Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Versões (7)


Foto: Reinhard Zierke's (Mostly) English Folk Music Website


Muitas vezes acontece uma versão ser editada antes do original, normalmente porque o autor escreveu a canção para outra pessoa cantar. Nestes casos até se pode discutir qual deles é o original e qual a versão (como, por exemplo, aconteceu com "Nothing Compares 2U", que foi cantada pela Sinead O’Connor antes de o ser pelo autor, Prince).

Outras vezes, como é o caso desta, a canção foi editada primeiro pelos Fairport Convention (em 1969), simplesmente porque o autor, Bob Dylan, nunca a incluiu em nenhum disco. Não consta que ele a tenha escrito para Sandy Denny e só aparece cantada por Dylan em 1985 no Álbum "Biograph", embora haja registos de ter sido cantada por ele ao vivo desde 1963.

De certeza que algum teórico já terá inventado um nome para estes casos, tipo: "ante-versão", "pré-versão" ou "proto-versão".
Aqui trata-se apenas de uma "excelente versão"!

"Percy's Song"
Artista: Fairport Convention
Álbum: Unhalfbricking

Pois aqui está uma canção onde duas frases são repetidas, uma 16 e outra 15 vezes, e da qual eu gosto muito. A diferença entre esta e outras de que já falei aqui é, para além do facto de esta ter quase 7 minutos, haver mais qualquer coisa no meio das repetições.
Mesmo assim, há-de haver por aí alguém que vai dizer que a canção é uma seca.
Será para alguns, para mim não é!

"Opiniães"...

domingo, 6 de novembro de 2005

31 songs das visitas (1)

Visto que já temos duas pessoas a partilhar as suas escolhas, decidi passá-las para uma posição mais visível.
Enquanto não recebo a confirmação de identidade do segundo, aqui ficam para já as da Laura:

1.Bohemian Rapsody – Queen
2.Rattlesnakes – Lloyd Cole & The Commotions
3.Everybody Hurts – REM
4.Faith – George Michael
5.That I Would be Good – Alanis Morissette
6.Winter – Tori Amos
7.Seven Seconds – Neneh Cherry & Youssou N’Dour
8.Manic Monday – Bangles
9.Smooth Operator – Sade
10.Mirrors – Sally Oldfield
11.Electric Dreams – Giorgio Moroder
12.One – U2
13.It’s oh so Quiet – Björk
14.Perdidamente – Trovante
15.The Blower’s Daughter – Damien Rice
16.Mad World – Gary Jules & Michael Andrews
17.More Than Words – Extreme
18.No Surprises – Radiohead
19.Foolish Games – Jewel
20.Special K – Placebo
21.Everybody’s Changing – Keane
22.Promise – Beverly Craven
23.Perfect – Fairground Attraction
24.The Drugs Don’t Work – The Verve
25.Live To Tell – Madonna
26.She – Elvis Costello
27.Little Respect - Silence4
28.Nothing Compares 2U – Sinead O’Connor
29.Hotel California – Eagles
30.Unchained Melody – The Righteous Brothers
31.Memory – Barbra Streisand

(Publicada nos comentários em 25-10-2005 por Laura)

É verdade que já conheço outras listas, de outras pessoas, em outros sítios.
Fico a aguardar que as coloquem aqui nos comentários para lhes dar o devido destaque.
Quem ainda não fez a sua, faça favor de tentar. Todos sabemos que é uma lista muito "redutora" mas fica pela piada do exercício.

sábado, 5 de novembro de 2005

Então e este?


Imagem: Jack Johnson

Na "ressaca" dos MTV EMA, aqui fica um artista que não "mereceu" distinção dos 1.500 membros da misteriosa "Academia de Nomeações" do canal de música.

Não tendo sido escrita a propósito de eventos como este, esta canção tem um refrão que assenta muito bem ao que se passou ontem (com honrosas excepções) no Pavilhão Atlântico:

Where’d all the good people go?
I’ve been changing channels and I don’t see them on the tv shows
Where’d all the good people go?
We’ve got heaps and heaps of what we sow

"Good People"
Jack Johnson
In Between Dreams

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

MTV EMA!

Primeiro que tudo o resto:

EMA:
Ave pernalta corredora que se assemelha à avestruz (fonte: priberam.pt).

A seguir:

O apresentador Borat:
Aquilo deve ser humor nos States. A única coisa de jeito que fez foi proporcionar às fãs um vislumbre do Chris Martin em cuecas. Para além disso teve a sorte de o Dave Grohl gostar da guitarra e não estar com vontade de cuspir como aconteceu no Rock in Rio Lisboa.

O espectáculo:
Tudo em grande e tecnicamente bem conseguido.
Alguém me explica o que quer dizer "Por favor observação"?

Os "performantes":

- Madonna: Cantar e dançar daquela maneira aos 47 anos é para muito poucos. quanto à música, techno-pop à la Kylie com Abba em fundo. Não gosto, pronto!

- Coldplay: Já sabem que eu não gosto deles e ainda por cima a voz foi-se com as calças.

- Green Day: Quais punks, qual carapuça! Quando o eram, não tocavam grande coisa mas tinham a sua piada. Agora são uma banda de rock competente (excepto quando tentam tocar o "We are the champions"). Aquilo até nem é nada complicado e sempre dá para abanar o capacete. Foi pena não termos visto mais do baterista que é espectacular.

- Gorillaz: Um festival! Aquilo não é só música e, provavelmente, só funciona no conjunto. Mas funciona muito bem.

- Akon: De onde é que apareceu este cromo???

- Foo Fighters: Rock pesado com q.b de melodia, receita vencedora, excelentes ao vivo. Foi pena não terem "aviado" o Borat!

- Robbie Williams: Competente, pouco expontâneo e um tanto distante (estava preocupado com a mamã). O "mergulho"? Faz parte do show!

- Pussycat Dolls: Don't you think they suck? Dontcha?

- Shakira: A rapariga é uma simpatia (ou imita muito bem) mas eu não consigo gostar daquilo, nem quando agita o jantar nos intestinos nem quando faz aqueles "exercícios respiratórios".

- The Black Eyed Peas: Estes gajos não me dizem nada, pronto!

- System Of A Down: Quié'quilo???!!!

Os "apresentantes":
Apenas uma pequena referência para os "nossos". O Figo e o "Maria Alzira" não foram feitos para aquilo e esqueceram-se do público português. A Nelly, que por pouco não tinha um português melhor do que o deles, traduziu tudo o que o fatela do Shaggy disse e ainda o ensinou a dizer "borracho" (que ele não conseguiu aprender). Os jovens apresentadores da MTV Portugal, como estavam a falar para outros jovens, puseram-se aos gritos. Será que criámos uma nova geração de surdos?

Os nomeados:
Não sei quem os nomeou por isso abstenho-me de comentar. Não deixo no entanto de notar que começam a ser sempre os mesmos.

Os vencedores:
As minhas opiniões referem-se à comparação com os restantes nomeados, por causa das coisas.

Best Male: Robbie Williams - Concordo.
Best Female: Shakira - Preferia a Gwen ou a Alicia.
Best Group: Gorillaz - O conceito da coisa é um espectáculo. Aceito.
Best Rock: Green Day - Preferia os U2, mas os "cotas" não estão "a dar".
Best Hip-hop: Snoop Dogg - Nem quero saber!!!
Best Alternative: System of a Down - Quem são estes gajos, quando comparados com o Beck? Ou a actuação correu muito mal ou eles não valem mesmo nada!
Best Song: «Speed of Sound», dos Coldplay - Ah, tá bem, ninguém ouviu os Gorillaz. Tss, tss!
Best R&B: Alicia Keys - Concordo.
Best Pop: The Black Eyed Peas - Ao menos este podia ter ido para a Gwen Stefani.
Best Album: «American Idiot», de Green Day - Não conheço os álbuns todos por isso abstenho-me.
Best New Act: James Blunt - Aqui também não conheço o suficiente para emitir opiniões.
Best Video: “Believe”, dos The Chemical Brothers - Dos que já vi, prefiro o do Beck.
Best Portuguese Act: The Gift - Os Humanos eram os únicos com nome português. Deve ter sido por isso que não ganharam!
Free Your Mind Award: Bob Geldof - Pois o gajo merece os prémios que lhe quiserem dar, mesmo sendo um queijo do Pauleta cortado ao meio e com asas.

Ser estrela da Pop é difícil!

Como é que eles conseguem ter paciência para responder a tanta pergunta parva?

Embora com estilos diferentes (a Bárbara em registo "fã histérica" e o Álvaro Costa em estilo "eu sou do meio, man"), os nossos entrevistadores mostraram em directo a melhor maneira de fazer figuras tristes e lamber botas a estrelas.

Parabéns às "estrelas", que conseguiram manter a compostura (não sei nem quero imaginar as figuras que fizeram os dos outros países).

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

As músicas da nossas vidas (6)


Foto: Amazon. com

Para começar, devo explicar que esta música não tem exactamente este tamanho.
Trata-se de parte do lado 3 do álbum "Tales from topographic oceans" dos Yes e foi o bocado de música que me fez querer conhecer tudo o resto.
Quando a listei nas 31 canções aí em baixo, era principalmente a esta parte que me referia. E porquê? A resposta é óbvia, chama-se Steve Howe e toca guitarra.
Isto passou-se lá para os idos dos anos 70 e fica aqui mais um agradecimento ao "teclista dos Wass" (há por aí quem saiba do que estou a falar, eh, eh) por me ter gravado a cassete com o álbum.

Yes
'The Ancient' - Giants Under the Sun (versão curta)
Álbum "Tales From Topographic Oceans"

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Versões (6)

Richie Havens é um músico que gosta de fazer versões.

Das várias que já ouvi, de algumas gosto, outras nem tanto, mas do que eu gosto mesmo é da voz do homem.
As melhores versões são normalmente como esta: voz, guitarra (que ele toca com uma afinação diferente por ter as mãos grandes demais para as posições normais dos acordes) e pouco mais.

Este é um dos casos em que eu até acabo por preferir a versão ao original, mesmo sendo o original do Bruce Springsteen.
É uma canção de uma fase do Springsteen que eu não gosto muito, apesar de reconhecer que surtia o efeito desejado no filme ("Filadélfia"), apesar de lhe ter valido um Óscar (quero lá saber disso).
Acho que Havens conseguiu "sacar" o ambiente da canção melhor do que o próprio Springsteen. É a minha opinião. Fico à espera da vossa.

Richie Havens
"Streets Of Philadelphia"

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

(only) 31 songs!

"I decided that I wanted to write a little book of essays about songs I loved ... Songs are what I listen to, almost to the exclusion of everything else. I don't listen to classical music or jazz very often, and when people ask me what music I like, I find it very difficult to reply, because they usually want names of people, and I can only give them song titles." (Nick Hornby)

Pronto!
Cá está uma lista de 31 canções, depois de muitos desafios que me foram feitos.

Como respondi às pessoas que me desafiaram, 31 são muito poucas.
Assim sendo, reduzi a lista quase exclusivamente à fase de "crescimento", com algumas excepções.
Claro que há mais músicas nos anos 80 e 90 que me dizem qualquer coisa e talvez ainda mais nos anos 60 e 70 mas, visto que são só 31, fiz questão de parar a máquina dos "recuerdos" e anular muitas da fase "já tinhas idade para ter juízo". Mesmo assim eram muitas e tratei de reduzir mais uma vez: "só uma de cada músico/banda".

Aqui fica então a mini-lista que restou (31 canções). Vou lembrar-me de muitas mais do que as que já aqui tinha escrito e que foram alvo de cortes radicais. Não interessa.

Vejam esta como "uma lista de 31 canções entre muitas possíveis"!

Por ordem alfabética:

1 - ‘The Ancient’ Giants Under the Sun – Yes
2 - Alice’s Restaurant Massacree – Arlo Guthrie
3 - Both sides, now – Joni Mitchell
4 - Bright side of the Road – Van Morrison
5 - Daniel – Elton John
6 - Dawg’s Bull – David Grisman
7 - De Coração e Raça – Sérgio Godinho
8 - Don’t let it bring you down – Neil Young
9 - Driver #8 – R.E.M.
10 - Good Feeling – Violent Femmes
11 - Happiness is a Warm Gun – The Beatles
12 - Have you ever seen the rain – Creedence Clearwater Revival
13 - Heaven Knows I'm Miserable Now – The Smiths
14 - Here Comes the Flood – Peter Gabriel
15 - Highway Star – Deep Purple
16 - Hoje – Trovante
17 - Lowlands of Holland – Steeleye Span
18 - Meet me on the corner – Lindisfarne
19 - Meet on the Ledge – Fairport Convention
20 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades – José Mário Branco
21 - Mulher da Erva – José Afonso
22 - Ol’ ’55 – Tom Waits
23 - Penguin in Bondage – Frank Zappa
24 - Purple Haze + Instrumental Solo (Woodstock) – Jimi Hendrix
25 - Quinta das Torrinhas – Maria João e Cal Viva
26 - Songs from the Wood – Jethro Tull
27 - The Musical Box – Genesis
28 - The times they are a-changin’ – Bob Dylan
29 - Thunder Road – Bruce Springsteen
30 - Trench Town Rock (Live) – Bob Marley
31 - We Three – Patti Smith

domingo, 23 de outubro de 2005

Versões (5)

Como ainda não fiz nenhuma referência à musica chamada "erudita" resolvi hoje dar a conhecer uma versão da obra de nome "Bolero de Ravel" e que, tal como a "Carmen de Bizet" é de autor desconhecido (a piada não é minha mas do Herman José nas "Crónicas do Estebes").

Quem a executa (é assim que se diz nos meios "eruditos") é a "The best band you never heard in your life", conduzida pelo maestro Francesco Zappa.

Claro que, vinda de quem vem, a versão tem de ser um bocadinho "dinâmica", por assim dizer, e há alguns elementos da orquestra que gozam de alguma "liberdade criativa" no processo, nomeadamente a secção de percussões, alguns dos metais e, principalmente o baixista que muito provavelmente tinha deixado a partitura em casa (quem já ouviu o baixista Scott Thunes em acção estranha é quando ele não inventa).

No meio disto tudo o mais extraordinário é que, no final, esta é uma espectacular versão que consegue tornar uma música que no original é um bocado secante numa bem disposta demonstração do que é a arte bem tocar qualquer música.

Esta versão do Bolero não aparece nas edições europeias deste disco devido a problemas de direitos de autor. Parece que os donos dos direitos sobre as obras de Ravel não ficaram muito contentes com a "blasfémia" cometida sobre uma das obras intocáveis da "erudição" europeia.
Taditos! Só se pode ter pena deles. Podemos sempre comprar a edição original.

Para quem não gosta de Zappa, peço desculpa mas ouve-se tão pouco por aí que eu sinto-me obrigado (com muito agrado) a mostrar por aqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Versões (4)




Aqui está uma versão que eu acho fantástica.

comparando com o original do Jimi Hendrix, há que dizer que são, no mínimo, diferentes. Se é verdade que ninguém toca como Hendrix tocava, também é verdade que Stevie Ray Vaughan nem tentou e tocou-a à Stevie Ray. No original esta música é cantada e tem cerca de dois minutos e meio (com um final em "fade" estranhíssimo). Aqui transforma-se num instrumental com quase sete minutos considerado em 2004 pela revista "Guitar One Magazine" como o melhor solo de guitarra rock de todos os tempos. Claro que estas classificações são sempre controversas, a começar pelo facto de ser considerado "rock". E "blues"? É o quê?

Stevie Ray Vaughan morreu em 28 de Agosto de 1990 num desastre de helicóptero.

Little Wing
Stevie Ray Vaughan and Double Trouble