Letra: Miguel Araújo
Música: Miguel Araújo
Créditos vídeo: Telmo Domingues
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Mais "produção nacional" #006
"Lua", António Zambujo, música do próximo álbum "Cidade"
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Mais "produção nacional" #005
Milhanas - Eu de Prosa
Milhanas edita hoje o seu álbum de estreia De Sombra a Sombra. Eu de Prosa é o single em destaque e conta com um videoclipe no Youtube.
De Sombra a Sombra explora as sombras e os lamentos de Milhanas, que não quer que esta obra pareça uma “ode à tristeza.” “É um auto-retrato. No dia em que me sentir feliz, cantarei a alegria com a mesma verdade com que canto a tristeza”, explica a autora.
Milhanas referencia vários poetas e músicos que a acompanharam no seu “crescimento enquanto pessoa e enquanto artista”, nas palavras da própria. No single Eu de Prosa, faz alusão ao Fado como salvação, em particular a Amália Rodrigues - cujo um dos seus célebres vestidos é, inclusive, o protagonista do videoclip.
O álbum de estreia de Milhanas tem produção de AGIR e Jon e já pode ser ouvido em todas as plataformas. Com ele, sai o quarto single da artista, Eu de Prosa, com vídeo de Arlindo Camacho e Victor Hugooli, já disponível no Youtube.
“Este álbum conta e explora cronologicamente todas as minhas sombras, todos os meus lamentos. Foi um disco que nasceu, em conjunto com o Rodrigo Correia, de forma totalmente acústica e que, só mais tarde levou uma roupagem mais electrónica com a produção do Agir e do Jon.
Este disco cresceu à medida que eu cresci e, tanto a nível lírico como a nível musical, é um disco que tem várias alusões a poetas e músicos que acompanharam o meu crescimento enquanto pessoa e enquanto artista.
Não quero nunca que a minha obra pareça uma ode à tristeza porque não é, é um auto-retrato. No dia em que me sentir feliz, cantarei a alegria com a mesma verdade com que canto a tristeza.”
(nota de imprensa 26/05/2023 em https://www.sonsemtransito.com/pt/noticias/847/milhanas)
quarta-feira, 31 de maio de 2023
Mais "produção nacional" #004
LST - Lisboa String Trio com Sofia Vitória - Laranjas com versos
Laranjas com versos (João Monge/José Peixoto)
LST - Lisboa String Trio com Sofia Vitória
José Peixoto (guitarra clássica/classical guitar)
Marc Planells (alaúdes, sitar e percussão/ouds, sitar and percussion)
Carlos Barretto (contrabaixo/double bass)
Sofia Vitória (voz e percussão/voice and percussion)
terça-feira, 30 de maio de 2023
Mais "produção nacional" #003
CABRITA - 49th birthday blues
"49th birthday blues" is the first advance for Cabrita's new album (out November 2023) by Omnichord Records
Music by João Cabrita
Drums and percussions by Filipe Rocha
Saxophone, programming and synths by João Cabrita
Produced by Rui Gaspar
Recorded at NTP studio by João Cabrita and at Casota by Rui Gaspar e Pedro Marques
Mix and master by Guilherme Gonçalves
A video by Bartosz Stępnik
Produced by COLA Animation
Producers: João Rapaz e Ala Nunu
https://www.facebook.com/ocabrita
https://www.instagram.com/cabrisax
Omnichord 2023
Mais "produção nacional" #002
José Manuel David - A donzela e o cavaleiro
Mais "produção nacional" #001
Afinal, há ou não produção nacional suficiente para aumentar a percentagem de música portuguesa nas rádios? Não será desculpa de gente preguiçosa? Ou a coisa mete outras compensações pelo meio?
Ora então, vamos lá publicar produção nacional! Alinham?
Começamos com a Emmy Curl.
Music video by Emmy Curl
Filmed by Aleksi Vähäpassi
Edition Catarina Miranda
Starring Constança de Jesus as Turquoise, Beatriz Pamplona as Orange, Mariana Pontífice as Yellow, Inês Costa Neves as Pink, Astrid Bramming as Rainbow Creature
Choreography by Astrid Bramming
Music composed by emmy Curl
Music produced by emmy Curl and Hugo Correia
Mixed by Hugo Correia
Master by Alex Gonçalves
Stage Production by Logan Rivers
Photography by Andreas Sidenius
Made in April 2023
segunda-feira, 27 de março de 2023
Quero Mais Música Portuguesa...
... mas de qualidade, que a que vai chegando de fora deixa bastante a desejar.
Nos últimos tempos, devido à decisão governamental de voltar a baixar a quota de música portuguesa que deve passar nas rádios, de 30% para 25%, temos assistido, por parte dos músicos e de outros sectores da produção artística músical, a um movimento que visa restaurar esses 5% de divulgação que perderam.Ora, eu penso que este assunto não se pode encarar apenas do ponto de vista artístico. É uma questão de economia e de sobrevivência de muita gente que vive da música em Portugal e deve ser visto por esse prisma. Por esse lado, não é com mais 5% de quota que se vai resolver o problema. O que se passa é que as rádios recebem todo o tipo de "prendas" das grandes editoras e os poucos artistas portugueses dessas acabam por passar bastante nas rádios.
Se achamos que o protecionismo económico é válido na agricultura ou na indústria, com incentivos do Estado à exportação, as mesmas razões deveriam imperar quanto à produção artística e o apoio à divulgação nos vários meios de comunicação deveria ser efetivo. Mas depois temos o problema do orçamento para o Ministério da Cultura, não é?
Se formos ver o problema do ponto de vista meramente artístico, não há nenhuma razão válida para obrigar as rádios privadas a passar mais música portuguesa. A música não tem nação e é boa ou má (embora haja nesta valoração muito de subjetivo) e adequa-se ou não a determinado tipo de programa ou conteúdo radiofónico.
As grelhas e os programas de rádio são concebidos de acordo com os critérios editoriais de cada rádio e nesses critérios estão (ou é suposto estarem) incluídos pressupostos artísticos, estilísticos, comerciais, éticos, jornalísticos, etc., que é suposto responderem a exigências de um público alvo que é estabelecido pela direção, no caso das rádios privadas. Não consta que haja falta de música portuguesa, por exemplo, na maioria das pequenas rádio locais de cobertura concelhia ou distrital, fora das grandes cidades. As pequenas editoras de música popular conseguem acesso e a música passa. Qual música? Supostamente a que agrada ao público alvo destas rádios.
Já o critério das rádios públicas deve ser o serviço público. Ou seja, as rádio privadas decidem o que passam e as públicas, sendo pagas pelos contribuintes de um país, deveriam divulgar, quase em exclusivo, música desse país.
Depois, nestas alturas, surgem-me sempre mais umas dúvidas: todos sabemos que a maioria das rádios se rege por playlists e que estas quotas terão que ser consideradas nessas playlists. Ora, com um incremento de 5%, quem é que nos garante que as playlists, em vez de incluir mais artistas nacionais, não se limitam a passar mais vezes os que já passavam?
O que eu sinto, quanto ao estado da rádio em Portugal, aliás como na televisão, é que há um grande facilitismo na programação e que todas (falo das generalistas) se copiam umas às outras. Por exemplo, não há rádio de cobertura nacional generalista que não tenha um programa da manhã cheio de larachas e com muito pouca música. No meu caso, o que acontece é que entro no carro para ir trabalhar, ouço a TSF até falarem do trânsito e depois desligo e passo a ouvir a música que trago de casa. Mas isso sou eu, que bem vejo o resto do pessoal na fila de trânsito a rir sozinho das piadolas do Markl, do Marques ou da Marques e da Markl...
Assuma-se de uma vez: é preciso apoiar a indústria musical em Portugal ou não?
E se é, o Estado está disposto a cumprir a sua parte?
E se não está, a indústria da música (e afins) está disposta a unir-se e trabalhar para isso?
E as rádios privadas? Estão dispostas a entrar no jogo e passar a dispor, a médio prazo, de uma muito maior escolha de música de qualidade para melhorar as suas playlists?
Para já, aumentem lá de volta os 5%, mas com a certeza de que há muito mais do que isso para ser feito.
sábado, 19 de fevereiro de 2022
sábado, 4 de dezembro de 2021
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
A música do PREC, pá! #1
Nova rúbrica aqui no blogue.
A época do chamado PREC (Processo Revolucionário Em Curso) que (convencionou-se) decorreu entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 estará para sempre envolta em polémica. Por entre as movimentações políticas, tentativas de golpes, intentonas, inventonas, ingerências estrangeiras, ocupações, saneamentos, julgamentos populares, campanhas de alfabetização e outros acontecimentos nasceu e gravou-se muita música, nem sempre com grande qualidade, mas sempre deixando transparecer o que cada artista sentia sobre o que se passava no país. Pretende-se mostrar aqui algumas "pérolas", umas mais cómicas, outras mais polémicas, algumas adaptações de músicas populares pré-existentes, alguns hinos revolucionários, até versões de canções de outras revoluções, mas todas dessa época, ou à volta dela. Vamos lá ver o que é que se arranja aí pelo tubo.
Para começar, fica aqui o Fado de Alcoentre, sobre a fuga da prisão de vários ex-agentes da polícia política do Estado Novo, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado). Letra de Ary dos Santos, música de Fernando Tordo, canta Fernando Tordo.
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