Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

domingo, 7 de agosto de 2005

A revolta dos pasteis de nata "...é mais bolos!"


O programa de ontem teve como tema a música portuguesa e como convidados o João Gil, o Luís Jardim e o Fernando Ribeiro dos Moonspell.
Para além dos habituais videos parvos que não ajudam nada ao tema (apesar de um ou outro ter uma certa piada), os convidados também não puderam ajudar muito à discussão. João Gil, como se sabe, escreve melhor do que fala. Sucessivamente interrompido pelo apresentador e por Luís Jardim, não conseguiu expôr uma ideia do principio ao fim. Teve pelo menos tomates para dizer que o problema da música portuguesa é a falta de tomates dos governantes. Não se percebeu muito bem o que queria dizer mas temos sempre a oportunidade de o saber no seu blog.
Fernando Ribeiro e os Moonspell movem-se num circuito internacional. Embora tenha pena do que se passa com a música em Portugal, o problema passa-lhe um pouco ao lado, já que o "Metal" tem circuitos de rádio e comércio próprios que funcionam bastante bem.
Luís Jardim, com o seu estilo "espalha-brasas", a sua dificuldade de expressão em português e a mania de falar por cima de tudo e de todos, ainda foi o mais objectivo chegando a dizer que o meio musical português é o "pior do mundo", onde tudo funciona por conhecimentos, compadrios, preconceitos, prepotências e favores.

Pois, isso já sabiamos!

Também não esperava mais deste programa. Continuo é a achar que a RTP tem a obrigação de ter programas musicais e de divulgar a música portuguesa (que saudades do Pop-Off e do Spray). Mas não. É muito melhor fazer programas imbecis tipo "Há volta" ou "noites de Verão" e repetir tudo o que passou durante o ano.

É como dizia o outro: "Eu é mais bolos!"


terça-feira, 2 de agosto de 2005

Sim, o homem tem olhinhos!


Foto: Carlos de Mello no livro do álbum "Viagens"

Pronto!
Fartei-me de vez de ouvir dizer que nunca ninguém viu o Abrunhosa sem óculos escuros!

Ora então aqui o têm (há 11 anos atrás)!

Voz e guitarra


Foto: CDGO

Saíu em 1997 e é um disco duplo com um monte de vocalistas e guitarristas em versão "baralha e torna a dar". Cada um canta e toca o que lhe apetece com quem lhe apetece, desde que seja voz acompanhada à guitarra.
Se podemos alegar a falta de bastantes dos melhores músicos do país, também não podemos negar que há aqui coisas muito interessantes e até raras (alguém já ouviu o Carlos Tê cantar sem ser neste disco?).
Há aqui lugar para arranjos fabulosos do Mário Delgado, do Nuno Rafael e do Pedro Joia, Veloso a cantar Godinho, Kalu a cantar Zé Mário ou Tim a cantar Sétima Legião, que é o que possivelmente estarão a ouvir. Até se pode dizer que o Tim não é lá grande cantor mas, substitua-se um mau e amorfo vocalista por um sofrível com força e sentimentos e podem acontecer coisas agradáveis (aquilo ali pelo meio não é U2?).
Nem todos os discos "All Stars" que se fazem por cá valem a pena.
Deste gosto!

domingo, 3 de julho de 2005

Live 8 visto daqui.


Foto: BBC news

- Os objectivos:
Se o Live 8 conseguiu ou não os objectivos que se propunha atingir, ainda é muito cedo para avaliar. Por mim, continuo muito céptico quanto ao poder de um concerto de música, mesmo um concerto global como aquele a que assistimos ontem. Mesmo que tenha servido para alertar todo o mundo para o problema do sub-desenvolvimento em África, mesmo que junte uma multidão de proporções inéditas na manifestação de dia 6 em Edimburgo, tudo depende de um grupo de políticos que são, até prova em contrário, uma associação de crime politico organizado que não tem um mínimo de respeito pela opinião de quem os pôs no poleiro, como aliás está mais do que demonstrado. Cá para mim fica tudo na mesma (mesmo que se assine mais uma declaração de intenções - quantas dessas é que já houve?).
Quanto ao espirito dos músicos presentes no evento, alguém disse que andavam ali a fazer pela vida. Não vou generalizar. Até acredito na boa vontade de alguns. Noutros não. Quem sabe? Só entrando por aquelas cabeças dentro (será que todos têm alguma coisa lá dentro).
A aparição do Bill Gates suscitou-me um dúvida: será que ele vai querer um PC em cada casa africana? E será que ele sabe que há muitos que nem casa têm para meter o PC?

- A Emisão da RTP:
Transmitida ao estilo de uma gala de beneficiência a favor dos coitadinhos, a emissão não me agradou. Muita conversa de circunstância, tudo politicamente correcto, um monte de entrevistas que poderiam resultar melhor se não fossem feitas por cima de alguns dos momentos musicais interessantes do dia. Aliás, só se calavam quando entravam em palco os nomes com "estatuto de estrela". Pois, já estava à espera que fosse a RTP a escolher o que eu "queria" ver.
Para as injecções massivas de publicidade a que fomos sujeitos enquanto a emissão esteve na RTP 1, só tenho uma palavra: vergonhoso!!!

- A música:
Dentro do que nos foi permitido ver durante a transmissão da RTP há alguns destaques a fazer:
- A abertura com um Sgt. Pepper muito bem caçado.
- A esperada actuação simultaneamente profissional e emotiva dos U2.
- A gravação de Bjork, que mais parecia um tele-disco metido no meio, sem público, sem enquadramento, sem qualquer tipo de emoção para além da suprema qualidade de ser... Bjork.
- A confirmação da falta de interesse de projectos como os Coldplay ou os Marron 5. Ao vivo ainda têm menos.
- A falta de voz da menina Dido, salva pelo competente e empenhado Youssou N'Dour.
- Uma actuação estranhíssima dos Duran Duran, com um Simon Le Bon no mínimo com uma crise de "amorfite".
- A ideia dos Green Day em tentar cantar o "We are the champions" dos Queen. Teve piada mas não resultou.
- O festival de Stevie Wonder e o banho de voz que deu ao Rob Thomas.
- A grande actuação de Madonna, onde só falhou a tentativa de interacção com a rapariguinha que veio de África trazida por Bob Geldof.
- A reunião dos Pink Floyd. A alegria estampada do rosto de Roger Waters e alguns momentos emocionantes.
- A fabulosa Joss Stone e uma versão arrepiante de "I had a dream" de John B. Sebastian, uma das referências do festival Woodstock de 1969.
- R.E.M aquém do esperado (pelo menos por mim).
- Mr. Sting exclusivamente "The Police", bastante interventivo e contundente, mudando a letra de "Every breath you take" e exibindo um video "para os senhores G8 não gostarem".
- Robbie Williams - O melhor de todos (e eu nem gosto muito da música)!
- O desgosto de não poder ver muitos outros como, por exemplo, The Cure, Crosby, Stills & Nash, Deep Purple e... Mariza!

Não sei se por acção da transmissão da RTP, se por causa dos 20 anos a mais que tenho em cima, se pelos musicos envolvidos, acho que gostei mais do Live Aid. Não sei. Perguntem-me daqui a 20 anos!

Chegou o verão!

E aqui fica uma musiquita de uns "chavalos lá do meu bairro".
Os Radar Kadafi não começaram por esta música. Ao principio situavam-se naquela onda um bocado depressiva pós-Joy Division. Foi o sucesso da canção Prima Donna no concurso do Rock Rendez Vous que os lançou nesta espécie de "pop-kitsch-faca-e-alguidar" que os tornou conhecidos, ao ponto de ainda hoje podermos ouvir este "40 graus à sombra" nas rádios mal chega o verão.
Depressa acabaram, os músicos foram cada um à sua vida, mas eu ainda acho que o segundo disco que nunca houve podia ter sido muito melhor.

Coisa fresca, hein?

domingo, 12 de junho de 2005

Por falar em 20 anos...


Foto: Santa Terrinha

Não, não vou pôr aqui o José Cid.
Apesar do que vão fazendo por estes dias, os GNR já fizeram muito boa música.

Aqui fica uma das boas do álbum de 1985 "Os homens não se querem bonitos". O disco era bom, quanto ao nome, elas que se pronunciem.

sábado, 11 de junho de 2005

Dá que pensar...

Damon Albarn dos Blur diz que não vai participar no Live 8!

Segundo o cantor:

"I don't want to take part in an event that is so exclusive. Is this the most effective way to help Africa?"

"This country is incredibly diverse. More than ever, black culture is an integral part of society, so why is the bill so damn Anglo-Saxon? If you are holding a party on behalf of people, then surely you don't shut the door on them.

"In a way Live 8 does that: it doesn't make you feel closer to Africa, it treats it like it's a failing, ill, sick, tired place."


Damon questiona ainda os motivos da participação de alguns dos artistas presentes, insinuando que o objectivo é o aumento das vendas de discos e desafiando-os a pressionar as editoras no sentido de doar lucros das vendas dos mesmos.

Não tenho dúvidas de que as vendas dos participantes vão aumentar, alguns com carreiras um bocado por baixo, mas a minha maior dúvida é no aspecto político. Acho dificil conseguir algo das grandes potências por este meio. Depois do Live Aid em 85, toda a gente voltou às suas vidinhas, excepto o próprio Geldof que continuou a lutar sozinho. Desconfio que vai acontecer o mesmo desta vez, com a agravante de nem sequer ser angariado dinheiro para mandar uns pacotes de farinha, como há 20 anos.
Enquanto a Europa não se convencer de que tem responsabilidades políticas no que está a acontecer em África nada vai mudar, por muito que Geldof tente e que mais artistas ajudem (ou aproveitem a maré).

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Já lá vão 25!


Foto: Rui Veloso Net

Para comemorar a ocasião, aqui fica uma musiquinha que o meu amigo Belche gosta de tocar!

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Este tipo não desiste!


Foto: The Guardian

Bob Geldof, juntamente com Midge Ure e mais alguns amigos, está a preparar mais uma das suas para o próximo dia 2 de Julho. Segundo ele, não é o Live Aid II. Desta vez não é uma angariação de fundos mas sim uma assumida tomada de posição política para tentar forçar os "G8" em cimeira nesse dia) a fazer alguma coisa de positivo por eles abaixo.

Toda a informação necessária está em Live 8 Live e em Make Poverty History.

Em resumo, trata-se de cinco concertos em cinco países diferentes e já conta com um alinhamento de respeito. Para dar um exemplo, os U2 vão participar no concerto de Londres mesmo tendo, no mesmo dia, um concerto da sua tournée em Viena, que não será anulado. Vejam os outros nomes já confirmados nos links acima.

Ao tempo que Bob Geldof anda metido nestas coisas, das duas uma: ou é sincero ou é doido.
Se calhar para se ser uma coisa é preciso ser a outra...