Foi finalmente descoberta a razão para todos os atrasos do (eterno) próximo álbum dos Guns & Roses, "Chinese Democracy".
Segundo parece, Axl Rose está à espera de fazer o lançamento em simultâneo com a "propriamente dita" (a democracia na China).
Resposta chinesa:
"Se o tipo instaurar a Democracia nos Guns & Roses até somos capazes de pensar no assunto"
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Mundos muito pequenos
É uma verdade que todos temos tendência para sobrevalorizar as qualidades dos músicos de que gostamos, sejam elas de teor técnico no domínio dos instrumentos, ou outras como a inspiração, a capacidade de se renovar ao longo dos tempos, o carisma, etc.
Sei que caio algumas vezes nesse "pecado" (é inevitável quando se gosta da música) e posso, por isso, compreender o fenómeno, até certos limites, a partir dos quais a coisa passa, na minha opinião, a entrar no domínio da paranóia, do fanatismo ou... da ignorância.
Vem esta prosa a propósito de um comentário que li há dias no blog da Rádio Radar, em que alguém (certamente irado por outro comentador ter dito que os Joy Division não sabiam tocar) dizia que o ex-baixista dessa banda, depois músico dos New Order, Peter Hook, era um dos melhores baixistas do mundo.
Não me vou agora aqui pôr a avaliar a prestação técnica do senhor (nem é preciso, os discos dos New Order estão por aí para quem os quiser ouvir) mas, perante o ridiculo da afirmação proferida apenas me resta dizer que há pessoas que vivem em mundos muito pequeninos!
Para desenjoar deixo aqui um solo de baixo a sério. Nem vou aos Stanley Clarke's e Jako's Pastorius do costume. O baixista em questão chama-se Victor Wooten, faz parte dos Flecktones de Béla Fleck e toca como podem ver aí em cima.
É um dos melhores baixistas do mundo?
- Não sei, mas acredito que deve haver ainda melhores.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Dedadas
Chama-se assim o disco do Sexteto de Jazz de Mário Barreiros, saido há meia dúzia de dias e do qual ainda não ouvi uma nota.
Já aqui falei do Mário Barreiros, há cerca de um ano, por isso não vou voltar a exaltar as qualidades do músico (até ia parecer mal para quem me conhece) mas quem não teve curiosidade suficiente para ir "à caça" de música para ouvir, tem agora a oportunidade de comprar a primeira obra (quase) em nome próprio (a composição é dividida com Pedro Guedes e Mário Santos). Embora o nome possa induzir em erro, Sexteto não é uma vaca travesti com meia-dúzia de tetas mas sim um conjunto de seis músicos, sendo que neste disco são os seguintes:
Mário Santos - sax tenor e clarinete baixo
José Pedro Coelho - sax tenor e soprano
José Luís Rego - sax alto soprano e clarinete
Pedro Guedes - piano
Pedro Barreiros - contrabaixo
Mário Barreiros - bateria
Ora, curiosamente (ou não, que eu até admito que a curiosidade para estas coisas não seja assim muita), o tema que dá nome a este disco (não deve ser outro com o mesmo nome, visto que é do mesmo autor) já tinha sido editado há 8 anos num disco do Carlos Barretto chamado Olhar. Nesse trabalho tocavam, além de Carlos Barretto (bem, o disco era dele...) e Mário Barreiros (também podia ter emprestado o tema mas não, tocava mesmo), Bernardo Sassetti e Perico Sambeat em piano e saxofone (agora adivinhem quem em qual...).
Enquanto não saio por aí à procura do "Dedadas" fica aqui a gravação de 1999, tocada por quatro dos grandes músicos de Jazz que se movem aqui pelo "rectângulo" à beira mar plantado, no que respeita a Jazz.
"Dedadas"
Artista: Carlos Barretto
Autor: Mário Barreiros
Álbum: Olhar
Já aqui falei do Mário Barreiros, há cerca de um ano, por isso não vou voltar a exaltar as qualidades do músico (até ia parecer mal para quem me conhece) mas quem não teve curiosidade suficiente para ir "à caça" de música para ouvir, tem agora a oportunidade de comprar a primeira obra (quase) em nome próprio (a composição é dividida com Pedro Guedes e Mário Santos). Embora o nome possa induzir em erro, Sexteto não é uma vaca travesti com meia-dúzia de tetas mas sim um conjunto de seis músicos, sendo que neste disco são os seguintes:
Mário Santos - sax tenor e clarinete baixo
José Pedro Coelho - sax tenor e soprano
José Luís Rego - sax alto soprano e clarinete
Pedro Guedes - piano
Pedro Barreiros - contrabaixo
Mário Barreiros - bateria
Ora, curiosamente (ou não, que eu até admito que a curiosidade para estas coisas não seja assim muita), o tema que dá nome a este disco (não deve ser outro com o mesmo nome, visto que é do mesmo autor) já tinha sido editado há 8 anos num disco do Carlos Barretto chamado Olhar. Nesse trabalho tocavam, além de Carlos Barretto (bem, o disco era dele...) e Mário Barreiros (também podia ter emprestado o tema mas não, tocava mesmo), Bernardo Sassetti e Perico Sambeat em piano e saxofone (agora adivinhem quem em qual...).
Enquanto não saio por aí à procura do "Dedadas" fica aqui a gravação de 1999, tocada por quatro dos grandes músicos de Jazz que se movem aqui pelo "rectângulo" à beira mar plantado, no que respeita a Jazz.
"Dedadas"
Artista: Carlos Barretto
Autor: Mário Barreiros
Álbum: Olhar
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Testes na net...
| Your 1996 Theme Song Is: 1979 by The Smashing Pumpkins |
Shakedown 1979 Cool kids never have the time On a live wire right up off the street You and I should meet |
Devo dizer que encontrei isto no blog de uma amiga minha que, por sua vez o encontrou no site onde vão ter se carregarem no link aí de cima.
Nada de muito interessante. apenas mais uma curiosidade e uma maneira de passar tempo.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Tem música, tem voto!
É impressionante o investimento que a RTP tem feito no programa "Grandes Portugueses" e no esforço "paquidérmico" de nos levar a votar num dos "candidatos".
A coisa mete documentários, debates, anuncios, cartazes por todo o lado, "personalidades" a fazer de "testemunha abonatória", políticos, comentadores...
ele é sim, ele é não...
Por mim, foi só ao ouvir um hino de campanha entoado em "pseuduníssono" por um grupo de jovens (com ar de serem de boas famílias) que me decidi.
Tem música, tem voto!
Não sei bem quem ele é mas todos falam dele e ainda por cima é o único que dizem que está vivo!
Está resolvido. Vou votar no Aborto!
A coisa mete documentários, debates, anuncios, cartazes por todo o lado, "personalidades" a fazer de "testemunha abonatória", políticos, comentadores...
ele é sim, ele é não...
Por mim, foi só ao ouvir um hino de campanha entoado em "pseuduníssono" por um grupo de jovens (com ar de serem de boas famílias) que me decidi.
Tem música, tem voto!
Não sei bem quem ele é mas todos falam dele e ainda por cima é o único que dizem que está vivo!
Está resolvido. Vou votar no Aborto!
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Versões (16)
Esta mania de fazer versões de músicas do Leonard Cohen já pegou há muitos anos. Deve mesmo ser dos autores que mais versões têm das suas canções.
Poderá argumentar-se que há muitas versões porque as canções são boas. Pois pode muito bem ser essa a razão e é até a mais provável.
Mas... não sei porquê, há algo que me diz que, de dentro da alma dos artistas que se entregam a esta tarefa em específico (sim, fazer versões do Cohen) há uma vozinha que lhes diz ao ouvido: "Não me digas que não fazes melhor do que o gajo, pá!".
No caso da versão de Madeleine Peyroux para "Dance me to the end of love" descobrimos que afinal a letra não estava trocada e que a canção afinal era mesmo um sensual e enleante convite para uma dança eterna (ou talvez não).
Não sei porquê, nunca tinha conseguido ver as "meninas do coro" a dignarem-se a dar um passinho que fosse com o "coitadinho" que parecia convidá-las na versão original. Sempre tive a visão de um bêbado sentado a um canto do antigo Ritz Clube a dar uma lábia à menina que passase mais perto e a levar tampas a torto e a direito (todos temos direito ao nosso teledisco, certo?).
Ok, admito. O que eu gosto mais nesta versão é não ter meninas a cantar
lala
lala-lala-lala
lala-lala-lala
la-la-la.
"Dance Me To The End Of Love"
Artista: Madeleine Peyroux
Álbum: Careless Love
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Nós por cá... "Feromona"
Nós por cá... porque há música por aí meio escondida e vale a pena estar atento.
Feromona, banda com 4 anitos que reclama, entre outras, influências desde GNR a Ornatos Violeta, passando por Jorge Palma e Taxi, quando se fala de música nacional.
Pois sim, se quiserem (também só ouvi quatro músicas), mas o que interessa é que vale a pena ouvir, quanto mais não seja para se formar uma opinião. Para começo de conversa, agrada-me.
Os rapazes estão de partida para o Japão mas em Março já têm cinco datas previstas para quem os quiser ver por cá.
Se quiserem conferir a música o endereço é http://www.myspace.com/feromona
Recomendo especialmente a "Manife"!
Um Djembé trés cool
Fazia dançar
A malta que ali estava para reclamar
Fiz que era mais um
Do contra também
Mas a pose, enfim, não enganou ninguém
Feromona, banda com 4 anitos que reclama, entre outras, influências desde GNR a Ornatos Violeta, passando por Jorge Palma e Taxi, quando se fala de música nacional.
Pois sim, se quiserem (também só ouvi quatro músicas), mas o que interessa é que vale a pena ouvir, quanto mais não seja para se formar uma opinião. Para começo de conversa, agrada-me.
Os rapazes estão de partida para o Japão mas em Março já têm cinco datas previstas para quem os quiser ver por cá.
Se quiserem conferir a música o endereço é http://www.myspace.com/feromona
Recomendo especialmente a "Manife"!
Um Djembé trés cool
Fazia dançar
A malta que ali estava para reclamar
Fiz que era mais um
Do contra também
Mas a pose, enfim, não enganou ninguém
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Abortem o Referendo!
Ainda com muitos orçamentos por aprovar, a despesa da campanha eleitoral do próximo referendo sobre a despenalização do aborto já vai em mais de 2 Milhões de Euros"
Dois Milhões de Euros (e não fica por aqui) gastos em papeis, outdoors, almoços, jantares e outras acções de campanha num país que anda a fechar urgências e maternidades de hospitais e não tem meios de socorro fora das grandes cidades por falta de dinheiro.
E tudo isto porque o PS não quis arriscar a maioria absoluta dizendo que mudaria a lei no parlamento que, supostamente, é o sítio onde nós pagamos a 230 caramelos para fazerem... exactamente isso: aprovar leis!
Será?
Pois, o Engenheiro também não disse que ía aumentar tudo o que é imposto e taxa neste país nem que ía pôr portagens em tudo o que era estrada, nem que ía arranjar emprego para todos os amigos e familiares dos amigos e dos políticos e ex-políticos e no entanto fê-lo!
Se era para fazer o que não disse que fazia, que diferença faz mais uma lei?
De qualquer maneira, também ainda não fez o que disse que fazia...
Sim, mesmo assim vou votar, a ver se é a última vez que se vota este assunto!
Não, não tenho ilusões! Eles hão-de arranjar mais coisas para votar e, pelo caminho, meter uns almoços e jantares no bucho e uns euritos ao bolso.
A música deles já eu conheço e afinal este é um blog sobre...
... Música!!!
Dois Milhões de Euros (e não fica por aqui) gastos em papeis, outdoors, almoços, jantares e outras acções de campanha num país que anda a fechar urgências e maternidades de hospitais e não tem meios de socorro fora das grandes cidades por falta de dinheiro.
E tudo isto porque o PS não quis arriscar a maioria absoluta dizendo que mudaria a lei no parlamento que, supostamente, é o sítio onde nós pagamos a 230 caramelos para fazerem... exactamente isso: aprovar leis!
Será?
Pois, o Engenheiro também não disse que ía aumentar tudo o que é imposto e taxa neste país nem que ía pôr portagens em tudo o que era estrada, nem que ía arranjar emprego para todos os amigos e familiares dos amigos e dos políticos e ex-políticos e no entanto fê-lo!
Se era para fazer o que não disse que fazia, que diferença faz mais uma lei?
De qualquer maneira, também ainda não fez o que disse que fazia...
Sim, mesmo assim vou votar, a ver se é a última vez que se vota este assunto!
Não, não tenho ilusões! Eles hão-de arranjar mais coisas para votar e, pelo caminho, meter uns almoços e jantares no bucho e uns euritos ao bolso.
A música deles já eu conheço e afinal este é um blog sobre...
... Música!!!
Se não sabes, pede ajuda!
A notícia está por todo o lado:
- O próximo disco dos Coldplay vai ser produzido por Brian Eno!
Acho muito bem. Já que as músicas dos Coldplay são todas iguais, a única solução é, de facto, ir buscar um produtor que tem como característica principal "mudar o som dos músicos que produz". Brian Eno na verdade não é apenas um produtor de discos. O senhor vem com arranjador "incorporado" e, segundo consta, em caso de conflito é a sua vontade que vence ou... arranjem outro.
Segundo o Diário Digital, parece que "Brian Eno tornou-se famoso pelo seu trabalho em discos dos U2, como «The Unforgettable Fire», «Zooropa» e «Achtung Baby»".
Pois!
Não será mais ao contrário?
Será que o senhor não foi chamado precisamente por ser já famoso?
Ou mais de trinta discos em 13 anos (com os Roxy Music, em colaboração ou em nome próprio), trabalhos com Bowie, Robert Fripp, Daniel Lanois, David Byrne (e por aí fora) e mais não sei quantas produções não lhe tinham dado fama que chegasse?
Que conversa é essa? andam a escrever para retardados ou foi a editora que encomendou o sermão para voltar a dizer que os Coldplay são os sucessores dos U2?
Pois, não! Deve ser mesmo só falta de cultura geral, mesmo!
Pois então aí fica um dos resultados da colaboração com o Bowie que "ninguém conhece".
"Sound + Vision"
Artista: David Bowie
Álbum: Low
- O próximo disco dos Coldplay vai ser produzido por Brian Eno!
Acho muito bem. Já que as músicas dos Coldplay são todas iguais, a única solução é, de facto, ir buscar um produtor que tem como característica principal "mudar o som dos músicos que produz". Brian Eno na verdade não é apenas um produtor de discos. O senhor vem com arranjador "incorporado" e, segundo consta, em caso de conflito é a sua vontade que vence ou... arranjem outro.
Segundo o Diário Digital, parece que "Brian Eno tornou-se famoso pelo seu trabalho em discos dos U2, como «The Unforgettable Fire», «Zooropa» e «Achtung Baby»".
Pois!
Não será mais ao contrário?
Será que o senhor não foi chamado precisamente por ser já famoso?
Ou mais de trinta discos em 13 anos (com os Roxy Music, em colaboração ou em nome próprio), trabalhos com Bowie, Robert Fripp, Daniel Lanois, David Byrne (e por aí fora) e mais não sei quantas produções não lhe tinham dado fama que chegasse?
Que conversa é essa? andam a escrever para retardados ou foi a editora que encomendou o sermão para voltar a dizer que os Coldplay são os sucessores dos U2?
Pois, não! Deve ser mesmo só falta de cultura geral, mesmo!
Pois então aí fica um dos resultados da colaboração com o Bowie que "ninguém conhece".
"Sound + Vision"
Artista: David Bowie
Álbum: Low
Subscrever:
Mensagens (Atom)