Agenda de concertos (carregar no evento para mais informação)

sexta-feira, 11 de março de 2005

Queen e Paul Rodgers no Restelo

Ainda há uns dias falava neles e pronto, cá estão!
Curiosamente dei por isso porque, de repente, o Google começou a trazer visitas à procura de "Queen+Restelo+Bilhetes". Ou seja, o concerto foi anunciado hoje nos jornais, vai-se realizar no dia 2 de Julho e já começou a "febre". Suponho que anda tudo a preparar-se para mais umas noites nas bombas de gasolina.
Cá por mim, espero que desta vez arranjem um sítio ainda mais parvo para vender os bilhetes.
Que tal a Casa do Povo de Cebolais de Cima?

terça-feira, 8 de março de 2005

Surpresas...


Foto: tuatara

Por vezes acontecem!
Um exemplo:
Ao sabermos que o guitarrista dos R.E.M. tem uma banda com o baterista dos Screaming Trees pensamos o quê?
Exactamente. Guitarras à R.E.M. com batida "Grunje". Rock e pronto!
Procura-se na net e nas lojas de discos sem sucesso e pensa-se: "as finanças não estão asim tão mal, não há muito que enganar..." e pronto! Toca a importar o disco directamente dos E.U.A.!
Quando o disquito chega umas semanas depois, direito à aparelhagem e...
"Eh lá, o que é isto???"

Resultado:
Tuatara!
Agora que já passaram uns anos, que já há site oficial, que os CDs já aparecem nas lojas "on line", parece que ainda ninguém conseguiu definir a música dos Tuatara. Os discos são catalogados em categorias tão "parecidas" como "Rock", "New Age", "Jazz" ou "World Music". No fundo, é apenas boa música de base instrumental.
Eu gosto!

Ainda há surpresas na música!
Se fossem todas assim, estava-se muito bem!

sexta-feira, 4 de março de 2005

Tá muito bem, abelha!



Tori amos voltou a sair da casca e largou mais uns pingos de mel agri-doce.
Na verdade, desta vez, para além de sair ainda deu umas voltas cá por fora. Este novo "The Beekeeper", apesar de tocar todas as temáticas habituais em Tori, vai muito mais longe nas aventuras musicais. Se a poesia continua um pouco hermética e muito "feminina", a música pinta quadros um pouco mais coloridos do que o habitual, misturando os registos "esperáveis" com pinceladas de outras paletas. Se isto faz do disco, por um lado, um pouco heterogéneo, por outro torna-o bastante interessante e apelativo para sectores de público menos "Tori-addicted".

Há aqui coisas muito bem feitas (não se esperava outra coisa) que me merecem um registo especial:
Os arranjos de vozes são cuidados ao mais infimo pormenor (gosto especialmente do de "Ireland"), com a excepção do dueto com Damien Rice em "The power of orange knickers" (que raio de nome). Se era para o rapaz não fazer nada de jeito, mais valia ficar quieto. A meu ver não acrescenta nada à canção.
Outra nota alta para o trabalho de guitarras em todo o disco. Para uma artista tão "piano-dependente" é de saudar a liberdade e importância que é dada aos (excelentes) musicos que a acompanham.

Em suma, um excelente disco para ouvir em qualquer altura, de uma abertura inesperada (no caso de Tori Amos) que, se por vezes chega a roçar o "fácil", nunca se chega ao "foleiro"!
Eu, se fosse a vocês, comprava!

Temas favoritos (hoje e agora): "Ribbons Undone", "Ireland" e "Toast".

quarta-feira, 2 de março de 2005

As buscas.

Aqui há dias, o Jorge comentava o facto de ter várias visitas que apareciam por meio de pesquisas nos motores de busca apenas por ter mencionado, num post qualquer, uma tal de Carla Matadinho da qual eu nunca tinha ouvido falar, mas que parece ser muito conhecida.

Nos últimos dias tenho vindo a constatar esse mesmo fenómeno mas com outros nomes. Ao que parece, os brasileiros estão repentinamente muito interessados em Paul Rodgers. A isto não é decerto estranho o facto de este ir fazer uma tournée com os músicos dos Queen, sabendo-se da popularidade que a banda tinha nesse país.

No entanto, o que me deixa deveras espantado é a quantidade de visitas que aqui chegam à procura, imagine-se, do... "Menino-guerreiro"!
Será um caso de sucesso ou o pessoal quer guardar a "coisa" como recordação do episódio mais ridiculo que se passou até hoje numa campanha eleitoral?

Entretanto, deixa-me cá angariar mais umas visitas:
- Julgamento do Michael Jackson
- Caso Casa Pia
- David Beckham
- Fernanda Serrano
- Fotos porno
(este último é muito procurado no meu site. Coitados, devem saír de lá tão "desconsolados"...)

Os Grandes Recintos e os Grandes Concertos

Uma questão que, pelos vistos, o post anterior relembrou é o tal factor "Estádio". Não consigo vislumbrar a piada de ir a um concerto de música para depois ver os músicos numa "televisão" com pior imagem do que a minha e ouvi-los com um som muito pior do que o do meu Hi-Fi. Tudo bem, fico em casa!

Para mim um concerto só é conseguido se houver um mínimo de comunicação nos dois sentidos, ou seja, o Pavilhão Atlântico já é grande demais!
Vi dois concertos em Estádios (um deles com a minha amiga Sónia) e chego à conclusão que, se podiam ter sido dos melhores, acabam por estar muito por baixo no meu "ranking" de bons concertos.

Se consigo entender os grandes recintos como palcos para festivais, em que a rotação de público se vai fazendo noite fora e em que a coisa funciona em ambiente de Feira (chamemos-lhe assim), não tenho a mesma opinião no caso de concertos em que todos estão ali para ver apenas uma banda ou artista.
Se deixei de ir a festivais por preguiça, deixei de ir a concertos de estádio porque são muito caros, as condições são más, não se vê nem ouve nada de jeito (a não ser os zumbidos nos ouvidos ao fim da noite), porque nunca serão dos melhores que vi e porque já me deixei dessa coisa de achar que o facto de "ter lá estado" contribui em alguma coisa para a minha felicidade.

Tenho memórias de grandes concertos no Dramático de Cascais, no Pavilhão do Restelo, no Coliseu, no CCB, na Aula Magna, no Maria Matos, no S. Luís, no Vox, ou até no Palácio da Ajuda.
Quanto aos concertos do Bowie ou do Springsteen (os dos estádios), pois "estive lá", foi fixe, fui com amigos, levei a "velhota" a ver o "Boss", o Bowie lá aparecia de vez em quando no ecrã, o Springsteen fartou-se de trabalhar e saiu de lá todo roto (literalmente) ao fim de 3 horas e meia (este ainda teve um ou dois "momentos"), mas não me apetece levar os binóculos para o próximo.

Se voltar a ir a um concerto de estádio, será numa de "ir ali com o pessoal curtir um bocado" e, de certeza, sem certames de "bora fazer a mochila para ir comprar bilhetes"!

terça-feira, 1 de março de 2005

Três dias???

Houve quem passasse 3 dias numa bomba de gasolina para comprar bilhetes para o concerto dos U2.
Ora aí está algo que nunca fiz nem me vejo a fazer!
Vão dizer que se calhar não gosto assim tanto de música como isso. Na verdade, não é tanto de música que se trata aqui como de espectáculo mas está bem, podem achar o que vos "aprouver".

Já andei os meus bons quilómetros para ir a concertos mas, normalmente, vou já com os meus bilhetes bem acondicionados num qualquer bolso.
Por que raio de carga de água é que eu passaria tanto tempo numa fila para comprar bilhetes? Se quiser passar umas noites ao relento, consigo pensar em imensos lugares melhores do que uma bomba de gasolina, imensos amigos dispostos a isso em vez de um monte de desconhecidos prontos a passar por cima de mim se isso significar um bilhete e até, imagine-se, música óptima para ouvir (U2, porque não?).
Tenho ido a bastantes concertos, alguns até memoráveis, e nunca tive de me sujeitar a isto. Se algum dia acontecer, podem ir todos, eu fico em casa. Até cá tenho a música!

Esta coisa deve ter uma qualquer explicação psico-sociológica. Ele é filas de trânsito, filas para os médicos, para as universidades, para os transportes (essas não posso evitar), enfim, para tudo. A verdade é que o povo gosta!
E não é que no verão vão para o Algarve fazer engarrafamentos de trânsito nas entradas dos Centros Comerciais?
Ah, reles sociedade dos vícios!!!

Mais um!

O Daniel é mais uma daquelas pessoas que nunca vi na vida mas que, por obra desta coisa da net, se tornaram boas "amizades cibernéticas".
Pois o Daniel tem um novo blog chamado "Wildstrawberries". Ele diz que é sobre muitas coisas mas aposto que vai ter muito de cinema, ainda mais de música e um bocadinho do resto!
Pelo que conheço dele, vai ser um blog de textos intensos e um bocadinho mais compridos do que os meus.
Façam-lhe umas visitas.

sábado, 26 de fevereiro de 2005

Fica sempre a música

Completaram-se esta semana 18 anos desde a morte de José Afonso (23/02/1987).
Sendo eu um bocado avesso a elogios póstumos não me vou alongar muito.
Apenas achei que, à medida que o tempo vai passando, certas coisas precisam de ser lembradas.
Hoje achei por bem lembrar a música do "Zeca"!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Mais entradas para a lista do "eixo do mal"


Foto:NME

Thom Yorke, dos Radiohead, chegou-se à frente para protestar contra a visita de George Bush ao Reino Unido, na semana passada.
O cantor aproveitou para juntar Tony Blair ao ramalhete ao chamar mentirosos aos dois políticos, acusá-los de provocarem uma escalada do terrorismo em vez de acabarem com ele e condenar o "prime minister" por seguir um fanático religioso.
Entre outras coisas, Thom Yorke exortou a família real a "fazer alguma coisa de útil" e, aproveitando a estadia de Bush no palácio de Buckingham, aderir ao protesto. Pediu também aos dois "herdeirozinhos" para se mexerem, falarem contra o "cowboy" e, por exemplo, recusarem cumprimentá-lo (tá bem, abelha).
Entre os artistas que também protestaram contra esta visita contam-se, por exemplo, Damon Albarn (Blur) ou Fran Healy (Travis).

A esta hora já os serviços secretos Norte-Americanos compilaram os nomes dos que ousaram falar contra o "polícia do mundo" e procederam à sua inclusão nas listas de perigosos terroristas.

Se for como da outra vez, hão-de andar a vigiar o mundo todo menos os que lhes vão "fazer a folha"!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

As músicas da campanha

Para além das misérias, faltas de nível, tiros nos pés, rasteiras, lamúrias, queixinhas, calinadas, golpes publicitários, acções fabricadas e falta de substância a que assistimos durante esta campanha eleitoral, fomos confrontados com a confrangedora falta de ideias também no que toca à música utilizada pelos partidos que nos foram servidos pelos media (havia mais mas ninguém os viu)!

Começando pela CDU, ao fim de 20 (vinte) anos continuamos a ouvir aquela versão sintetizada duma dança transmontana e que se chama, imagine-se, "A Carvalhesa"!
É de facto de uma eficácia notável. Cada vez que ouço aquilo à distância, fujo na direcção contrária (o PCP devia investigar se não é esta a causa da fuga de militantes dos últimos anos). Ainda por cima com um nome destes! Um bocadinho desactualizada, não? A verdade é que até tenho medo que apareça uma nova chamada "A Jeronimesa" ou "A Souzada"!

A seguir temos o menos mau: o BE aproveitou a borla do Sérgio Godinho. Para um partido supostamente "jovem" e "moderno" não está mal, não!
Pergunto-me eu se o "Irmão do meio" não será o "missing link" da família Portas. Salvaram-se os concertos dos Sloppy Joe. Se a mensagem política é inexistente, ao menos sempre se abanava o capacete.

O CDS continua a apostar no hino que Dina fez no tempo de Manuel Monteiro. O Manel mudou-se, a Dina parece que também, mas a canção ficou (não faz mal, ela fez outra para o PND).
Parece que o Portas bateu com as ditas. Será que o hino vai continuar ainda e sempre a resistir? Como nunca tive vontade de ouvir aquilo de perto e com atenção, sempre que o ouço em fundo na TV emoldurando as digressões do Paulinho pelas Feiras, a única coisa que me vem à cabeça é a frase "Peguei, trinquei, meti-te na cesta...". Acto contínuo... mudo de canal!

A coisa piora quando chegamos ao PS. Ao ver o Sócrates acenando aos seus "caros amigos e camaradas" com a música do "Gladiador" em fundo, logo me assalta a ideia que dele tenho desde o princípio: Erro de Casting!
Não, não o consigo ver como Gladiador de coisa nenhuma (nem sequer de ideias). O simples imaginar do senhor semi-nu com um tridente numa mão e uma rede na outra assusta-me mais do que o Nicholson em "Shining"! Além disso, o homem chama-se Sócrates e não Spartacus!

E chegamos ao cúmulo do ridículo!
Poderia ser um bom sinal o facto de o PSD ter abandonado o "Paz, pão, povo e liberdade" (afinal de contas naquele partido já nenhuma destas palavras faz sentido depois do Iraque, do desemprego, das contas na Suiça e das escutas telefónicas). Mas não, nada disso!
Começando com um novo hino indescritivel de mau gosto em que a única coisa que se ouve é a palavra "Santana" (e não é uma elegia à pobre da santa), a coisa vai descambar na maior aberração musical já ouvida numa campanha eleitoral (sim, ainda pior do que "O Bicho"). Chama-se "Menino Guerreiro", é uma canção de um tal Luís Gonzaga Jr. (acho eu), vem acompanhada de um video tipo "elogio fúnebre" e fala de um homem coitadinho que precisa de colo e carinho, que chora e berra porque leva o país aos ombros, que se sente desonrado porque foi despedido e por isso não consegue ser feliz.
Mais comentários não são necessários mas fico a pensar o que sentirão os 150000 desempregados deste país quando ouvem isto...

Meus senhores:
Para a próxima, se não conseguem fazer melhor do que isto, das duas uma: ou fazem a coisa em silêncio ou então, em vez de bandeiras, ofereçam leitores de mp3, que a gente trata de os carregar com música a sério!
Boa noite e... curem-se!!!