Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

domingo, 8 de outubro de 2006

Versões (14)




Já em Dezembro do ano passado por aqui passou uma versão desta música do Cohen, então cantada pelo Lloyd Cole.
Acontece que este ano saiu mais um álbum de homenagem, desta vez a banda sonora de um filme que mostra... um concerto de homenagem ao Cohen (muitas homenagens tem o homem...).
O álbum, no geral, é bem pior do que o outro que aqui mostrei (I'm Your Fan) mas, talvez por esta ser uma das melhores canções do senhor, talvez por sorte na escolha dos intérpretes, "Chelsea Hotel" volta a ser um dos melhores momentos do disco, desta vez cantada por RufusWainwright.
É diferente da do Cole, é diferente da do Cohen. Eu gosto! (vês, Josha?)

"Chelsea Hotel nº 2"
Artista: Rufus Wainright
Álbum: I'm Your Man (BSO)

Concorrência feroz

É assim a televisão em Portugal!

Ontem a SIC decidiu comemorar o aniversário em estilo "Parada na Avenida". Convocou os "artistas da casa" e depois, para compor o ramalhete, foi à lista telefónica e contratou basicamente "tudo o que desfilasse".

A RTP, em situação de desespero "code red audiências", resolveu fazer uso da única coisa que, julgam eles, consegue prender todas as donas de casa do país ao ecrã: pegou na Casa do Artista como pretexto (mete velhinhos, famosos e, melhor ainda, velhinhos famosos) e lançou o seu trunfo habitual, um "Malato Show tipo-gala".
Os artistas envolvidos eram os que são sócios da própria Casa do Artista e todos os outros que conseguiram arranjar à borla.

Devo dizer que considero a Casa do Artista uma excelente iniciativa e quem trabalha para ela merecedor de todos os elogios (fazem o que o estado devia fazer - trabalhadores independentes e tal... já se sabe). O que eu acho lamentável é que, por exigências da concorrência se faça um programa em cima do joelho com um dia inteiro de conversa mole que não vai contribuir em nada para ajudar a instituição em causa. Durante o resto do ano a RTP vai continuar a esquecer os artistas portugueses e a empurrá-los para um fim de vida na Casa do Artista por não terem conseguido amealhar o suficiente durante a vida artística. Trabalhar de vez em quando não enche a barriga a ninguém.

Hoje a febre da concorrência voltou a fazer das suas.

Já aqui tinha comentado aquele que foi o ponto mais baixo da música portuguesa em televisão. Aquele dia final do programa "A Canção da Minha Vida" em que puseram os proponentes das várias canções "a concurso" a "cantá-las" (???) com os cantores de serviço ao programa.

Pensava eu que era impossível caír mais fundo, quando a TVI (nunca pára de surpreender quando se trata de baixar de nível) se sai com uma "coisa" chamada "Canta por mim".
Resumindo, uma "celebridade" daquelas com contrato com a TVI "gorgoleja" uma canção qualquer com um cantor a sério cuja função é tentar manter a "celebridade" nas redondezas do tom certo. Cada "dueto" representa uma "caridadezinha" daquelas de fazer correr a lagrimita. São um monte de "caridadezinhas" a concurso (concurso de caridades??????), depois a Júlia Pinheiro grita muito, o público vota muito e gasta balúrdios em SMS e, no fim, há 1 (uma!!! uma apenas!!!) "caridadezinha vencedora" que é praticada (com o dinheiro dos SMS, claro). As outras ficam com as vidas esparramadas pelo país todo e os problemas por resolver.

Isto é para mim e até hoje, que me lembre, o ponto mais baixo de tudo o que se fez em televisão.

Fazer um concurso em que se joga com a miséria das pessoas é, no mínimo, nojento!

Tentar mascará-lo de programa musical assassinando a música com a colaboração dos próprios músicos é, em comparação, apenas um miserável desconsolo!

A concorrência é de facto ferocíssima!
Qual será a próxima estação de TV a fazer ainda pior?

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Marketing a mais!?!?

Ouvi há pouco na Radar, quando vinha para casa.

Parece que o novo álbum do Beck viu o seu acesso vedado ao Top Britânico, alegadamente por conter "Publicidade a mais"!

No mundo em que vivemos é, no mínimo, uma notícia estranha. O que é natural, hoje em dia, é louvar-se a "excelente campanha publicitária", ou não?

- Not in "Good Ol' England", dear sir!

Parece que o álbum é um "pack" cheio de tudo e mais alguma coisa, DVD, auto-colantes, extras e até uma parte "decorável" ao gosto do futuro dono.
Segundo quem manda no Top o álbum está em condições desiguais em relação aos outros. Segundo Beck está giro e tem muitas coisas mas não se percebe porque é que foi "desclassificado".

Pois é! Eu queria ver era se alguém em Inglaterra tinha "balls" para desclassificar um álbum do Robbie "Depressed" Williams, nem que lá dentro viesse um par de cuecas usadas (e não lavadas a seguir) pelo "Divo".

No fim disto, sonho com o dia em que um disco de rock "alternativo" português é desclassificado do Top por excesso de promoção...


... Do Top Português! Ou pensam que eu ando a snifar areia de Marte???

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Falta de imaginação...

... distracção, pirraça, promiscuidade ou simples incompetência?

Alguém me sabe dizer por que raio de carga de água é que os anúncios da Galp e do Ecoponto têm a mesma música?

... estarão os senhores da Galp a querer convecer o povo de que são eles que promovem a reciclagem?... ou ando a ver filmes a mais?

Nunca ouviste o "Cão!"?



Pois então se assim é, precisas de o ouvir.

Os Ornatos Violeta editaram este disco em 1997, eu sei, já foi há uns anos.
A verdade é que o segundo "O Monstro precisa de amigos" não foi tão bem conseguido, talvez já "anunciando" o fim que se aproximava.

O Manel Cruz fundou os Pluto com o guitarrista Peixe, banda que editou o álbum "Bom Dia" em 2004, disco que, no meu alegadamente "retorcido" gosto fica entre os dois dos Ornatos, ou seja, gosto muito do "Bom Dia" mas ainda prefiro o "Cão!".

Ao fim de nove anos, descobre-se que ainda há gente que não conheceu os Ornatos e, pior ainda (o que demostra a incompetência da indústria de música portuguesa em promover as suas melhores coisas), nunca ouviu o "Cão!".
Sendo Manuel Cruz autor de algumas das melhores letras da música portuguesa dos últimos anos e tendo sido os Ornatos Violeta uma das grandes bandas do país enquanto existiram, é portanto meu dever ajudar a colmatar essa lacuna:

"Punk Moda Funk"
Artista: Ornatos Violeta
Álbum: Cão!



Ora então levem-no à rua porque...

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

... e aqui está ele!




Cá está então o André Indiana!
Muita gente conhece música dele sem saber de quem é, muitos ainda julgam que se trata de um "estranja" qualquer.
Quando ouvi pela primeira vez o "Electric Mind" (um bocadito, enfim) numa das telenovelas que por aí proliferam (seriam os "Morangos?) pareceu-me Lenny Kravitz e quando descobri que não era pensei: "Ok, um 'tuga' a imitar o Kravitz".
Foi preciso ver um concerto do rapaz na TV (não sei qual mas não foi uma das grandes) para me convencer de que havia ali "material" do bom, tanto em termos de composição como de execução, para além duma banda que não era nada má (parece que agora ainda está melhor, segundo se ouve dizer).

André Indiana poderá não ser o campeão da originalidade mas também não é, de maneira nenhuma, um imitador nem do Kravitz nem dos Black Crowes, como se diz por aí. As referências vão muito mais além até aos anos 70, onde afinal os ditos "imitados" também foram buscar a inspiração. Isso é mau?
Desde que a música seja boa, para mim é óptimo.
No primeiro álbum "Music for Nations" (o segundo "Destilled and Bottled" já saiu mas eu ainda só ouvi o single) a música aparece já surpreendentemente madura, a composição equilibrada, os instrumentos seguros e a voz firme e bem timbrada, muito bom resultado para um "puto" de cerca de 20 anos.

Como de certeza já conheciam o "Electric Mind" e agora ficaram a conhecer o "Full Moon" (era o que estava para ser adivinhado), fica aqui mais uma canção, esta para os adeptos do bom rock "de guitarras" como eu.

"I'm In Love"
Artista: André Indiana
Álbum: Music For Nations

Pois não será uma cena nova, nem "alternativa", nem interventiva, nem sequer em português, nem... nem...
Ora, deixem-se de merdas!
É música, é boa e eu gosto!

A Norte...

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Adivinha! (3)

Esta é uma contribuição do Belche.
Quem quiser, está à vontade.
Podem mandar para o mail, por uma questão de organização.

Cá vai:

Vejam se adivinham quem é este músico português:

Já se vê a luz magenta
Ontem esteve encoberto
Ri-se de te ver tão perto
Girar a massa cinzenta
E ele de sorriso aberto

Palavras onde caminhas
A primeira é pra guardar
Letra estou eu a falar
Mais do que adivinhas
Aprenderás a pensar

domingo, 24 de setembro de 2006

Versões (13)



Foi um dos primeiros LPs da minha irmã mais velha (não sei se ainda o tem), o primeiro da Joan Baez que ouvi e, ainda hoje, talvez o que gosto mais. À medida que os anos foram passando parece-me que a senhora se perdeu entre as memórias do passado interventivo e as tentativas de inovação musical, quase sempre falhadas ou de gosto duvidoso ( na minha opinião, claro). Quando passou por Cascais nos anos 80 já eu tinha passado para outras músicas e este foi talvez o único disco que me ficou, talvez por haver lá em casa, mas também por ter sido a "tirar" músicas dele que me iniciei como autodidacta da guitarra.

Conheci esta versão antes de ouvir o original "Where Have All The Flowers Gone" do Pete Seeger e até a cantava em alemão (aldrabado, claro, e às escondidas). Depois aprendi a letra original em inglês e passei a cantá-la para os amigos mas sempre tocada em "arranjo Baez". Acho que, se ainda a tocasse, ainda a tocava assim (pronto, não tão bem mas parecido). Da voz não vou falar. Da dela não é preciso, da minha é melhor não.

"Sagt Mir Wo Die Blumen Sind"
Artista: Joan Baez
Álbum: Farewell, Angelina


quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Adivinha! (2)

É do Porto este poeta
Mas não se escreve com Tê.
Foi Cão sem nome de cão
Pra nome de cão mudou,
Mas nunca ladrou, só cantou.

Hoje chega, diz Bom Dia
E não é de admirar
Se a qualquer hora do dia
Ele berrar que quer mijar.

De si diz que é bom de amar.
Falta alguém pra confirmar
Quem é este “cantador”?
Conseguem adivinhar?