De há uns anos para cá, convencionou-se que "Delfins é foleiro" (para não me estender a outros conceitos mais ofensivos também empregados). Alguma alminha, dessas que dizem "coisas" nas rádios "jovens" e sabe que tem carneirada à altura para apoiar os disparates que diz, passou um atestado de mau gosto à banda e, em alguns programas dessas coisas chamadas "rádios" chegou-se mesmo a celebrar o fim das actividades do grupo.
Não percebo. A sério que não!
Ok. Os elementos dos Delfins podem até nem ter o aspecto mais cool, visualmente eram uma banda bastante "estranha" e heterogénea (aos olhos dos trend-makers) e não há dúvida que algumas opções de carreira de um ou outro elementos da banda não terão sido as melhores ou surgido na altura ideal para os objectivos da banda como um todo. Mas nada disso justifica o ódio com que as camadas pseudo-alternativas da intelectualidade local passaram a tratar uma banda que foi responsável por alguns dos bons momentos da chamada "Música Moderna Portuguesa". Quando juntos na sua melhor formação (leia-se Nuno Fadigas no Baixo e Jorge Quadros na Bateria), os Delfins fizeram música muito interessante e, em muitos casos, até inovadora para o que por cá se fazia normalmente.
Continuo a dizer que "U Outro Lado Existe" foi um dos melhores álbuns da Música Portuguesa dos anos 80 e não desarmo.
Fiquei ainda deveras espantado ou, devo dizer, indignado (já que nestas coisas das "indústrias" já pouco me espanta) quando me dei conta, ao procurar um video para ilustrar esta entrada do blog, que o vídeo original da canção "Aquele Inverno" não se encontra disponível para Portugal! Olha que bom. Com a divulgação que a nossa música tem lá por fora, quem é que verá o referido "tele-disco"? Talvez meia-dúzia de brasileiros, três ou quatro galegos e...
Assim sendo, fica aqui a versão ao vivo na RFM de 2008 deste tema que, apesar de hoje tão subvalorizado, tem uma excelente letra, uma linha de baixo fantástica, uma excelente vocalização e é, digam o que disserem, uma grande canção!
http://youtu.be/8Jvzb9dBoLs
sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Ladies and Gentlemen... o quê?
sábado, 7 de maio de 2011
Música "à toa" #7
Ora cá está mais uma "secção" de volta ao Mug Music.
Hoje, o toca-músicas ordenou que fosse esta a canção a "postar".
Dirão, talvez, que não é uma escolha muito óbvia em mim, mas eu até gostava de algumas coisas dos No Doubt, não só pela voz da Gwen Stefani mas, principalmente, porque o baixista é muito bom e dá um grande "balanço" à coisa.
"Spiderwebs" foi escrita exactamente pela Gwen Stefani e pelo Tony Kanal (o baixista) e faz parte do álbum Tragic Kingdom, de 1995.
http://youtu.be/6ZktNItwexo
Hoje, o toca-músicas ordenou que fosse esta a canção a "postar".
Dirão, talvez, que não é uma escolha muito óbvia em mim, mas eu até gostava de algumas coisas dos No Doubt, não só pela voz da Gwen Stefani mas, principalmente, porque o baixista é muito bom e dá um grande "balanço" à coisa.
"Spiderwebs" foi escrita exactamente pela Gwen Stefani e pelo Tony Kanal (o baixista) e faz parte do álbum Tragic Kingdom, de 1995.
http://youtu.be/6ZktNItwexo
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Hoje acordei com esta...
Porquê? Não faço ideia.
Nunca percebi esta coisa de acordar a cantar músicas que, em muitos casos, já não ouvia há anos. Suponho que acontece com a maior parte das pessoas.
Venham de lá os "psis" explicar a coisa à gente. Eu, pelo menos, admito que tenho uma certa curiosidade.
Fica a tocar aí ao lado:
"Nefretite Não Tinha Papeira"
Artista: José Afonso
Álbum: Venham Mais Cinco
Nunca percebi esta coisa de acordar a cantar músicas que, em muitos casos, já não ouvia há anos. Suponho que acontece com a maior parte das pessoas.
Venham de lá os "psis" explicar a coisa à gente. Eu, pelo menos, admito que tenho uma certa curiosidade.
Fica a tocar aí ao lado:
"Nefretite Não Tinha Papeira"
Artista: José Afonso
Álbum: Venham Mais Cinco
sábado, 30 de abril de 2011
Atenção à Tensão

Amanhã (Domingo) estreia na RTP2 um novo programa com o nome de "aTensão Jazz", que pretende ser uma visão sobre a história do Jazz em Portugal. Por mim acho bem, já devia ter sido feito há mais tempo, mas vale mais tarde do que nunca. Espero que seja bom e que estes dez episódios fixem a base do que poderá vir a ser um programa sobre o Jazz português em que poderíamos ter, por exemplo, actuações ao vivo dos muitos músicos que, em Portugal, praticam este estilo e outros afins ou correlacionados. Como sonhar ainda não paga imposto, premiti-me um pequeno sonho acordado. Peço perdão se escandalizei alguém.
Aqui fica o texto de apresentação disponibilizado no site da RTP2:
Uma série documental sobre a história do jazz em Portugal
aTensãoJAZZ é uma série televisiva documental sobre a história do jazz em Portugal , projeto pioneiro e fundamental no nosso país. Trata-se de um projeto da autoria de Rui Neves, conhecida autoridade do jazz, atuando como, entre outros papéis, radialista e diretor do festival Jazz em Agosto da Fundação Calouste Gulbenkian. A realização está a cabo de Paulo Seabra, autor de vários filmes e documentários televisivos, entre os quais Verbd e Uns tantos milhares de negativos. aTensãoJAZZ é um gesto ambicioso, jamais tentado neste formato e amplitude. Esta série de 10 episódios visa cobrir a especificidade deste género musical de grande mérito cultural e recepção crítica no nosso país, retratando aspectos inéditos da sua vida em Portugal desde as manifestações primitivas nos anos 1920-1930 ao dinamismo e diversidade da contemporaneidade. Para além de uma atenção para com o desenvolvimento histórico do género musical e seu campo sociocultural em Portugal, procurar-se-á moldar um prisma sobre o que é o jazz, o que é o jazz português e o que se reserva no seu futuro imediato, a partir das mais diversas opiniões, por vezes contraditórias, mas que apontam precisamente por essa razão à sua plena vida. Dos muitos músicos que fazem a sua história - dos amadores dos primeiros tempos aos profissionais mais jovens - às várias figuras institucionais e às instituições elas mesmas – com um destaque particular e óbvio para o universo do Hot Club -, de escolas a festivais, de editoras a encontros, procura-se uma máxima perspectiva de quem compõe as notas principais da melodia do Jazz em Portugal. Esta série foi totalmente captada em FullHD (vídeo) e Dolby Stereo (áudio).
sábado, 2 de abril de 2011
The Wall
Já aqui falei de um filme escrito pelo Alan Parker (Melody). Hoje trago-vos o Alan Parker enquanto realizador. Podia ser o "Fame", "The Commitments", a "Evita"... mas deixo aqui aquele que para mim é o melhor dos que vi dele (pode haver outras opiniões, claro): Estou a falar, obviamente, de "The Wall"
segunda-feira, 21 de março de 2011
Descobrir coisas boas...
Não conhecia esta formação nem este disco, confesso.
Quero ver se o encontro rapidamente!
Fantástico!
Quero ver se o encontro rapidamente!
Fantástico!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Teach you fingers
Resposta de Keith Richards à pergunta "How do you remember songs?":
I don't! My fingers do! I just rely upon them to, a millisecond before, it has to do the right thing. They do it. It's a sort of a combo thing... but, no, if you try it... really, you have to suspend thought, specially on stage. You have to trust your legs to hold you up and you trust your fingers to remember the song better than you do because the thought process will slow you down (...)
Nem mais!!!
I don't! My fingers do! I just rely upon them to, a millisecond before, it has to do the right thing. They do it. It's a sort of a combo thing... but, no, if you try it... really, you have to suspend thought, specially on stage. You have to trust your legs to hold you up and you trust your fingers to remember the song better than you do because the thought process will slow you down (...)
Nem mais!!!
segunda-feira, 7 de março de 2011
Corvos visitam U2
Quem viu no Sábado o Festival da Canção na RTP não pôde deixar de pensar que a música em Portugal está tão mal como o país. Realmente, se aquilo que se viu nas músicas concorrentes fosse a realidade da música em Portugal, era caso para alarme. Felizmente não é. Felizmente, a música portuguesa não é só o que se vê nas televisões ou o que se ouve nas rádios. A música portuguesa é principalmente o que não se ouve nas rádios e não se vê nas televisões. A única maneira de usufruir da nossa boa música é sair de casa e ir ouvi-la onde ela é tocada. Foi o que fiz na Sexta-Feira.
Corvos ao vivo no Olga Cadaval "visitando" a música dos U2 era, à partida, uma boa sugestão para a noite e os músicos fizeram questão de o confirmar durante cerca de hora e meia. Ambiente cénico discreto, projecção vídeo a condizer mas, principalmente, excelentes arranjos e execução. A interacção entre a banda e o público foi constante e, se a sala do Olga Cadaval não explodiu por várias vezes em entoações em coro dos refrões mais conhecidos foi, não por culpa dos Corvos, mas sim pela tradicional inibição do público, de que já falei em outras oportunidades.
No geral, foi mais um grande concerto de músicos portugueses (a música desta vez não era feita em Portugal mas que importa? A Maria João Pires não vira austríaca quando toca Mozart) inserido no que foi também uma grande noite. Mas essa já não é assunto deste blogue.
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