Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

sábado, 30 de abril de 2011

Atenção à Tensão



Amanhã (Domingo) estreia na RTP2 um novo programa com o nome de "aTensão Jazz", que pretende ser uma visão sobre a história do Jazz em Portugal. Por mim acho bem, já devia ter sido feito há mais tempo, mas vale mais tarde do que nunca. Espero que seja bom e que estes dez episódios fixem a base do que poderá vir a ser um programa sobre o Jazz português em que poderíamos ter, por exemplo, actuações ao vivo dos muitos músicos que, em Portugal, praticam este estilo e outros afins ou correlacionados. Como sonhar ainda não paga imposto, premiti-me um pequeno sonho acordado. Peço perdão se escandalizei alguém.

Aqui fica o texto de apresentação disponibilizado no site da RTP2:

Uma série documental sobre a história do jazz em Portugal


aTensãoJAZZ é uma série televisiva documental sobre a história do jazz em Portugal , projeto pioneiro e fundamental no nosso país. Trata-se de um projeto da autoria de Rui Neves, conhecida autoridade do jazz, atuando como, entre outros papéis, radialista e diretor do festival Jazz em Agosto da Fundação Calouste Gulbenkian. A realização está a cabo de Paulo Seabra, autor de vários filmes e documentários televisivos, entre os quais Verbd e Uns tantos milhares de negativos. aTensãoJAZZ é um gesto ambicioso, jamais tentado neste formato e amplitude. Esta série de 10 episódios visa cobrir a especificidade deste género musical de grande mérito cultural e recepção crítica no nosso país, retratando aspectos inéditos da sua vida em Portugal desde as manifestações primitivas nos anos 1920-1930 ao dinamismo e diversidade da contemporaneidade. Para além de uma atenção para com o desenvolvimento histórico do género musical e seu campo sociocultural em Portugal, procurar-se-á moldar um prisma sobre o que é o jazz, o que é o jazz português e o que se reserva no seu futuro imediato, a partir das mais diversas opiniões, por vezes contraditórias, mas que apontam precisamente por essa razão à sua plena vida. Dos muitos músicos que fazem a sua história - dos amadores dos primeiros tempos aos profissionais mais jovens - às várias figuras institucionais e às instituições elas mesmas – com um destaque particular e óbvio para o universo do Hot Club -, de escolas a festivais, de editoras a encontros, procura-se uma máxima perspectiva de quem compõe as notas principais da melodia do Jazz em Portugal. Esta série foi totalmente captada em FullHD (vídeo) e Dolby Stereo (áudio).


sábado, 2 de abril de 2011

The Wall

Já aqui falei de um filme escrito pelo Alan Parker (Melody). Hoje trago-vos o Alan Parker enquanto realizador. Podia ser o "Fame", "The Commitments", a "Evita"... mas deixo aqui aquele que para mim é o melhor dos que vi dele (pode haver outras opiniões, claro): Estou a falar, obviamente, de "The Wall"



segunda-feira, 21 de março de 2011

Descobrir coisas boas...

Não conhecia esta formação nem este disco, confesso.
Quero ver se o encontro rapidamente!



Fantástico!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Teach you fingers

Resposta de Keith Richards à pergunta "How do you remember songs?":

I don't! My fingers do! I just rely upon them to, a millisecond before, it has to do the right thing. They do it. It's a sort of a combo thing... but, no, if you try it... really, you have to suspend thought, specially on stage. You have to trust your legs to hold you up and you trust your fingers to remember the song better than you do because the thought process will slow you down (...)


Nem mais!!!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Corvos visitam U2


Quem viu no Sábado o Festival da Canção na RTP não pôde deixar de pensar que a música em Portugal está tão mal como o país. Realmente, se aquilo que se viu nas músicas concorrentes fosse a realidade da música em Portugal, era caso para alarme. Felizmente não é. Felizmente, a música portuguesa não é só o que se vê nas televisões ou o que se ouve nas rádios. A música portuguesa é principalmente o que não se ouve nas rádios e não se vê nas televisões. A única maneira de usufruir da nossa boa música é sair de casa e ir ouvi-la onde ela é tocada. Foi o que fiz na Sexta-Feira.

Corvos ao vivo no Olga Cadaval "visitando" a música dos U2 era, à partida, uma boa sugestão para a noite e os músicos fizeram questão de o confirmar durante cerca de hora e meia. Ambiente cénico discreto, projecção vídeo a condizer mas, principalmente, excelentes arranjos e execução. A interacção entre a banda e o público foi constante e, se a sala do Olga Cadaval não explodiu por várias vezes em entoações em coro dos refrões mais conhecidos foi, não por culpa dos Corvos, mas sim pela tradicional inibição do público, de que já falei em outras oportunidades.

No geral, foi mais um grande concerto de músicos portugueses (a música desta vez não era feita em Portugal mas que importa? A Maria João Pires não vira austríaca quando toca Mozart) inserido no que foi também uma grande noite. Mas essa já não é assunto deste blogue.

Surpresa? Nem por isso...

Dia 7 de Março. Estava anunciado para hoje o início das emissões da RTP Música.

Viram? Em também não!
Segundo notícia que vi num jornal, o nascimento da RTP Música foi adiado devido a uma questão de "prioridades" relacionada com as saídas de José Alberto Carvalho e Judite Sousa, juntamente com um pré-aviso de greve.

Porque é que isto me parece uma desculpa esfarrapada?

Começa bem, antes de começar, a RTP Música...

terça-feira, 1 de março de 2011

Collapse Into Now


Acabei de conhecer, em pré-audição, o novo álbum dos R.E.M. "Collapse Into Now", que estará disponível para todos nós comprarmos no dia 8 de Março.

Não é o melhor disco dos R.E.M., longe disso, mas pode ser um dos melhores dos últimos tempos, caso se confirme a impressão que me deixou à primeira audição. Muito "orgânico", guitarras a sério (muito "jangle" Rickenbacker), instrumentos acústicos à farta, alguma boa distorção, canções lentas e rápidas, de ambiente pesado ou leve, enfim, um disco variado que transpira bom ambiente, com bons convidados e algumas piscadelas de olho aos tempos pré-"Out of Time". A primeira impressão é boa mas ouçam bem antes de comprar.

Fica aí o "aperitivo":




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

The king of limbs...

Grande expectativa com a saída de mais um álbum dos Radiohead.
Carradas de entradas em blogues de gente que já pagou, que está à espera, que acabou de descarregar ou já ouviu.
Criticas ao álbum que mais não são do que odes à genialidade da banda.

Hoje ouvi o álbum todo. Não gostei.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quem é que é parvo?

Esta semana tenho-me visto confrontado várias vezes ao dia com vídeos, notícias e solenes proclamações de qualidade poética da nova canção dos Deolinda, "Que parva que eu sou", como sendo a grande canção de protesto dos últimos anos e, quiçá, dos próximos. Ultimamente é assim. Ou é tudo muito mau ou é tudo o melhor de sempre.

No caso de que falo (e sim, também eu acabei por falar nele) o que se me apresenta não é mais do que um fenómeno de arrasto. Considerando que muito do público dos Deolinda é composto por universitários ou recém-licenciados (todos bem fornecidos de telemóveis "hi-tec"), é natural que a canção tenha tocado num ponto sensível, ao ponto de vídeo e respectiva letra terem ido parar ao Facebook. Sabendo nós que a "investigação" jornalística destes tempos se faz nos blogues, twitters e Faces desta vida, não se estranha que imediatamente tenha ido parar a jornais, rádios e televisões, com o consequente espalhafato mediático.

Não é que a canção não seja boa. A canção é uma boa canção (desde que não massacrem) mas nem sequer é a melhor canção política que os Deolinda fizeram até hoje. O Movimento Perpétuo Associativo é muito melhor em termos musicais e muito mais mordaz na ironia que carrega... mas não foi lançado no Facebook.

Concluindo...
Meus amigos. O mundo não tem de ser oito ou oitenta. Há muito espaço no meio. Os Deolinda são bons. O público gosta, a comunicação fala do que o povo gosta, o povo gosta do que vê na televisão... a pescadinha do costume. Tudo corre bem para a banda, ainda bem, é também por isso que se escreve por aqui, pode ser que se espalhe a outras.

Dizia eu, os Deolinda são bons mas... querer equiparar "Que parva que eu sou" a "Os Vampiros" de José Afonso é, no mínimo, um exagero. Acho eu, que tenho a mania de achar coisas...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Air solos #3

Ora cá está mais um à espera de ser descodificado. Este é um bocadinho mais difícil. Além de ser menos óbvio, é obra de vários executantes. Assim sendo, o que há para adivinhar é: o nome dos executantes; os instrumentos que tocam; nome da música; autor da música; nome do artista/banda; nome do álbum e todos os outros pormenores que consigam juntar.

Vamos lá. Esses ouvidos e essa memória a funcionar!