Parece que os White Stripes deram um concerto de uma nota (!) no Canadá!
As notícias vão ao pormenor de esclarecer que a nota tocada não foi de 500€ mas sim um C# (em português, dó sustenido).
Mesmo assim, tiveram bastantes fãs a assistir, apesar destes terem sido avisados da duração do "concerto", que serviu para declarar a toda a gente que a banda tinha tocado em todos os territórios e provincias do Canadá (não bastava terem dito?). Pensando bem, se calhar é a única maneira de se sair dum concerto destes tipos com os ouvidos em boas condições.
Ora então digam lá que os "alternativos" não se metem em golpes publicitários.
Já agora, a Beth Ditto dos Gossip nua na capa do NME é o quê? Uma acção de protesto?
Oh, santa inocência!!!
quarta-feira, 18 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
Ó Abrunhosa, e o Zé Mário?
Estava eu na sexta-feira a ver um programa no canal 2 sobre o Carlos do Carmo e os seus 40 anos de carreira produzido em 2003 (fantástico, transmitido com apenas 4 anos de atraso) quando, entre outros depoimentos da responsabilidade de outras pessoas, aparece o Pedro Abrunhosa dizendo que Carlos do Carmo, Zeca Afonso, Fausto e Sérgio Godinho seriam, mais do que qualquer músico pop-rock, os principais responsáveis pela música pop que se faz hoje em Portugal.
Esquecendo aqui o facto de a maior parte das influências dos músicos pop portugueses vir provavelmente do estrangeiro, fiquei sem perceber como é que um tipo, que até percebe de música, deixa de fora deste grupo o José Mário Branco que, para além da originalidade e qualidade da maior parte das coisas que faz em nome próprio, acabou por ser interveniente (e muitas vezes até responsável), entre muitas outras coisas, em muito (mais nuns casos do que em outros) do que fizeram em termos de arranjos, composição e sonoridade pessoas como... Carlos do Carmo, Zeca Afonso e Sérgio Godinho (isto sem querer tirar, obviamente, qualquer valor aos próprios).
Quanto à afirmação do Pedro Abrunhosa, à falta de melhor explicação vinda do próprio (que insiste em referir James Brown como uma das suas principais infuências), fica à mercê dos vossos comentários, assim os queiram deixar por aqui!
Entretanto, e para dar um pouco de banda-sonora ao que acabo de escrever, fica aqui a tocar uma musiquinha vinda directamente de um dos discos em que o Zé Mário "meteu as mãos" e que fizeram com que muitas coisas mudassem na música portuguesa.
"Senhor Arcanjo"
Artista: José Afonso
Álbum: Cantigas do Maio
(Arranjos e direcção musical: José Mário Branco)
Esquecendo aqui o facto de a maior parte das influências dos músicos pop portugueses vir provavelmente do estrangeiro, fiquei sem perceber como é que um tipo, que até percebe de música, deixa de fora deste grupo o José Mário Branco que, para além da originalidade e qualidade da maior parte das coisas que faz em nome próprio, acabou por ser interveniente (e muitas vezes até responsável), entre muitas outras coisas, em muito (mais nuns casos do que em outros) do que fizeram em termos de arranjos, composição e sonoridade pessoas como... Carlos do Carmo, Zeca Afonso e Sérgio Godinho (isto sem querer tirar, obviamente, qualquer valor aos próprios).
Quanto à afirmação do Pedro Abrunhosa, à falta de melhor explicação vinda do próprio (que insiste em referir James Brown como uma das suas principais infuências), fica à mercê dos vossos comentários, assim os queiram deixar por aqui!
Entretanto, e para dar um pouco de banda-sonora ao que acabo de escrever, fica aqui a tocar uma musiquinha vinda directamente de um dos discos em que o Zé Mário "meteu as mãos" e que fizeram com que muitas coisas mudassem na música portuguesa.
"Senhor Arcanjo"
Artista: José Afonso
Álbum: Cantigas do Maio
(Arranjos e direcção musical: José Mário Branco)
Não tivesse eu mais que fazer...
Não fosse ontem um dia dedicado à "cumbibência" e hoje estaria provavelmente com a neura. E porquê?
É que, como se sabe, hoje em dia não há sítio onde não haja uma televisão acesa, o que motivou o facto de eu ir dando umas olhadelas a ver o que se ía passando na tão proclamada transmissão de 24 horas do Concerto Global Live Earth.
Se é verdade que não foram umas olhadelas assim tão esporádicas, também é verdade que, ainda menos do que isso (esporádicas) foram as vezes em que consegui ver alguma parte dos vários concertos que, dizem, aconteceram por esse mundo fora (dizem, que eu cá duvido). E mesmo essas poucas vezes em que se ouviu música muito raramente resultaram sequer na audição de uma canção completa.
Ainda consegui ouvir a Catarina Furtado interromper as "interessantissimas" conversas que se passavam no estúdio para dizer que a culpa de não vermos mais era dos Americanos, que tinham o sinal e só mostravam o que se queriam. (pois, e eu não via, volta e meia, as bandas a tocar no ecrã que estava por trás).
Ora então, o que eu fui vendo durante todo o dia foram alguns bocados de conversas em que alguns "vipes" à portuguesa iam alternando alegremente banalidades com enormidades a propósito do tema do dia: S.O.S. Terra!
O que havia para saber de facto quanto aos perigos para Portugal do Aquecimento Global já eu tinha visto, num programa que tinha dado de madrugada e do qual eu acabei por desistir para lá da 3 da manhã (excelente hora para transmitir o saber de quem realmente... sabe).
Agora, falando mais a sério (se é que antes falei a brincar), o que se viu ontem na televisão pública foi, à falta de outro termo mais adequado, uma vergonha! Mas daquelas vergonhas que deviam fazer os responsáveis por aquela tristeza vir pedir desculpas a quem lhes paga as "madurezas": nós todos!
Se queriam pôr uma cambada de gente pseudo-importante a conviver uns com os outros e a dizer coisas (parece que eles gostam muito de dizer coisas), escusavam de o fazer nas nossas televisões. Faziam mais uma festa daquelas que costumam fazer, pagas pelas revistas que as costumam pagar, com uns fatinhos emprestados e umas limusines alugadas, iam todos para lá e deixavam a televisão a transmitir sozinha aquilo que "os Americanos deixavam", que a gente agradecia (e o Puto até era capaz de ter conseguido ver a Madonna).
Só mais uma coisa:
Vejam lá! É que isto de os Americanos mandarem nos concertos do Pavilhão Atlântico e não deixarem transmitir uma única canção inteira das bandas portuguesas que lá tocaram, fossemos nós uma nação valente e imortal que deu novos mundos ao mundo e poderia mesmo ter causado um incidente diplomático!
É que, como se sabe, hoje em dia não há sítio onde não haja uma televisão acesa, o que motivou o facto de eu ir dando umas olhadelas a ver o que se ía passando na tão proclamada transmissão de 24 horas do Concerto Global Live Earth.
Se é verdade que não foram umas olhadelas assim tão esporádicas, também é verdade que, ainda menos do que isso (esporádicas) foram as vezes em que consegui ver alguma parte dos vários concertos que, dizem, aconteceram por esse mundo fora (dizem, que eu cá duvido). E mesmo essas poucas vezes em que se ouviu música muito raramente resultaram sequer na audição de uma canção completa.
Ainda consegui ouvir a Catarina Furtado interromper as "interessantissimas" conversas que se passavam no estúdio para dizer que a culpa de não vermos mais era dos Americanos, que tinham o sinal e só mostravam o que se queriam. (pois, e eu não via, volta e meia, as bandas a tocar no ecrã que estava por trás).
Ora então, o que eu fui vendo durante todo o dia foram alguns bocados de conversas em que alguns "vipes" à portuguesa iam alternando alegremente banalidades com enormidades a propósito do tema do dia: S.O.S. Terra!
O que havia para saber de facto quanto aos perigos para Portugal do Aquecimento Global já eu tinha visto, num programa que tinha dado de madrugada e do qual eu acabei por desistir para lá da 3 da manhã (excelente hora para transmitir o saber de quem realmente... sabe).
Agora, falando mais a sério (se é que antes falei a brincar), o que se viu ontem na televisão pública foi, à falta de outro termo mais adequado, uma vergonha! Mas daquelas vergonhas que deviam fazer os responsáveis por aquela tristeza vir pedir desculpas a quem lhes paga as "madurezas": nós todos!
Se queriam pôr uma cambada de gente pseudo-importante a conviver uns com os outros e a dizer coisas (parece que eles gostam muito de dizer coisas), escusavam de o fazer nas nossas televisões. Faziam mais uma festa daquelas que costumam fazer, pagas pelas revistas que as costumam pagar, com uns fatinhos emprestados e umas limusines alugadas, iam todos para lá e deixavam a televisão a transmitir sozinha aquilo que "os Americanos deixavam", que a gente agradecia (e o Puto até era capaz de ter conseguido ver a Madonna).
Só mais uma coisa:
Vejam lá! É que isto de os Americanos mandarem nos concertos do Pavilhão Atlântico e não deixarem transmitir uma única canção inteira das bandas portuguesas que lá tocaram, fossemos nós uma nação valente e imortal que deu novos mundos ao mundo e poderia mesmo ter causado um incidente diplomático!
terça-feira, 3 de julho de 2007
De cerveja e telemóveis
Se é verdade que a cerveja em excesso e o uso desregrado dos telemóveis trazem com eles vários factores prejudiciais à saúde, há no entanto um efeito lateral pouco considerado mas também bastante grave:
- Os festivais de Verão!
Começou hoje o segundo acto de mais um desses flagelos anuais, em que milhares de ovelhas muito pouco (contrariamente ao seu próprio entendimento) tresmalhadas se dirigem a um recinto para gastar muito dinheiro, ser muito mal tratadas e ver maus e pequenos concertos das suas bandas favoritas, levando no processo com outros tantos maus concertos de bandas que não lhes interessam e os quais fazem questão de boicotar sem qualquer pingo de consideração por alguém que, por algum acaso, tenha gostos diferentes.
Se juntarmos a isto a pouca consideração para com as bandas portuguesas que raramente são convidadas e quando são apenas servem de "enchimento de chouriços" enquanto a noite não cai quando, cada vez em mais casos, têm qualidade se não para liderar o cartaz, pelo menos para actuar depois de bandecas (em princípio de carreira ou não) que vão sendo "levadas ao colo" por paylists de rádio e marketings mais ou menos encapotados, então de facto não percebo o sucesso destes eventos.
Ou melhor, até percebo, ou não fosse este país um dos maiores consumidores de cerveja e telemóveis...
É pena. Até podíamos ter cá uns concertos bons em salas decentes. Assim levam com o "enlatado pronto-a-usar compactado para festival de verão".
Eu cá não vou!
Fica aqui a tocar uma gravação ao vivo impossível de reproduzir num parque de estacionamento ventoso cheio de copos de plástico no chão, entre chavalitas a discutir a roupa do vocalista dos Klaxons e totós a gritar "Ó Elsa!"
"Empty Pockets & Broken Bicycles"
Artista: Tom Waits
"Ao vivo"
- Os festivais de Verão!
Começou hoje o segundo acto de mais um desses flagelos anuais, em que milhares de ovelhas muito pouco (contrariamente ao seu próprio entendimento) tresmalhadas se dirigem a um recinto para gastar muito dinheiro, ser muito mal tratadas e ver maus e pequenos concertos das suas bandas favoritas, levando no processo com outros tantos maus concertos de bandas que não lhes interessam e os quais fazem questão de boicotar sem qualquer pingo de consideração por alguém que, por algum acaso, tenha gostos diferentes.
Se juntarmos a isto a pouca consideração para com as bandas portuguesas que raramente são convidadas e quando são apenas servem de "enchimento de chouriços" enquanto a noite não cai quando, cada vez em mais casos, têm qualidade se não para liderar o cartaz, pelo menos para actuar depois de bandecas (em princípio de carreira ou não) que vão sendo "levadas ao colo" por paylists de rádio e marketings mais ou menos encapotados, então de facto não percebo o sucesso destes eventos.
Ou melhor, até percebo, ou não fosse este país um dos maiores consumidores de cerveja e telemóveis...
É pena. Até podíamos ter cá uns concertos bons em salas decentes. Assim levam com o "enlatado pronto-a-usar compactado para festival de verão".
Eu cá não vou!
Fica aqui a tocar uma gravação ao vivo impossível de reproduzir num parque de estacionamento ventoso cheio de copos de plástico no chão, entre chavalitas a discutir a roupa do vocalista dos Klaxons e totós a gritar "Ó Elsa!"
"Empty Pockets & Broken Bicycles"
Artista: Tom Waits
"Ao vivo"
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Anos 70 (10) - Area

Nunca tive pachorra para partidos políticos. Mesmo na fase logo a seguir ao 25 de Abril de 74, em que toda a gente era de "alguma coisa", apesar de ainda ter pensado aderir a um ou outro, dependendo das palavras de ordem que inventavam, nunca me decidi e assim fui ficando até a idade me dar a certeza de que afinal tinha razão (e eles encarregam-se de o demonstrar mais ou menos todos os dias).
Olhando para trás tenho ideia de algumas ocasiões em que aproveitei as borlas das campanhas de alguns partidos para ver uns concertos mas tenho de dizer que o que me proporcionou melhor música ao longo de todos estes anos foi de longe o PCP. E não foi só na Festa do Avante (apesar de também, sim).
Ainda me lembro bem de como levei na cabeça por, em 1978, ter ido ao Pavilhão dos Desportos (o Carlos Lopes por essa altura ainda ía ter de correr bastante para ganhar a placa com o nome) ver uns gajos chamados Area que, segundo se dizia, eram "apanhados dos cornos", tocavam "músicas comunas" em palco e, o mais "foleiro" de tudo, eram italianos como os "bimbos" do Festival de San Remo.
Não me importei muito, até porque os gostos musicais do resto do grupo ainda estavam na fase de "o que o meu irmão mais velho ouve é que é fixe". Eu já estava muito mais adiantado, até porque tinha frequentado umas educativas sessões musicais nas traseiras dos pavilhões do liceu. Lá fui e não me arrependi.
Não sei o que eles andam a ouvir agora (nem sequer o que a maior parte deles anda a fazer) mas eu acabei de ouvir o álbum que os Area vieram apresentar na altura: "1978 (Gli dei se ne vanno, gli arrabbiati restano!)".
O vocalista Demetrio Stratos morreu um ano depois e continua a ser uma das mais extraordinárias vozes que ouvi (e vi) até hoje. Aqui fica uma a tocar para lembrar a uns e despertar a curiosidade a outros.
"Hommage à Violette Nozières"
Artista: Area
Álbum: 1978 (Gli dei se ne vanno, gli arrabbiati restano!)
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Nós por cá... "The Gama GT Blues Project"

Foto: The Gama GT Blues Project
Ora cá está mais uma proposta nacional.
Nascidos em 2004, os The Gama GT Blues Project cantam Blues em Português, baseados na crença de que em país de Fado é impossível não haver lugar para o Blues. Se em teoria isso pode ser verdade, na prática ainda está por demonstrar. Sim, há por aí algumas bandas de Blues mas quantas é que têm discos gravados e dessas, quantos exemplares se venderam?
Pois os "Gama GT" também gravaram um disco. É um EP em edição de autor (mais uma), e está disponível "à borla" (pois claro) no site da banda.
O som não é nada mau, mas ainda se nota muito espaço para evoluír. As letras em português são uma boa ideia e, quando se fala deste estilo de música, uma maneira de marcar a diferença. Na verdade, nunca percebi porque é que se deixou de cantar Blues em Português. Afinal o "Ar de Rock" não era, "muito principalmente" um disco de Blues? E vendeu que nem pevides!!!
"4L"
Artista: The Gama GT Blues Project
Site: http://www.gamagt.com/
Myspace: http://www.myspace.com/gamagt
sábado, 16 de junho de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Alguém se lembra? (3)
Os LX-90 foram uma banda formada por Rui Cunha e Paulo Pedro Gonçalves (Heróis do Mar) com o baterista António Garcia (Urb, Mler Ife Dada e Heróis do Mar), o baixista Nuno Roque (grande baixista, não sei de onde veio) e o DJ Tó Pereira, hoje mais conhecido como DJ Vibe.
Para quem não faz ideia do que eu estou a falar, o som era um pop tipo Happy Mondays, mas mais rock e bastante melhor do que os drogaditos de Manchester.
O único disco saiu em 1991, chamava-se "Uma revolução por minuto", teve uma edição toda em inglês com o sugestivo nome de "One revolution per minute" e foi, do que me lembro, o melhor que se fez por cá nessa altura, na minha modesta opinião. Para além disso, tenho de vos dizer que eram uma grande banda ao vivo. Tempos depois mudaram-se para Inglaterra e, vá-se lá saber porquê, acabaram.
Fica aqui o video de Road to Redemption
...e ali ao lado
"1 RPM"
Artista: LX-90
Álbum: Uma Revolução por Minuto
Sim, eu sei que o som é um bocado roufenho mas foi o que consegui arranjar assim em pouco tempo. Desculpinha.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Nós por cá... "The Unplayable Sofa Guitar"

Foto: The Unplayable Sofa Guitar
Enquanto "Portugal" continua a comprar tudo o que venha de fora e cheire a "alternativo", bandas há em Portugal que, de tão desconhecidas, nem chegam a ser alternativas (se considerarmos que a própria palavra é sinónimo de escolha, para se escolher é preciso conhecer, certo?).
Unplayable Sofa Guitar pode até nem ser assim tão desconhecido (artigos no Blitz, um ou outro prémio...). É apenas mais uma boa banda ignorada pelas rádios portuguesas e, em sequência lógica, pelo público. Os nomes são os do produtor Paulo Miranda, de Ana Figueira e Francisco Silva (Old Jerusalem). A música tem pontos de contacto com o projecto a solo de Francisco mas soa mais crua, menos acústica, mais dramática. É outra música, igualmente boa música.
A ouvir, ali ao lado durante uns dias.
"Postcard Canyons"
Artista: The Unplayable Sofa Guitar
Álbum: Rocky Grounds, Big Sky
Sexta-feira, amigos do Mug Music ao vivo
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