O novo álbum de Bruce Springsteen, "Wrecking Ball" é posto à venda no próximo dia 6 de Março. Só por si, a notícia já justifica menção. Mas o que vos trago aqui é mesmo o primeiro avanço fornecido para consumo geral: o single "We take care of our own", disponível já a seguir.
Springsteen chega com a mesma atitude política dos últimos anos e traz a mesma preocupação com um país cujo povo sente desanimado, deprimido, de braços caídos. Bruce tenta animar as hostes com um slogan militar, um pouco como já tinha feito em "Born in the USA". Se a receita costuma resultar nos Estados Unidos, por cá Springsteen ainda não se conseguiu libertar de todos os equívocos que a frase que dava título àquele álbum de 1984 provocou. Musicalmente, o novo single não acrescenta muito ao que Bruce Springsteen já fez, mesmo nos últimos tempos, antes pelo contrário. Veremos o que nos reserva o restante.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Curtas
Novo disco d' "A Naifa" já tem nome. Vai chamar-se "Não Se Deitam Comigo Corações Obedientes".
Só o nome, já promete!
Só o nome, já promete!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Há raiva na boa esperança. É Rock 'n' Roll!
"O tempo passa, eu também!"
No fim de 2011 saiu o novo dos Trabalhadores do Comércio, "Das Turmêntas hà Boua Isperansa" que, por razões "logísticas", me chegou neste início de 2012. Curiosamente vi-me com mais tempo para estas andanças da "crítica musical" (por oposição a outras agora mais paradas) e achei, perante a imponência da coisa, que não ia daqui sem uma palavrinha ou duas.
Para começo de conversa, tenho a dizer que nunca vi até hoje nada, em termos de edições musicais portuguesas, que se chegue à qualidade desta nova obra dos Trabalhadores do Comércio. Pelo preço de um CD (e nem é dos caros) temos acesso, não só ao propriamente dito, mas também a um livro que conta, numa envolvente gráfica muito bem conseguida, entre imagens de antologia e documentos de inegável interesse histórico para a compreensão daquilo a que se convencionou chamar o "Boom" do Rock Português no início dos anos 80, a história dos Trabalhadores do Comércio. Entre episódios mais corriqueiros e outros mais escabrosos, a escrita de Sérgio Castro dá a sequência devida ao tempo e à gente que passou pela banda. Muita informação. Tanta que, não tendo ainda chagado ao fim da leitura, achei que já era mais do que tempo de fazer a divulgação.
Eis-nos então chegados à música do novo CD dos Trabalhadores do Comércio. Preparado para mais uma barrigada de boa disposição, a primeira audição reservava-me uma pequena surpresa: sim, as letras continuam mordazes mas, comparado com a atitude trocista e irónica de quase todo o anterior "Iblussom", este novo álbum traz mais raiva do que festa, mais política do que costumes e mais nomes nos bois (ou boys?). Mas sempre, como sempre, com muito boa música. Se as letras reflectem o espírito de quem as escreve (mais arrevezado João Médicis, mais directo Sérgio Castro), a música estende-se, como é hábito, por vários estilos musicais unificados, como já acontecia em "Iblussom", pelo reconhecível e distinto som "à Trabalhadores". Começando no épico prog-cinéfilo "Hino à Desanexassom" e terminando no exercício tecno-político "Fantuxada Mix" (com participação especial de ex-ministro e tudo), a barca da "isperansa" navega por entre ondas Funky, Rock e Blues com espuma Country, Doo-wop ou mesmo Surf-Rock à Beach Boys (terei sentido lá atrás um balanço Arte & Ofício?), tudo "compactado" pela boa tecnologia do século XXI.
Se não há maus momentos? Bom, será talvez uma questão de gosto mas eu teria dispensado a nova versão em jeito de "Bolero" de "A Cansão Quiu Abô Minsinou". De facto não gostei da nova roupagem mas há que dizer que, das músicas dos primeiros tempos dos Trabs, esta seria talvez a minha preferida e continuo a achar um achado aquele balanço "Reggae-fadunxo" do original. Tirando isto, apenas o pequeno erro da troca de ordem no disco entre "Dálhe cordÓ Cucu" e "Abestruzurbana", que se torna chato para um tipo picuinhas como eu.
"Das Turmêntas hà Boua Isperansa" é, então, um disco menos bem disposto do que o seu antecessor mas, em todo o caso, um excelente trabalho. Ao fim de 30 anos a formação está unida e estabilizada num colectivo de excelentes músicos. A banda é grande? Bom, já não é o trio de antigamente mas eu diria que não há ninguém a mais. E isto inclui os convidados!
"hà Boua Isperansa"! Se o próximo for uma festa será bom sinal... ou velhice?
Fica aí a tocar:
"Gladiador"
Artista: Trabalhadores do Comércio (letra de António Garcez)
Álbum: "Das Turmêntas hà Boua Isperansa"
Nova descoberta: Brutus
No futuro tentarei trazer mais informação. Por agora fica a formação:
Francisco Abreu - Guitarra
José Salgueiro - Bateria
Miguel Amado - Baixo
Francisco Abreu - Guitarra
José Salgueiro - Bateria
Miguel Amado - Baixo
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Comprar música portuguesa. Porque não?
Quando
forem comprar música, passem primeiro pela secção de música portuguesa e
ouçam umas coisas. Podem vir para casa com muito bom material.
Acreditem. A música portuguesa está boa mas escondida. Só precisa de um empurrãozinho nosso. Alinham?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Bem vindo, Frankie. Faz favor de entrar.
Normalmente o que me interessa na música que ouço é o facto de eu gostar dela. Há música boa de que não gosto e música má de que gosto. Penso que é assim com toda a gente e eu não sou diferente.
Frankie Chavez é português, de Lisboa, e toca música de origem estrangeira, em língua estrangeira, sob um nome estrangeiro. O que é que isso interessa? Nada. É música portuguesa? Pois com certeza!
Já ouvi gente a compará-lo a Ben Harper ou a Xavier Rudd... Jack Johnson? Seja. Tem um pouco disso mas não tudo e tem muito mais do que isso. E é feito em Portugal por portugueses, por muito que se tente acabar com a vontade de fazer música neste país.
Mais, muito mais importante do que tudo isso, é música boa e eu gosto.
Já tem, a partir de ontem, um lugar marcado na minha estante, entre o Frank Zappa e os Fun Lovin' Criminals (contigências "alfabéticas").
Ouçam com atenção e, se gostarem, comprem. Não é assim tão caro e os artistas também gostam de ter uma vida.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
So long, R.E.M., it´s been good to know you!
"To our Fans and Friends: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening."
R.E.M. In their own words: The guys share their thoughts on why now.
MIKE
"During our last tour, and while making Collapse Into Now and putting together this greatest hits retrospective, we started asking ourselves, 'what next'? Working through our music and memories from over three decades was a hell of a journey. We realized that these songs seemed to draw a natural line under the last 31 years of our working together.
"We have always been a band in the truest sense of the word. Brothers who truly love, and respect, each other. We feel kind of like pioneers in this--there's no disharmony here, no falling-outs, no lawyers squaring-off. We've made this decision together, amicably and with each other's best interests at heart. The time just feels right."
MICHAEL
"A wise man once said--'the skill in attending a party is knowing when it's time to leave.' We built something extraordinary together. We did this thing. And now we're going to walk away from it.
"I hope our fans realize this wasn't an easy decision; but all things must end, and we wanted to do it right, to do it our way.
"We have to thank all the people who helped us be R.E.M. for these 31 years; our deepest gratitude to those who allowed us to do this. It's been amazing."
PETER
"One of the things that was always so great about being in R.E.M. was the fact that the records and the songs we wrote meant as much to our fans as they did to us. It was, and still is, important to us to do right by you. Being a part of your lives has been an unbelievable gift. Thank you.
"Mike, Michael, Bill, Bertis, and I walk away as great friends. I know I will be seeing them in the future, just as I know I will be seeing everyone who has followed us and supported us through the years. Even if it's only in the vinyl aisle of your local record store, or standing at the back of the club: watching a group of 19 year olds trying to change the world."
Nestas coisas o que interessa é o bem estar e a liberdade das pessoas... e a vida continua!
Obrigado pela música!
R.E.M. In their own words: The guys share their thoughts on why now.
MIKE
"During our last tour, and while making Collapse Into Now and putting together this greatest hits retrospective, we started asking ourselves, 'what next'? Working through our music and memories from over three decades was a hell of a journey. We realized that these songs seemed to draw a natural line under the last 31 years of our working together.
"We have always been a band in the truest sense of the word. Brothers who truly love, and respect, each other. We feel kind of like pioneers in this--there's no disharmony here, no falling-outs, no lawyers squaring-off. We've made this decision together, amicably and with each other's best interests at heart. The time just feels right."
MICHAEL
"A wise man once said--'the skill in attending a party is knowing when it's time to leave.' We built something extraordinary together. We did this thing. And now we're going to walk away from it.
"I hope our fans realize this wasn't an easy decision; but all things must end, and we wanted to do it right, to do it our way.
"We have to thank all the people who helped us be R.E.M. for these 31 years; our deepest gratitude to those who allowed us to do this. It's been amazing."
PETER
"One of the things that was always so great about being in R.E.M. was the fact that the records and the songs we wrote meant as much to our fans as they did to us. It was, and still is, important to us to do right by you. Being a part of your lives has been an unbelievable gift. Thank you.
"Mike, Michael, Bill, Bertis, and I walk away as great friends. I know I will be seeing them in the future, just as I know I will be seeing everyone who has followed us and supported us through the years. Even if it's only in the vinyl aisle of your local record store, or standing at the back of the club: watching a group of 19 year olds trying to change the world."
Nestas coisas o que interessa é o bem estar e a liberdade das pessoas... e a vida continua!
Obrigado pela música!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Música para trabalhar
terça-feira, 23 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Música para trabalhar
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