.
Se não se quiserem limitar à audição e vos apetecer tocar ao mesmo tempo, aproveitem. O tom que está indicado é o da versão original e não o das mais recentes ao vivo.
Divirtam-se. O melhor é mesmo a música!





Talvez ainda se arranje mais uma. Vou estudar o assunto.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cifra nova

Já têm uma versão simplificada de "Message in a Bottle" dos The Police na página das Cifras.

Não dá é para tocar acompanhando o vídeo (bom, dar até dá, mas o transpositor (capo) tem que ficar no nono traste).



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Tom Waits e Crystal Gayle, para quem quiser tocar.

Já lá está mais esta. Ali nas Cifras. Com esta, faz 17.
algum tocador por aí que experimente e diga de sua justiça. aceitam-se correcções (se julgadas procedentes, como é evidente) e críticas.





quarta-feira, 27 de maio de 2015

Quarteto de Guitarras de Lisboa - Elegia a um poeta andarilho



Esta música faz parte do album "Prima Luce", que tenho aqui em casa e garanto que é muito, mesmo muito bom!

Quarteto de Guitarras de Lisboa:

André M. Santos - Guitarra
Miguel Vieira da Silva - Guitarra
José Dias - Guitarra
Pedro Luís - Guitarra

Filmado na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 16 Fevereiro de 2015.

Rui David - Filmagem
Pedro Luís - Edição

Site do Quarteto de guitarras de Lisboa: www.qglx.pt

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Júlio Pereira ao vivo - CCB - Malhão Morno

Não estive nesta noite no CCB, mas já vi este concerto do Júlio Pereira por duas vezes.

Este Malhão Morno, por seu nome, liga o centro do país a Cabo Verde. Mas a verdade é que, para lá chegar, consigo ouvir paragens desde a Estremadura espanhola ao Brasil, passando pelos Açores.

É esta um das maiores qualidades do mais recente espectáculo de Júlio Pereira: as viagens que nos proporciona. As outras são o grupo que o acompanha (o melhor desde há muitos anos a esta parte), composto por Sandra Martins (violoncelo), Miguel Veras (guitarra) e Luís Peixoto (bouzouki) e a felicidade que emana do palco para a plateia, como já não via a Júlio Pereira desde os anos oitenta.

Júlio Pereira está hoje em grande actividade, quer como músico, quer como promotor do cavaquinho e da sua recém criada Associação. Por mim, gosto muito mais desta versão totalmente acústica do que das parcialmente electrificadas que lhe fui ouvindo ao longo dos tempos, com um ou outro intervalo. Fica aqui para ouvirem. Porque é bom.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A música portuguesa está de boa saúde

Há dias dei conta aqui de um grande concerto do LST - Lisboa String Trio a que assisti na passada sexta feira.

LST:




Logo no dia a seguir, vi um óptimo concerto dos Galandum Galundaina, integrado no Festival da Máscara Ibérica.

Galandum Galundaina:




Ontem fui ao Chiado assistir ao lançamento do novo disco dos Tape Junk:




Já hoje chegaram-me de repente os mais novos da Márcia e do David Fonseca. O dela a mostrar novas aventuras em novas sonoridades, o dele a confirmar o caminho que vinha percorrendo, com produção musical irrepreensível num vídeo espectacular.

Ele:



E ela:




E já há uns dias me tinha chegado o novo do Real Combo Lisbonense:




São uns atrás dos outros. A música portuguesa produz muito e bom. Infelizmente vende pouco e mal. Podíamos mudar isto, não acham?


sábado, 9 de maio de 2015

E assim nos tratamos tão mal...

Cartaz do Festival "Junta-te ao Jazz Benfica 2015
Assisti ontem à noite a um dos melhores (se não o melhor) concertos (em termos estritamente musicais) que vi este ano, até agora: Lisboa String Trio no Festival "Junta-te ao Jazz", organizado pela Junta de Freguesia de Benfica.

O Lisboa String Trio é composto por José Peixoto (guitarra clássica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Carlos Barretto (contrabaixo). Ontem  à noite, por razões de sobreposição de calendários, Carlos Barretto foi substituído por António Quintino o que, se alterou um pouco o som do grupo, tornou o concerto ainda mais "único". Qual então a razão de ser do título deste artigo?

Na verdade, consegui ir a este concerto um pouco por ser um tipo mais atento do que o habitual a estas coisas da música (para alguns, serei um pouco obsessivo, eu sei) e pela grande admiração que tenho pela música do José Peixoto, que faz com que o vá "seguindo" pelas chamadas "redes sociais". Soube da sua realização na manhã do próprio dia e, de imediato, resolvi que não podia perder a oportunidade. E aí começou a "Odisseia". A saber:
 
Fui ao site da Junta de Freguesia de Benfica, organizadora do evento, consultei o programa, confirmei a realização do concerto, tentei saber o horário das bilheteiras e... nada! Nenhuma referência. Encontrei o número de telefone do Auditório. Telefonei uma... telefonei duas e... nada! Ninguém atendia. Apesar de ter coisas para fazer, decidi que valores mais altos se levantavam e... ala para Lisboa. Chegado ao Auditório... porta fechada. Indaguei na recepção dos serviços administrativos da Junta e... Nada feito! "Espere um pouco (disse-me o diligente recepcionista) que eu vou ligar a ver se está alguém no Auditório". "Bom (pensei eu), pelo menos tenta". Depois de largos minutos à espera, alguém atendeu o telefone do Auditório (que, aliás, é na porta ao lado). "Olha, está aqui um senhor por causa duns bilhetes...". Lá me fizeram o especial favor de me atender e... "A bilheteira abre uma hora antes do concerto!". Eu estava ali, o vendedor de bilhetes estava ali, mas não podia comprar bilhetes. No próprio dia do concerto... "E posso ao menos reservar?"... (pausa para pensar...)... "Sim, isso pode. Deixe-me só aqui apontar. Por acaso não tem uma caneta que me empreste, não?...

E pronto, lá voltei para casa com uma reserva feita pela minha esferográfica, coisa que, para mim, seria normal fazer por telefone, isto não considerando as opções "modernas", coisas estranhas como compra ou reserva de bilhetes online, bilheteiras abertas em horários de expediente e outras coisas aparentadas. Pelo caminho, fui ganhando uma certa apreensão (considerando que nem toda a gente está disposta a sujeitar-se a estas andanças) quanto à afluência de público ao concerto. Infelizmente, com razão.

O Auditório Carlos Paredes tem 115 lugares. Para um concerto de um dos melhores grupos do país, composto por grandes músicos e depois de ter editado aquele que foi, para mim, dos que ouvi, um dos melhores discos nacionais editados em 2014, estavam cerca de... 20 pessoas. Os músicos, profissionais competentes e experientes nestas coisas, conseguiram não se deixar abater pela visão de uma sala vazia à sua frente e ofereceram-nos uma grande actuação, onde o mais que comprovado virtuosismo dos músicos se complementou com uma cumplicidade e coesão notáveis. Mas não há dúvidas que, em termos de ambiente e reacção do público à música que ia sendo tocada, o concerto perdeu bastante. Volto a dizer que foi um dos melhores concertos que vi este ano. Fico a imaginar como teria sido se a sala estivesse cheia...

Porque é que estas coisa acontecem? Como é que os grandes músicos deste país são obrigados, vezes sem conta, a tocar para salas vazias? Neste caso não foi, com certeza, culpa do preço dos bilhetes (5 euros). Sim, uma Junta de Freguesia organizar um Festival de Jazz é um feito de realce. Mas... assim? Nem aquilo é um Festival e, não fossem os músicos, dificilmente seria um concerto. Se a Junta de Freguesia não tem meios de divulgação (ou competência para a fazer), então que se escuse de organizar eventos só para ficarem bonitos no anuário de actividades. Os "fregueses" (como se diz agora) precisam de ver boa música e os músicos precisam de público. É assim tão difícil juntar as duas necessidades e fazer uma coisa com um mínimo de dignidade? É triste mas, mesmo quando temos tudo para sermos felizes, tratamo-nos tão mal.