Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

sexta-feira, 17 de março de 2006

Por falar em Blind Zero...

... E em mais um monte de bandas, lembrei-me de fazer uma pequena homenagem a um super-produtor e um dos grandes músicos portugueses dos últimos 30 anos: Mário Barreiros!

Excelente baterista, exímio guitarrista, excelente nos arranjos e considerado por muitos o melhor produtor do país, temos tido notícias dele desde o fim dos anos 60, quando ainda era aquele puto dos caracois que tocava bateria nos Mini-Pop, depois guitarrista nos Jafumega com carreira paralela como baterista de Jazz, colaborador do Rui Veloso em "Mingos e os Samurais", produtor de Blind Zero, Maria João e Mário Laginha, Santos e Pecadores, Silence 4, Clã, etc., etc......., e peça fundamental no som de Pedro Abrunhosa, tanto na produção como nos arranjos ou na guitarra.

Aqui fica um exemplo com um "solito" de Mário Barreiros (para não ser o óbvio Latin'America, que é assim uma espécie de solo do Hotel California para Portugal).

"Sexo"
Artista: Pedro Abrunhosa e Bandemónio
Álbum: Tempo


Esgotado!

O concerto dos Blind Zero agendado para dia 23 de Março na Casa da Música já está esgotado.

A notícia é dada como um grande feito mas nós sabemos que a Casa da Música só tem cerca de 1200 lugares.

Não são só os Blind Zero que esgotam salas em Portugal. temos vários exemplos, nos vários estilos de música, de pessoas que conseguem habitualmente esgotar as salas onde actuam. Já começa a ser hábito ter de comprar bilhetes com uma certa antecedência para concertos dos Clã, Maria João e Mário Laginha, Abrunhosa, Toranja, etc.

Já aqui comentámos o facto de as rádios passarem menos música portuguesa do que os portugueses ouvem.

Pois ficamos a saber que as televisões passam menos música portuguesa dos que os portugueses vêem.

Salva-se o CC Estudio 2! E mesmo esse podia ser tão melhor...!!!

sábado, 11 de março de 2006

Ok, já ouvi...

... as outras... como direi?... canções?...

Depois disto, tenho a dizer que me enganei e não acredito que alguém estivesse a gritar "VÂNIA!"

Tenho mesmo quase a certeza de que era...

"ESGANE-A! ESGANE-A! ESGANE-A!"


Mais um igual aos outros dos últimos 30 anos.

Porque é que a RTP não pega no dinheiro que gasta neste festival e nas idas à Eurovisão e faz um programa de música que se veja e ouça?

Ganda Festival!

Ontem não vi o Festival da Canção.
Esqueci-me, pronto!

Ainda me lembro, nos idos anos 60 e princípios dos 70, que o Festival da RTP era uma das sessões familiares de TV, com direito a ir mais tarde para a caminha e tudo.

Ontem esqueci-me que ele existia e isso diz bem do caminho que o certame levou durante estes anos todos. A RTP nunca conseguiu fazer um espectáculo de televisão que acompanhasse os tempos, os bons compositores e letristas alhearam-se do concurso devido às várias injustiças de que foram vitimas em favor da tal "fórmula ganhadora lá fora", os bons intérpretes tentam fugir a sete pés, não vá o Festival dar-lhes cabo da carreira e o público... bem o público não se percebe muito bem, não é? ... a coisa fica atrás das novelas em audiência e depois aparecem 65 mil votos... Ah, e tal...

Dito isto, fazia eu o meu zápingue quando vejo o Gabriel e a Angelino vestidos de gala. Pensei: É uma homenagem ao Sampaio ou uma gala de boas vindas ao Cavaco e, logo a seguir: Ah, pois! Hoje era o festival!

Estava a coisa na parte de receber os votos do público, um monte de gente em cima do palco, uns palhaços mascarados de Caretos de Podense, os votos nunca mais vinham, depois vieram, depois não contaram para nada porque havia um juri que já tinha votado e valia mais do que o "voto do povo", depois uns gajos do público (não sei se eram o povo porque estavam muito bem vestidos) não gostaram e passaram o resto do tempo a gritar pela tipa dos magálas da TVI, as "caras" da RTP com uns sorrisos incomodados (o Fernando Mendes divertidíssimo), O Jorge Gabriel a falar de democracia numa altura onde era óbvio que ela não existia e, ainda por cima, a tentar citar Churcill (ou Godinho?) e a trocar-se todo, no meio disto tudo alguém tentava dar prémios aos vencedores mas já não cabia ninguém no palco, davam-se os prémios por ali, num sítio onde se conseguisse dar de caras com o premiado, o Gabriel a tentar pôr ordem naquilo mandava as pessoas ora para um, ora para outro lado, entretanto já não percebia se a magála da TVI agora era das Non-Stop, porque agradecia com elas, mas então porque é que gritavam por ela? eis senão quando...
- A canção vencedora!
Ok, vamos lá ouvir isso...




...







...





Ok...






VÂNIA! VÂNIA! VÂNIA!

(Não ouvi a canção da Vânia mas grito qualquer coisa para deixar de ouvir aquilo)




Ontem não vi o Festival da Canção.
Esqueci-me, pronto!

Ainda bem!!!

segunda-feira, 6 de março de 2006

À irlandesa seria mais assim




Formados em 1989 e com o primeiro disco editado em 1992, os Dervish são bem mais recentes do que os Steeleye Span e a única coisa que têm em comum com eles é o facto de tocarem música tradicional.

Enquanto tanto os Steeleye Span como os Fairport Convention (e muitos outros) nasceram em fins dos anos 60 com o intuito de misturar musica "Folk" das Ilhas Britânicas com coisas mais "novas", fosse Rock, Jazz ou outra coisa qualquer, bandas como os Dervish ou os Altan descendem de um outro movimento que começou na Irlanda um pouco mais tarde com bandas como os Planxty ou a Bothy Band e que visava a recuperação da música tradicional irlandesa, mantendo-a acústica e respeitando a forma e os instrumentos originais (com alguma alterações, que estas coisas da "pureza" têm sempre muito que se lhe diga).

Utilizações abusivas à parte (poupem-me a cena dos "novos druídas") e "descambanços" para a estética "new age" atirados para o caixote do lixo mais obscuro que encontrarmos (sim, isto inclui a Enya), há coisas muito boas em muitos destes grupos irlandeses e a salganhada de entradas e saídas dos vários músicos pelas várias bandas só abona a favor do ambiente que se vive entre eles.

Pois aqui fica então um "Jig" um bocadinho mais tradicional do que o anterior, igualmente dançável mas menos "abanócapacetivo".

"Packie Duigman's"
Artista: Dervish
Álbum: At the end of the day

quinta-feira, 2 de março de 2006

As músicas da nossas vidas (9)



"The Mooncoin Jig", a primeira música que ouvi dos Steeleye Span, que me lembre, e que me deu uma paranoia por bandolins da qual ainda sinto alguns resquícios até aos dias de hoje.

Os Steeleye Span foram mais uma banda fundada pelo baixista Ashley Hutchings (santinho!) que tinha a mania de fundar bandas e depois saír para fundar outras (também foi ele que iniciou os Fairport Convention e a Albion Band, por exemplo, e aqui até já tinha saído). A coisa não se dava lá como ele queria e...
Siga! Venha outra!

Os Steeleye Span começaram em 1969, ainda continuam a tocar e devo dizer que a agenda para 2006 não está nada má, o que me leva a pensar que os senhores ainda não "caíram da tripeça".

Pois então aqui fica para ouvirem.
Ok. É verdade que até hoje já ouvi coisas muito melhores em bandolim mas dizem que não há amor como o primeiro. Vai na volta...

"The Mooncoin Jig"
Artista: Steeleye Span
Álbum: Now We Are Six

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

É "Puck" mas bom!



Acalmam-se as coisas por aqui e aconselha-se um bom disco: A Midsummer Night's Dream. Steve Hackett com a Royal Philharmonic Orchestra.
Não é para ouvir inteiro todos os dias (sobretudo ao volante em tardes quentes) mas é muito bom e tem momentos como este.

Ok, para alguns será uma seca mas eu gosto. E sei que há aqui mais gente que também gosta. E até sei uns cuscos que cá vêm de vez em quando, que não comentam mas também gostam.

"Puck"
Artista: Steve Hackett
Álbum: A Midsummer Night's Dream

sábado, 18 de fevereiro de 2006

É mania minha...

Ou os músicos portugueses que fazem letras em inglês deviam aprender... inglês?

Se há os que dizem que dizem que a língua portuguesa não é musical, que língua falam o Carlos Tê e o Manel Cruz (só para dar dois exemplos)?

Para os que dizem que se exprimem melhor em inglês, não era boa ideia dominarem a língua em que melhor se exprimem?

Para os que dominam ambas e preferem qualquer uma das duas... Estou de acordo!
Completamente!!! (como diria uma amiga minha)

Por aí a ver as vistas...


Excelente entrevista com o Zé Eduardo, contrabaixista de Jazz, aqui

Mais sobre Zé Eduardo:
Associação Grémio das Músicas
JazzPortugal

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Excuse me Mr. .............. (pick a name)!

Que é como quem diz: "Ó faxabore!!!"

Acho que ainda não tinha convocado o Ben Harper para esta "selecção"!

Ainda andei a dar umas voltas pelos "modos" lírico, apaixonado, abandonado e coitadinho mas decidi-me por uma do "modo" "Ecológicó-inquisitivó-político", que é o que mais se adequa ao meu estado de espírito no momento presente, ou seja, "se-apanho-um-político-à-frente-mordo-lhe-a-orelha-e-arranco-lhe-o-capachinho"!!!

"Excuse me Mr."
Artista: Ben Harper & The Innocent Criminals
Álbum: Live From Mars (em português: Vive de chocolates. É, não é?)