Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

terça-feira, 7 de março de 2017

14º Portalegre JazzFest 2017

Nota de apresentação do 14º Portalegre JazzFest 2017, a realizar entre 24 de Março e 1 de Abril de 2017:

Na sua 14ª edição, o Portalegre JazzFest volta a abrir o seu programa à diversidade do jazz dos nossos dias, tendo como único denominador comum dos vários projectos apresentados precisamente a sua contemporaneidade. São muitas as pontes estabelecidas pelas formações que vão actuar no CAEP – do jazz com a sua própria história e com uma ideia de futuro, do jazz com a pop, a folk, a música clássica contemporânea, a música livremente improvisada, o rock e o mais que venha a propósito ou mesmo a despropósito, sem tabus. Se o segundo fim-de-semana do festival é dedicado à cena norueguesa, com projectos fortes como Ballrogg e Friends & Neighbors, o jazz nacional marca igualmente uma relevante presença. A parceria entre João Hasselberg e Pedro Branco tem levantado algumas consideráveis ondas por onde passa e a que junta Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini vai fazer-se sentir nas próprias ruas de Portalegre, pois irá tocar para os transeuntes, sem se fazer anunciar. Como é de tradição, com todo este jazz chegam provas de vinhos e produtos regionais, na ideia de que alimentar os ouvidos funciona melhor quando também há uns petiscos para o estômago e uma boa pinga do Alentejo.

(em www.facebook.com/CAEdePortalegre/)



Programa das festas:


24 MAR. SEX. 21.30H, Grande Auditório
Shelter

NATE WOOLEY Trompete
KEN VANDERMARK Saxofones tenor e barítono, clarinete
JASPER STADHOUDERS Baixo eléctrico e guitarra
STEVE HEATHER Bateria



25 MAR. SÁB. 21.30H,
Grande Auditório 
João Hasselberg & Pedro Branco

JOÃO HASSELBERG Contrabaixo e baixo eléctrico
PEDRO BRANCO Guitarra
AFONSO CABRAL Voz
ALBERT CIRERA saxofone
JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA Piano
JOÃO LENCASTRE Bateria



24 e 25 MAR. SEX e SÁB. 23.30H, Bar Gémeos
PeterGabriel

PEDRO SOUSA Saxofone tenor
GABRIEL FERRANDINI Bateria


31 MAR. SEX. 21.30H, Grande Auditório
BALLROGG

KLAUS ELLERHUSEN HOLM Saxofones, clarinete & field recordings
ROGER ARNTZEN Contrabaixo
DAVID STACKENÄS Guitarra


31 MAR e 1 ABR. SEX e SÁB. 23.30H, Bar Clube Lounge 
Party Knüllers

FRED LONBERG-HOLM Violoncelo, guitarra, eletrónica
STÅLE LIAVIK Bateria



1 ABR. SÁB. 21.30H
, Grande Auditório 
Friends and Neighbors

ANDRÉ ROLIGHETEN Saxofone tenor e clarinetes
THOMAS JOHANSSON Trompete
OSCAR GRÖNBERG Piano
JON RUNE STRØM Contrabaixo
TOLLEF ØSTVANG Bateria
 

  

segunda-feira, 6 de março de 2017

O "renovado" Festival RTP da Canção

Depois de decorridas as longas e penosas quatro horas que demorou a "final" do Festival RTP da Canção 2017 tenho, como pessoa interessada por música portuguesa, que tecer algumas considerações sobre todo o processo a que alguns decidiram chamar a Renovação do Festival da Canção.


O convite aos novos compositores e a escolha dos intérpretes:


Quando comecei a ver aparecer a lista de compositores convidados pensei: sim, há aqui algo de diferente nos nomes, mas o processo é o mesmo. Compositores convidados pela produção para apresentarem músicas a concurso. Analisando mais ao pormenor, noto que, dos 16 (soube mais tarde que tinha havido convites a outros, que recusaram), apenas 11 eram realmente novos e que, desses 11, apenas sete ou oito se me afiguravam como podendo fazer algo que significasse uma verdadeira mudança no estilo musical do Festival. Ou seja, metade. Sensivelmente o número de finalistas. Arriscado.
Veio a lista de intérpretes e percebi que, em metade dos casos, a aposta continuava a ser nos cantores saídos dos concursos de talentos, no resto em estreantes, com três "repetentes". Se não há aqui nada de mau à partida, a tal "renovação de conceitos" já se esfuma um pouco.


A promoção, formato e apresentação do "novo" festival:


Aqui começou a coisa a correr mal. Tudo se passava como nos anos anteriores: a promoção do evento como um grande acontecimento (que não é), o anúncio da escolha de "uma canção para a Europa" (desta vez é que ganhamos a Eurovisão), a mobilização de tudo o que é apresentador com supostas piadas para dizer e um desfiar de "palha" sem qualquer interesse para quem se que centrar apenas no que devia importar: a música. Correu mal nas semifinais, culminou na final com uma longa sessão de quatro horas, já que havia por força que juntar o Festival com a comemoração dos 60 Anos da RTP. Uma longa e penosa transmissão com os já costumeiros "flash backs" e ainda mais "medleys" de temas de anos passados do que era costume (afinal 60 anos é um número "redondo"), onde uma banda de fantásticos músicos (o núcleo dos Cais Sodré Funk Connection) se viu reduzida a debitar uns fragmentos de algumas das canções que já ouvimos mais de uma centena de vezes. Já não há paciência para este estilo. Se era para renovar, além de não o fazerem, ainda pioraram o que estava.


As Canções:


Chegados à primeira semifinal, cedo se viu que, também neste campo, o panorama não era maravilhoso, embora se tenham notado algumas melhoras em relação a anos anteriores, mas não tantas como seria de esperar, atendendo a alguns dos nomes presentes. Das oito canções a concurso, só três representavam reais mudanças em relação ao formato usual de "música" de festival e destas, a duas a interpretação não correu nada bem. Na minha opinião, salvou-se do lote a canção "Amar pelos dois" composta por Luísa Sobral e cantada pelo seu irmão Salvador.
Na segunda semifinal, o panorama foi um pouco diferente: se havia mais canções diferentes do formato habitual, também é verdade que não eram, em geral, muito boas. Destaco aqui (porque merece) a prestação de Lena D'Água. Não entrando aqui na discussão de alguns comentários que li, tenho a dizer que, aos 60 anos, deve haver muito pouca gente neste país com a voz tão jovem e clara como Lena D'Água a tem neste momento. Tudo o resto que se possa ter dito tem muito pouco interesse. Ainda uma menção à canção "Gente Bestial" da dupla "Virgem Suta", embora não propriamente novidade no seu formato, a fazer lembrar algumas boas memórias bem dispostas de outrora como as prestações dos SARL ou Trabalhadores do Comércio, por exemplo.
Não vou entrar mais a fundo na prestação dos intérpretes por achar que alguns foram traídos pela inexperiência, outros pela "falta de canção".

O Vencedor:


Se em muitas coisas nada mudou,  a grande novidade é o facto de ter ganho aquela que era talvez a melhor canção, cantada por um dos melhores intérpretes. Isto sim, é diferente do habitual e um bom sinal de mudança, apesar de parte da opinião pública continuar a apregoar "uma canção festivaleira para a Eurovisão". Esta justiça no resultado final, deve-se certamente à introdução de um júri regional, composto (na sua maioria) por músicos ou gente de alguma maneira ligada à música que, com a sua votação, impediu a vitória do mais votado pelo público (a tal canção "festivaleira" e muito, muito mal interpretada).


Conclusão:


Para além do pequeno (grande) sinal de esperança de que falei acima, embora se tenha notado algum esforço no que respeita aos nomes dos compositores convidados para este Festival, a verdade é que, nalguns casos, esses compositores sofreram da falta de experiência nestas andanças e, mais importante, a RTP não esteve verdadeiramente disposta a mudar o formato de todo o resto do programa, conseguindo ainda piorar o que já era mau. Espero que tenha sido apenas um primeiro ensaio de uma verdadeira renovação a efectuar em anos próximos. A não ser assim, continuaremos a ter um evento de canções que não reflecte verdadeiramente a música que se faz no país, antes serve de apresentação de produtos eventualmente passíveis de obter uma boa classificação num festival de má música, organizado por uma Eurovisão tão decadente como a Europa que diz representar. E assim não vale a pena.



 



quinta-feira, 2 de março de 2017

Cilclo de Jazz da Amadora

Está a decorrer, desde dia 1, o 7º Ciclo de Jazz da Amadora, com o seguinte programa:

Recreios da Amadora:

Afonso Pais & Rita Maria - “Além das Horas”
1 março | 21h30


Orquestra Geração | GeraJazz
2 março | 21h30

Home
3 março | 21h30


Carlos Bica & João Paulo Esteves da Silva
4 março | 21h30



Cineteatro D. João V:

Big Band do Hot Club de Portugal - “A Dança dos Pássaros”
4 março | 17h00


Para quem nunca ouviu falar dos "Home", que tocam amanhã, sexta-feira, dia 3, aqui fica um vídeo:

 

Informação: CM Amadora

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Novo disco: Budda Power Blues & Maria João

Para comemorar o regresso à escrita, fica aqui o primeiro single do novo disco de Budda Power Blues & Maria João, com concerto de apresentação já no próximo dia 2 de Março, no Pequeno Auditório do CCB.



Budda Power Blues

Ai ai ai... que se perde a música do Zeca

Por acaso acho uma certa piada. De repente ficou toda a gente preocupada com as masters. O José Afonso morreu há 30 anos. O material da Orfeu foi vendido pelo Arnaldo Trindade nos anos 80 à Movieplay, que ficou também com o que sobrou da Rádio Triunfo. Não se trata só das masters do José Afonso, mas da maioria dos "cantautores" (como se diz agora) de antes do 25 de Abril e de muita da música portuguesa dos anos 70 e do "boom" do rock no início dos anos 80. A Movieplay enfrentou, durante anos, problemas financeiros, que toda a gente conhecia (até porque, segundo parece, o dono devia dinheiro a toda a gente). Durante todo este tempo ouvi falar várias vezes do problemas das masters do Arnaldo Trindade, mas nunca vi nenhum organismo chegar-se à frente para as adquirir ou, sequer, para as declarar património de interesse público, para que não pudessem ser vendidas sem consulta dos organismos oficiais. Agora fala-se que poderão ter sido vendidas para o estrangeiro? Olha, deixem-se de hipocrisia e aguentem-se. Tivessem trabalhado (sim, isto inclui os jornalistas que andam a "levantar a lebre").

segunda-feira, 23 de maio de 2016

... E lá acabei por ir a mais um festival.

Sendo certo e sabido que não gosto de festivais "de música", é também verdade que não se recusa um presente de aniversário (ainda por cima fora de época) de um amigo, ainda mais se a oferta nos dá a possibilidade de assistir a um concerto de Bruce Springsteen (que já tinha visto uma vez, mas nunca é demais) com a E Street Band (que nunca tinha visto... e nunca é demais).

Pensei de mim para comigo: "aproveitas e confrontas-te com a ideia que tens dos festivais, a ver se há algo que te faça mudar a ideia que tens da coisa." Ou seja, para além dos concertos, ainda ganho a oportunidade de fazer uma espécie de "estudo sociológico" com o universo de... dois festivais: um em 2009, outro em 2016. O que até calha bem, uma vez que, toda a gente sabe, os ciclos de vida têm precisamente sete anos, por isso é suposto eu ter uma maneira de abordar este tipo de eventos, diferente da que tinha há sete anos quando fui, de livre vontade, ao "Alive" para ver o Neil Young "Live".

Não vou aqui fazer uma análise exaustiva da coisa. Talvez um dia publique um "paper" sobre o assunto numa qualquer revista. Para quem não sabe, "paper" quer dizer papel e refere-se a um artigo que se publica na internet e que se aconselha a descarregar em formato pdf, para não se gastar... papel.

Portanto... O concerto foi muito bom, como se esperaria. A companhia também. O festival... dispensava o comércio, os sofá insufláveis, a comida de plástico e o pessoal que lá estava por tudo menos pela música. Mas pronto. Lá dizia o Zappa: "Music is the best".


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Há Música na Casa da Cerca

Para quem não conhece, a Casa da Cerca fica em Almada, junto ao elevador do Cais do Ginjal. É um espaço simpático, com uma vista fantástica sobre o Tejo e a cidade de Lisboa.

E porque um espaço especial merece uma programação musical especial, a Casa da Cerca oferece um ciclo de concertos diferente do habitual. Eis a apresentação, com aparece no site da instituição:

HÁ MÚSICA NA CASA DA CERCA é um programa de música desenvolvido pela Casa da Cerca em parceria com a PontoZurca, editora e produtora discográfica. Realiza-se entre maio e setembro em vários espaços da Casa, apresentando uma seleção musical eclética em dois formatos - Concertos Invisíveis e Concertos ao Pôr-do-Sol.

CONCERTOS INVISÍVEIS
Um desafio aos sentidos, os concertos invisíveis acontecem no icónico espaço da Cisterna e convidam a experienciar um momento musical em que não se vê o seu intérprete.

CONCERTOS AO PÔR-DO-SOL
Realizam-se no Parque de Escultura da Casa da Cerca e convidam a disfrutar da bela vista sobre o Tejo acompanhada de música: uma playlist de um convidado e um concerto ao vivo.


Todas as informações em:
www.facebook.com/hamusicanacasadacerca


terça-feira, 3 de maio de 2016

MIA 2016

7º Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia

PROGRAMA
5 Maio, 5ª feira
14:30 h. - Improvisação/Soundpainting – Workshop orientado por François Choiselat

6 Maio, 6ª feira
14:30 h. - New solo conception in composed and improvised music – Masterclass orientada por Mark Alban Lotz
22:00 h. - Mark Alban Lotz – Concerto solo
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session

7 Maio, sábado
15:00 h. - Obituary (homenagem a músicos mortos no ano de 2016)
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Água Benta
22:00 h. - P.R.E.C.
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session

8 Maio, domingo
15:00 h. - O Olho
15:30 h. - Grupos sorteados
19:00 h. - Breathing Space
22:00 h. - Quarteto Incrível
22:30 h. - Ensemble MIA
24:00 h.– MIA Party - After Hours Jam Session

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Mais uma cifra... primeira a pedido!

Finalmente alguém me pediu para publicar os acordes duma canção. Caiu a escolha no "Fire", canção menos conhecida do Bruce Springsteen que já teve várias versões "teatrais" ao vivo, sendo o vídeo abaixo uma delas, por acaso a que acabou no disco "Live 1975-85". Há outras versões, mais rápidas, com alguns acordes diferentes, mas foi esta que me pediram, por isso é a que fica. Espero que vos sirva. Ah, claro, um obrigado pelo pedido. Aguardo os seguintes.

Aqui à direita está a capa do disco em questão, um documento imprescindível para se perceber como era Springsteen ao vivo naquela altura (1975 a 1985). Hoje em dia será diferente, mas isso confirmarei presencialmente muito em breve, ali para os lados da Bela Vista. E viva a amizade!





A cifra está, claro, na página Cifras
Não é tocada exactamente como está no vídeo. Tornei-a um pouco mais simples, para dedos menos treinados. Mas está muito parecida. Experimentem tocar com o vídeo e digam-me se resulta.

terça-feira, 8 de março de 2016

"Escape and Return" ao vivo no Museu do Carmo

Como é que se apresenta ao vivo um disco de música improvisada?

Fernando Guiomar e Paulo Chagas explicam fazendo:
Ouve-se o que está gravado, escolhe-se, no esqueleto de cada música, os fragmentos que podem servir de âncora de maneira a que possa ser reconhecida, tiram-se apontamentos, aprende-se a tocar esse “esqueleto” e, na apresentação ao vivo, volta-se a improvisar utilizando essas âncoras como ponto de partida. Resultado: as músicas são as mesmas, o concerto refere-se ao disco mas é diferente dele e no fim podia gravar-se outro disco, este de música semi-improvisada, se é que isso existe (claro que existe).

Não sou conhecedor de música improvisada, nem sou especialmente adepto do género, mas (talvez por isso mesmo) foi assim que vi e ouvi a excelente apresentação de “Escape and Return”, o disco de Fernando Guiomar (guitarra acústica) e Paulo Chagas (flautas, saxofone), no último Sábado, 5 de Março, na sala de conferências do Museu arqueológico do Carmo.

Considerando o que escrevi acima, que já conhecia boa parte do trabalho de cada um, que já tinha ouvido parte do disco antes do concerto e que, por definição, nunca descarto a possibilidade de ver um concerto de guitarra acústica bem tocada (no caso, essa condição estava, à partida, garantida), não posso dizer que tenha ido para o Carmo com o espírito de quem vai, normalmente, para um concerto de música improvisada, mas ia à espera de surpresas. E as surpresas são (para além da música bem tocada) o grande bónus de concertos deste género. Cada tema, em cada concerto de apresentação deste disco, será tocado de maneira sempre diferente e todos os concertos nos darão um conjunto de dez músicas diferentes das que estarão gravadas no disco que compraremos no fim e que ouviremos em casa as vezes que quisermos. De todas as vezes que ouvir o disco, será o mesmo disco. O concerto de Sábado, esse ficou ali, junto com os cacos, as múmias as pedras do convento e com a boa memória que me ficará dessa tarde.

Uma última palavra para a capa do disco, a que se juntam as gravuras que acompanham, música a música, todo o concerto: Fantásticas!

Composições: Fernando Guiomar e Paulo Chagas
Fernando Guiomar - Guitarra acústica
Paulo Chagas - Flautas, clarinete sopranino, clarinete baixo, saxofone alto
Desenhos originais - Larsols EvaUlrika Gustafsson