AGENDA DE CONCERTOS POR ESSE PAÍS FORA...

terça-feira, 8 de março de 2016

"Escape and Return" ao vivo no Museu do Carmo

Como é que se apresenta ao vivo um disco de música improvisada?

Fernando Guiomar e Paulo Chagas explicam fazendo:
Ouve-se o que está gravado, escolhe-se, no esqueleto de cada música, os fragmentos que podem servir de âncora de maneira a que possa ser reconhecida, tiram-se apontamentos, aprende-se a tocar esse “esqueleto” e, na apresentação ao vivo, volta-se a improvisar utilizando essas âncoras como ponto de partida. Resultado: as músicas são as mesmas, o concerto refere-se ao disco mas é diferente dele e no fim podia gravar-se outro disco, este de música semi-improvisada, se é que isso existe (claro que existe).

Não sou conhecedor de música improvisada, nem sou especialmente adepto do género, mas (talvez por isso mesmo) foi assim que vi e ouvi a excelente apresentação de “Escape and Return”, o disco de Fernando Guiomar (guitarra acústica) e Paulo Chagas (flautas, saxofone), no último Sábado, 5 de Março, na sala de conferências do Museu arqueológico do Carmo.

Considerando o que escrevi acima, que já conhecia boa parte do trabalho de cada um, que já tinha ouvido parte do disco antes do concerto e que, por definição, nunca descarto a possibilidade de ver um concerto de guitarra acústica bem tocada (no caso, essa condição estava, à partida, garantida), não posso dizer que tenha ido para o Carmo com o espírito de quem vai, normalmente, para um concerto de música improvisada, mas ia à espera de surpresas. E as surpresas são (para além da música bem tocada) o grande bónus de concertos deste género. Cada tema, em cada concerto de apresentação deste disco, será tocado de maneira sempre diferente e todos os concertos nos darão um conjunto de dez músicas diferentes das que estarão gravadas no disco que compraremos no fim e que ouviremos em casa as vezes que quisermos. De todas as vezes que ouvir o disco, será o mesmo disco. O concerto de Sábado, esse ficou ali, junto com os cacos, as múmias as pedras do convento e com a boa memória que me ficará dessa tarde.

Uma última palavra para a capa do disco, a que se juntam as gravuras que acompanham, música a música, todo o concerto: Fantásticas!

Composições: Fernando Guiomar e Paulo Chagas
Fernando Guiomar - Guitarra acústica
Paulo Chagas - Flautas, clarinete sopranino, clarinete baixo, saxofone alto
Desenhos originais - Larsols EvaUlrika Gustafsson

sábado, 16 de janeiro de 2016

E... três cifras para o Bowie!!!

Versão feita pelo meu amigo Jorge “Belche” Laires em dó. Excelente, por sinal. O tom original e fá mas, para guitarra, este (dó) é mais “tocável”. E a verdade é que há gravações mais tardias desta música cantadas em dó pelo próprio Bowie, como podem constatar no video que deixo aqui em baixo.

Os meus sinceros agradecimentos pela colaboração do Belche. Eu não iria lá, com certeza. Há aqui acordes que eu nunca tinha visto na vida, eh eh. Ele fez com gosto, agora aproveitem o trabalho e toquem. Divirtam-se!





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Duas cifras para o Bowie

Tal como tinha dito ontem, cá está (ali na página das Cifras) a segunda canção do Bowie, para quem  quiser tocar umas malhas com o rapaz que agora está mesmo "far above the moon".

Retirei esta versão partindo do vídeo que aqui deixo (versão de 1972, creio), juntando informação de algumas páginas de cifras na net com a de alguns vídeos tutoriais, nenhum deles igual ao outro (alguns com erros óbvios), para conseguir algo parecido com o original. Também tive alguma dificuldade com os nomes dos acordes (tenho sempre dificuldades com os "compostos"). Além disso, nem sempre o mesmo acorde é tocado na mesma posição. Deixo-os todos na lista, mas vocês depois tocam como vos der mais jeito: ou os simples, ou os outros “pelo braço acima”. Divirtam-se.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Uma cifra para o Bowie!

Sabendo da consternação que causou a todos os melómanos o recente desaparecimento (do lado físico dos vivos) de David Bowie e juntando-me ás várias homenagens e sessões de audição de músicas do senhor, deixo-vos aqui - ali na página das cifras - os acordes (simplificados) para esta musiquinha, que é das minhas favoritas.
Se não se quiserem limitar à audição e vos apetecer tocar ao mesmo tempo, aproveitem. O tom que está indicado é o da versão original e não o das mais recentes ao vivo.
Divirtam-se. O melhor é mesmo a música!





Talvez ainda se arranje mais uma. Vou estudar o assunto.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cifra nova

Já têm uma versão simplificada de "Message in a Bottle" dos The Police na página das Cifras.

Não dá é para tocar acompanhando o vídeo (bom, dar até dá, mas o transpositor (capo) tem que ficar no nono traste).



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Tom Waits e Crystal Gayle, para quem quiser tocar.

Já lá está mais esta. Ali nas Cifras. Com esta, faz 17.
algum tocador por aí que experimente e diga de sua justiça. aceitam-se correcções (se julgadas procedentes, como é evidente) e críticas.





quarta-feira, 27 de maio de 2015

Quarteto de Guitarras de Lisboa - Elegia a um poeta andarilho



Esta música faz parte do album "Prima Luce", que tenho aqui em casa e garanto que é muito, mesmo muito bom!

Quarteto de Guitarras de Lisboa:

André M. Santos - Guitarra
Miguel Vieira da Silva - Guitarra
José Dias - Guitarra
Pedro Luís - Guitarra

Filmado na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 16 Fevereiro de 2015.

Rui David - Filmagem
Pedro Luís - Edição

Site do Quarteto de guitarras de Lisboa: www.qglx.pt

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Júlio Pereira ao vivo - CCB - Malhão Morno

Não estive nesta noite no CCB, mas já vi este concerto do Júlio Pereira por duas vezes.

Este Malhão Morno, por seu nome, liga o centro do país a Cabo Verde. Mas a verdade é que, para lá chegar, consigo ouvir paragens desde a Estremadura espanhola ao Brasil, passando pelos Açores.

É esta um das maiores qualidades do mais recente espectáculo de Júlio Pereira: as viagens que nos proporciona. As outras são o grupo que o acompanha (o melhor desde há muitos anos a esta parte), composto por Sandra Martins (violoncelo), Miguel Veras (guitarra) e Luís Peixoto (bouzouki) e a felicidade que emana do palco para a plateia, como já não via a Júlio Pereira desde os anos oitenta.

Júlio Pereira está hoje em grande actividade, quer como músico, quer como promotor do cavaquinho e da sua recém criada Associação. Por mim, gosto muito mais desta versão totalmente acústica do que das parcialmente electrificadas que lhe fui ouvindo ao longo dos tempos, com um ou outro intervalo. Fica aqui para ouvirem. Porque é bom.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A música portuguesa está de boa saúde

Há dias dei conta aqui de um grande concerto do LST - Lisboa String Trio a que assisti na passada sexta feira.

LST:




Logo no dia a seguir, vi um óptimo concerto dos Galandum Galundaina, integrado no Festival da Máscara Ibérica.

Galandum Galundaina:




Ontem fui ao Chiado assistir ao lançamento do novo disco dos Tape Junk:




Já hoje chegaram-me de repente os mais novos da Márcia e do David Fonseca. O dela a mostrar novas aventuras em novas sonoridades, o dele a confirmar o caminho que vinha percorrendo, com produção musical irrepreensível num vídeo espectacular.

Ele:



E ela:




E já há uns dias me tinha chegado o novo do Real Combo Lisbonense:




São uns atrás dos outros. A música portuguesa produz muito e bom. Infelizmente vende pouco e mal. Podíamos mudar isto, não acham?