Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

sábado, 16 de setembro de 2006

Versões (12)



Estava-se em 1984 quando alguns músicos das bandas "revivalistas" da West Coast americana do início da década de oitenta decidiram homenagear as suas "influências" (Velvet Underground, Bob Dylan, Neil Young...). Nasceu assim o projecto Rainy Day, reunindo gente vinda de bandas como Bangles, Dream Syndicate, Rain Parade e outras.

Nunca consegui ouvir o disco na totalidade mas o que ouvi vale bem a pena. Produção sóbria, ambiente um tanto sombrio mas de grande beleza, boas versões.
Se alguém o encontrar por aí, compre-o que eu quero!

Fica aqui a primeira música do disco e único single que saíu. Uma versão de Bob Dylan na voz de Susanna Hoffs das Bangles. Eu gosto! Muito!

"I'll Keep It With Mine"
Artista: Vários (voz: Susanna Hoffs)
Álbum: Rainy Day

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Guess who! (2)

Ora então aqui fica mais uma para adivinharem.
É capaz de não ser muito fácil para alguns, para outros será de caras.
Com um bocadinho de atenção a alguns pormenores e alguma dose de "abstracção estilistica" (seja lá o que isso for), acho que chegam lá!





Convém desligarem a música ali do lado (ou deixar acabar), que as duas ao mesmo tempo faz um bocadinho de confusão.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Swarb's Back!




Dave Swarbrick não é um músico comum!
Logo à primeira vez que o ouvi nos Fairport Convention fiquei talvez um pouco "enfeitiçado" por aquele violino, nunca completamente afinado mas sempre no sítio, sempre "fácil" mas, com precisão "cirurgica", direito às emoções, e por aquela voz aconchegante, meio caminho entre o duende e o ancião, que invariávelmente me punha bem disposto.

Podia pôr-me aqui a falar dos Fairport (assunto não faltaria) mas o que me interessa hoje é anunciar o regresso de Swarbrick aos palcos, este verão, depois de um transplante pulmonar há cerca de dois anos e de uma super recuperação.

Antes da operação havia muito pouca gente a acreditar num regresso aos palcos e uma recuperação fisica com qualidade de vida média era talvez a melhor das previsões.
Hoje Swarbrick tem uma nova banda chamada (em tom satírico, suponho) Swarb's Lazarus (com Kevin Dempsey e Maartin Allcock) e um novo disco com um título não menos sugestivo, "Live & Kicking". O senhor continua bem disposto, como sempre.

Swarbrick não canta (por enquanto, espero eu) na nova banda mas a sua voz mantém-se para mim inesquecível. Foi por isso que escolhi esta música para ficar aqui a tocar uns dias. Para muitos de vocês esta voz e este violino até podem não ser lá essas coisas. Para mim são muito importantes. Normal, é uma das coisas boas que tem a música.
Como dizia o Marley, "when it hits you feel no pain".

"Banks of the Sweet Primroses"
Artista: Fairport Convention
Álbum: Angel Delight


Fiquei mesmo contente com a notícia, caraças!!!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Era difícil fazer pior...

... Mas eles conseguiram!

Parece mesmo aquelas "pirracinhas" dos putos, não é?
"- Ah não gostam, é? Não gostam? Então fazemos ainda pior! Ih ih ih!!!"

Sim, porque eu não posso crer que eles acreditam que aquilo é "Televisão de qualidade"!
Ou acreditam?

Eu explico:
Estava eu a fazer o meu zapping de tarde de Domingo estilo "vejo um filme ou durmo a sesta?" quando, passando pelo canal 1 da RTP dou de caras (e de ouvidos, infelizmente) com a Serenela Andrade a tentar cantar, suponho (já nem me lembro bem, tal foi o susto) que uma música do Carlos Paião, com o "acompanhante" (o cantor, acho que o Feist) desesperado (mas sempre com um sorriso) na sua tentativa de manter a canção minimamente nas imediações do tom certo.

Pensei: pois, confere! Se os modelos estão à frente dos actores nas novelas, porque é que as apresentadoras não hão-de cantar em vez dos cantores?
E qual é o próximo programa musical da RTP?
Um sapateiro a tocar rabecão?

Desliguei a televisão e fui dormir a sesta.
(confesso que me custou um pouco a adormecer... xiça!!!).

"TV Ska"
Artista: Despe e Siga
Álbum: Os Primos

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Para quem gosta de Ramos Rosa

... É outra maneira de ouvir a coisa!

A Linha da Frente é (ou foi, não sei) um projecto de João Aguardela e Luís Varatojo anterior à "Naifa" (2002), em que participam outros músicos como Viviane (Entre Aspas), Janelo da Costa (Kussondulola), Rui Duarte (Ramp), Dora Fidalgo e Prince Wadada. A ideia do projecto consistia em musicar poemas de vários poetas portugueses consagrados para além de António Ramos Rosa como, por exemplo, Fernando Pessoa, António Aleixo, António Boto ou Natália Correia, entre outros. Curiosamente, a primeira faixa é "A faca" de Ary dos Santos. Seria uma premonição para "A Naifa"?
Vale a pena uma ouvidela.

"Não Posso Adiar o Coração"
Artista: Linha da Frente
Álbum: Linha da Frente

domingo, 3 de setembro de 2006

Anos 70 (parte VI)




Estava eu ali a ver um filme daqueles de Domingo com o parolo do Costner quando, por um momento, acompanhando uma viagem que o personagem fazia, me chegou um som muito familiar.

"Xi, aos anos que já não ouvia isto. É dos Allman Brothers e chama-se... eh pá, é um nome de gaja... chama-se..."

E lá fui eu à procura, sabendo que a tinha por ali perdida, até que a encontrei. Não, não era a Melissa, era a Jessica (... como foste nessa de chamar Vanessa...).

Esta música põe-me bem disposto e com vontade de viajar, não sei porquê, mas se calhar é porque foi feita para isso. Afinal os Allman Brothers passavam a vida de um lado para o outro a fazer concertos e, nos intervalos, a viajar de mota (não foi certamente por acaso que dois dos seus músicos, Duane Allman e Berry Oakley, morreram cada um no seu acidente de mota no espaço de um ano).

Tenho a vaga ideia de ter ouvido este álbum completo na rádio, algures nos anos 70. Bons tempos...

"Jessica"
Artista: The Allman Brothers Band
Álbum: Brothers and Sisters

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Buscas...

Depois do abrandamento nos acessos de pessoas à procura da letra do "Não Stresses" dos Mind da Gap, eis que nova febre "googliana" traz para aqui um monte de pessoas, estas à procura de... imaginam?... adivinharam: "Músicas da Floribella portuguesa"!!!

Não sei se os MDG já disponibilizaram a letra em algum lado, se já ninguém quer saber a letra da música, ou se as pessoas que vêm à procura da Floribela não serão as mesmas, agora já na "febre colectiva" seguinte (não é tão descabido assim - basta ver o impulso que teve a carreira do Boss AC depois de entrar na banda sonora dos "Morangos")!

De qualquer forma, deixo aqui uma mensagem em jeito de "tag":

Floribella aqui não temos, está bem?
Obrigado pela visita! Voltem cá quando sair outra pepineira qualquer e... desculpem qualquer coisinha!

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Entretanto, na TV...



Enquanto não há programas capazes sobre música portuguesa, temos de nos contentar com os DVD's que a 2 nos mostra de vez em quando, normalmente ao Sábado, à hora de estar na má vida.

Desta vez trata-se de "No Direction Home", documentário sobre Dylan realizado por Martin Scorsese, que, para além daqueles filmes todos que o tornaram famoso, já tinha realizado "The Last Waltz", reportagem do concerto de despedida dos "The Band" (que depois se voltariam a juntar mas isso não interessa nada para aqui), documento essencial para quem viveu a absorver música durante os anos setenta.

Assim sendo, hoje às 23:10 e amanhã à 23:30 (não confiem muito nas horas), lá estarei em frente ao ecrã. É Dylan, é Scorsese, é capaz de valer a pena ("pena", é como quem diz...).

Entretanto fica aqui um Dylan de 1975 para ouvir. O homem desafina, ah pois é, mas eu gosto disto, que é que hei-de fazer?


"You're a Big Girl Now"
Artista: Bob Dylan
Álbum: Blood on the Tracks



Num perdaum uoje...



Trabalhadores do Comércio, hoje, 31 de Agosto, a partir das 22 horas, nas instaurações do CASINO AFIFENSE, na praia de Afife.

Breikalégue, carago!

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Are you ready for Country?

Por alguma razão estranha, ou talvez não, há em Portugal um forte preconceito contra a chamada Country Music, Música da América (à Jaime Fernandes), talvez até mesmo por isso, por ser americana, por ser a expressão mais típica do "americanismo".
Pois será, ou tavez seja mais uma etiqueta que lhe pregaram, como a do "Portugal é uma província de Espanha".

É um facto que a grande maioria da música Country é má ou "corny" (em português, "pimba"), mas também há boa música Country, música Country que não é "pimba" e música Country com bastante piada. Descansem os fãs "alternativos" do Johnny Cash. O homem era "Country", sim senhor, mas nem tudo está perdido.

Hoje ficam aqui os Byrds a dedicar uma canção a um disc-jockey de uma rádio de Nashville que não passava os seus discos por achar que o Country-rock que a banda tocava era uma ameaça à "tradição musical americana". A letra é particularmente sarcástica e abrangente, de tal maneira que Joan Baez e Jeffrey Shurtleff a dedicaram, no festival de Woodstock, ao Governador da California (à data Ronald Reagan) em resposta ao recrutamento compulsivo de soldados para a Guerra do Vietname (não, não sei se já alguém a cantou ao GWB).

"Drug Store Truck Drivin' Man"
Artista: The Byrds
Álbum: Dr. Byrds & Mr. Hide


Sim, gosto de alguma música Country, não tanto dos estilos "tradicionais", mais de algumas das "evoluções" e "fusões" por ela geradas. Não me vou aqui alongar sobre os sub-tipos e derivações da Country Music mas garanto-vos que ela está na origem de muita da música "alternativa" que se ouve hoje em Portugal.

Que tal deixar de "condenar" música antes de a ouvir?
Já dizia a outra: "Não negue à partida uma ciência que desconhece".