Maria Mendes, Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, às 21h30 Com: Júlio Resende (piano) António Quintino(contrabaixo) Bruno Pedroso (bateria).
Esta foi talvez a primeira música que me "mudou a vida" (pelo menos é a primeira de que me lembro). Ouvi-a no roufenho gira-discos-maleta da minha tia, durante uma daquelas pequenas estadias em casa do meu avô, onde me ia encher de livros, iogurtes, ovos estrelados e brincadeiras no quintal. Foi a primeira música estrangeira de que quis aprender a letra e ainda me lembro das tentativas (com sucesso, diga-se) de acompanhar aquelas "palminhas" a contratempo. A partir dessa altura, ouvir discos passou a ser a principal actividade durante estas estadias (pronto, juntamente com os livros e os ovos estrelados... e o futebol com os vizinhos) e o meu "ecletismo" foi-se construindo entre os Beatles, o Zeca Afonso, o Manuel Freire e o Fanhais. Estava-se no ano de 1968 ou 1969 e tudo mudou de repente. Terá sido este o meu Maio de 68 ou o meu Woodstock. Em pequena escala... como eu.
Julie and the Carjackers (Lisboa) é um grupo de rock-folk com influências musicais que variam entre a música tropical, exótica e o jazz. A mistura resulta numa sonoridade intemporal e idiossincrática, sem nunca denunciar a sua origem do ponto de vista estilístico. O grupo foi formado no verão de 2009 por João Correia e Bruno Pernadas, músicos, compositores e arranjadores. Os dois músicos formaram Julie and the Carjackers depois de vários anos de parcerias em diversos projectos musicais ligados ao jazz, rock e à música improvisada. Julie and the Carjackers surge assim para dar vida ao conjunto de canções que ambos escreviam mas que dificilmente se encaixavam nos seus anteriores projectos musicais. (Em http://www.julieandthecarjackers.com/)
Mais um projecto muito bom do João Correia, digo eu.
Um dos meus guitarristas favoritos à conversa com o fabricante de uma das guitarras dos meus sonhos, que por acaso (não é nada por acaso) produz a guitarra com o nome deste mesmo guitarrista.
Isto de tentar conservar o chamado comércio tradicional e de proximidade
tem muito que se lhe diga. Um dos grandes problemas com que muitas
vezes me deparo é o facto de o próprio comércio de proximidade não fazer
muito por si próprio.
Senão vejamos:
- Três discos para
comprar, dois deles saídos este ano e o outro, um numa lista de seis,
todos "clássicos" numa colecção de bom gosto musical, todos catálogo
base de qualquer loja de discos de qualidade.
- Como estou em boicote à fnac, fiz uma lista de lojas de discos em
Lisboa, onde pudesse chegar de Metro e a pé sem gastar muitas horas. Há
que dizer que só soube da lista de discos a comprar ontem à noite, já
não tendo, por isso, tempo para encomendar os discos na loja "online"
portuguesa onde costumo comprar à cobrança..
Escolhi 5 lojas (não vou dizer os nomes).
- Primeira loja: Quase tudo discos usados. Dos discos recentes não havia nenhum, dos "clássicos" havia um. Usado.
- Segunda loja: Fechada. Conferi o horário afixado na porta. Estava dentro do horário.
- Terceira loja: Fechada. Conferi o horário afixado na porta. Estava dentro do horário.
- Quarta loja: Transformada numa "Feira de Vinil Usado", certamente para aproveitar a quadra. Nem procurei.
- Quinta loja: Dos recentes havia um. Caro. Dos "clássicos" havia três.
Usados. Há que referir que esta loja tem os novos e os usados todos
misturados.
Como sou um tipo um bocado antiquado e, não sei se
bem ou mal, ainda gosto de dar coisas novas em vez de usadas (a não ser
que seja uma peça de colecção ou algo de muito raro), acabei na fnac,
onde havia todos os discos e me demorei dez minutos, cinco para escolher
um de entre os seis, outros cinco na caixa a pagar.
Os a Jigsaw comemoram mais um aniversário, nos próximos dias 13 e 14 de Dezembro no Salão Brazil, em Coimbra. Prometem muitos convidados e muita música, alguma nunca antes tocada ao vivo.
Para quem não os conhece, os a Jigsaw são uma banda já com vasto currículo e mais de dez anos de estrada, pelo mundo fora, de momento formados por João Rui, Jorri, Guilherme Pimenta e Maria Côrte.