Categoria: MÚSICA
Melhor Canção:
. Se Esta Rua Fosse – Álbum Tasca Beat – O sonho
português, O’QUESTRADA
. Margarida – Álbum Kronus, Cristina Branco
. Tempo para Cantar – Álbum B Fachada, B Fachada
Melhor Disco:
. Space Grace – Dennis González e João Paulo
. SOLO II – António Pinho Vargas
. Luminismo – Ricardo Rocha
Melhor Trabalho Música Erudita:
. Música Portuguesa para um Quarteto – Quarteto
Lopes-Graça, obras de Lopes-Graça e António Victorino
d’Almeida
. Música Contemporânea para Piano – Três
compositores algarvios – João Luís Rosa, obras de
Joaquim Galvão, Cristóvão Silva, Tiago Cutileiro
. Missa Grande – Coro de Câmara de Lisboa, dirigido por
Teresa Gutiérrez, obra de Marcos Portugal
Vencedores:
Melhor Canção:
- Margarida – Álbum Kronus, Cristina Branco
Melhor Disco:
- Space Grace – Dennis González e João Paulo
Melhor Trabalho Música Erudita:
- Música Portuguesa para um Quarteto – Quarteto
Lopes-Graça, obras de Lopes-Graça e António Victorino
d’Almeida
Como vinha dizendo, detesto galas de prémios mas hoje premiou-se música portuguesa muito boa. Assim vale a pena!
... e o Pedro Abrunhosa não vai ser a notícia de amanhã no site da Blitz.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Citando...
"I'm not really one of those people who believes that if you're a musician you can just leave that behind and start getting into politics."
(Damon Albarn)
(Damon Albarn)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
I gotta... mais que fazer!
Uuuui!
Então não é que o seleccionador parece que escolheu um "hino" estrangeiro para a selecção? Que pouca vergonha!
A propósito: Para que raio é que a selecção precisa de um hino?
Já há uns tempos que venho comentando que o "povo" português está a ficar (apesar de ter muito menos analfabetos) cada vez mais burro, xenófobo e retrógrado. Todos os dias temos notícias de pseudo-polémicas sobre alegadas ofensas à Portugalidade (seja lá isso o que for) e eu não consigo deixar de pensar que as pessoas se ofendem tanto mais quanto... menos gostam do país e de si próprias.
É certo que as razões da indignação variam um pouco consoante as cabeças e, não falando das que movem os "guardiões" do Orgulho Lusitano porque não merecem sequer espaço por aqui, encontramos preocupações um tanto mais "comezinhas" como a tradicional "falta de oportunidades dadas aos músicos portugueses". O Zé Pedro dos Xutos, por exemplo, mostra-se indignado por se ter escolhido uma canção sem qualquer referência estilística que a ligue à música portuguesa e (de certeza para colmatar essa lacuna) propõe que se dê a tarefa de compor um hino para a selecção aos... Buraka Som Sistema (!?!?!?).
Ora, não sabendo muito bem que raio é um "Hino da selecção" (pensava eu que o hino de Portugal era... o hino de Portugal), partamos do princípio de que se está a falar das músicas que, por qualquer razão, acabam por ficar ligadas a determinados eventos futebolísticos e, por consequência, à participação da equipa portuguesa nos mesmos. Sendo assim, que canções têm ocupado esse lugar? Assim de repente, que isto não é assunto para pesquisas, lembro-me de dois anúncios (suponho que da Galp), um que punha os portugueses a empurrar o autocarro da selecção ao som de... Bob Dylan (???) e outro (que tentaram impingir várias vezes com pouco sucesso) que mandava os jogadores jogarem mais e fazerem menos fita (o tal do "menos ais"). Ainda se tentou, antes do europeu de 2004, fazer "pegar" uma canção gritada pela Dulce Pontes, chamada "Amor a Portugal" e composta por... Enio Morricone (!!!). No fim, quem ganhou as honras de canção do Euro 2004 foi aquela que (dizem que) tinha letra portuguesa, era cantada por uma canadiana e tinha (não sei onde) óbvias raízes portuguesas (talvez nos pais da Nelly). Outras tentativas se fizeram de colar músicas à selecção de futebol mas a única que ficou (e a única que ainda hoje se utiliza sempre) foi o célebre "Vamos lá Cambada", composta por Carlos Paião em puro e verdadeiro estilo "bailarico" (vulgo Pimba), cantada por um personagem bêbado e trapaceiro e a incitar à vitória a qualquer preço "nem que seja à pantufada".
Resumindo e concluindo, considerando a história recente, o meu problema não é escolherem um hino estrangeiro. Para mim o que é grave é mesmo alguém querer escolher um "hino", seja ele qual for, para a selecção nacional de futebol.
Já há uns meses que deixei de conseguir ouvir aquela sanfona pseudo-feel-good-song chamada "I Gotta Feeling" e não consigo imaginar-me mais seis meses a levar com aquilo a toda a hora.
Por favor, acabem com aquele "hino". Acabem com o "hino" mas, por favor... não arranjem mais nenhum. Pode ser?... Sim?
Então não é que o seleccionador parece que escolheu um "hino" estrangeiro para a selecção? Que pouca vergonha!
A propósito: Para que raio é que a selecção precisa de um hino?
Já há uns tempos que venho comentando que o "povo" português está a ficar (apesar de ter muito menos analfabetos) cada vez mais burro, xenófobo e retrógrado. Todos os dias temos notícias de pseudo-polémicas sobre alegadas ofensas à Portugalidade (seja lá isso o que for) e eu não consigo deixar de pensar que as pessoas se ofendem tanto mais quanto... menos gostam do país e de si próprias.
É certo que as razões da indignação variam um pouco consoante as cabeças e, não falando das que movem os "guardiões" do Orgulho Lusitano porque não merecem sequer espaço por aqui, encontramos preocupações um tanto mais "comezinhas" como a tradicional "falta de oportunidades dadas aos músicos portugueses". O Zé Pedro dos Xutos, por exemplo, mostra-se indignado por se ter escolhido uma canção sem qualquer referência estilística que a ligue à música portuguesa e (de certeza para colmatar essa lacuna) propõe que se dê a tarefa de compor um hino para a selecção aos... Buraka Som Sistema (!?!?!?).
Ora, não sabendo muito bem que raio é um "Hino da selecção" (pensava eu que o hino de Portugal era... o hino de Portugal), partamos do princípio de que se está a falar das músicas que, por qualquer razão, acabam por ficar ligadas a determinados eventos futebolísticos e, por consequência, à participação da equipa portuguesa nos mesmos. Sendo assim, que canções têm ocupado esse lugar? Assim de repente, que isto não é assunto para pesquisas, lembro-me de dois anúncios (suponho que da Galp), um que punha os portugueses a empurrar o autocarro da selecção ao som de... Bob Dylan (???) e outro (que tentaram impingir várias vezes com pouco sucesso) que mandava os jogadores jogarem mais e fazerem menos fita (o tal do "menos ais"). Ainda se tentou, antes do europeu de 2004, fazer "pegar" uma canção gritada pela Dulce Pontes, chamada "Amor a Portugal" e composta por... Enio Morricone (!!!). No fim, quem ganhou as honras de canção do Euro 2004 foi aquela que (dizem que) tinha letra portuguesa, era cantada por uma canadiana e tinha (não sei onde) óbvias raízes portuguesas (talvez nos pais da Nelly). Outras tentativas se fizeram de colar músicas à selecção de futebol mas a única que ficou (e a única que ainda hoje se utiliza sempre) foi o célebre "Vamos lá Cambada", composta por Carlos Paião em puro e verdadeiro estilo "bailarico" (vulgo Pimba), cantada por um personagem bêbado e trapaceiro e a incitar à vitória a qualquer preço "nem que seja à pantufada".
Resumindo e concluindo, considerando a história recente, o meu problema não é escolherem um hino estrangeiro. Para mim o que é grave é mesmo alguém querer escolher um "hino", seja ele qual for, para a selecção nacional de futebol.
Já há uns meses que deixei de conseguir ouvir aquela sanfona pseudo-feel-good-song chamada "I Gotta Feeling" e não consigo imaginar-me mais seis meses a levar com aquilo a toda a hora.
Por favor, acabem com aquele "hino". Acabem com o "hino" mas, por favor... não arranjem mais nenhum. Pode ser?... Sim?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Se os meus amigos cinéfilos permitem...
Muito antes de ser conhecido como realizador de filmes, uns milionários, outros de culto, outros milionários de culto, Alan Parker escreveu em 1971 o argumento de um algo obscuro filme (em que ainda fez umas horas de direcção) chamado "Melody" e que eu vi umas duas vezes na televisão, uma em crainça, outra um pouco mais velho.
Pois, dizem os meus amigos (os que nunca ouviram falar dele). E o que é que isso tem de especial, ainda por cima num blogue de música?
Pois é, todos sabemos que o senhor Parker gosta muito de misturar cinema com boa música, como aconteceu por exemplo em The Wall, Birdy, The Commitments ou, vá, Fame e Evita. O que poucos sabem (descobri eu há pouco tempo) é que esse gosto vem desde os primórdios da carreira e começa logo com este "Melody", com uma banda sonora assinada quase na sua totalidade (com a ajuda do arranjador Richard Hewson) pelos Bee Gees (com algumas incursões de valor como "Teach Your Children dos CS&N), no tempo em que os rapazitos ainda não se tinham rendido ao "Disco", às calças apertadinhas (e, consequentemente, ao falsete). A banda sonora inclui mesmo alguns temas que ficaram famosos para os Bee Gees como "To Love Somebody", "First of May" ou "Melody Fair", mas que hoje só gente com bastante "experiência de vida" recorda vagamente.
Deixo-vos com o video de promoção do filme (vulgo trailer) e com o desafio de tentarem encontrar o DVD à venda (isto para quem nunca viu). Se o filme é bom? Da primeira vez gostei muito, da segunda... achei giro.
Alguém se lembra?
(Aposto que há pelo menos uma aí que não me vai deixar ficar mal).
Linque: http://www.youtube.com/watch?v=zb7QKVbxKZI
Pois, dizem os meus amigos (os que nunca ouviram falar dele). E o que é que isso tem de especial, ainda por cima num blogue de música?
Pois é, todos sabemos que o senhor Parker gosta muito de misturar cinema com boa música, como aconteceu por exemplo em The Wall, Birdy, The Commitments ou, vá, Fame e Evita. O que poucos sabem (descobri eu há pouco tempo) é que esse gosto vem desde os primórdios da carreira e começa logo com este "Melody", com uma banda sonora assinada quase na sua totalidade (com a ajuda do arranjador Richard Hewson) pelos Bee Gees (com algumas incursões de valor como "Teach Your Children dos CS&N), no tempo em que os rapazitos ainda não se tinham rendido ao "Disco", às calças apertadinhas (e, consequentemente, ao falsete). A banda sonora inclui mesmo alguns temas que ficaram famosos para os Bee Gees como "To Love Somebody", "First of May" ou "Melody Fair", mas que hoje só gente com bastante "experiência de vida" recorda vagamente.
Deixo-vos com o video de promoção do filme (vulgo trailer) e com o desafio de tentarem encontrar o DVD à venda (isto para quem nunca viu). Se o filme é bom? Da primeira vez gostei muito, da segunda... achei giro.
Alguém se lembra?
(Aposto que há pelo menos uma aí que não me vai deixar ficar mal).
Linque: http://www.youtube.com/watch?v=zb7QKVbxKZI
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Something of "back in the day"...
Mais uma da minha "bso".
FOR EVERYMAN
(Jackson Browne)
Everybody I talk to is ready to leave
With the light of the morning
They've seen the end coming down long enough to believe
That they've heard their last warning
Standing alone
Each has his own ticket in his hand
And as the evening descends
I sit thinking 'bout Everyman
Seems like I've always been looking for some other place
To get it together
Where with a few of my friends I could give up the race
And maybe find something better
But all my fine dreams
Well thought out schemes to gain the motherland
Have all eventually come down to waiting for Everyman
Waiting here for Everyman--
Make it on your own if you think you can
If you see somewhere to go I understand
Waiting here for Everyman--
Don't ask me if he'll show -- baby I don't know
Make it on your own if you think you can
Somewhere later on you'll have to take a stand
Then you're going to need a hand
Everybody's just waiting to hear from the one
Who can give them the answers
And lead them back to that place in the warmth of the sun
Where sweet childhood still dances
Who'll come along
And hold out that strong and gentle father's hand?
Long ago I heard someone say something 'bout Everyman
Waiting here for Everyman--
Make it on your own if you think you can
If you see somewhere to go I understand
I'm not trying to tell you that I've seen the plan
Turn and walk away if you think I am--
But don't think too badly of one who's left holding sand
He's just another dreamer, dreaming 'bout Everyman
Aqui, Jackson Browne em duo acústico com David Lindley, tal como os ouvi pela primeira vez no álbum Bread & Roses, com mais uns anos passados mas ainda com bom aspecto:
FOR EVERYMAN
(Jackson Browne)
Everybody I talk to is ready to leave
With the light of the morning
They've seen the end coming down long enough to believe
That they've heard their last warning
Standing alone
Each has his own ticket in his hand
And as the evening descends
I sit thinking 'bout Everyman
Seems like I've always been looking for some other place
To get it together
Where with a few of my friends I could give up the race
And maybe find something better
But all my fine dreams
Well thought out schemes to gain the motherland
Have all eventually come down to waiting for Everyman
Waiting here for Everyman--
Make it on your own if you think you can
If you see somewhere to go I understand
Waiting here for Everyman--
Don't ask me if he'll show -- baby I don't know
Make it on your own if you think you can
Somewhere later on you'll have to take a stand
Then you're going to need a hand
Everybody's just waiting to hear from the one
Who can give them the answers
And lead them back to that place in the warmth of the sun
Where sweet childhood still dances
Who'll come along
And hold out that strong and gentle father's hand?
Long ago I heard someone say something 'bout Everyman
Waiting here for Everyman--
Make it on your own if you think you can
If you see somewhere to go I understand
I'm not trying to tell you that I've seen the plan
Turn and walk away if you think I am--
But don't think too badly of one who's left holding sand
He's just another dreamer, dreaming 'bout Everyman
Aqui, Jackson Browne em duo acústico com David Lindley, tal como os ouvi pela primeira vez no álbum Bread & Roses, com mais uns anos passados mas ainda com bom aspecto:
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Nothing changes on New Year's day
(...)
And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day
And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Too Hot, I guess...

Imagem: JNPDI
O prédio que albergava o Hot Clube de Portugal foi esta noite gravemente danificado por um incêndio que deflagrou num dos andares de cima, há bastante tempo devoluto. A notícia é triste mas não me espanta tanto como isso. Há muitos anos que o edifício mostrava sinais de ruína e não parecia haver solução à vista. Da mesma maneira, o próprio espaço do Clube, embora com o ambiente a a carga histórica que lhe davam o encanto que ainda tinha, já não era suficiente para um funcionamento eficaz e, em dias de concerto, nem se via nem se ouvia (nem sequer se bebia) nada de jeito.
Falava-se há muito tempo em recuperar o prédio e na cedência do mesmo ao Hot. O estatuto de utilidade pública é mais do que justo e o Clube merece voltar à Praça da Alegria em breve, usufruindo desta vez de um espaço com as dimensões necessárias, não só para o bar e sala de concertos, mas também para a escola, hoje em dia um dos principais centros de formação dos bons músicos que se vão ouvindo por cá, e para um espaço museológico sobre a história do Jazz em Portugal e do próprio Clube, protagonista de um património com mais de 60 anos. Quanto ao dinheiro necessário... é de certeza bem menos do que aquilo que se desperdiça em incompetência todos os anos!
Talvez seja esta a oportunidade que se esperava!
Mais do que chorar desgraças, vamos todos exigir um novo Hot Clube de Portugal. Alinham?
Para ajudar à leitura, fica uma das boas músicas que ouvi ao vivo no Hot:
"3.4.7."
Artista: Suite da Terra (Carlos Barretto, Mário Delgado, José Salgueiro)
Álbum: Suite da Terra
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Notícias "na hora"?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Mudanças forçadas
Não, não se enganaram no blogue. Ainda é o mesmo, só mudou um pouco de aspecto.
A única grande mudança está nos comentários, que foram mesmo os causadores da alteração. Os senhores do Haloscan resolveram mudar o sistema e, já que estão com a mão na massa, toca de pedir dinheiro para fazer a "migração". Nem é tarde nem é cedo, os do Blogger ainda são à borla. A chatice é que os comentários já feitos deixaram de aparecer. Mas não se perderam. Estão todos aqui guardadinhos para eu ler de vez em quando. Entretanto, começa uma nova fase de comentários e até nem é má altura, visto que já há uns tempos que ninguém comentava nada (sim, eu sei que também não tenho escrito grande coisa).
Esta não é, para já, a versão final. Não se espantem se houver mais mudanças nos próximos dias.
A única grande mudança está nos comentários, que foram mesmo os causadores da alteração. Os senhores do Haloscan resolveram mudar o sistema e, já que estão com a mão na massa, toca de pedir dinheiro para fazer a "migração". Nem é tarde nem é cedo, os do Blogger ainda são à borla. A chatice é que os comentários já feitos deixaram de aparecer. Mas não se perderam. Estão todos aqui guardadinhos para eu ler de vez em quando. Entretanto, começa uma nova fase de comentários e até nem é má altura, visto que já há uns tempos que ninguém comentava nada (sim, eu sei que também não tenho escrito grande coisa).
Esta não é, para já, a versão final. Não se espantem se houver mais mudanças nos próximos dias.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Uma questão de frequência
Antes de mais tenho de admitir que pouco ou nada percebo do assunto e pode até haver uma ou mais explicações plausíveis para o facto, mas a verdade é que nunca percebi porque é que as rádios ditas "nacionais" têm tantas posições atribuídas no estreito espaço do FM. A primeira resposta que me vem à mente é a habitual: "porque as frequências vão variando ao longo do país e há áreas que apanham a emissão de várias zonas diferentes". Agora, alguém me explica como é que isto se justifica num país com o tamanho de Portugal? Se há essa distinção entre rádios "nacionais" e "locais" não seria lógico que às primeiras fosse atribuída uma única frequência ao longo de todo o país e as outras se distribuíssem pelo espaço livre das respectivas regiões?
Seguindo pela clássica teoria da conspiração poderíamos até conjecturar que isto está feito assim para beneficiar as grandes marcas de auto-rádios com RDS mas nem as marcas ganham grande coisa com isso nem o sistema RDS existia quando a confusão foi criada.
O resultado disto?
Bom, o resultado disto é andarmos em viagem por Portugal e, em zonas com captação de duas ou três rádios, haver quatro frequências diferentes com a Renascença ou a Antena 1, que acabam por se sobrepor em algumas áreas às pobres das rádios locais que, com emissores obviamente mais fracos, acabam por se ver completamente "abafadas". Isto nas zonas com poucas rádios...
Dando a volta pelo outro lado, nas zonas com maior densidade populacional e, portanto, com mais espaço para o aparecimento de rádios locais e outros tipos de rádios privadas, depois do "abarbatanço" de 4 a 6 posições de cada uma das "nacionais" RR, RFM, Antenas 1, 2 e 3, fica tão pouco espaço para as outras que, mesmo bem diferenciadas e com emissores potentes e bem regulados, acabam por ficar todas quase em cima umas das outras resultando no fenómeno a que assistimos, por exemplo, na zona de Lisboa, fenómeno esse a que poderiamos dar o pomposo nome de "Éter Fanhoso" e que se traduz na prática, e pegando no exemplo da Radar, que é a que ouço mais (mas há muitos outros) no seguinte: saio das Mercês a ouvir bem, entro no IC19 com a RCS a "meter o bedelho", ouço bem na zona de Paiões, mal no Cacém (no Cacém ouvem-se todas mal), bem na CREL, com volume muito mais alto na Marginal e perco-a de todo ao entrar em Lisboa, o que é curioso, visto que a Radar emite da zona de S. Sebastião da Pedreira.
Fazendo as contas a isto tudo, dá-me ideia que, organizando um pouco as coisas neste domínio (sim, eu sei, sou um sonhador...), não só ouviríamos muito melhor as rádios que temos como haveria ainda espaço para termos algumas outras, e quem sabe se não seriam essas as "mesmo boas"? (sei lá, com pessoas que soubessem de música e de rádio e de... pois, estou outra vez a sonhar, desculpem).
Termino com um sábio conselho que, de já tão enraizado no imaginário popular, extravasou há muito o contexto da "marota" anedota que lhe deu origem:
"ORGANIZEM-SE!!!"
Seguindo pela clássica teoria da conspiração poderíamos até conjecturar que isto está feito assim para beneficiar as grandes marcas de auto-rádios com RDS mas nem as marcas ganham grande coisa com isso nem o sistema RDS existia quando a confusão foi criada.
O resultado disto?
Bom, o resultado disto é andarmos em viagem por Portugal e, em zonas com captação de duas ou três rádios, haver quatro frequências diferentes com a Renascença ou a Antena 1, que acabam por se sobrepor em algumas áreas às pobres das rádios locais que, com emissores obviamente mais fracos, acabam por se ver completamente "abafadas". Isto nas zonas com poucas rádios...
Dando a volta pelo outro lado, nas zonas com maior densidade populacional e, portanto, com mais espaço para o aparecimento de rádios locais e outros tipos de rádios privadas, depois do "abarbatanço" de 4 a 6 posições de cada uma das "nacionais" RR, RFM, Antenas 1, 2 e 3, fica tão pouco espaço para as outras que, mesmo bem diferenciadas e com emissores potentes e bem regulados, acabam por ficar todas quase em cima umas das outras resultando no fenómeno a que assistimos, por exemplo, na zona de Lisboa, fenómeno esse a que poderiamos dar o pomposo nome de "Éter Fanhoso" e que se traduz na prática, e pegando no exemplo da Radar, que é a que ouço mais (mas há muitos outros) no seguinte: saio das Mercês a ouvir bem, entro no IC19 com a RCS a "meter o bedelho", ouço bem na zona de Paiões, mal no Cacém (no Cacém ouvem-se todas mal), bem na CREL, com volume muito mais alto na Marginal e perco-a de todo ao entrar em Lisboa, o que é curioso, visto que a Radar emite da zona de S. Sebastião da Pedreira.
Fazendo as contas a isto tudo, dá-me ideia que, organizando um pouco as coisas neste domínio (sim, eu sei, sou um sonhador...), não só ouviríamos muito melhor as rádios que temos como haveria ainda espaço para termos algumas outras, e quem sabe se não seriam essas as "mesmo boas"? (sei lá, com pessoas que soubessem de música e de rádio e de... pois, estou outra vez a sonhar, desculpem).
Termino com um sábio conselho que, de já tão enraizado no imaginário popular, extravasou há muito o contexto da "marota" anedota que lhe deu origem:
"ORGANIZEM-SE!!!"
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