Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

No guess who!

Ninguém conseguiu adivinhar qual era a música, nem sequer o artista.
É verdade que não era evidente mas também não era assim tão difícil.
Se fosse para acertar de caras também não tinha piada nenhuma.

A canção chama-se Flying, é dos Beatles e está no filme (e no álbum) Magical Mistery Tour.

Se quiserem que a coisa continue façam favor de dizer.Também aceitamos sugestões.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Anos 70 (parte IV)



Andava eu aí pela net a ler coisas de música ao acaso, quando dei de caras com a notícia do novo single dos Trabalhadores do Comércio "Febras de Sábado à Noite".
Apanhado por uma daquelas ratoeiras da memória, o meu pensamento foi parar ao tempo da formação desta banda, e desta para a que a antecedeu (se bem que ainda tenham existido um tempo em simultâneo), no que a Sergio Castro e Álvaro Azevedo diz respeito: os Arte & Ofício!

Contrariamente ao que muitos julgam, o "Boom" do "Rock Português" não foi... Chico Fininho e por aí fora!
O Rock em Portugal era talvez pouco conhecido, talvez muito amador, mas existia. E mais ainda, já havia mexidas e transferencias entre bandas. Os Arte & Ofício nasceram das saídas de Sérgio Castro e António Garcez dos Psico (excelente banda que ainda cheguei a ver na televisão) e, juntamente com os Tantra, Perspectiva, Beatnicks, Petrus Castrus e outras, são a prova de que o Rock Português não começou em Rui Veloso. O que começou com o Chico Fininho foi o sucesso popular e a descoberta da "Galinha dos Ovos de Ouro" da música portuguesa.
Como na história original, quiseram tirar os ovos todos de uma vez e acabaram por dar cabo da galinha. Ainda hoje penso como é que as coisas teriam sido se se tivesse ido com mais calma e se as coisas tivessem sido bem feitas, com respeito pelos artistas. Discos gravados numa tarde não podiam sair bons, mas o importante era pô-los cá fora para aproveitar a maré.

Os Arte & Ofício foram uma das vítimas dessa vertigem. Faziam música talvez demasiado elaborada e cantavam em inglês e isso passou quase a ser pecado. Garcez saíu para formar os Roxigénio (ainda cantando em inglês) com Filipe Mendes (hoje Phil Mendrix) e os Trabalhadores do Comércio acabaram por ser a saída para Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, com bastante mais sucesso.

A canção que aqui deixo a tocar é talvez premonitória do que iria acontecer à "Galinha" anos mais tarde!

"O Cacarejo da Galinha"
Artista: Arte & Ofício
EP "Come hear the Band"

domingo, 2 de julho de 2006

Guess who! (1) (Com a música inteira)

Mais uma invenção, a ver se pega!

Trata-se simplesmente de acertar no artista/banda que está a tocar!
Se acertarem na música, melhor, no álbum, melhor ainda!
Ganhar, não se ganha nada. É só mesmo para entreter!
Se entretanto alguém quiser sugerir um prémio, força!

Ora então aqui vai a primeira música:



Têm cinco dias para responder ali nos comentários!

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Para desmoralizar os bifes

Já sabemos que o Billy Bragg é um crítico da Inglaterra de hoje.
Não sabemos se o rapaz gosta de bola nem se está pela Inglaterra mas podemos aproveitar o que ele escreveu em nosso proveito (como se tivesse algum efeito).


"Take Down the Union Jack"
Billy Bragg & The Blokes
England, Half English



sábado, 24 de junho de 2006

Um poema "encapotado" do Verde

Ora aqui está a contribuição do Verde para esta "tertúlia musico-literária".
é sempre bom ter umas entradas mais elevadas intelectualmente. Dá estilo!

Reza então assim:

Aceitando o desafio do Belche, acerca de poemas encapotados, aqui vai o último da minha lista dos meus cinco preferidos:

O Rui Veloso e o Carlos Tê são dos melhores a juntar boas letras e boas músicas.

Alguns êxitos que todos conhecem - para se ganhar pé:

‘Roendo uma falésia na laranja’ – o gozo do T a juntar palavras que são ideias que são sentimentos, sem ter de pagar por isso. Grande exercício.

‘porto sentido’ – belo poema de amor do T à sua cidade, mistura de ternura, saudade, grandeza e tristeza. Dá a profundidade, nunca antes descortinada, ao sentimento portista de resistência ao centralismo lisboeta.

‘valsinha das medalhas’ - sarcasmo supremo sobre as distinções com que um país ‘mofado’ premeia aos seus filhos mais ‘dilectos’. Tom de conversa de cervejaria em dia de Portugal-Angola (1-0, claro!).

‘ a origem do mal’ – gozo delirante sobre a ‘moralidade’ vigente. O Adão e a Eva no palácio de cristal, com a fruta à mistura.

‘beirã’ – sinto o cheiro daquelas ervas todas quando ouço esta música - será a minha metade de beirão?

‘sei de uma camponesa’ – conto pastoral, à moda do ‘puaorto’ carago!! A gaitinha de bêços é de um engraxate da Baoavista, onde o Belâoso costumava parar.

‘saiu para a rua’ – o problema da violência doméstica tratado com luvas de pelica.
- fora de brincadeiras, há aí alguém que não se tenha detido pelas patetices do T?

‘balada da fiandeira’ – o lirismo do T a querer ser hiper-realista. É uma das que ouço às escondidas, não vão querer meter-me numa série do canal 2.

‘bairro do oriente’ – fumar umas coisas nunca fez mal a ninguém, e às vezes até dá grandes letras. E é estupenda a versão dos Clã, para o álbum comemorativo dos 25 anos.

‘o cavaleiro andante’ – ‘... sempre que a rádio diga, que a américa roubou a lua...’, tão delicioso numa canção romântica como ‘as garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã’ do rui rainadinho.....

Outros que menos gente conhece, mas que me dizem mais;

‘guardador de margens’ – o T e o RV com os pés bem assentes no chão, nas margens do rio do seu explosivo sucesso inicial. Promessa da muito boa música a suceder.

‘a ilha’ – o T de certeza também leu Fernandinho, ‘.... com os areais entendidos contra a cegueira do mar...

‘a gente não lê’–o retracto do meu avô, de sacho na mão, pela câmara implacável do T

‘afurada’ e ‘bucólica’ – o danado do hiper-realismo outra vez a arrepiar.

Etc...

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Mas em relação a estes dois há algo mais a salientar.

Um dos poucos e talvez o melhor ‘concept album’ feito em português – o famigerado ‘Auto da Pimenta’, de 1991.

Feito por encomenda para a esquecida (ao contrário da música) ‘comissão para a comemoração dos 500 anos dos descobrimentos’ (alguém sabe o que foi? Eu não vos digo porque há muito decidi esquecer). A encomenda devia ter valido 50.000 contos, mas ao que contavam as notícias da altura, não foram pagos. Devem ter sido ‘derretidos’ em BMWs, e outras mordomias das que pagamos aos chulos que nos (se) vão governando.

O T e o R aplicaram-se (estranha forma de patriotismo – sem bandeiras nas janelas, nem imprecações contra o Chocolari!!). São poucas as músicas menos boas do disco, e as letras são quase todas exemplares.

O T nunca deve ter feito tanta investigação, escrito com tanta objectividade e enquadramento, e mesmo assim - porque não é fácil escrever sobre um tema proposto, e ainda por cima tão fora da realidade presente (será?) – com tanta qualidade e quantidade.

Cada uma das músicas é por si só uma história, alicerçada em documentos e relatos da época. Os músicos são também do melhor (Mário Barreiros, Manuel Paulo, ...). As minhas escolhas são:

A descoberta dos Açores em ‘S. Miguel’

O relato da ‘política’ de povoamento de novas terras da época em ‘Lançado’

O bambolear náutico da ‘Canção de marinhar’

O abandono sublime do ‘Cruzeiro do Sul’

A tristeza pura da ‘Praia das lágrimas’

A ironia mordaz das ‘Trovas Vicentinas’

O rescrever da nau catarineta do ‘País do Gelo’

O melhor poema do T à lusofonia, ajudado pela paixão esforçada do Rui (fazendo esquecer de vez o ‘negro do rádio de pilhas’), em ‘ Nativa’

E o melhor ‘slow’ alguma vez escrito pela dupla, genial no sentimento de alienação, no escapismo assumido e aconchegado e na complexidade psicológica – todos gostaríamos de nos ‘esquecer de nós’ um pouco, embora não de vez - mas poucos teriam a coragem intelectual de o reconhecer (é preciso ser-se activo e correr junto com a manada, mesmo que somente para chegar mais depressa a lugar nenhum) –
em

‘ Logo que passe a Monção’

‘... deixem-me ficar deitado
a ouvir a chuva a cair
que ainda estou acordado
só tenho a alma a dormir...!’

com a despedida mais assassina que já foi escrita para uma balada:

‘... também eu me vou sem morrer...!


A razão da minha escolha tem a ver com o seguinte:

É relativamente fácil descrever as emoções que retractam qualquer época – a raiva à injustiça (e/ou à crueldade), o desamparo pela falta de uma sociedade justa, o desejo de qualquer forma de conciliação com a realidade que nos rodeia, ou qualquer outra coisa mais pessoal e redundante (não interessa muito - no fundo, somos todos a mesma merda!). Difícil, é reduzir numa letra para uma música de poucos minutos a trama que nos leva a ‘desistir’ do mundo ‘real’ e, finalmente a encontrar aconchego com nós próprios num mundo feito à nossa medida.

A todos os doutores, catedráticos, líderes, e ‘fazedores de opinião’ que nos entram casa dentro via TV (ou, se formos mais ‘alerta´, ‘olhos dentro’ pelo que lemos), não ouvi ou li um único que dissesse esta simples e enterrada verdade: toda a medíocridade, mesquinhez e apagonçamento de que sofre este pequeno e quase ignorável país tem causa primeira nos que nos governam, e na falta de responsabilização dos mesmos.

(... a famigerada ‘alternância democrática’. Não é irónico pensar que a democracia – figura maior das conquistas ocidentais – possa acabar no ‘alterne’...?)

O país reflecte, como nos idos de 500, os seus líderes.

Esta conversa começou com o ‘Ai Portugal’ do Jorge, e eu adicionei-lhe a ‘Mensagem’ do Fernandinho.

Eu acho, que conjuntamente com essas duas referências, este poema ‘encapotado’ define o Portugal de hoje. Um país em que, a falta de crença nos que nos deveriam fazer crer (o Zé povinho é parvo mas não é estúpido), alicerdada em anos e anos e anos (....) de ´areia para os olhos’ - adicionada ao enterro dos grandes ideais do séc XX (ideológicos, religiosos, filosóficos, éticos, ....) por falta de ‘aplicação prática’ – levam os cidadãos a entrar numa espécie de ‘salve-se quem puder’ pessoal.

‘Quero que o mundo se lixe porque não vale a pena – desde que eu possa continuar a viver a minha fábula (vida) à minha maneira.’

‘Não há remédio para sempre a mesma merda, nada do que me dizem os ‘gurus’ já faz algum sentido. E eu já não sou guerreiro de nada, a não ser de mim.’

‘...num banco de névoas calmas
quero ficar enterrado...’

‘...ópio, bendito ópio,
minhas feridas mitiguei...’

‘...numa névoa me tornei...’

(aqui, recomendo a leitura do último poema da ‘Mensagem’, de novo...)


Bom, esperemos que os habituais visitantes tenham tempo para ler esta missiva. Mas o Verde é assim. Caladinho, caladinho, nas quando começa nunca mais pára.
Tal como já tinha avisado, não tenho as músicas todas e não tenho precisamente o "Auto da Pimenta".
De qualquer maneira, se eu não arranjar a música entretanto, acho que todos se lembram do "Logo que passe a monção".

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Give it a chance...




Acompanhando alguns dos 589 programas de televisão dedicados ao Mundial de Futebol e ouvindo algumas das respostas que o "povo" vai dando às perguntas dos jornalistas, tenho notado um pequeno facto escondido que vai passando despercebido (talvez por conveniência) aos nossos competentes profissionais de informação.

Quando interrogados sobre as expectativas que têm em relação à participação da sua selecção no campeonato, portugueses e angolanos posicionam-se em planos diferentes: os portugueses querem a vitória e a maior parte dos angolanos está feliz com a participação e os dois empates conseguidos.

Falta de ambição dos angolanos?
Olhem que não!

Enquanto os portugueses procuram a vitória como prova de excelência e supremacia em algo, qualquer coisa que seja, para mascarar a depressão como se isso resolvesse algum problema do país (resolve ao governo, que durante uns tempos fica aliviado de pressão social), muitos angolanos vêem a sua participação como resultado do fim da guerra no seu país.

Na verdade, eles não querem ganhar. Basta-lhes saber que a vida está a voltar ao normal. A ida ao Mundial é, para eles, sinal de paz.

É pena que, para alemães e polacos, por exemplo, seja sinal de guerra!


Como banda sonora, fica aqui a fantástica (para mim, claro) versão dos Clã para esta canção do Lennon.


"Give Peace a Chance"
Artista: Clã
Álbum: Luso Qualquer Coisa

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Chegou o Verão!




"Eu gosto é do Verão"
Artista: A Fúria do Açucar
Álbum: O Maravilhoso Mundo do Acrílico

Pois sim... mas à sombra!

Novas entradas na base de dados



ALO - Animal Liberation Orchestra - Fly Between Falls
Calexico - Garden Ruin
José Peixoto com Maria João - Pele
Mário Laginha - Canções e Fugas

Ok, já os tenho há mais de um mês mas isto anda mau de finanças.
Valem todos a pena, cada um na sua classe, mas para mim o melhor dos quatro é, sem dúvida, o do Mário Laginha.


segunda-feira, 19 de junho de 2006

Jazz (e afins) esta semana

- Ter. 20 Jun -

Lisboa:

Auditório da Companhia de Seguros Lusitânia - 19:00 - Mário Laginha, solo

- Sex. 23 Jun -

Porto:

Hot Five, Jazz & Blues Club - 00:00 - Rui Azul Index: A SAGA DOS BLUES - das worksongs e gospel ao hip-hop (Rui Azul, Alexis Rodriguez, David Lacerda)

Torre de Moncorvo:

Auditório Municipal - 21:30 - Mário Laginha e Bernardo Sassetti

- Sab. 24 Jun -

Porto:

Hot Five, Jazz & Blues Club - 00:00 - Rui Azul Index: A SAGA DOS BLUES - das worksongs e gospel ao hip-hop (Rui Azul, Alexis Rodriguez, David Lacerda)

- Dom. 25 Jun -

Lisboa:

Maxime - 23:00 - Laurent Filipe "Ode for Chet" - LF (trp, voz), Nelson Cascais (ctb), Alexandre Frazão (bat), Bruno Santos (g), Guto Lucena (s), Filipe Melo (p)

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Blogues amigos (3)



Mais um para visitarem, este do "Jorge Costa" (ainda demorou um tempito a perceber quem era o dono deste "nick"), chama-se Sons de Música e vale bem umas visitas.