Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

terça-feira, 4 de abril de 2006

Gouveia Art Rock 2006


Foto: http://www.gaudela.net/

É já nos próximos dias 8 e 9 de Abril que se realiza este festival dedicado à chamada "música progressiva", este ano com as participações de Peter Hammill (dia 8) e dos Amon Düül II (dia 9), velhos conhecidos dos meus tempos Olivalenses e particularmente idolatrados pelo chamado "pessoal do impasse".

Ora, estando este pessoal todo já na casa dos "entas", pergunto-me quantos é que se vão pôr a caminho da Serra da Estrela com outros propósitos que não chapinhar na neve.

Pelo menos falando por mim, que não era "do impasse" e até tenho menos dois ou três anitos, ir tão longe para ver o Hammill em solo total quando tenho aqui os Van Der Graaf com o Graham Smith e tudo, não me puxa muito. Já lá vão os tempos em que o maluco do prof Quim nos punha a analisar letras do PH nas aulas de filosofia. Agora ouço muito de vez em quando. Aos Amon ainda menos, que nunca tive nenhum disco deles e o pouco que ouvi foi em casa de amigos. Na altura variavam entre o muito bonito e o muito esquisito. Não sei como serão agora.

Para além destes "cabeças de cartaz" há mais umas bandas das quais nunca ouvi falar.
É capaz de ser bom, o festival.
Talvez num dos próximos se organize uma excursão para lá ir.
Já começamos a estar na idade, não é?

"Lizard Play"
Artista: Van Der Graaf
Álbum: The Quiet Zone / The Pleasure Dome

sábado, 1 de abril de 2006

Eu fui!

Pois acabei de vir de Sintra, do concerto de lançamento do novo disco do Mário Laginha.

Peço desculpa à seita do costume por não ter dito nada mas só soube do concerto hoje ao fim da tarde. Foi decidir e pôr-me a caminho, basicamente.

O Olga Cadaval não encheu. É estranho mas parece que chegámos ao ponto de ter mais eventos musicais na mesma noite do que gente para os ver. Havia a Festa do Jazz no S. Luiz e suspeito que o Represas no CCB também terá levado algum público. É bom começarmos a ter muitos concertos. Agora temos de começar a programar melhor, que isto é pequenino e tem pouca gente, está bem?

Quanto ao concerto, genial como sempre! Não sou daqueles que se põem a descrever o que vão sentindo ao longo dos concertos. Essa parte fica para mim e cada um tem a sua, mas posso garantir que quem escolheu um dos outros concertos da noite, o melhor que tem a fazer é ir de viagem para o Porto para ver o de amanhã na Casa da Música. Vão, que vale a pena. Ainda por cima com o bónus de podermos trazê-lo para casa (pelo menos algo de parecido) já a partir de segunda feira, dia em que é editado "Canções e Fugas", o novo álbum a solo do Mário Laginha, com o mesmo alinhamento do concerto, 12 anos depois de "Hoje", com os mesmos 12 anos de diferença no conteúdo.

Se 0s puristas dizem que se "cresce para o Jazz", Mário Laginha "cresceu do Jazz" e já lá vai, bem mais à frente, digo eu!

quinta-feira, 30 de março de 2006

Versões (11)

A versão de hoje é, para além de uma grande música, uma música grande.

Corria o anito de 1995 e os Blind Zero gravavam o seu primeiro disco "Trigger". Por entre polémicas de "encosto" ao som dos Pearl Jam e outras "bacoquices" próprias da já conhecida "tuguinveja", os Blind lá foram avançando e encontrando o seu caminho ao ponto de, hoje em dia, se terem tornado quase uma "unanimidade". Espero que não lhes faça mal, que estas coisas podem ser perigosas quando não se está habituado!

No fim de 95, os Blind Zero dão um concerto para um número limitado de assistentes, concerto esse que seria gravado e incluido como "bónus" na reedição do disco.

O concerto tinha uma versão... ai, aaaiiiii!

Mas, pasme-se (por acaso até nem), não era uma versão dos Pearl Jam mas sim dos Lynyrd Skynyrd!

Qué!!!???
E essa cena é o quê??? (perguntaram os tuguinvejosos)

Pois os Lynyrd Skynyrd (Um destes dias mostro aqui umas coisas deles) eram uns "red knecks" dos anos 70, tempo em que os Pearl Jam ainda não sabiam o que era uma nota de dólar, quanto mais de música!

Mais ainda, verdinhos como os Blind ainda eram, não é que a versão era boa?

Pois aqui fica então, de há 23 anos, tocada há 11 e ouvida hoje:

"Simple Man"
Artista: Blind Zero
Álbum: Trigger (CD bonus ao vivo)


sábado, 18 de março de 2006

Grammys

Alicia Keys e Stevie Wonder cantam "Higher ground"! Músicos a sério nem precisam de acompanhamento!

Os Coldplay voltam a provar a sua inteligência. Como o Chris Martin salta mais do que canta e o baterista faz mais barulho do que toca, chama-se a atenção para... o guitarrista!!!

Com o acrescentar daquela senhora aos U2, a canção também mudou de nome.
Passou a chamar-se "One... big belly ache"!

O prémio de rap deve ser o mais difícil de atribuir devido ao "equilibrio de forças"!
Ganhou o Kanye! Olha que surpresa!

Os U2 ganharam aos Coldplay!
Isto sim, é uma surpresa!!!

Viram o baterista? Um mesmo a sério? Estava ali, atrás do McCartney!
(por falar em bateristas, viram ontem o PPG na "febre"? - private)

Segundo as legendas, a Mariah Carey cantou a mesma canção que o McCartney. Chamava-se "Medley"!

Mariah tenta demolir o edifício a berros com benção de Pastor e tudo!

A tradução também é óptima!
"Country's most shining stars" passou a querer dizer "Duas das maiores estrelas do país"!
Alguém faz o favor de explicar aos "tradutores" (não, não estou a falar do Mourinho) o que é "música country"?

Springsteen, na pele de "folk singer", canta "Devils and Dust" e acaba com um apelo: "Bring'em home". Leiam as letras, depois conversamos!

Aguilera e Hancock - Gosto do Herbie mas tenho saudades do Russell.
(se alguém tiver o álbum do Leon Russell ao vivo com os New Grass Revival, compro!)

Fiquei a saber da morte do Vassar Clements. Já tinha ido o Grappelli. Os melhores também morrem.

E lá estava ele outra vez! O Elvis! Costello! Little hands of concrete!

sexta-feira, 17 de março de 2006

Por falar em Blind Zero...

... E em mais um monte de bandas, lembrei-me de fazer uma pequena homenagem a um super-produtor e um dos grandes músicos portugueses dos últimos 30 anos: Mário Barreiros!

Excelente baterista, exímio guitarrista, excelente nos arranjos e considerado por muitos o melhor produtor do país, temos tido notícias dele desde o fim dos anos 60, quando ainda era aquele puto dos caracois que tocava bateria nos Mini-Pop, depois guitarrista nos Jafumega com carreira paralela como baterista de Jazz, colaborador do Rui Veloso em "Mingos e os Samurais", produtor de Blind Zero, Maria João e Mário Laginha, Santos e Pecadores, Silence 4, Clã, etc., etc......., e peça fundamental no som de Pedro Abrunhosa, tanto na produção como nos arranjos ou na guitarra.

Aqui fica um exemplo com um "solito" de Mário Barreiros (para não ser o óbvio Latin'America, que é assim uma espécie de solo do Hotel California para Portugal).

"Sexo"
Artista: Pedro Abrunhosa e Bandemónio
Álbum: Tempo


Esgotado!

O concerto dos Blind Zero agendado para dia 23 de Março na Casa da Música já está esgotado.

A notícia é dada como um grande feito mas nós sabemos que a Casa da Música só tem cerca de 1200 lugares.

Não são só os Blind Zero que esgotam salas em Portugal. temos vários exemplos, nos vários estilos de música, de pessoas que conseguem habitualmente esgotar as salas onde actuam. Já começa a ser hábito ter de comprar bilhetes com uma certa antecedência para concertos dos Clã, Maria João e Mário Laginha, Abrunhosa, Toranja, etc.

Já aqui comentámos o facto de as rádios passarem menos música portuguesa do que os portugueses ouvem.

Pois ficamos a saber que as televisões passam menos música portuguesa dos que os portugueses vêem.

Salva-se o CC Estudio 2! E mesmo esse podia ser tão melhor...!!!

sábado, 11 de março de 2006

Ok, já ouvi...

... as outras... como direi?... canções?...

Depois disto, tenho a dizer que me enganei e não acredito que alguém estivesse a gritar "VÂNIA!"

Tenho mesmo quase a certeza de que era...

"ESGANE-A! ESGANE-A! ESGANE-A!"


Mais um igual aos outros dos últimos 30 anos.

Porque é que a RTP não pega no dinheiro que gasta neste festival e nas idas à Eurovisão e faz um programa de música que se veja e ouça?

Ganda Festival!

Ontem não vi o Festival da Canção.
Esqueci-me, pronto!

Ainda me lembro, nos idos anos 60 e princípios dos 70, que o Festival da RTP era uma das sessões familiares de TV, com direito a ir mais tarde para a caminha e tudo.

Ontem esqueci-me que ele existia e isso diz bem do caminho que o certame levou durante estes anos todos. A RTP nunca conseguiu fazer um espectáculo de televisão que acompanhasse os tempos, os bons compositores e letristas alhearam-se do concurso devido às várias injustiças de que foram vitimas em favor da tal "fórmula ganhadora lá fora", os bons intérpretes tentam fugir a sete pés, não vá o Festival dar-lhes cabo da carreira e o público... bem o público não se percebe muito bem, não é? ... a coisa fica atrás das novelas em audiência e depois aparecem 65 mil votos... Ah, e tal...

Dito isto, fazia eu o meu zápingue quando vejo o Gabriel e a Angelino vestidos de gala. Pensei: É uma homenagem ao Sampaio ou uma gala de boas vindas ao Cavaco e, logo a seguir: Ah, pois! Hoje era o festival!

Estava a coisa na parte de receber os votos do público, um monte de gente em cima do palco, uns palhaços mascarados de Caretos de Podense, os votos nunca mais vinham, depois vieram, depois não contaram para nada porque havia um juri que já tinha votado e valia mais do que o "voto do povo", depois uns gajos do público (não sei se eram o povo porque estavam muito bem vestidos) não gostaram e passaram o resto do tempo a gritar pela tipa dos magálas da TVI, as "caras" da RTP com uns sorrisos incomodados (o Fernando Mendes divertidíssimo), O Jorge Gabriel a falar de democracia numa altura onde era óbvio que ela não existia e, ainda por cima, a tentar citar Churcill (ou Godinho?) e a trocar-se todo, no meio disto tudo alguém tentava dar prémios aos vencedores mas já não cabia ninguém no palco, davam-se os prémios por ali, num sítio onde se conseguisse dar de caras com o premiado, o Gabriel a tentar pôr ordem naquilo mandava as pessoas ora para um, ora para outro lado, entretanto já não percebia se a magála da TVI agora era das Non-Stop, porque agradecia com elas, mas então porque é que gritavam por ela? eis senão quando...
- A canção vencedora!
Ok, vamos lá ouvir isso...




...







...





Ok...






VÂNIA! VÂNIA! VÂNIA!

(Não ouvi a canção da Vânia mas grito qualquer coisa para deixar de ouvir aquilo)




Ontem não vi o Festival da Canção.
Esqueci-me, pronto!

Ainda bem!!!

segunda-feira, 6 de março de 2006

À irlandesa seria mais assim




Formados em 1989 e com o primeiro disco editado em 1992, os Dervish são bem mais recentes do que os Steeleye Span e a única coisa que têm em comum com eles é o facto de tocarem música tradicional.

Enquanto tanto os Steeleye Span como os Fairport Convention (e muitos outros) nasceram em fins dos anos 60 com o intuito de misturar musica "Folk" das Ilhas Britânicas com coisas mais "novas", fosse Rock, Jazz ou outra coisa qualquer, bandas como os Dervish ou os Altan descendem de um outro movimento que começou na Irlanda um pouco mais tarde com bandas como os Planxty ou a Bothy Band e que visava a recuperação da música tradicional irlandesa, mantendo-a acústica e respeitando a forma e os instrumentos originais (com alguma alterações, que estas coisas da "pureza" têm sempre muito que se lhe diga).

Utilizações abusivas à parte (poupem-me a cena dos "novos druídas") e "descambanços" para a estética "new age" atirados para o caixote do lixo mais obscuro que encontrarmos (sim, isto inclui a Enya), há coisas muito boas em muitos destes grupos irlandeses e a salganhada de entradas e saídas dos vários músicos pelas várias bandas só abona a favor do ambiente que se vive entre eles.

Pois aqui fica então um "Jig" um bocadinho mais tradicional do que o anterior, igualmente dançável mas menos "abanócapacetivo".

"Packie Duigman's"
Artista: Dervish
Álbum: At the end of the day

quinta-feira, 2 de março de 2006

As músicas da nossas vidas (9)



"The Mooncoin Jig", a primeira música que ouvi dos Steeleye Span, que me lembre, e que me deu uma paranoia por bandolins da qual ainda sinto alguns resquícios até aos dias de hoje.

Os Steeleye Span foram mais uma banda fundada pelo baixista Ashley Hutchings (santinho!) que tinha a mania de fundar bandas e depois saír para fundar outras (também foi ele que iniciou os Fairport Convention e a Albion Band, por exemplo, e aqui até já tinha saído). A coisa não se dava lá como ele queria e...
Siga! Venha outra!

Os Steeleye Span começaram em 1969, ainda continuam a tocar e devo dizer que a agenda para 2006 não está nada má, o que me leva a pensar que os senhores ainda não "caíram da tripeça".

Pois então aqui fica para ouvirem.
Ok. É verdade que até hoje já ouvi coisas muito melhores em bandolim mas dizem que não há amor como o primeiro. Vai na volta...

"The Mooncoin Jig"
Artista: Steeleye Span
Álbum: Now We Are Six