Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

(R)EVOLUÇÃO...???

Depois de mais de uma década de pântanos, abandonos, trapalhadas e pacotes de Farinha Amparo...





EM 2007

O 1º DE MAIO VOLTA A SER

O DIA DOS TRABALHADORES!



Não percam os próximos "outdoors"...

Olha que boa ideia!




"Let's Impeach The President"
Artista: Neil Young
Álbum: Living With War



Let's impeach the President

Let's impeach the President for lyin'
And misleading our country into war
Abusing all the power that we gave him
And shipping all our money out the door

Who's the man who hired all the criminals?
The White House shadows who hide behind closed doors
They bend the facts to fit with their new story
Of why we had to send our men to war

Let's impeach the President for spyin'
On citizens inside their own homes
Breaking every law in the country
Tapping our computers and telephones

What if Al-Qaeda blew up the levees
Would New Orleans have been safer that way
Sheltered by our goverment's protection
Or was someone just not home that day?

Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop
Flip..Flop

Let's impeach the President for hijacking
Our religion and using it to get elected
Dividing our country into colors
And still leaving black people neglected

That God he's cracking down on steroids
Since he sold his baseball team
There's lots of people looking at big trouble
But of course our President is clean

Thank God


sexta-feira, 20 de abril de 2007

Gouveia Art Rock 2007

Ora então aqui fica o programa do festival. Quando for grande e ganhar muito dinheiro, também quero lá ir.

Sábado, 21 de Abril de 2007
Teatro-Cine de Gouveia


15:15- Miosótis (Portugal)

16:45- Kotebel (Espanha)

18:45- California Guitar Trio (EUA/Japão/Bélgica)

22:00- Metamorfosi Duo (Itália)

22:30- Tuner (EUA/Alemanha)

23:00- Isildurs Bane (Suécia) & Björn J:son Lindh (Suécia)


Domingo, 22 de Abril de 2007
Teatro-Cine de Gouveia


15:00- Caamora (Inglaterra/Polónia)

16:30- Magma (França)

21:30- Robert Fripp Soundscapes (Inglaterra) & The League of Crafty Guitarists (Int.)


Domingo, 22 de Abril de 2007
Igreja de S. Pedro


19:00- Christian Saggese (Itália)



quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ainda (e sempre) a música em Portugal

Como muitos sabem, o Zé Pedro (dos Xutos) tem uma rúbrica de cerca de 5 minutos por dia na rádio Radar chamada "Zé Pedro Rock and Roll".
Ora esta semana, depois de ouvir o chefe da editora para onde os Xutos gravam, o Tó-Zé Brito (sempre ele), dizer que já não se vendem Cds em Portugal, saltou mesmo a tampa ao bacano do Zé Pedro e o homem resolveu usar o programa para desancar em todos os factores que fazem com que a música em Portugal esteja no estado em que está. Segunda-feira levaram as editoras, ontem levaram as rádios e a televisão (pricipalmente as primeiras) e hoje os criticos de música (ainda faltam dois programas).

A propósito disto abriu-se uma discussão no blog da rádio.

Transcrevo para aqui um (se quiserem ler os outros sigam aí o link) dos comentários que lá deixei, não só porque é a minha opinião mas porque gostava de ler o que os visitantes que aqui vêm pensam sobre o assunto (sim, eu sei que é difícil mas um ou dois, pelo menos...).

Pois então, cá vai:

«Hoje foi a primeira vez que ouvi quatro canções portuguesas seguidas na Radar, fora de alguma das rúbricas habituais aqui na rádio. Esta conversa, gerada pelas palavras do Zé Pedro não é, de certeza, alheia a isso.

É possivel que não haja música portuguesa, de momento, na área em que se move a Radar que permita o cumprimento da lei (não sei, não conheço tudo o que se faz nem percebi ainda muito bem em que área se move a Radar). O Problema é que a questão de fundo nem sequer é o cumprimento da lei. Há aqui vários factores que interessa referir:

- Existe, de facto, um preconceito de fundo contra o que é português e já o lemos em comentários a este post.

- Exige-se muito mais aos músicos portugueses, em termos de qualidade, do que aos estrangeiros. Se aparecesse aí uma portuguesa a cantar tão mal como a Nico, que não fizesse música própria nem tivesse qualidade nenhuma a não ser um opinion-maker por trás e um músico conhecido a fazer-lhe as músicas, o que é que acontecia (Eh pá! Acabei de contar a história da Manuela Moura Guedes em que o Miguel Esteves Cardoso fez de Andy Warhol e o Ricardo Camacho fez de Lou Reed)? Pois é, artisticamente, nada!

- A alegada má qualidade que normalmente se atribui à música portuguesa, muitas vezes está, não na música em si mas nas gravações e é culpa dos produtores (quando eles existem).

- A música estrangeira quando chega às rádio portuguesas já vem com a triagem feita (basta ir ao site do NME e comparar com o que passa aqui na Radar,por exemplo), enquanto em Portugal esse trabalho teria de ser feito pelas rádios, já que não existe imprensa musical em condições para o fazer e as editoras nem se dão ao trabalho de divulgar o que publicam.

- É verdade que também há muito músico em Portugal que acha que ser "alternativo" é não se promover e que depois se queixa de falta de oportunidades. Sim, também há responsabilidades dos próprios músicos.

- Porque é que há tanta gente em Portugal a cantar em Inglês? Porque nem todos podem ser poetas e as letras em inglês permitem um menor grau de exigência dos críticos nacionais, sempre prontos a cascar no que puderem.

- A que é que leva o ponto anterior? Letras ainda piores em Inglês do que seriam em português por falta de vocabulário nessa língua, já para não falar nas pronúcias e dicções ridiculas que a falta do domínio da lingua estrangeira acaba por gerar.

- Há uma certa franja de músicos já estabelecidos no mercado que, muitas vezes, protesta contra o que se passa na música em Portugal mas que depois não faz tudo o que pode para apoiar quem está a começar e promete qualidade. Que tal propor bandas para abertura de concerto (com condições dignas) como parte integrante dos contratos, ainda que em troca de um pequeno abatimento no preço por espectáculo?

Estes são alguns dos factos que me saltam à ideia. Alguém tem mais (sem ser dizer mal dos Delfins)?
»

terça-feira, 10 de abril de 2007

Intercéltico do Porto 2007 - "Faxavor de cunfrir"

Lumen:

http://www.myspace.com/lumenfolk

http://www.bartilotti.com/musica_lumen.htm


Téada:

http://www.myspace.com/teadamusic

http://www.ceolproductions.com/


Mu:

http://www.myspace.com/muuuuuu

http://www.mu.com.sapo.pt/


Pepe Vaamonde Grupo:

http://www.pepevaamondegrupo.com/


Brigada Victor Jara:

http://www.brigadavictorjara.pt/


De uns gosto mais, de outros menos, escolham vocês. Por mim, dos portugueses, prefiro a Brigada. Já são muitos anos a "virar frangos". Quanto aos "novatos", agradam-me mais os Lumen do que os Mú, por uma questão de atitude. Preconceito meu, talvez.

Os estranjas são bons, um bocado para os lados do "erudito". Os Galegos mais limpinhos, os Irlandeses com cara de totós e uma piadas pelo meio. Já por cá se viu mais "garra" mas parece-me que são garantia de bons concertos.

Eu cá não vou, mas quem estiver na zona, é de ir.


"Vendaval"
Artista: Pepe Vaamonde Grupo
Álbum: Onde Nace o Vento



segunda-feira, 9 de abril de 2007

Portugal Jazz - Festival Itinerante

A intenção é divulgar o Jazz por todo o país, através de "workshops", concertos comentados dirigidos ou não a camadas específicas da população, acções de formação, etc, de maneira contínua e em todos os municípios.

Mais informação no video abaixo:




Ora então vamos lá a ver o que é que a coisa dá!

domingo, 8 de abril de 2007

Intercéltico do Porto 2007

A 16.ª edição do Festival Intercéltico do Porto vai dividir-se entre o Porto e Arcos de Valdevez.

Eis o programa, este ano mais centrado em grupos portugueses, mas com participações da Galiza e da Irlanda:

Porto (cinema Batalha)
Dia 27 de Abril
Lumen (Portugal)
Téada (Iranda)

Dia 28 de Abril
MÚ (Portugal)
Pepe Vaamonde Grupo (Galiza)


Arcos de Valdevez
Dia 27 de Abril
Brigada Victor Jara (Portugal)

Dia 28 de Abril
Téada (Iranda)

Eu vou dando mais informação...

sábado, 7 de abril de 2007

Agendas

- Nobody's Bizness Blues Band

Concerto em Castro Verde, 30 Abril, na " Fábrica"


- RUI AZUL INDEX - "A História do Jazz"

Rui Azul - sax tenor, narração, videoart
Alex Rodriguez - trompete
Alberto Jorge - contrabaixo
Pedro Costa - piano
Guilherme Piedade - bateria

• HOT FIVE jazz club - terça 24 Abril + quinta 3 Maio - 23:45 h - Porto

• CONTAGIARTE - sexta 4 Maio - 23:30 h - Porto

• QUEIMÓDROMO (espaço Cine-Jazz) - sábado 5 Maio - 00:00 h - Porto

sábado, 24 de março de 2007

Novidades?

A notícia era "Novas rubricas e música ao vivo no Top+"!

Fui ver, as "rubricas" eram uma espécie de propaganda à Antena 3, um anuncio aos downloads de músicas duma empresa de telemóveis e uma espécie de biografia dos Doors em que não chegámos a ter tempo sequer de ver as caras dos músicos (muito menos ouvir música da banda)...

Quanto à "música ao vivo", eu não vi.
Vi a Filarmónica Gil em "play-back" e descobri que o João Gil (pela resposta que deu ao "entrevistador") também não viu a "música ao vivo" no Top+!

Mas enfim, se o La Féria e a TVI conseguem enganar o Campo Pequeno inteiro fazendo um espectáculo em "play-back" e chamando-lhe "O Maior Espectáculo De Sempre Na Televisão Em Portugal", como é que o jovem entrevistador da RTP ia adivinhar que os instrumentos estavam desligados?

Agora até já nem há fios a sair das guitarras...


"When The Music's Over"
Artista: The Doors
Álbum: Strange Days

domingo, 18 de março de 2007

Se calhar não gosto de "Bem-Jazz"




É verdade que nunca fui um grande conhecedor de Jazz. Nunca tive grande paciência nem me senti tão entusiasmado com a coisa como alguns dos meus amigos, até porque os "tiros" me saiam sempre ao lado. De cada vez que aparecia alguma coisa que de facto me agradava, a conversa acabava sempre por ser mais ou menos a mesma:

- Eh pá, estive a ouvir uma coisas de Jazz bem fixes.
- Ah sim? e o que era?
- Mahavishnu Orchestra (por exemplo).
- Eh pá! Isso é fixe, mas não é bem Jazz...

E isto foi-me acontecendo pela vida fora, à medida que eu ia descobrindo "coisas de Jazz" que me agradavam. Aconteceu com a fase mais "Jazz" do Zappa (com o Ponty e o George Duke), aconteceu com o próprio Jean-Luc Ponty, com os Area, com o David Grisman, com o Mário Laginha mais recente e por aí fora. Nada era "Bem-Jazz", apesar de os músicos serem, à partida, músicos de Jazz e a música ter bastante a ver com o estilo. Sim, mas não era "bem Jazz".

Com o tempo fui descobrindo, por exclusão de partes, o que era "bem Jazz": umas bandas com um chefe que lhes dava o nome, mais o elemento de "agregação quantificante", consoante o número de elementos que tocavam na ocasião (quarteto, quinteto, sexteto, etc, até chegar ao número em que eles não sabiam qual a palavra a utilizar, altura em que a coisa se passava a chamar "Orchestra" ou "Big Band").

A coisa funcionava sempre da mesma maneira: tocava-se a música com muito juizinho, depois o chefe solava e ia dando licença aos meninos para fazerem os seus solos, desde que no fim voltassem ao tema original (tipo, "vai lá brincar à vontade mas quero-te aqui sossegadinho dentro de cinco minutos, senão na próxima vez já não te trago a passear"). É verdade que os solos não eram sempre iguais mas a estrutura era tão rígida que aquilo me soava tudo muito parecido e eu não tinha paciência.

Fui então obrigado a concluír que, na verdade, eu se calhar não gostava assim muito de "Bem-Jazz".
Como amostra, deixo aqui a tocar uma música da Mahavishnu Orchestra (lá está o "Orchestra" e tudo), banda de que ainda hoje gosto muito e que fazia parte daquilo que não era "bem-Jazz" (mas que aparece em tudo o que é bibliografia e site de... Jazz) e onde tocavam o John McLaughlin e o Billy Cobham, ainda hoje em actividade e considerados dois dos grandes músicos de sempre do... Jazz!

Vá-se lá entender estes "puristas"!

"Open Country Joy"
Artista: Mahavisnhu Orchestra
Álbum: Birds of Fire