Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Assunto em atraso


Foto: www.gaudela.net/

Andava a dever esta há muito tempo mas só agora o "produto" me chegou às mãos e eu sei que vocês já não estão habituados a "ver sem mexer" (espanholices...).

Já tinha ouvido uns excertos, fiquei interessado e finalmente consegui comprá-lo. É de 2002, e é o álbum homónimo dos Trape-Zape de Fernando Guiomar, Vasco Sousa e João Luís Lobo. Entretanto soube que têm contado com a colaboração de José Manuel David e que já em 2006, em Gouveia (pelo menos), o Vasco foi substituído pelo André Carvalho. Se alguém souber novidades, agradeço, porque não os tenho visto (estou em exílio forçado dos Olivais) nem tenho números de telefone.

Mesmo comprado com atraso, o disquinho cumpre muito bem os propósitos. Os músicos são muito bons, a música é excelente (não vou discutir gostos, como sabem) e o preço é óptimo (mesmo para um teso como eu). As composições são do Fernando Guiomar com arranjos do colectivo.

Sim, já sei. Estão aí já a fazer cara de desconfiados como quem pergunta: Humm, não tem defeitos?
Tem, por acaso tem (mais aliviados?) alguns defeitos de produção e gravação, compreensíveis se tomarmos em conta o muito pouco tempo de estúdio (3 dias num espaço de 8 meses), mas nada que chegue a prejudicar a qualidade da música.

Fica aqui esta a tocar, não por ser a melhor ou a de que gosto mais (não é nem uma coisa nem outra), mas apenas porque é a mais curta do disco e o espaço disponível não é muito. Assim tem a vantagem de poder ser ouvida pelo pessoal da "banda estreita" (Não, não é um grupo rival).


"Nocturno (para um cão)"
Artista: Trape - Zape
Álbum: Trape - Zape


quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Para evitar surpresas...

Para evitar aqueles desconfortos provocados pela abertura de um site que começa a tocar música a altos berros no meio do escritório, a partir de hoje a musiquinha só toca se os meus visitantes carregarem no play.

Concordam ou querem que volte à antiga?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Anos 70... ao de leve!



Vem este a propósito do artigo que Rui Miguel Abreu que aparece na revista Blitz deste mês.

É verdade que um artigo de revista não tem assim muito espaço disponível e que não se consegue descrever uma década de Rock em pouco mais de duas páginas, por muito pouco que tenha para contar. Não é que tenha muito (comparado com outros países) mas tem coisas importantes que poderiam ajudar a explicar algo do que se passou a seguir. Talvez um caderno específico dedicado ao assunto em futuras edições (ou menos fotos da Beyonce, quem sabe).

Pois o artigo não está mal escrito (algumas calinadas não muito graves, p. ex: o Mestre dos Petrus Castrus é de 73 e não de 70) mas dá uma ideia muito ao de leve do que se passou e, depois de o ler, a impressão que me ficou foi a de que, se eu não soubesse de nada sobre o rock dos anos 70 em Portugal, a única informação que me ficava destas páginas era o facto de Júlio Pereira nem sempre ter tocado cavaquinho e que tinha havido uma revolução que pode ou não ter influenciado o rock que se fez em Portugal depois dela.

Para além disso, uma leve referência a Vilar de Mouros, meia-dúzia de nomes que foram importantes na passagem dos anos 60 aos 80, um cheirinho de Punk e pronto.

Nem uma referência a bandas como os Ananga Ranga e a Go Graal Blues Band, dos primeiros a furar o bloqueio da rádios via Rock em Stock de Luís Filipe Barros; nem uma palavra para os Tantra, banda que fez o lançamento do álbum Holocausto no Coliseu dos Recreios com sala quase cheia, sala onde, aliás, cheguei a ver a Go Graal ainda nos anos 70 e, pior ainda, nem uma palavra sobre a Banda do Casaco um mês apenas depois da edição de "Hoje há Conquilhas..." (ah, pois... ainda há quem ache que a Banda do Casaco não era Rock porque tinha chocalhos"). Isto para não falar de outros como os Perspectiva, Abatroz, Carlos Vidal, Saga ou Jorge Palma (editou 3 discos nos anos 70).

Sim, já aqui escrevi que não se pode dizer tudo em pouco mais de duas páginas mas, muitas vezes, em vez de se fingir que se diz para se dizer que se disse, mais vale não dizer nada, ou seja, volto a pedir à redacção da Blitz que se empenhe um bocadinho mais na pesquisa do que escreve. Pois é, decalcar e comentar as notícias que chegam de fora é mais fácil, eu sei. Mas trabalhar de vez em quando até faz bem.

Continuo, assim, à espera que a Blitz (porque não há outra) devolva os anos 70 ao Rock Português ou então que alguém faça a pesquisa necessária e se lance à tarefa de fazer o tal livro que falta sobre a música portuguesa ( não só rock) da época. Até tenho esperanças numa certa tese de doutoramento de que ouvi falar há tempos...

Enquanto não chega, lê-se e discute-se (é sempre bom) o que há. E ainda bem que há quem escreva. E até há quem leia... por enquanto.


"Regresso às origens"
Artista: Ananga Ranga
Álbum: Regresso às Origens

PS: Peço desculpa pelo som de "batata frita" mas as senhoras editoras não se dignam a editar estas coisas em CD. Enfim, era assim que ficavam os "vinilos" (parece que é assim que se chamam, agora).

Portugal Rebelde

Ora aí está mais um blog sobre música portuguesa.

Não que concorde com tudo o que lá se escreve (what's new?) mas sou a favor da iniciativa e do empenho demonstrado até agora.

Ficam os desejos de que não esmoreça.

Vão lá fazer uma visita. é aqui.

Agenda Jazz

A Agenda Jazz do Leonel Santos, que comecei por receber do Verde e agora também recebo do próprio Leonel Santos (antes a mais do que a menos, obrigado aos dois) passa a estar online em http://www.jazzlogical.net/ .

A partir de agora ninguém pode alegar desconhecimento nas faltas aos eventos de Jazz do País.
Todas as outras razões serão válidas mas as datas dos concertos só não sabem se não quiserem.

Vão ver Jazz, aproveitem, e deixem que vos diga que não, afinal o pessoal do Jazz não é só aquela cambada de "iniciados pseudo-intelectuais elitistas que vos olham com desdém por não respeitarem a etiqueta da tribo". Também há alguns tipos "boa-gente" e normais (afinal os que interessam) que se contentam por nós afinal gostarmos apenas de ... música.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Que tal a versão do autor do original? (2)

Continuando nos "Orfãos" do Waits, aparece-nos a certa altura aquilo que parece ser uma versão de "Long Way Home" de Norah Jones (não acredito que nunca tenham ouvido) mas que não é mais do que a versão do autor do original da gravação original da versão, originariamente gravada por Norah Jones.

Quer isto dizer que a canção foi de facto escrita por Waits (e sua senhora) e gravada pela Norah (não a deles, contudo).

Por mim, ouvindo a letra, o tipo que troca tudo pela estrada e volta sempre para casa pelo caminho mais comprido é mais parecido com o Waits (lembra-me principalmente a fase "anos 70") do que com Miss Jones, mas devo dizer (para os "rezingões" do costume) que não, não desgosto da versão da menina.

"Long Way Home"
Artista: Tom Waits
Álbum: Orphans



quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Apesar de tudo...



Pronto. Para lá de me irritar todos os anos com a falsidade, o desperdício, o marketing, o stress, enfim, com todos os defeitos que são inerentes ao Natal, para pelintras como eu há sempre a possibilidade de me cair em cima algo que, durante o ano todo, nunca conseguiria comprar.

Este caiu este ano!
56 músicas que, em teoria, não têm qualquer relação entre si mas que, como diz o próprio, têm em comum Tom Waits. Em vez das músicas que completam uma história, desta vez são as histórias que completam o músico.

Eu, por mim, aconselhava a compra sem hesitar. Deve ser carote. Sempre são 3 CD's.
Se trabalharem no mesmo ramo que eu não hesitem: cravem-no a alguém!
Continuo a detestar o Natal e até o facto de só nesta altura chegar a coisas destas me irrita. Mas tenho de admitir que, comparado com muita gente, nem todo o Natal me "chove em cima"!

"Rains On Me"
Artista: Tom Waits
Álbum: Orphans

sábado, 16 de dezembro de 2006

Segurança natalícia

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil revelou que os factores de insegurança para as crianças aumentam bastante na época natalícia.

Este ano mantenha as suas crianças em segurança:
Não lhes cante canções de Natal!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Um ano... um dia!

Um dia...
O que é que pode mudar num dia de... interrupção?

Um ano... menos poluído e cerca de 1000€ mais barato.
... mais o resto.


"A Year and a Day"
Artista: Fairport Convention
Álbum: The Wood and the Wire